Possibilidade de La Niña no segundo semestre do ano; entenda impactos climáticos e econômicos no RS
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Possibilidade de La Niña no segundo semestre do ano; entenda impactos climáticos e econômicos no RS

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O La Niña, lembrado pelos períodos de estiagem severa que marcam sua presença no Rio Grande do Sul, está previsto para retornar no segundo semestre deste ano, após o enfraquecimento do El Niño e um breve período de neutralidade. Embora os impactos ambientais e econômicos desse fenômeno não possam ser antecipados com precisão, a previsão tem gerado preocupações entre economistas e representantes do setor agrícola no RS. A Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) afirma que há planos específicos relacionados a esse evento nos órgãos da administração pública.

A projeção da ocorrência do La Niña em 2024, com probabilidade superior a 50%, foi divulgada no início deste mês no relatório mensal do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), em colaboração com a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e o Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad). O documento também prevê o enfraquecimento do atual El Niño nos próximos meses, seguido por um período de neutralidade entre abril e junho.

“O que estamos observando no oceano é que o El Niño começou a perder força. E os modelos meteorológicos, nossas principais ferramentas de previsão, indicam que essa diminuição tem uma grande probabilidade de evoluir para o La Niña. Pode haver um ressurgimento do El Niño, quando enfraquece e depois se intensifica novamente, mas as ferramentas mostram que esse ressurgimento não ocorrerá”, comenta Daniel Caetano, meteorologista da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

O La Niña anterior teve início no segundo semestre de 2020 e persistiu até o início de 2023. Segundo o especialista, essa duração foi considerada atípica e resultou em uma estiagem prolongada devido à escassez de chuvas. No ano passado, após poucos meses de neutralidade, as águas do Oceano Pacífico Equatorial começaram a aquecer, indicando a chegada do El Niño ao território gaúcho. Esse fenômeno é responsável principalmente pelo aumento das chuvas, o que causou enchentes, inundações e perdas de vidas nos últimos meses.

Caetano explica que existe uma grande oscilação entre os fenômenos, conhecida como oscilação decadal do Pacífico, que atualmente está em fase negativa, favorecendo uma maior ocorrência de La Niña.

Impactos do La Niña

De acordo com Caetano, o La Niña resultará em um próximo verão muito semelhante aos de 2021 e 2022, quando o volume de chuvas ficou abaixo da média para o período. Portanto, é crucial que os agricultores tenham sistemas de irrigação e armazenamento de água bem desenvolvidos.

“A expectativa é de que o impacto não seja tão forte na cultura de inverno. No entanto, a safra que se inicia entre setembro e outubro de 2024 coincidirá com o período em que o La Niña estará mais ativo, e provavelmente teremos chuvas abaixo da média. Portanto, será necessário contar muito com sistemas de irrigação bem estabelecidos”, observa Caetano.

A consequência econômica da escassez de chuvas e da subsequente seca no Estado é potencialmente grave, segundo Ely Mattos, economista e professor da Escola de Negócios da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Ele destaca que a agricultura desempenha um papel fundamental no Produto Interno Bruto (PIB) do RS e que a economia está interligada em diversas áreas.

“Embora a participação do PIB agrícola no PIB nacional não seja tão significativa, representando entre 7% e 10% do total, o setor agrícola ativa outros segmentos, como o PIB do agronegócio e o PIB industrial. Considerando isso, estamos falando de aproximadamente um quarto do PIB total. É um setor muito relevante, portanto, qualquer impacto é bastante significativo. E no RS, isso é ainda mais acentuado”, esclarece Mattos.

Conclusão

O retorno iminente do La Niña no segundo semestre deste ano no Rio Grande do Sul preocupa especialistas e autoridades devido aos potenciais impactos ambientais e econômicos. As previsões indicam uma redução nas chuvas, o que pode afetar significativamente a agricultura e, consequentemente, a economia do estado. Diante desse cenário, é crucial que sejam implementadas medidas preventivas e de adaptação para minimizar os efeitos adversos desse fenômeno climático.

