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Economia

Poupança tem retirada de R$ 1,6 bi, a maior para julho desde 2015

Pável Bauken

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Os saques da poupança superaram os depósitos em julho. A retirada líquida chegou a R$ 1,605 bilhão, informou hoje (6) o Banco Central (BC). Esse foi o primeiro resultado negativo para meses de julho desde 2016 (R$ 1,115 bilhão) e a maior retirada líquida para o mês desde 2015 (R$ 2,453 bilhões).

No mês passado, foram aplicados R$ 213,004 bilhões, contra a retirada de R$ 214,609 bilhões. Os rendimentos creditados nas contas de poupança somaram R$ 3,020 bilhões. O saldo da poupança nos bancos ficou em R$ 802,063 bilhões.

No acumulado de sete meses do ano, a poupança apresenta retirada líquida de R$ 16,104 bilhões. Em 2019, apenas nos meses de março (R$ 1,852 bilhão) e junho (R$ 2,497 bilhões) houve captação líquida, com mais depósitos do que saques.

Pela legislação em vigor, o rendimento da poupança é calculado pela soma da Taxa Referencial (TR), definida pelo BC, mais 0,5% ao mês, sempre quando a taxa básica de juros, a Selic, está acima de 8,5% ao ano. Quando a Selic é igual ou inferior a 8,5% ao ano, como ocorre atualmente, a remuneração da poupança passa a ser a soma da TR com 70% da Selic. Atualmente a Selic está em seu menor nível histórico: 6% ao ano.

Fonte Agência Brasil

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Economia

Agronegócio ajudou a segurar PIB durante a pandemia, diz ministra

Para Tereza Cristina, safra recorde e exportações mantêm agro

Pável Bauken

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© Marcello Casal JrAgência Brasil Economia

Com safra recorde de grãos e aumento nas exportações, o agronegócio brasileiro foi essencial para segurar a atividade econômica durante a pandemia do novo coronavírus, disse hoje (14) a ministra da Agricultura, Tereza Cristina. Em entrevista ao programa A Voz do Brasil, programa da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), ela destacou a safra recorde deste ano e o Plano Safra como elementos que fizeram o setor crescer, enquanto o restante da economia sofria nos últimos meses.

“O agronegócio foi o motor da economia e conseguiu não deixar nosso PIB [Produto Interno Bruto] cair [mais que o previsto]. Foi gerador de riquezas para o mercado interno, para as exportações e para o emprego. O agro brasileiro não deixou de empregar. Alguns setores até aumentaram o emprego durante este período difícil da pandemia”, ressaltou a ministra.

Tereza Cristina atribuiu a safra recorde de grãos 2019/2020, estimada em 253 milhões de toneladas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), ao investimento em pesquisa e desenvolvimento e à boa chuva na maior parte dos estados no início do ano. Segundo ela, a articulação com o Ministério da Infraestrutura, no início da pandemia, foi essencial para impedir problemas de logística e evitar desabastecimentos.

“Nós precisávamos organizar o abastecimento do nosso mercado interno e também não descumprir os contratos internacionais. O ministro Tarcísio [de Freitas], da Infraestrutura, foi fundamental porque a colheita não pode esperar. O produto precisa ser colhido naquele momento e tivemos um problema de logística e de cuidado com as pessoas nessa pandemia. Montamos um grupo, fizemos um planejamento e, até agora, tudo tem dado certo”, declarou.

Exportações

A ministra ressaltou que as exportações do agronegócio cresceram 10% no primeiro semestre (em relação aos seis primeiros meses de 2019) e totalizaram US$ 61 bilhões. “O Brasil é o celeiro do mundo. Alimentamos nossos 212 milhões de habitantes e exportamos para alimentar mais de 1 bilhão de pessoas no mundo”, declarou.

Para Tereza Cristina, a abertura de novos mercados foi imprescindível para manter o crescimento das vendas externas e diversificar a pauta, reduzindo a dependência da soja e das carnes. Segundo ela, o Brasil passou a exportar alimentos para 51 novos mercados apenas em 2020 como resultado de negociações com parceiros comerciais. Desde 2019, 89 novos mercados foram abertos para o agronegócio brasileiro.

Entre os produtos que passaram a ser exportados, estão laticínios (queijo, iogurte e leite em pó) para a China, castanha de baru e chá-mate para a Coreia do Sul, peixes para a Argentina, castanha para a Arábia Saudita e gergelim para a Índia.

Outro fator que, segundo a ministra, deve impulsionar as exportações brasileiras é o reconhecimento de quatro estados – Acre, Paraná, Rio Grande do Sul e Rondônia- e de regiões do Amazonas e do Mato Grosso como áreas livres de febre aftosa sem vacinação. Ela explicou que, em maio, a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) deverá ratificar a decisão do Ministério da Agricultura, o que liberará a carne bovina desses estados para exportações sem vacinação, valorizando o produto brasileiro no mercado internacional.

Plano Safra

Em relação à safra de 2020/2021, que começa a ser plantada neste semestre, a ministra ressaltou que o Plano Safra deste ano destina R$ 236 bilhões em crédito subsidiado para os produtores rurais. Segundo Tereza Cristina, neste ano, o plano privilegia os pequenos e médios produtores, que tradicionalmente têm mais dificuldade de acesso ao crédito, e projetos de sustentabilidade e de tecnologia da informação no campo.

