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Por atrair poucas pessoas, RS já perdeu 700 mil habitantes nas trocas migratórias, aponta estudo

Pável Bauken

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Com a menor taxa de crescimento populacional do país, o Rio Grande do Sul vê o percentual de idosos aumentar, ao mesmo tempo em que diminui o número de pessoas que integram o grupo em idade potencialmente ativa (15 a 64 anos). Esse movimento demográfico tem causas que vão além da baixa natalidade e da maior expectativa de vida dos gaúchos em relação ao cenário nacional: o RS é um Estado que pode ser considerado “fechado” para as trocas migratórias, pois tem baixos percentuais de emigrantes e, principalmente, de imigrantes, resultando na menor taxa líquida migratória fora do Nordeste brasileiro.

Dos atuais 11,3 milhões de habitantes, o RS ultrapassaria o número de 12 milhões se todos os gaúchos aqui nascidos, em qualquer época, retornassem ao Estado (isso com todos imigrantes também retornando aos Estados de origem). É o que mostra estudo divulgado nesta segunda-feira (15/7) pela Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag) sobre o movimento migratório e o quanto esta transição demográfica gera impactos tanto do ponto de vista econômico como em termos de desafios de políticas públicas para os próximos anos.

“O Rio Grande não tem se mostrado atrativo para reter pessoas, especialmente os mais jovens, muito menos para cativar gente de fora. O Estado precisará ´importar´ pessoas”, define a secretária Leany Lemos.

Queda em oito anos

Um aspecto que se destaca no trabalho elaborado pelo pesquisador Pedro Zuanazzi, do Departamento de Economia e Estatística (DEE) da Seplag, mostra que em oito anos (2010–2018) o RS é o que mais perdeu participação perante a população brasileira na comparação com os demais Estados do Sul e Sudeste. Passou de 5,6% em 2010, para 5,4% no ano passado, dois décimos que representam 347 mil pessoas.

Seplag migrações 2
Estudo foi elaborado pelo pesquisador Pedro Zuanazzi, do Departamento de Economia e Estatística (DEE) da Seplag – Foto: Carolina Greiwe / Ascom Seplag

Na nota que elaborou, Zuanazzi observa que o processo de envelhecimento da população gaúcha (20% da população terá mais de 65 anos em 2035, por conta das baixas taxas de fecundidade e da maior expectativa de vida) é similar aos estados vizinhos. Porém, esse recuo em termos de participação nacional deve ser creditado também às trocas migratórias, pois o RS tem um fluxo reduzido nos dois sentidos. “O problema não é o número que sai, pois a emigração não é elevada em relação às outras unidades da federação. Esta reduzida taxa líquida decorre, principalmente, pelo baixo ingresso de pessoas”, destaca.

Pop RS cresce menos
– – Foto: DEE / Seplag

Destinos

Considerando o critério de migração que confronta local de residência e local de nascimento, ou seja, que engloba as trocas migratórias das últimas décadas, Santa Catarina lidera o ranking dos destinos dos gaúchos que decidem morar acima do rio Mampituba: entre saídas e chegadas, o saldo é negativo em mais de 280 mil pessoas. Em seguida estão Paraná (saldo migratório de -177 mil), do Mato Grosso (-90 mil), de São Paulo (-37 mil) e Mato Grosso do Sul (-33 mil), que fecham a lista dos cinco principais destinos.

O estudo também avalia que os municípios da Fronteira Oeste e Noroeste têm as maiores perdas populacionais dos últimos anos, em parte migrando para outros Estados, em parte devido à migração interna em favor de cidades próximas a Porto Alegre, Caxias do Sul, Lajeado e Litoral Norte. Das dez cidades que mais tiveram variação proporcional de suas populações (2010-2017), seis estão localizadas próximas às praias.

Impactos

Historicamente o RS apresenta déficit migratório, causando, apenas em 2018, diminuição de 0,12% da população. Em Santa Catarina, por exemplo, o processo foi inverso: cresceu 0,41%. Conforme Zuanazzi, “o saldo migratório passa a ter um papel ainda mais relevante uma vez que a maioria dos migrantes é formada por pessoas de 20 a 35 anos, que estão no começo de seus períodos produtivos, contribuindo para o crescimento da região por um longo período”.

Na avaliação do pesquisador, esse fator tem impacto direto não apenas no crescimento do PIB do RS, “mas no longo prazo dificultará ainda mais compromissos obrigatórios, que não reduzem seus valores conjuntamente com a redução populacional, como é o caso da Previdência e da dívida pública”. Haveria a necessidade, segundo ele, de um salto em termos de produtividade por trabalhador para compensar estes reflexos.