Fonte:GZH

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John Deere anuncia fabricação de megacolheitadeira, a partir de maio, em Horizontina

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A John Deere realizou nesta sexta-feira, 4, em Campinas, o lançamento de 15 novos produtos, entre eles a megacolheitadeira S7.

No anúncio, os executivos da companhia também revelaram que ela será fabricada no Brasil, na planta de Horizontina, no Rio Grande do Sul, a partir do mês de maio.

O grande diferencial da Série S7 é a automação de colheita, que conta com duas  principais tecnologias. Uma delas é a automação preditiva de velocidade, que conta duas câmeras frontais instaladas na cabine mapeando o terreno até oito metros e meio à frente da  plataforma. As imagens são combinadas a informações de satélites pré-configuradas e são usadas para predizer o rendimento da cultura. Assim, a máquina ajusta a velocidade de colheita de acordo com o rendimento 3,6 segundos antes do corte, mantendo a  alimentação sempre constante, oferecendo 20% mais produtividade. Apesar das automações, a colheitadeira não dispensa a figura do condutor.

“Isso não será uma onda passageira, mais movimentações de atualização do portfólio vão acontecer”, prometeu o diretor de vendas da John Deere no Brasil Horácio Meza. 

A companhia norte-americana não divulgou quanto a máquina custará.

 

Juros altos prejudicam a indústria 

Segundo dados da Abimaq, o setor de máquinas e equipamentos caiu 8,6% em 2024. Antonio Carrere, Vice-presidente de Vendas e Marketing da John Deere na América latina, acredita que esse cenário deve continuar frio em 2025 por conta dos juros elevados no país

“Hoje a gente está vivendo um cenário em que o produtor está pensando muito bem antes de investir o seu dinheiro. Acreditamos que 2025 será muito parecido com 2024 para o setor. Mas estamos sentindo que os produtores de algumas culturas, como café e laranja, já estão investindo um pouco mais”, afirmou.

“Vemos que o setor de tratores, principalmente os menores, que representam 55% desse mercado, está apresentando uma melhora. No setor de colheitadeira a gente vê uma estagnação”, disse Horácio Meza.

 

Brasil no centro da estratégia 

Apesar do cenário de queda, a companhia aponta que o Brasil vai seguir sendo o principal mercado fora dos Estados Unidos.

“Independente deste cenário a gente vê que o mercado Brasil é chave para nós. Os maiores investimentos da John Deere estão vindo pra cá”, reforçou Meza.

Nos últimos anos a John Deere realizou vários investimentos no país: R$ 700 milhões em em adaptações na fábrica na cidade da Catalão, em Goiás e R$ 180 milhões no maior centro de pesquisa e desenvolvimento do mundo, na cidade de Indaiatuba, focada em desenvolver produtos para agricultura tropical. No total, foram R$ 3,3 bilhões investidos nos últimos cinco anos.

A empresa também adquiriu um galpão de 40 mil m2 para duplicar a capacidade de seu centro de distribuição. Os investimentos na construção e o prazo para a entrega do novo espaço não foram divulgados.

 

Conectividade no campo 

Além dos novos equipamentos, a companhia apresentou novos serviços que vão melhorar a conectividade e o uso de dados pelos produtores.

A principal novidade é que os novos equipamentos da companhia já vão vir com um modem instalado, que coleta dados das máquinas, incluindo informações operacionais e agronômicas, que são enviados para um terminal satelital. Em seguida, o terminal transmite essas informações para a nuvem e esses dados ficam disponíveis um uma central, que vai permitir ao agricultor  acessá-los e tomar decisões em tempo real.

Para ter acesso a essa funcionalidade, o agricultor precisará pagar uma licença de uso. O sistema permitirá que máquinas de outras empresas também possam se conectar.

 

Fonte: Dinheiro Rural.

