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Praticamente metade da safra do milho já está colhida

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Prossegue a colheita do milho no Estado, que já está praticamente metade concluída. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado, nesta quinta-feira (20/02), pela Emater/RS-Ascar, em parceria com a Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), o grão, colhido com baixa umidade, apresenta boa qualidade.

A produtividade obtida é boa nas áreas semeadas no cedo e mais ao Norte do Rio Grande do Sul, mas é menor nas lavouras plantadas no tarde e em regiões prejudicadas pela estiagem, muitas delas aproveitadas para a confecção de silagem. O volume de chuvas foi reduzido no período e atingiu apenas algumas regiões. Os agricultores aguardam adequadas precipitações que evitarão mais perdas na cultura, que já está com 46% da área cultivada colhida. As lavouras encontram-se 11% em fase de germinação e desenvolvimento vegetativo, 8% em floração, 18% em enchimento de grãos e 17% está maduro, pronto para colher.

O desenvolvimento da soja foi moderado no período da última semana, variando conforme a ocorrência das chuvas nas regiões. Nas áreas onde as precipitações atingiram volumes adequados, as perspectivas de produtividade são normais. Já nos locais onde o volume foi menor ou nas quais não ocorreram precipitações, a soja apresenta sintomas de déficit hídrico e aponta para redução na produtividade. As primeiras lavouras começam a ser colhidas e já atingem 1%. A cultura está 8% em fase de desenvolvimento vegetativo, 27% em floração, 58% na fase de enchimento de grãos e 6% maduro e por colher.

As lavouras de arroz estão com bom desenvolvimento. Com o tempo quente e a plena radiação solar favorecendo a cultura, a expectativa é de bons rendimentos. Já iniciou a colheita da cultura, atingindo 3% das áreas cultivadas já colhidas, obtendo-se ótimas produtividades nas lavouras da Fronteira Oeste e produtividade dentro da média esperada nas demais regiões.

De forma geral, os níveis dos reservatórios continuam adequados nas principais regiões produtoras, mas alguns produtores esperam maiores precipitações para ser possível manter a irrigação e o potencial produtivo. A cultura encontra-se 10% em germinação e desenvolvimento vegetativo, 33% em floração, 35% em enchimento de grãos e 19% em maturação.

Na região da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa, a colheita de feijão da primeira safra está concluída, e a produtividade variou entre 1,2 e 1,6 toneladas por hectare, esta última obtida em Salvador das Missões. Na regional de Frederico Westphalen, a colheita já foi encerrada, e a cultura teve um bom desenvolvimento, com produtividade média de 1,8 toneladas por hectare e um produto de boa qualidade. A colheita da cultura também está concluída na de Ijuí e apresenta produtividade média de 24,74 sacos por hectare, dentro do esperado. O produto colhido é de excelente qualidade. Na regional de Erechim, a colheita da primeira safra foi concluída. O rendimento tem sido bastante variável, situando-se entre 25 e 60 sacos por hectare. Na de Santa Maria, a primeira safra de feijão já está colhida, em um total de 1,5 mil hectares. Em decorrência da estiagem, foram grandes as perdas na cultura.

Na regional de Frederico Westphalen, a expectativa é de que sejam semeados mais de nove mil hectares de feijão na segunda safra. A estiagem contribuiu para a formação desta área devido à antecipação da colheita de lavouras de milho e da soja precoce; 80% da área já está semeada e encontra-se em estágio de emergência e desenvolvimento vegetativo. De maneira geral, as lavouras apresentam bom estande de plantas e necessitam de chuvas para a aplicação da primeira parcela da adubação nitrogenada.

As lavouras do feijão segunda safra, da região de Santa Rosa, apresentam boa germinação e desenvolvimento. Estão em andamento o controle de ervas daninhas e as pulverizações com inseticidas para controle de pragas. Na de Santa Maria, o plantio do feijão da segunda safra iniciou após o retorno das chuvas. A intenção de plantio para a safrinha é de 1.053 hectares.

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Três municípios da Região Celeiro estão entre os 15 municípios em situação de emergência no RS

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Lavoura prejudicada em Espumoso — Foto: Reprodução/RBS TV

A falta de chuvas no Rio Grande do Sul está provocando grandes prejuízos nas lavouras. A Emater informou que ainda está levantando oficialmente os prejuízos, porém diversas cidades já registraram perdas de mais de 80% nas produções.

