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Saúde

Primeiro lote da Coronavac vai vacinar só 0,5% dos idosos e 34% dos profissionais de saúde

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O lote inicial de 6 milhões de doses da Coronavac que teve seu uso emergencial aprovado no domingo (17), e começou a ser distribuído nesta segunda-feira (18), será suficiente para a vacinação de apenas 0,5% dos idosos brasileiros e 34% dos profissionais de saúde do País, como mostra uma planilha do Ministério da Saúde com a divisão dos imunizantes por Estado e grupo prioritário.

 

 

Não há previsão de data para o recebimento de mais doses.

Embora todos os idosos e trabalhadores da saúde do País sejam considerados população-alvo da imunização nas duas primeiras fases da campanha, o número limitado de doses disponíveis no momento obrigou o ministério a priorizar indivíduos com mais risco.

A pasta optou por priorizar idosos que vivem em instituições de longa permanência, grupo estimado em 156,8 mil pessoas e que equivale a 0,5% dos cerca de 29 milhões de idosos brasileiros, segundo estimativa do próprio ministério na versão do plano de imunização apresentado ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Já no caso dos profissionais de saúde, serão priorizados trabalhadores que atuem na linha de frente de combate à covid-19, tanto nos hospitais quanto em postos de saúde. Também serão vacinados funcionários das instituições de longa permanência de idosos e servidores que farão a vacinação da população, conforme informe técnico concluído nesta segunda, pelo ministério.

Os três primeiros grupos somam pouco mais de 2,2 milhões de pessoas, o equivalente a 34% dos mais de 5 milhões de profissionais da saúde do País, de acordo com estimativas do ministério.

“Diante das doses disponíveis para distribuição inicial às UF e a estimativa populacional dos trabalhadores de saúde, será necessária uma ordem de priorização desse estrato populacional”, diz o documento.

“Assim, recomenda-se a seguinte ordem para vacinação dos trabalhadores da saúde conforme disponibilidade de doses, sendo facultado a Estados e Municípios a possibilidade de adequar a priorização conforme a realidade local: equipes de vacinação que estiverem inicialmente envolvidas na vacinação dos grupos elencados para as seis milhões de doses; trabalhadores das instituições de longa permanência de idosos e de residências inclusivas (serviço de acolhimento institucional em residência inclusiva para jovens e adultos com deficiência); trabalhadores dos serviços de saúde públicos e privados, tanto da urgência quanto da atenção básica, envolvidos diretamente na atenção/referência para os casos suspeitos e confirmados de covid-19; demais trabalhadores de saúde”, detalha o informe.

Além dos 156,8 mil idosos institucionalizados e 2,2 milhões de profissionais de saúde, serão vacinados com esse primeiro lote da Coronavac 431,9 mil indígenas e 6,4 mil pessoas com deficiência que vivem em instituições de longa permanência.

Outro fator que restringe ainda mais o número de aplicações é a necessidade de reserva da segunda dose para os imunizados e as perdas técnicas de doses, estimadas em 5% a 10%. Com isso, o primeiro lote entregue pelo Instituto Butantan imunizará cerca de 2,8 milhões de brasileiros.

Essa divisão foi proposta pelo Ministério da Saúde, mas os Estados têm autonomia para definir suas próprias estratégias, contanto que sigam as diretrizes federais sobre os grupos prioritários.

Presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e titular da pasta no Maranhão, Carlos Lula diz acreditar que os Estados vão seguir, em sua maioria, a sugestão do ministério de como usar as primeiras doses.

Embora alguns especialistas e gestores tenham levantado a possibilidade de vacinar 6 milhões de pessoas com as primeiras doses e usar uma próxima remessa para administrar a segunda dose nesse mesmo grupo, Lula argumenta que essa seria uma estratégia arriscada e que ela não deve ser seguida pelos Estados e municípios.

“A eficácia da Coronavac é depois da segunda dose, então temos que fazer a reserva para, caso a gente não receba uma nova remessa em três semanas, termos condições de dar a segunda dose aos primeiros vacinados e garantir a imunidade. Se não fizermos isso, corremos o risco de perder o efeito da primeira dose”, diz ele.

O Programa Nacional de Imunizações (PNI) estabeleceu como 21 dias o intervalo entre as doses, podendo esse prazo ser esticado para até 28 dias. Se a segunda dose for dada após esse período, não há como garantir que o imunizante terá efeito.

Lula estima que o primeiro lote seja esgotado em apenas uma semana e diz não haver garantias de que, ao término desses 6 milhões de doses, o País já tenha recebido uma nova remessa. “O ministério nos disse que deve chegar nesta semana um lote da vacina de Oxford, mas não sabemos de onde nem quantas”, informou.

