Preço do etanol atinge maior nível para outubro desde 2016 – Portal Plural
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Preço do etanol atinge maior nível para outubro desde 2016

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O valor de venda dos produtores às distribuidoras é 6,3% superior ao verificado na semana anterior e 8% mais caro do que o vigente um ano anterior, já descontada a inflação do período

 

Apesar da queda de consumo, o preço do etanol nas usinas atingiu na semana passada os maiores patamares para um mês de outubro desde 2016. A escalada, ainda no início da entressafra, é provocada principalmente pela maior produção de açúcar e indica pressão sobre o consumidor também na próxima safra.

Segundo dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) da Esalq/USP, na semana passada o preço do etanol hidratado, aquele vendido diretamente nos postos, bateu R$ 2,01 por litro nas usinas de São Paulo.

O valor de venda dos produtores às distribuidoras é 6,3% superior ao verificado na semana anterior e 8% mais caro do que o vigente um ano anterior, já descontada a inflação do período.

Já o etanol anidro, que é misturado à gasolina, era vendido nas usinas paulistas a R$ 2,31 por litro, 4% a mais do que na semana anterior e 13,2% acima do verificado um ano antes. O valor está bem próximo do pico dos últimos anos, de R$ 2,32 (corrigido pela inflação), atingido em fevereiro, mês em que os preços geralmente são mais altos.

Segundo analistas, a escalada de preços reflete a desvalorização do real e a alta dos preços do açúcar, que superaram os R$ 1,3 mil por tonelada após disrupções na produção em países como Tailândia, Rússia e na União Europeia.

“Com o avanço dos preços do açúcar, as usinas adotaram um mix mais açucareiro, o que contribuiu para a menor oferta de etanol e manutenção de preços mais elevados do combustível a partir de julho”, dizem, em relatório, os analistas Camilla Dole e Lucas Genoso, da XP Investimentos.

Normalmente, os preços do etanol sobem no último trimestre de cada ano, até atingir o pico no fim do primeiro trimestre do ano seguinte, antes da colheita da safra. Além de mais intenso, o cenário atual indica maior pressão durante a entressafra, já que as condições climáticas em regiões produtoras não têm se mostrado favoráveis.

Para o Itaú BBA, as projeções para a safra 2021/2022 indicam um balanço apertado na oferta de etanol. O banco estima necessidade de de importação superior a um bilhão de litros caso as vendas subam 8% e as usinas destinem 45% da cana para a produção de açúcar.

“Caso o crescimento da demanda seja superior a 10% e/ou o mix se mantiver nos patamares atuais, a necessidade de compras no exterior poderá ser bastante relevante”, afirmam os especialistas do banco Cesar de Castro Alves, Fernando Alves Gomes e Guilherme Bellotti de Melo.

Os analistas do Itaú BBA avaliam que a preferência pelo biocombustível pode ganhar força em um cenário de restrições orçamentárias, em que os brasileiros devem optar por opções de combustíveis mais baratas, o que deve manter pressão sobre o consumo.

“Além disso, paridades na bomba entre etanol e gasolina ao redor de 65% nos principais estados consumidores tendem a dar estímulo adicional ao consumo do hidratado”, afirmam. Um recuo na demanda só é esperado se esse percentual passar dos 70%.

A Unica (União da Indústria da Cana-de-Açúcar) confirma que a safra está mais açucareira, mas diz que o movimento de preços é normal e questiona as projeções sobre aperto na oferta. “Existe um equilíbrio entre oferta e demanda”, diz o diretor técnico da entidade, Antônio de Pádua Rodrigues.

Segundo ele, os estoques de etanol hidratado superam os da safra anterior em 12% e a demanda caiu 16%. Além disso, afirma, haverá um incremento na produção de etanol de milho. “Mesmo com a recuperação da demanda nos próximos meses, a oferta será suficiente até o início da próxima safra”, concluiu.

Nas bombas, o preço do combustível subiu 14% desde o piso do ano, em maio, quando chegou a R$ 2,913 por litro, aponta levantamento da ValeCard. O valor ainda é menor, porém, do que os registrados no primeiro trimestre -em janeiro, o litro do combustível custava, em média, R$ 3,258.

A ANP, responsável pela coleta oficial de preços dos combustíveis no país, está reformulando sua pesquisa semanal e, por isso, não divulga resultados desde o fim de agosto.

