PRF apreende cada vez mais cigarros contrabandeados em todo o país – Portal Plural
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PRF apreende cada vez mais cigarros contrabandeados em todo o país

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Quanto mais fumaça, menos saúde; inclusive a financeira. O trabalho da Polícia Rodoviária Federal (PRF) visando à apreensão de cigarros contrabandeados vai muito além da simples retirada de circulação do produto. Inovando nas estratégias de combate a este tipo de crime e apreendendo cada vez mais cigarros de procedência ilícita nas rodovias federais em todo o país, a instituição soma resultados que impactam positivamente na saúde e cofres públicos. Em 2019, cerca de 70 milhões de maços de cigarros foram apreendidos, o que representa 65% do total do ano passado, quando 107 milhões de maços se transformaram em cinzas, só que dessa vez no processo de incineração do órgão fazendário.

O estado do Paraná, com mais de dois milhões de pacotes de cigarros, lidera o ranking das apreensões deste ano. Em seguida, aparece na lista o estado do Mato Grosso do Sul, que soma o volume de 1,1 milhão de pacotes. Fronteira com o Paraguai, de onde sai grande parte do montante apreendido pela PRF, as rodovias federais que cortam esses estados acabam entrando na rota do crime que busca chegar a outras regiões do país. Mas, nesses percursos, os contrabandistas esbarram também na fiscalização em Goiás (855 mil), Minas Gerais (537 mil) e Rio Grande do Sul (428 mil), que completam o ranking dos estados campeões em apreensões.

Somente neste mês de agosto, os policiais rodoviários federais tiraram de circulação mais de 640 mil pacotes de cigarros em todo o país. O intercâmbio de informações com demais forças policiais é uma das estratégias da instituição, que não mede esforços para combater o crime, inclusive extrapolando os limites das BRs. Foi o que aconteceu na madrugada deste domingo (18), no município de Francisco Alves, no Paraná. Em operação conjunta com o Exército Brasileiro, os PRFs “estouraram” um depósito em meio à mata, a margem do Rio Piquiri, no qual foram encontrados cerca de 1.5 milhão de carteiras de cigarros, cujo valor de mercado corresponde a pelo menos R$7,5 milhões. A apreensão foi uma das maiores realizadas no estado nos últimos anos.

Contrabando e descaminho. Qual a diferença? – O contrabando é o ato de importar ou exportar mercadoria proibida. Já o descaminho é o ato de iludir, no todo ou em parte, o pagamento de direito ou imposto devido pela entrada, pela saída ou pelo consumo de mercadoria. Essa diferença entre os crimes pouca gente sabe. Mas quando o assunto é cigarro parece não ser novidade para ninguém os males que ele traz à saúde, seja legal ou ilegal. O alerta, inclusive, vem no produto, estampado na própria embalagem.

Um outro mal trazido pelo cigarro, que atinge consumidores e não consumidores da droga, é a evasão fiscal. Recolher menos impostos é o mesmo que dizer: “menos saúde, menos escolas, menos hospitais, menos segurança”. O Brasil deixa de arrecadar bilhões em impostos por ano. Os cigarros de origem ilegal dominam aproximadamente 50% do mercado brasileiro. Isto é, a metade dos cigarros que circulam no país é fruto do contrabando.

De acordo com pesquisa do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (IBOPE), em 2018, foram consumidos 106,2 bilhões de cigarros, dos quais 57,5 bilhões de unidades (54%) fora do mercado legal. Muitos dos contrabandistas fazem parte de um verdadeiro exército que usa os recursos obtidos com o cigarro para financiar organizações criminosas, ligadas muitas vezes ao tráfico de drogas e armas.

Penalidade – Diferente do crime de tráfico de drogas ilícitas, que tem penas que chegam a 15 anos de reclusão, o crime de contrabando de cigarros é visto pela Justiça como crime de baixo poder ofensivo. A pena base para o crime de contrabando e descaminho varia de 2 a 5 anos de reclusão. Antes de junho de 2014, era mais branda; variava de 1 a 4 anos de reclusão.

Denúncia 191 – Um fato interessante e, ao mesmo tempo, lamentável e estimulante para a prática do crime de contrabando e descaminho de cigarros é que grande parte da sociedade não o vê como algo tão grave. Sendo assim, a polícia muitas vezes perde um grande aliado no combate ao ilícito – o cidadão. Afinal, não é proibido fumar o cigarro contrabandeado, mas sim, importar, exportar e comercializar o produto. O consumidor quer apenas vantagem financeira. Um maço de cigarro contrabandeado pode custar menos da metade de um outro comercializado legalmente no Brasil.

Além do mais, somar forças com a sociedade é fundamental para que o número de apreensões seja ainda mais expressivo. Enquanto as instituições policiais e fiscalizadoras se esforçam para combater o crime no Brasil, ao mesmo tempo, o crime organizado busca saídas para burlar as ações do governo. O contrabando e descaminho de cigarros foi uma das saídas encontradas pelos criminosos.

Porém, os cerca de 70 milhões de maços de cigarros apreendidos pela PRF este ano, indicam que na verdade, trata-se de um caminho que já está ficando sem saída, diante das ações repressivas da instituição e demais órgãos de segurança. Um combate que pode trazer benefícios ainda maiores para a saúde e cofres públicos com a colaboração da sociedade. A PRF disponibiliza o telefone 191 para denúncia. Faça sua parte! O anonimato é garantido.

