Primeiras lavouras de trigo da safra 2019 estão prontas para colher no RS – Portal Plural
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Agro

Primeiras lavouras de trigo da safra 2019 estão prontas para colher no RS

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É uma pequena parte, mas 3% da lavoura de trigo da safra 2019 no Estado está pronta para ser colhida. A conclusão está no mais recente Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar – conveniada da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr).

O grão por colher apresenta característica que se configura entre a maturação fisiológica e o ponto de colheita. Ainda de acordo com o levantamento, publicado na quinta-feira (26/9), 7% das lavouras de trigo estão na fase de desenvolvimento vegetativo (perfilhamento e alongamento do colmo), 32% em floração e 58% na fase de enchimento do grão. A área estimada com trigo é de 739,4 mil hectares.

A canola já tem 22% das lavouras colhidas no RS. O plantio total nesta safra é de 32,7 mil hectares. Maduro por colher está 20%, enquanto 12% se encontra em floração e 46% na fase de enchimento do grão. As regiões da Emater/RS-Ascar principais produtoras dessa oleaginosa são Santa Rosa, Ijuí, Santa Maria, Bagé e Frederico Westphalen, que correspondem a 93% da área cultivada com a canola no Estado.

Para a cevada, com 42,4 mil hectares cultivados, 8% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo, 26% em floração, 50% na fase de enchimento do grão e 16% maduro por colher. De modo geral, o desenvolvimento das lavouras no Estado é considerado bom.

A área estimada pela Emater/RS-Ascar com plantio de aveia branca é de 299,9 mil hectares, com produtividade esperada de 2.006 quilos por hectare. No Estado, 2% das lavouras se encontram na fase de desenvolvimento vegetativo, 14% em floração, 63% na fase de enchimento do grão, em 12% a aveia está madura por colher, e 9% das lavouras foram colhidas.

Milho

A estimativa da Emater/RS-Ascar para safra de milho 2019-2020 indica área de 771.578 hectares, aumento de 1% em relação à safra anterior e produção estimada de mais de 5,9 milhões de toneladas. Isso resulta em produtividade de 7.710 quilos por hectare. Segundo o zoneamento agroclimático para o milho, o período de plantio ocorre entre o início de agosto e o final de janeiro. De acordo com o zoneamento, as regiões onde o plantio mais avançou na última semana foi Santa Rosa, Frederico Westphalen, Ijuí, Soledade, Passo Fundo e Erechim.

Olerícolas

Na região Nordeste gaúcha, as condições climáticas no geral foram favoráveis ao bom desenvolvimento da cebola. No entanto, algumas lavouras foram afetadas por granizo, mas ainda não se pode dimensionar os danos. As lavouras estão em estádio de desenvolvimento vegetativo.

Na Fronteira Noroeste e Missões está em andamento o plantio de novas áreas de aipim, beneficiado pela boa umidade do solo. As primeiras lavouras implantadas apresentam boa brotação. Produtores buscam trocar materiais propagativos visando melhor adaptação dos genótipos e variedades mais resistentes a doenças. O plantio da cultura deve se estender até outubro, já que alguns produtores preferem fazer o plantio quando o solo está mais quente, diminuindo o tempo de permanência do material no solo exposto a animais e doenças que possam causar danos e diminuir a emergência de plântulas. Os produtores seguem colhendo mandioca madura, porém o descasque é mais oneroso e o cozimento está mais difícil. Segue a colheita também para produção de polvilho doce e azedo em agroindústria.

Na região Nordeste do RS, as lavouras de batata seguem em desenvolvimento vegetativo. Produtores realizam monitoramento, tratamentos fitossanitários e preventivos. Na Fronteira Noroeste e Missões, que correspondem ao regional da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa, segue o plantio. As lavouras implantadas estão em germinação e as primeiras apresentam bom desenvolvimento vegetativo.

Na Região Metropolitana da capital e proximidades, as lavouras de batata-doce se encontram em enchimento de tubérculos e estão sendo colhidas, totalizando 94% da área na Costa Doce. Produtores percebem queda no consumo.

No Sul, prosseguem as atividades de transplante de mudas de tomate para estufas. O preço subiu novamente na semana. No Litoral Norte, estão sendo replantadas áreas atingidas pelo granizo. Na região Sul continua sendo realizado transplante de mudas de pimentão para estufas. O preço do pimentão aumentou.