O mercado de combustíveis enfrenta pressão também de outro biocombustível: o biodiesel, que vem subindo desde 2019 em resposta à forte demanda por óleo de soja. O produto é misturado ao diesel de petróleo antes da venda nos postos.

No último leilão regular promovido pela ANP, em agosto, o preço médio foi de R$ 5,043 por litro, mais do que o dobro do preço do diesel de petróleo. Em um leilão complementar, em setembro, os produtores cobraram R$ 5,723 por litro.

As dificuldades de oferta já levaram o governo a reduzir temporariamente o percentual mínimo obrigatório de adição do combustível, que é de 12% em 2020. Atualmente, o percentual está em 11%.

 

 

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Com nova lei de trânsito, quem já tem 20 pontos pode ser beneficiado

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Pontos não serão zerados, mas novas regras vão ampliar limite de pontuação para quem não cometeu infrações gravíssimas

 

Com a proximidade da entrada em vigor da nova lei de trânsito, a partir do próximo dia 12, motoristas que já atingiram 20 pontos ou mais podem acabar beneficiados pelas mudanças. De acordo com o Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), caso o condutor não tenha cometido nenhuma infração gravíssima, seu limite de pontuação subirá automaticamente para 40 pontos – eliminando, assim, o risco de suspensão da CNH (Carteira Nacional de Habilitação).

No entanto, se o motorista já tiver cometido uma infração gravíssima, o limite cai para 30 pontos. Na hipótese de duas penalidades gravíssimas, vale a regra dos 20 pontos. E, nesse caso, se o condutor já tiver alcançado a pontuação, terá que se submeter ao procedimento padrão, mesmo com as mudanças na legislação: entregar a CNH, cumprir o prazo de suspensão e fazer o curso de reciclagem.

Vale lembrar que foi mantida no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) a possibilidade de suspensão direta do direito de dirigir. Isso significa que o motorista infrator pode ser punido mesmo se não tiver alcançado os 20 pontos. A punição para os casos de suspensão direta pode variar de dois a oito meses, ou de oito a dezoito meses se houver reincidência.

Entre as infrações que levam a essa punição estão dirigir sob efeito de álcool ou outra substância psicoativa, recusar-se a ser submetido ao bafômetro e disputar corrida por espírito de emulação (rachas) em vias públicas.

A nova lei de trânsito também beneficia os motoristas profissionais. Para essa categoria, passa a valer a regra de 40 pontos, independentemente da natureza das infrações cometidas. Essa mudança era uma antiga demanda de caminhoneiros.

De acordo com o Denatran, o legislador entendeu que, por permanecerem mais tempo ao volante do que os demais condutores, o limite para esses profissionais deveria ser diferenciado, posto que a suspensão do direito de dirigir impactaria a própria capacidade de subsistência de suas famílias.

Ações educativas

Para Luiz Luiz Vicente Figueira de Mello Filho, especialista em mobilidade urbana, o risco dessa flexibilização pode ser o aumento das infrações de trânsito e do risco de acidentes. “São três os pilares da engenharia de tráfego: a engenharia (vias públicas), a educação e a fiscalização. Se você flexibiliza a fiscalização, precisa reforçar os trabalhos em engenharia e educação para equilibrar essa equação”, afirma.

Mello Filho afirma que a criação do Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC), prevista na nova lei de trânsito, é uma medida nessa direção. O RNPC pretende estimular a condução responsável ao incluir os dados dos condutores que não cometeram infração de trânsito sujeita à pontuação nos últimos 12 meses. “Mas é preciso definir quais os benefícios para o bom motorista”, diz. “Descontos no IPVA ou no seguro obrigatório, por exemplo, seriam boas ideias.”

O especialista conta que, em outros países, é comum conceder benefícios a motoristas que passam a utilizar bicicletas e só usam o carro em situações emergenciais. “Ao promover outros meios de mobilidade, o governo pode contribuir para um trânsito mais sustentável.”

 

FONTE: R7

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Venda de carros novos recua e de usados aumenta no Rio Grande do Sul

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Influenciado pelos efeitos da pandemia na economia do País, o mercado de carros ganhou nova dinâmica no Rio Grande do Sul na largada de 2021.