Na visão da secretária Leany, o RS tem um grande desafio, após superar as questões fiscais, tornar-se capaz de atrair novos investimentos, reduzir a burocracia estatal e estimular a inovação. “Precisamos, acima de tudo, atrair jovens de outros Estados e manter aqui nossos talentos”, acrescentou.

Clique aqui e acesse a apresentação do estudo.

Clique aqui e acesse a nota técnica.

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Queda na oferta eleva o preço da erva-mate no RS

Reporter Global

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Foto: FABIANO ZENERE/ Divulgação EMATER

 

Mercado está afetado pela redução da produção, imposta pela estiagem, maior consumo durante pandemia e crescimento das exportações

 

A disponibilidade de matéria-prima tem causado preocupação à indústria da erva-mate, que projeta aumento nos preços e até uma possível falta do produto no mercado. A situação deve-se ao reflexo da estiagem de 2020 nos ervais, somado ao aumento das exportações e ao aquecimento no consumo desde o início da pandemia da Covid-19. Segundo o presidente do Sindicato da Indústria do Mate no Estado do Rio Grande do Sul (Sindimate), Álvaro Pompermayer, a defasagem nos preços está próxima de 40%.

A estiagem ocorrida nos primeiros meses de 2020 prejudicou a brotação do verão. Isso impactou na disponibilidade do produto em cerca de 40% e aumentou o custo da matéria-prima. Como faltou chuva também na Argentina, as indústrias daquele país vieram buscar o produto no Brasil, o que não havia ocorrido nos últimos anos. “Isso desestabilizou os estoques”, observa Pompermayer. O volume importado pelos argentinos é calculado em cerca de 10 mil toneladas, o equivalente a 45 dias de consumo no Rio Grande do Sul.

O segmento alega ainda que a situação foi agravada pelo aumento de insumos como embalagens, papelão e combustíveis. O consumo, por sua vez, registrou incremento num momento considerado “ruim” para a indústria. A pandemia fez com que muitos consumidores tomassem chimarrão com mais frequência por passarem mais tempo em casa. Além disso, há a recomendação de não compartilhar a cuia, em razão da pandemia do Covid-19. A preocupação mais recente é com a falta de chuvas nas regiões produtoras, que pode impactar na brotação da nova safra. “Se essa estiagem acontecer, aí a indústria vai ter que achar outro lugar para comprar”, admite o dirigente.

Segundo o extensionista da Emater e coordenador técnico do Programa Gaúcho para a Qualidade e Valorização da Erva-Mate, Ilvandro Barreto de Melo, o preço pago ao produtor pela arroba varia atualmente de R$ 17,00 a R$ 22,00. Há um ano, oscilava entre R$ 11,00 e R$ 15,00. Ele explica que as exportações de erva-mate, que costumam ser próximas de 35 mil toneladas por ano devem chegar até a 42 mil toneladas neste ano. Quanto à nova safra, de acordo com Melo, já é possível observar estresse hídrico na primeira das cinco brotações da planta. A área plantada no país é de cerca de 35 mil hectares e variou pouco nos últimos dez anos.

 

 

Correio do Povo

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Unijuí apresenta o Vestibular de Verão 2021 com novo modelo de ensino

Reporter Plural

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UNIJUI

Nova proposta é válida para os Campi Ijuí, Santa Rosa, Panambi e Três Passos. Entre no site e confira todas as ofertas do Vestibular de Verão 2021: https://www.unijui.edu.br/vestibular.  

Na tarde desta segunda-feira, dia 26, a Unijuí realizou o lançamento oficial do Vestibular de Verão 2021, em uma live no Youtube. Os estudantes, futuros estudantes, professores, técnicos administrativos, imprensa e comunidade regional puderam conferir as peças de campanha e todas as informações sobre o processo seletivo para os cursos de Graduação Presencial e o curso de Medicina. No evento de lançamento a comunidade também foi apresentada à Graduação+ Unijuí, nova proposta curricular da Universidade que prevê um modelo de ensino mais conectado com o futuro.

Na oportunidade, também se pronunciaram os membros da reitoria. Em sua mensagem, a reitora da Unijuí, professora Cátia Maria Nehring, salientou que este Vestibular será muito importante para a Universidade, um marco para a Instituição. “Por meio desta entrada teremos as primeiras turmas da Graduação + Unijuí. Este é um novo tempo que começamos a vivenciar na Unijuí. Estamos nos renovando para formar profissionais cada vez mais qualificados. Vamos transformar juntos? contamos com vocês!”, disse.

Em seguida falou o vice-reitor de Administração da Unijuí, professor Dieter Siedenberg, “Estamos trabalhando arduamente para oferecer atrativos de mensalidade aos novos estudantes. Vão ser propostas para facilitar o acesso à nossa Universidade. Vamos divulgar os detalhes durante o Profissional do Futuro que acontece de 9 a 13 de novembro”, relatou.