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Quebra na safra de soja impacta Fronteira Noroeste e Missões, com perdas bilionárias

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A safra de soja nas regiões da Fronteira Noroeste e Missões enfrenta um cenário desafiador nesta temporada. De acordo com estimativas da Emater, a produtividade média deve ficar em torno de 25 sacas por hectare, um número abaixo do esperado pelos produtores rurais. A informação foi confirmada por Valmir Thume, gerente do Escritório Regional da Emater, responsável por acompanhar a situação agrícola nos 45 municípios das duas microrregiões.

O avanço da colheita reforça essa projeção. Até o momento, 10% da safra já foi colhida, e aproximadamente 45% das lavouras estão prontas para a colheita. A partir desses dados, a Emater ajustou suas previsões para apresentar uma estimativa mais realista sobre o desempenho da produção agrícola.

Ao todo, os agricultores da região cultivaram 782 mil hectares de soja nesta safra. No entanto, a forte quebra de 55% na produção traz um impacto econômico expressivo. Segundo cálculos da Emater, as perdas financeiras podem ultrapassar R$ 3,5 bilhões, afetando diretamente a economia local, desde os produtores até os setores que dependem da soja, como transporte, comércio e agroindústrias.

A redução na produtividade é reflexo de diversos fatores, incluindo as condições climáticas adversas enfrentadas ao longo do ciclo da cultura. A falta de chuvas regulares em momentos críticos do desenvolvimento da lavoura comprometeu o enchimento dos grãos, resultando em um rendimento bem abaixo do esperado.

Diante desse cenário, agricultores buscam alternativas para minimizar os prejuízos, como renegociações de dívidas e estratégias para otimizar a comercialização da produção restante.

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Agro

1 Ano de conexão entre o campo e cidade: Podcast A Voz do Agro celebra aniversário

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O PodCast A Voz do Agro, apresentado por Roger Selau, celebrou nesta quinta-feira (20) um ano de histórias, informações e relatos sobre o setor agropecuário. Para marcar essa data especial, um episódio comemorativo foi transmitido diretamente da revenda de veículos da Nicola, em Santa Rosa, contando com um sorteio de um iPhone 15 para os internautas.

Criado em 13 de março de 2024, o podcast surgiu da experiência de Roger Selau na área do agro e da percepção da necessidade dos produtores rurais de terem voz. O programa se propôs a dar visibilidade às histórias de quem trabalha no campo, mostrando os desafios diários da produção de alimentos e aproximando o público urbano da realidade do agro.

Ao longo deste primeiro ano, o PodCast A Voz do Agro superou a marca de 50 episódios, ainda que oficialmente sejam 42, contando com as coberturas de eventos e feiras do setor. Desde o primeiro episódio, que teve como convidado o Sr. Sérgio Luiz Carpenedo, o programa se consolidou como uma referência no meio, impulsionado pelo apoio de empresas como Chevrolet Nicola, e Cresol, contando com um incentivo de Eduardo Nicola (Chevrolet Nicola) e do presidente Vitoldo Scharneck (Cresol).

Um dos momentos marcantes desta trajetória foi a cobertura da primeira Amostra de Azeite e Vinhos, apenas dois meses após o lançamento do podcast. Em 2025, a equipe retornará para acompanhar a segunda edição do evento que ocorre na cidade de Santa Cruz do Sul. Além disso, o programa conquistou reconhecimento ao ser eleito o Melhor Podcast do Ano de 2024 e realizou a primeira cobertura da Fenasoja, durante a emblemática edição dos 100 anos da feira.

Encerrando o primeiro ano com êxito, o podcast também foi homenageado na Fenasoja e iniciou 2025 com a cobertura da ExpoDireto Cotrijal, em Não-Me-Toque. O planejamento para os próximos meses inclui a participação na ExpoAgro em Santo Cristo e a ampliação da presença em eventos do setor agropecuário.

Com o apoio do Grupo Plural de Comunicação e dos novos patrocinadores, o PodCast A Voz do Agro segue com a missão de compartilhar histórias inspiradoras e valorizar o trabalho dos produtores rurais.

 

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