O ministério apostava na importação de 2 milhões de doses prontas da vacina de Oxford/AstraZeneca da Índia na semana passada, mas o envio foi barrado pelo governo indiano, que não deu data para que a encomenda tenha o despacho liberado. Além das doses prontas, o governo tem contrato para receber o ingrediente ativo do imunizante e produzi-lo nacionalmente na Fiocruz, mas também não há data para a chegada dos primeiros insumos.

O Butantan, por sua vez, já tem em solo brasileiro matéria-prima para fabricar outras 4,8 milhões de doses da Coronavac, e aguarda liberação do governo chinês para que a Sinovac possa enviar mais insumos que permitirão novas entregas a partir de fevereiro. A promessa é fornecer 46 milhões de doses até abril/maio.

 

 

FONTE: O Sul

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Saúde

A cientista que testou a eficácia da vacina Sinovac morre de Covid-19

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As dúvidas sobre a eficácia da vacina chinesa têm aumentado na Indonésia, que enfrenta agora a pior fase da pandemia

 

A cientista que liderava equipe que investigou a eficácia da vacina Sinovac na Indonésia morreu nesta quarta-feira (7) infectada com o novo coronavírus, de acordo com a Reuters, citando meios locais.

A morte de Novilia Sjafri Bachtiar, que tinha em torno 50 anos, ocorre num momento em que as mortes por Covid-19 atingem níveis recordes na Indonésia, um dos países onde a vacina chinesa tem sido mais amplamente utilizada.

Segundo vários meios, a cientista foi enterrada de acordo com os protocolos da Covid-19.

A morte foi confirmada pelo ministro do Empreendimento, Erick Thohir, que lamentou o sucedido, falando numa “grande perda”, não detalhando, contudo, a causa do óbito.

“Ela foi a cientista-chefe e chefe de dezenas de testes clínicos feitos pela BioFarma, incluindo os testes clínicos da vacina Covid-19 em cooperação com a Sinovac”, disse.

A infecção e as mortes de profissionais de saúde que receberam a vacina Sinovac, na Indonésia, aumentaram as dúvidas sobre sua eficácia na prevenção de internamentos e óbitos. Os especialistas estão inclusive considerando administrar uma terceira dose da vacina para aumentar a eficácia no combate à variante Delta.

De acordo com dados recentes, desde junho, morreram de Covid-19 131 profissionais de saúde, a maioria vacinada com a Sinovac.

 

FONTE: NOTICIAS AO MINUTO 

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Geral

BRASIL: Mais de 80 pessoas já assinaram termo de recusa para a vacina contra a Covid-19 no estado de SP

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Sete cidades paulistas adotaram medidas contra os chamados ‘sommeliers’ de vacinas.

 

Além de assinar um documento que comprove a rejeição do imunizante, a pessoa será imediatamente colocado no ‘final da fila’ do calendário de vacinação.

Ao menos 86 pessoas já confirmaram, por meio de assinatura em termo de responsabilidade, que rejeitaram o imunizante contra a Covid-19. Em todo o estado de São Paulo, sete cidades estão aplicando regras contra aqueles que querem escolher a marca da vacina no momento da aplicação.

É o que aponta um levantamento feito pela GloboNews com base em informações de prefeituras e que contou com a colaboração de afiliadas da TV Globo do interior do estado.

Na região metropolitana de São Paulo, os municípios de São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul e Embu das Artes adotaram medidas nas quais o cidadão que se recusar a tomar a vacina, além de assinar um documento que comprove a rejeição do imunizante, será imediatamente colocado no “final da fila” do calendário de vacinação, ou seja, somente poderá ser vacinado após toda a população adulta. Nessas cidades, a vacinação acontece por meio de agendamento prévio.

No caso específico de Embu das Artes, a prefeitura já estava recolhendo, desde a semana passada, a assinatura dos que querem escolher a marca da vacina. Mas, apenas hoje começou a valer a punição de adiar uma nova possibilidade de vacinação para a pessoa apenas após a vez das pessoas com 18 anos.

A determinação não é a mesma em todos os municípios. No interior do estado, em Jales e Rio Preto, quem recusa a vacina tem que assinar um termo de responsabilidade, afirmando que recusou a aplicação por causa da marca do imunizante. As prefeituras vão enviar esses termos para o Ministério Público, mas não há uma punição prevista.