 

Enquanto as vendas de automóveis e comerciais leves novos apresenta queda de 13,3%, a comercialização desses veículos seminovos e usados apresenta crescimento de 5,8% no primeiro bimestre deste ano frente a igual período de 2020.

Dados da Fenabrave/Sincodiv-RS, entidade que representa concessionárias e distribuidoras, indicam que o Estado emplacou 16,9 mil automóveis de passeio e comerciais leves zero-quilômetro em janeiro e fevereiro de 2021. Nos mesmos meses de 2020, ainda sem o cenário de incertezas causado pela pandemia, foram 19,5 mil.

Por outro lado, a comercialização de veículos de passeio e comerciais leves seminovos e usados ganhou impulso. Segundo a Fenauto/Agenciauto-RS, que congrega as revendas, no Estado foram negociadas 132,5 mil unidades entre janeiro e fevereiro. Em igual período do ano passado, haviam sido 125,2 mil.

O movimento no mercado gaúcho segue a mesma direção verificada no País. No Brasil, as vendas de veículos de passeio e comerciais leves novos apresenta queda de 14,9%. Já a comercialização dos no mesmo nicho de seminovos e usados acumula 3,5% de elevação.

Presidente da Fenabrave/Sincodiv-RS, Paulo Siqueira avalia que o mercado de novos entrou em “bandeira vermelha”. O agravamento da pandemia, com mais restrições para abertura das empresas, o fechamento das plantas da Ford no País anunciado em janeiro e a dificuldade de obtenção de matéria-prima pelas fábricas afetam o volume de vendas neste momento e devem ainda se refletir nos negócios dos próximos meses.

Já no mercado de usados, a diminuição de margens fez com que os preços dos veículos não tivessem reajustes expressivos nos últimos meses. Além disso, a baixa nos juros, puxada pela queda da taxa Selic a 2% ao ano, é vista como fator que ajudou a impulsionar as vendas na largada do ano.

 

FONTE: O Sul

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Quanto custariam os carros sem impostos

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Levantamento apontou que taxações sobre veículos 0 km podem representar até 43,13% do preço final

 

Um levantamento da consultoria BDO revelou o quanto de impostos os brasileiros estão pagando quando compram um carro 0 km. Segundo o estudo, um veículo com motor de até 1 litro (1.0) pode ter 36,53% de seu preço final representado por impostos. Para carros entre 1.0 e 2.0, tal número chega a 43,13%.

O levantamento da BDO foi realizado no início de 2021, antes mesmo de o governo de São Paulo estabelecer um aumento no ICMS cobrado sobre a comercialização de veículos no estado.

Separamos quanto custariam alguns dos veículos mais vendidos do Brasil se os impostos fossem zerados. Foram deixados de fora apenas as picapes e os utilitários, que possuem um regime tributário diferente.

Chevrolet Onix
Preço atual da versão básica: R$ 61.090
Valor sem impostos: R$ 38.773

Hyundai HB20
Preço atual da versão básica: R$ 52.290
Valor sem impostos: R$ 33.188

Chevrolet Onix Plus
Preço atual da versão básica: R$ 66.520
Valor sem impostos: R$ 42.220

Jeep Renegade
Preço atual da versão básica: R$ 83.990
Valor sem impostos: R$ 47.765

Volkswagen Gol
Preço atual da versão básica: R$ 56.190
Valor sem impostos: R$ 35.663

Volkswagen T-Cross
Preço atual da versão básica: R$ 99.070
Valor sem impostos: R$ 62.879

Jeep Compass
Preço atual da versão básica: R$ 133.990
Valor sem impostos: R$ 75.858

Fiat Argo
Preço atual da versão básica: R$ 56.590
Valor sem impostos: R$ 35.917

Fiat Mobi
Preço atual da versão básica: R$ 40.990
Valor sem impostos: R$ 26.016

Chevrolet Tracker
Preço atual da versão básica: R$ 92.850
Valor sem impostos: R$ 58.931

Hyundai Creta
Preço atual da versão básica: R$ 78.990
Valor sem impostos: R$ 44.921

Renault Kwid
Preço atual da versão básica: R$ 39.390
Valor sem impostos: R$ 25.000

Volkswagen Nivus
Preço atual da versão básica: R$ 92.440
Valor sem impostos: R$ 58.671

 

 

FONTE: CNN

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