Até a noite desta terça-feira (21), 15 municípios haviam decretado situação de emergência em razão da estiagem, conforme a Defesa Civil. Outras cinco cidades registraram perdas significativas mas ainda não decretaram emergência. A maioria delas é do Norte ou Noroeste do estado. Veja lista abaixo.

Das 15, apenas uma teve teve a situação homologada pelo estado e pela União até esta terça. Júlio de Castilhos decretou situação de emergência no dia 6 de dezembro e teve homologação no dia 16. As outras cidades ainda tem prazo de 180 dias para comprovar a situação, apresentando laudos de pessoas afetadas, situação da agricultura, entre outros aspectos.

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Agro

SEAPDR detecta gafanhotos nativos em Coronel Bicaco e outros quatro municípios da região

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Fiscais estaduais agropecuários e engenheiros agrônomos da Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAPDR) realizaram na sexta-feira (17), fiscalização de áreas agrícolas para monitoramento de gafanhotos.
Nesta fiscalização, realizada através de denúncia, foram feitas vistorias nas áreas agrícolas do município de Ajuricaba. Os gafanhotos, das espécies Zoniopoda iheringi e Chromacris speciosa, são nativos do Rio Grande do Sul, não se tratando de gafanhotos migratórios presentes na Argentina.
“As culturas comerciais de grãos, como milho e soja, atualmente implantadas em condições de estresse hídrico, não apresentam danos significativos causados pelo inseto. No entanto, a incerteza em relação ao clima e o desconhecimento dos hábitos dos gafanhotos podem gerar preocupação entre os agricultores”, destaca Rita Grasselli, chefe da Divisão de Defesa Sanitária Vegetal.
A recomendação para os agricultores é para permanecer em alerta em relação a novos focos e que, em caso de alta infestação associada a danos verificados nas lavouras, entrar em contato com a Inspetoria de Defesa Agropecuária do seu município ou com a Emater. E também através do email: [email protected]
Além de Ajuricaba, foram feitas 19 vistorias nos municípios de Coronel Bicaco, Nova Ramada, Santo Augusto e São Valério do Sul neste ano de 2021.
A SEAPDR é participante do Comitê de Emergência Fitossanitária para Schistocerca cancellata, conforme Portaria de Emergência MAPA nº 201/2020 e Instrução Normativa SEAPDR nº 17/2020 e, por isso, tem realizado vistorias de monitoramento de populações acridianas em áreas agrícolas do Rio Grande do Sul.
Fonte: SEAPDR
Foto: André Ebone/Divulgação SEAPDR
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Agro

Preço ao produtor de leite teve queda real de 5% neste ano

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A pesquisa do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, mostra que o preço do leite captado em outubro e pago aos produtores em novembro recuou 6,2% e chegou a R$ 2,1857/litro na “Média Brasil” líquida, uma retração de 2,5%, em comparação ao mesmo mês do ano passado.

É a segunda queda consecutiva dos preços no campo. Com isso, a variação acumulada em 2021 (de janeiro a novembro) está, pela primeira vez neste ano, negativa, em 5%, em termos reais.

A pesquisa do Cepea mostra que, de setembro para outubro, o Índice de Captação Leiteira (ICAP-L) recuou 0,87% na “Média Brasil”.

Os dados mostram que, mesmo com o retorno das chuvas da primavera, que favorecem a disponibilidade de pastagem, a produção de leite segue limitada neste ano pelo aumento dos custos de produção e por consequentes desinvestimentos na atividade.

CUSTO DE PRODUÇÃO
De janeiro a outubro, o poder de compra do pecuarista frente ao milho, insumo essencial para a alimentação animal, recuou, em média, 29,5% – no ano passado, enquanto o pecuarista leiteiro precisava de, em média, 33 litros de leite para adquirir uma saca de milho de 60 kg (com base no Indicador ESALQ/BM&FBovespa, Campinas – SP), em 2021, são precisos 43 litros para a mesma compra.

Os preços dos grãos registraram quedas recentemente, mas o patamar ainda está elevado. Segundo o Cepea, outros importantes insumos da atividade leiteira também encareceram de forma intensa, como é o caso dos adubos e corretivos, combustíveis e suplementos minerais.

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