PRF
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Ex-jogador dá bolsas de estudo a atletas LGBTQIA+ expulsos de casa

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Em vez de apontar o dedo para atletas LGBTQIA+, ajudar! É isso que está fazendo Ryan O’Callaghan. O ex-jogador da NFL está dando bolsas de estudo para jovens que são abandonados pelas famílias, ou expulsos de casa após revelarem sua orientação sexual.

Ryan viveu em um ambiente conservador, e sabe bem como é difícil se expor e ser você mesmo. Aposentado em 2011, seis anos mais tarde ele revelou ser homossexual e hoje ajuda jovens estudantes na mesma condição que sonham em ser atletas profissionais.

No mesmo ano em que anunciou publicamente que é gay, ele criou a Ryan O’Callaghan Foundation, uma ONG sem fins lucrativos que inicialmente oferecia bolsas de estudo a esses jovens que gostam do esporte.

O que ele não esperava era o alto número de atletas que tinham medo de se assumir.

A Fundação passou, então, a se dedicar nos diálogos com jovens atletas, em escolas e empresas, para orientar os que se sentem com medo até estarem prontos para se assumir.

“Acho que jogadores como eu, sendo francos e honestos com sua sexualidade, lembram os outros atletas mais introvertidos que eles não estão sozinhos. Espero que isso faça eles se sentirem confiantes em ser honestos consigo mesmos, com seus colegas de equipe e com os torcedores e aceitos plenamente por quem eles são”, disse o ex-atleta.

Ajuda a excluídos

O trabalho da ONG representa, para Ryan, não apenas uma oportunidade para a prática do esporte, mas também uma maneira de ouvir e dar espaço aos jovens que se sentem excluídos por conta de suas orientações sexuais e suas identidades de gênero.

“Às vezes, ter alguém com quem conversar e se relacionar faz toda a diferença do mundo. Não há como dizer o quão melhor eu poderia ter sido como atleta se eu pudesse dedicar minha capacidade mental ao esporte ao invés de consumi-la com minhas questões pessoais” falou.

Ryan O’Callaghan viveu os primeiros 29 anos de sua vida em ambientes hostis às minorias.

Primeiro, passou a infância e a adolescência na conservadora cidade de Redding, no norte da Califórnia, onde conheceu os estereótipos de homossexuais, o que o fez preferir ser conhecido como um valentão que jogava futebol americano do que como um homem gay.

Depois, passou seis anos em uma das ligas esportivas mais masculinizadas do mundo. Chegou ao New England Patriots em 2006 após ser selecionado na quinta rodada do draft, time com o qual foi vice-campeão do Super Bowl em 2008.

Após o vice-campeonato, ele se transferiu para o Kansas City Chiefs, equipe que defendeu até 2011, quando se aposentou.

Depressão e pensamentos suicidas

Ele escreveu um livro chamado “Minha vida em jogo” (My Life on the Line, em inglês), no qual conta sua trajetória como jogador e sua batalha não só com medicamentos para dores no corpo e cirurgias, mas também contra a depressão e pensamentos suicidas que acompanharam seu estado mental durante toda a carreira.

“Quando jogava escondendo o meu verdadeiro eu, minha mente ficava consumida e eu pensava que seria expulso a qualquer momento e não seria aceito”, falou.

A criação da ONG foi uma luz que O’Callaghan enxergou para evitar que outras pessoas passassem pelo o que ele passou, e tivessem mais suporte ao longo de suas próprias descobertas.

“As pessoas ainda são demitidas por serem gays. Outras ainda são rejeitadas por serem trans. Ajudá-las a terem coragem e resiliência é um caminho para mudar essa realidade”, disse Ryan.

Encorajar as pessoas a enfrentar os obstáculos impostos pelo status quo é o principal objetivo de O’Callaghan. Ele ainda considera que o esporte pode ser o principal catalisador dessa mudança.

“A melhor maneira de reverter o estereótipo é ter mais atletas assumindo suas sexualidades. Isso ajuda a ter companheiros manifestando apoio à igualdade e aos direitos humanos fundamentais”, falou.

Jogadores gays

Em mais de 100 anos de história, a NFL viu apenas 15 jogadores exporem suas sexualidades. Além de Ryan, David Kopay, Jerry Smith, Roy Simmons, Ray McDonald, Esera Tuaolo, Kwame Harris, Wade Davis, Dorien Bryant, Brad Thorson, Michael Sam, Jeff Rohrer, Ryan Russell e Carl Nassib foram os que se abriram.

Os dois últimos foram os únicos a anunciar publicamente enquanto profissionais.

Nassib atualmente defende o Las Vegas Raiders e se abriu durante a offseason de 2021. Já Russell anunciou ser bissexual em 2018, mas está sem time desde então.

Fonte;SóNotíciaBoa

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1.084 casos de COVID em 15 dias em Santa Rosa

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Após a testagem de 2500 pessoas, 1085 testaram positivo para o coronavírus em Santa Rosa, o que dá uma média de 72 pessoas por dia, nestas duas primeiras semanas do ano.

A alta demanda pela procura dos testes fez com que eles acabassem, mas mais testes já foram adquiridos pela FUMSSAR e devem chegar esta semana.

O que se pode notar nas Unidades de teste, 03 em Santa Rosa, é uma fila enorme pela procura dos testes.

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