Veja na íntegra

ebc

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Economia

Senado aprova mudança na distribuição de dinheiro do pré-sal

Com a alteração, recursos passam a ser distribuídos a diversos fundos

Pável Bauken

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© Geraldo Falcão / Agência Petrobras

O Senado aprovou hoje (13) uma mudança na distribuição da receita obtida com a exploração de petróleo e gás natural na área do pré-sal. Com a alteração, os recursos passam a ser distribuídos a diversos fundos. Atualmente, eles são repassados integralmente ao Fundo Social, criado em 2010. O projeto agora vai à sanção presidencial.

Conforme a mudança, 30% dos recursos arrecadados pela União com o pré-sal vão para o Fundo Social; 30% para os fundos de Participação dos Estados (FPE) e de Participação dos Municípios (FPM); 20% para a União, que deve empregá-los em saúde e educação; e 20% para o Fundo de Expansão dos Gasodutos de Transporte e de Escoamento da Produção (Brasduto).

Os recursos repassados ao Fundo Social devem ser direcionados a programas e projetos de desenvolvimento social e regional nas áreas de cultura, esporte, saúde pública, ciência e tecnologia, meio ambiente e educação.

De acordo com o relator da matéria, senador Eduardo Braga (MDB-AM), a retirada da integralidade dos recursos do Fundo Social não prejudicará as áreas de saúde e educação. Isso porque a fatia direcionada ao FPE e FPM deve ser investida nessas áreas, sem contar a aplicação direta da União nesses mesmos setores.

“Deve ser notado ainda que, com o aumento da produção de petróleo e gás natural nos campos licitados no regime de partilha de produção, haverá um crescimento expressivo de recursos provenientes da comercialização do excedente em óleo da União. Portanto, mesmo que o percentual destinado ao Fundo Social seja menor, em termos absolutos, deverá ocorrer um maior afluxo de recursos para o Fundo Social em relação à situação atual”, disse Braga.

* Com informações da Agência Senado. ebc

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Economia

Governo encaminha projeto para antecipar repasses ao transporte escolar durante a suspensão das aulas

Projeto de lei foi protocolado em regime de urgência na Assembleia Legislativa

Pável Bauken

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Últimos detalhes da proposta foram discutidos em reunião virtual conduzida pelo governador Leite - Foto: Gustavo Mansur / Palácio Piratini

O governo do Estado concluiu o projeto de lei (PL) que autoriza o Poder Executivo a antecipar parcialmente o pagamento aos prestadores de serviço de transporte escolar durante a suspensão das aulas presenciais por causa da pandemia de coronavírus. Nesta quinta-feira (13/8), a proposta foi protocolada na Assembleia Legislativa em regime de urgência, por se tratar de medida de enfrentamento à Covid-19.

Os últimos detalhes da proposta foram discutidos em reunião virtual, na terça-feira (11/8), do governador Eduardo Leite com o chefe da Casa Civil, Otomar Vivian, o procurador-geral do Estado, Eduardo Cunha da Costa, e os secretários da Educação, Faisal Karam, e da Fazenda, Marco Aurelio Cardoso, juntamente com o líder do governo na Assembleia, deputado Frederico Antunes.

“Temos consciência de que a pandemia impôs restrições a muitas atividades, entre elas o transporte escolar, que foi paralisado devido à necessidade de suspendermos as aulas presenciais para evitar contaminação. Fomos demandados pela categoria e também por deputados e, desde então, viemos tentando construir uma solução, sempre com diálogo e responsabilidade jurídica. O melhor caminho que encontramos foi por meio deste PL, que agora será discutido pelos deputados para chegarmos à melhor estratégia”, disse o governador.

Pela proposta, o Estado efetuará o repasse, de forma retroativa desde o início da suspensão das aulas, de 20% do valor médio mensal de cada contrato feito diretamente com empresas de transporte escolar e de 30% dos repasses mensais feitos aos municípios por meio do Programa Estadual de Apoio ao Transporte Escolar no Rio Grande do Sul (Peate/RS), de forma a estimular essa política pública, responsável por viabilizar o transporte como ferramenta de fomentar o acesso e a permanência dos alunos matriculados na rede estadual.

O pagamento antecipado será abatido do valor a ser pago aos prestadores de transporte escolar quando o ensino presencial for retomado, no mesmo número de parcelas com que o repasse será feito pelo Executivo – o que dependerá da aprovação do projeto.

De acordo com o procurador-geral, o projeto dialoga com as propostas trazidas pelos deputados – PL 160/2020, de autoria da parlamentar Franciane Bayer, e PL 114/2020, do deputado Paparico Bacchi – que tramitam na Assembleia e foram levadas à reunião da Comissão de Economia, Desenvolvimento Sustentável e do Turismo da Assembleia, em que a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) se comprometeu em propor uma solução jurídica para a questão.

“Tivemos de trabalhar a muitas mãos, com a Fazenda e com a Educação, para chegarmos a uma proposta dentro dos limites legais, sem gerar precedentes, mas que trouxesse algum alívio financeiro em meio a este cenário complicado”, afirmou Costa.

Conforme a Secretaria de Educação, o governo mantém 187 contratos diretos com empresas de transporte escolar, no valor aproximado de R$ 5 milhões por mês, e outros 464 contratos com municípios (Peate), que somam R$ 16 milhões mensais.

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