A professora Fabiana Fachinetto, vice-reitora de Graduação, apresentou o novo modelo de ensino que passa a fazer parte da Unijuí a partir de 2021. “Nós estamos propondo inovações a partir do que está se consolidando no cenário da educação superior, como os currículos por competências e módulos, projetos integradores e formação pessoal e profissional. Nossos estudantes passam a ficar ainda mais próximos da realidade do mercado de trabalho, aprendendo e vivendo de forma dinâmica os desafios de suas profissões. Além disso, começam a trabalhar de forma integrada com diversas áreas do conhecimento, complementando suas formações. Qual o resultado disso? Profissionais com competências imprescindíveis para o mercado de trabalho e pessoas ainda mais comprometidos para o desenvolvimento da sociedade em que vivemos”, destacou. Confira mais detalhes no site da Graduação + Unijuí, clicando neste link. 

A campanha de Vestibular de Verão 2021 e da Graduação + Unijuí está mostrando esse novo momento da Universidade e as novas proposições de ensino da Unijuí. Ela foi apresentada pela encarregada da Coordenadoria de Marketing, Talita Mazzola, durante o evento.

Confira o lançamento na íntegra

      

Inscrições abertas

Estão abertas desde o dia 21 de outubro, as inscrições ao Vestibular de Verão 2021 para os cursos presenciais de Graduação, incluindo também a Medicina. A Unijuí prepara uma edição especial, com um formato novo e adaptado para os novos tempos. Acesse e faça a inscrição: www.unijui.edu.br/vestibular.

        

Cursos Presenciais

Inscrições: 21 de outubro a 30 de novembro

Prova: 06 de dezembro, somente online, em razão da pandemia.

Vestibular de Medicina

Para o curso de Medicina, mantém-se um processo seletivo específico. Este processo será diferente, pois o candidato poderá realizar a prova da Unijuí ou utilizar a nota do Enem de anos anteriores, considerando que este ano, em função da pandemia, o Enem será realizado somente no mês de janeiro de 2021. Para o candidato utilizar a nota do Enem, ele deve ter concluído o ensino médio, sendo que nos anos em que ele está cursando essa etapa, não valerão para a seleção ao curso de Medicina. Confira o Edital e todos os detalhes do processo, clicando aqui.

Inscrição: 21 de outubro a 06 de dezembro

Prova: 13 de dezembro, presencial com todos os protocolos de segurança e distanciamento.

 

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Geral

Bolsonaro reúne ministros no Conselho de Governo

Reporter Plural

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Ilustração Google

O presidente Jair Bolsonaro recebe nesta terça-feira, 27, seus ministros no Palácio da Alvorada para 38ª reunião do Conselho de Governo. O encontro ocorre na ressaca do atrito político envolvendo os ministros Ricardo Salles, do Meio Ambiente, e Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria de Governo. Antes da reunião, os ministros participam de cerimônia de hasteamento da Bandeira Nacional, a partir das 8h.

A conversa com os ministros tem previsão de durar até 11h30. No período da tarde, Bolsonaro se reúne com os ministros Tereza Cristina, da Agricultura, e Bento Albuquerque, de Minas e Energia, além representantes do setor de soja, dentre eles da Associação Brasileira de Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), Cargill, Bunge, Amaggi Agro. Em pauta, a próxima safra do grão, que enfrenta alta nos preços e impacta na inflação dos alimentos.

Na semana passada, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) atingiu 0,94% em outubro, maior resultado para o mês desde 1995. Os preços dos alimentos e bebidas tiveram a maior alta entre os grupos pesquisados, chegando a 2,24%. Dentre os itens que puxaram a alta, está o óleo de soja (22,34%)

O presidente também recebe hoje a ministra Damares Alves, da Mulher, Família e Direitos Humanos, e representantes Convenção Estadual das Assembleias de Deus da Bahia. Também acompanham o encontro com os religiosos o ministro Ramos, o deputado federal Alex Santana (PDT-BA) e o deputado estadual Samuel Júnior (PDT-BA).

A agenda do chefe do Executivo para esta terça inclui ainda reuniões individuais com os ministro Milton Ribeiro, da Educação, e Ernesto Araújo, das Relações Exteriores. A partir das 19h, o presidente e demais membros do governo participam de um workshop sobre o caça F39 Gripen, na Ala 1 Base Aérea de Brasília. A aeronave, adquirida em parceria com a Suécia, foi apresentada oficialmente na última sexta-feira, 23, em evento que contou com a presença de Bolsonaro.

FONTE CONTEUDO ESTADÃO
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