Em Urupês, também no interior, a Prefeitura adotou uma estratégia semelhante, mas além da assinatura em um termo que comprove o ato da rejeição, quando a pessoa quiser se vacinar novamente, ela precisará entrar na fila da xepa, que imuniza com doses remanescentes de qualquer marca de vacina.

Em Cerquilho, na região de Itapetininga, a administração municipal publicou um decreto que determina o envio de dados ao Ministério Público das pessoas que se recusarem a tomar a vacina contra a Covid-19 disponível no momento da aplicação. Conforme o decreto, essas pessoas terão seus dados enviados ao órgão para apuração de eventual crime contra a saúde pública. Os servidores deverão colher os dados do morador que se recusar a ser imunizado, preencher um termo de renúncia e reter as cópias dos documentos solicitados pela campanha de vacinação. Ainda segundo a prefeitura, a pessoa será comunicada do preenchimento do termo e, se não quiser assinar, o documento será endossado por duas testemunhas.

Questionado sobre estratégias para evitar casos de “sommeliers de vacina” na capital paulista, o prefeito Ricardo Nunes disse que não pensa em adotar medidas contra quem escolhe a marca da vacina. Para Nunes, o número de casos dessa natureza não é relevante perto do tamanho da cidade. Segundo o prefeito, a aposta para conter essas atitudes continuarão sendo a conscientização.

Balanço
São Bernardo do Campo: 32 pessoas assinaram o termo de “recusa e responsabilidade” por rejeitarem a vacina contra a Covid-19.
São Caetano do Sul: 12 pessoas assinaram o termo de “recusa e responsabilidade” por rejeitarem a vacina contra a Covid-19.
Embu das Artes: começou a valer nesta segunda-feira (5) apenas a regra do fim da fila, mas termo já era assinado desde semana passada. 32 pessoas assinaram o termo de “recusa e responsabilidade” por rejeitarem a vacina contra a Covid-19.
Jales: 10 pessoas assinaram o termo de “recusa e responsabilidade” por rejeitarem a vacina contra a Covid-19.
Cerquilho: sem registro de assinatura.
Urupês: não respondeu à reportagem.
Rio Preto: não respondeu à reportagem.

 

FONTE: G1

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Good News

Aspirina reduz em 20% mortes por câncer de cólon, mama e próstata

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A aspirina, vendida sem contra-indicações em vários países como analgésico, pode ser uma opção para o tratamento de vários tipos de câncer como de cólon, mama e próstata.

 

Foi o que constataram cientistas da Cardiff University, no Reino Unido. Eles realizaram um estudo com pacientes de 18 tipos diferentes de câncer. (veja relação abaixo)

A conclusão publicada na eCancermedicalscience mostrou uma redução de 20 por cento nas mortes pela doença, em comparação com aqueles que não tomaram o medicamento.

Estudo

O estudo foi conduzido por Peter Elwood, professor honorário da Cardiff University que estudou os efeitos da aspirina por mais de 50 anos.

Os pesquisadores revisaram 118 estudos observacionais, que incluíram 250.000 pacientes com 18 tipos de câncer diferentes.

E constataram que a aspirina reduz a ‘propagação metastática’ – a propagação do câncer dentro do corpo.

“Pacientes com câncer devem ser encorajados a levantar o tópico da ingestão de aspirina com seus médicos”, disseram os pesquisadores.

O professor Elwood explica que ficou “impressionado com as ações da aspirina” nos mecanismos biológicos relevantes para o câncer.

Reduz mortes

“Nossa pesquisa sugere que a aspirina não apenas ajuda a reduzir o risco de morte, mas também reduz a disseminação do câncer dentro do corpo – a chamada disseminação metastática.

“Há agora um corpo considerável de evidências que sugere uma redução significativa na mortalidade em pacientes com câncer que tomam aspirina – e esse benefício parece não estar restrito a um ou alguns tipos de câncer.

‘No entanto, devemos também enfatizar que a aspirina não é uma alternativa possível a qualquer outro tratamento”, diz o professor Elwwol.

18 tipos

Os casos de câncer foram principalmente de cólon, mama e próstata, mas também incluíram nasofaringe, esôfago, fígado, vesícula biliar, pâncreas, bexiga, ovário, endométrio, cabeça e pescoço, pulmão, leucemia, glioma, melanoma, gastrointestinal (GI) e gástrico.

“No geral, descobrimos que a qualquer momento após o diagnóstico de câncer, cerca de 20 por cento mais dos pacientes que tomaram aspirina estavam vivos, em comparação com os pacientes que não tomaram aspirina”, conclui Elwood.

 

FONTE: SÓ NOTICIA BOA

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