Frutícolas

No Litoral Norte, os principais municípios produtores de banana são Morrinhos do Sul, Três Cachoeiras, Mampituba, Dom Pedro de Alcântara e Torres. A produção está em colheita. A produtividade, que já era menor em razão da nebulosidade, reduziu ainda mais com a ocorrência de granizo. Com isso, reduz a oferta da fruta, elevando os preços.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Porto Alegre, produtora de maracujá amarelo azedo, finalizou o vazio sanitário e foi iniciada a implantação de novos pomares. Com isso, a safra é antecipada, tendo em vista nova forma de produção de mudas.

Na região Sul, a cultura do pêssego encontra-se principalmente em fase de frutificação. Algumas cultivares ainda estão em florescimento e entram em finalização as atividades de poda. Em pomares localizados em áreas baixas, com concentração de frio e cultivares mais precoces, cuja frutificação está mais adiantada, produtores relatam danos ocasionados pela geada, que provocou a queima interna do fruto em início de frutificação. Os prejuízos devem ser avaliados nas próximas semanas.

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Agro

Geada não deve implicar em perdas no cenário agrícola gaúcho

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Foto: Roger Terra de Moraes, extensionista rural da Emater/RS-Ascar de Soledade

A forte geada desta madrugada (29/07) e dos últimos dias não deve implicar em perdas significativas no cenário agrícola gaúcho. Segundo o extensionista da Emater/RS-Ascar, Elder Dal Prá, as perdas devem ser pontuais no trigo, cevada e aveia, e pouco maiores na canola. “No entando, nossa área implantada no Estado é pequena, pouco mais de 40 mil hectares, mas somente semana que vem para se ter uma ideia se deu perda ou não. E na fruticultura mais uns 15 dias, mas como as plantas estão resistentes nesse período, é possível que nem tenha registro. Nos próximos dias deveremos ter relatos mais ajustados”.

De acordo com Informtivo Conjuntural produzido e divulgado nesta quinta pela Gerência de Planejamento da Instituição, vinculada à Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), para o campo nativo e para as pastagens de verão, a sequência de geadas e de baixas temperaturas vem ocasionando a queima mais intensa das plantas, reduzindo ainda mais a oferta de forragem para os rebanhos, que já era considerada insuficiente. “Pode haver redução na pastagem pela paralisação do crescimento e desenvolvimento das plantas e, como consequência, diminuição da oferta de forragem”, explica Dal Prá.

No sistema de criação de gado de corte, baseado apenas no campo nativo, o quadro de perda de estado corporal dos animais se acentuou devido à sequência de geadas e ao insuficiente forrageiro disponível. Assim como o gado, os ovinos mantidos em pastagens cultivadas de inverno apresentam bom estado corporal, mas os rebanhos mantidos em campo nativo sofrem com a estagnação no crescimento das plantas queimadas pela geada e com altura reduzida, dificultando o pastejo até mesmo para os ovinos.

TRIGO

A semeadura do trigo está tecnicamente encerrada no Estado, sendo 98% em germinação e desenvolvimento vegetativo e 2% em floração. Para o plantio da safra 2021, produtores obedeceram aos períodos recomendados pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático, definidos pelo Ministério da Agricultura, em conformidade com as épocas adequadas para cada grupo de cultivar.

APICULTURA

As temperaturas mais altas e o maior período de insolação propiciaram a maior movimentação das abelhas em busca das escassas floradas do momento, principalmente nabo forrageiro, eucalipto, canola, astrapeia e algumas poucas espécies nativas.

Mesmo com as condições do tempo mais favoráveis, os produtores seguem sendo orientados a realizar a suplementação das colmeias. O período é propício para manutenção das áreas de apicultura e construção de novas caixas. Aumentou a procura de projetos de custeio e investimento apícola, elaborados pelos Escritórios municipais da Emater/RS-Ascar.

PISCICULTURA

Mesmo com a redução das chuvas, o nível dos reservatórios é satisfatório. Os produtores relataram novos casos de mortandade de peixes devido às baixas temperaturas, principalmente de tilápias, muito sensíveis ao frio.

A diminuição da temperatura da água também influencia diretamente na redução do metabolismo dos peixes, resultando na menor necessidade de suplementação alimentar. Em geral, os produtores seguem realizando a encomenda de alevinos a fim de repovoar os açudes para um novo ciclo de produção a partir de setembro, quando as temperaturas aumentarem.

PROGNÓSTICO CLIMÁTICO TRIMESTRAL

O próximo trimestre ainda permanecerá sem influência de eventos climáticos globais, o que manterá o restante do Inverno e o começo da primavera de 2021 com padrões próximos da média no RS. Nos próximos meses há previsão de retorno do fenômeno La Niña, o que poderá provocar a redução da chuva no último trimestre de 2021.

Para os meses de agosto e setembro, as precipitações deverão se manter próximas da média na maioria das regiões, somente algumas áreas da Campanha poderão ter valores ligeiramente superiores a normal em agosto. Em outubro, a previsão indica a redução da chuva e são esperados volumes abaixo da média em grande parte do RS, com maior diminuição da precipitação na Metade Leste. O prognóstico das temperaturas mínimas e máximas indicam valores abaixo da normalidade em todo Estado, com elevação natural das máximas entre setembro e outubro.

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Agro

Agricultura o pilar do nosso desenvolvimento

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Agricultura o pilar do nosso desenvolvimento 🍃🚜

No programa esquerda x direita, especial Dia do Agricultor, acompanhe um bate papo sobre agricultura em nosso município, com apresentação de Carol Haag.

📲 Aconteceu? Está no Portal Plural!

 

 

 

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Agro

Escritórios da Emater/RS-Ascar elaboram projetos para acesso ao crédito do novo Plano Safra

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Com o Plano Safra 2021/2022, apresentado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, pequenos, médios e grandes produtores poderão acessar a diferentes linhas de crédito rural até o final de junho do próximo ano. O plano prevê R$ 251,2 bilhões para apoiar a produção agropecuária nacional, valor 6,3% superior ao disponibilizado no ano passado. Os recursos contemplam custeio e investimento, apoio à comercialização e Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural. Deste total, mais de 39 bilhões de reais são voltados à agricultura familiar, um incremento de 19% no valor em relação ao ano safra anterior. A Emater/RS-Ascar, vinculada à Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), atua há mais de 60 anos no crédito rural, prestando assessoria aos produtores e suas organizações, facilitando o acesso a tecnologias, que juntamente com o crédito, contribuem com o desenvolvimento rural.

Segundo o extensionista do Escritório Regional da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa, Fernando Berwanger, nos últimos cinco anos, a Instituição elaborou na região 10.791 projetos de crédito rural canalizando aos agricultores da região mais de 340 milhões de reais em crédito.

No novo Plano Safra que passou a vigorar em julho deste ano, além do recurso para o custeio da produção agropecuária de 2021 e 2022, destacam-se linhas de crédito como para armazenagem de produtos agrícolas, Programa Agricultura de Baixo Carbono, Programa de Bioeconomia, além das linhas já tradicionais do Pronaf e Pronamp para investimento.

Os escritórios municipais da Emater/RS-Ascar já estão atendendo a demandas em diferentes áreas, sempre orientando para o acesso responsável e sustentável ao crédito. Projetos de investimento que contemplam silos, estufas, açudes, equipamentos para irrigação e resfriadores de leite, por exemplo, possuem prazo de pagamento de até 10 anos, com taxa de juros de 3% ao ano. Para formação, recuperação e conservação de solos, o prazo é de cinco anos com taxa de 3% ao ano. Os agricultores interessados e aptos para construção e reforma de galpão ou construção de galpão compost barn são beneficiados com prazo de até 10 anos e taxa de 4,5% ao ano. Também é possível financiar camionetes e motocicletas, em até 5 anos, e trator, colheitadeira e implementos com prazo de 7 anos.

A agricultura familiar também foi favorecida com o aumento do limite de crédito para habitação que agora é de R$ 60.000,00 por família. Filho de agricultor que tenha Declaração de Aptidão ao Pronaf (Dap) pode acessar esse crédito. O prazo é de 10 anos, incluindo três anos de carência, e taxa de 4,5% ao ano.

Berwanger avalia que o desenvolvimento da agropecuária no Brasil deve-se muito à disponibilização de crédito rural. “Essa política pública colabora para que as novas tecnologias criadas pela pesquisa agropecuária e viabilizadas pela Extensão Rural possam tornar-se realidade no campo”, enfatiza.

Para saber mais sobre as linhas de crédito disponíveis, procure o escritório da Emater de seu município e acesse a novas oportunidades em sua propriedade. Os projetos de crédito elaborados pela Instituição permitem acesso aos diferentes agentes financeiros e acompanhamento de assistência técnica e social.

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