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Poluição do ar em Nova Délhi atinge nível de emergência durante visita do príncipe Charles

Pável Bauken

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A poluição do ar da capital da Índia atingiu novamente níveis de “emergência” nesta quarta-feira, coincidindo com a visita do príncipe britânico Charles. Nova Délhi se viu asfixiada durante semanas, já que a poluição industrial e do tráfego, combinada com a fumaça da queima de resíduos dos cultivos, lançam uma camada de smog sobre a metrópole. Enquanto o governo enfrenta novas críticas sobre as medidas adotadas para combater a poluição, o representante da monarquia inglesa visitou o departamento de meteorologia durante sua viagem de dois dias ao país.

O herdeiro do trono, que se pronuncia com frequência sobre temas ambientais, foi informado sobre a crise pela ativista Sunita Narain. Ela, que em um comentário na semana passada afirmou que “a cada respiração nos envenenamos”, não revelou detalhes de suas conversas com o príncipe britânico. A ativista pediu decisões mais rápidas para que a Índia se afaste do carvão e de outros “combustíveis sujos” como fontes de energia. Segundo ela, as autoridades estão fazendo “pouco demais e tarde demais”.

Uma pesquisa publicada neste ano afirma que a neblina tóxica no norte do país diminui a vida de cerca de um milhão de pessoas por ano. O governo do estado de Délhi tomou medidas e, por enquanto, as construções estão paradas. Também limitou a circulação nas estradas segundo um esquema de rodízio. As restrições de circulação deveriam terminar na sexta-feira, mas o ministro principal de Délhi, Arvind Kejriwal, disse que poderiam ser prolongadas caso seja necessário.

CP
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Número de mortes em razão das chuvas em Minas Gerais sobe para 47

Reporter Global

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Nesta segunda-feira, o governo de Minas Gerais editou decreto colocando 101 municípios em estado de emergência - Divulgação/PMMG

O número de mortes por conta das fortes chuvas em Minas Gerais subiu para 47, conforme boletim da Defesa Civil estadual divulgado no início da noite de hoje (27). As mortes ocorreram em 14 municípios, com maior número (13) na capital, Belo Horizonte. Há quatro desaparecidos, nas cidades de Conselheiro Lafaiete e Luisiburgo, além de 65 feridos.

No total, 18.111 pessoas foram atingidas até agora pelos temporais. Destas, 14.609 ficaram desalojadas e 3.386 estão desabrigadas. A maior parte dos desalojados encontra-se no interior (7.530), enquanto outra parcela (7 mil) está na Região Metropolitana de Belo Horizonte. No tocante aos desabrigados, 2.294 são moradores do interior e 1 mil da região metropolitana.

Os desalojados são as pessoas que tiveram de deixar suas casas, mas que não necessariamente precisam do auxílio do governo. Os desabrigados são os que perderam seus lares e necessitam de auxílio do poder público.

Nesta segunda-feira, o governo estadual editou decreto colocando 101 municípios em estado de emergência, ampliando a listagem do dia anterior, que elencava 47 cidades. Mais 20 municípios anunciaram esta condição por meio de suas administrações municipais. Três cidades entraram em estado de calamidade pública: Orizânia, Ibirité e Catas Latas. Nas duas primeiras houve mortes.

O reconhecimento da situação de emergência permite ao governo estadual engajar os demais órgãos e empresas ligadas ao Poder Executivo para priorizarem o atendimento e a reparação dos estragos causados pelas chuvas, sob a coordenação da Defesa Civil mineira. Além disso, prefeituras e o próprio Poder Executivo estadual podem contratar serviços temporários e efetuar compras consideradas essenciais para o enfrentamento da situação sem a obrigatoriedade de realizar processo licitatório.

EBC

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Emissões de gases podem elevar temperatura em 3 graus

Alerta é de Thelma Krug, do Painel sobre Alterações Climáticas

Reporter Global

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Arquivo/Agência Brasil

As atuais emissões de gases de efeito estufa podem levar a um aquecimento global de 3 graus Celsius (ºC), o dobro do que foi estabelecido em acordo, diz a especialista Thelma Krug. Para ela, o limite para o aquecimento é “quanto mais baixo melhor”.

Thelma é vice-presidente do Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), organização científica criada no âmbito da Organização das Nações Unidas (ONU). A instituição reúne, de hoje (28) a 1º de fevereiro, na Universidade do Algarve, em Portugal, cerca de 260 especialistas em alterações climáticas, numa reunião técnica para a elaboração do sexto relatório de avaliação. No IPCC há três grupos de trabalho e em Faro está reunido o grupo 2, que analisa os impactos das alterações climáticas nos ecossistemas e nas atividades humanas.

Especialista na área de ambiente e florestas, Telma lembrou o relatório do IPCC de outubro de 2018, que alertava para grandes alterações climáticas se os Estados deixarem as temperaturas acima de 1,5ºC em relação à época pré-industrial, limite definido no Acordo de Paris, sobre redução de emissões, como o patamar desejável para a contenção do aquecimento global.

Segundo ela, as contribuições determinadas por cada país “não estão numa trajetória de limitar o aquecimento a um nível baixo”.

“Hoje, se somarmos todas as contribuições que foram colocadas na mesa por todos os países, estamos muito mais na trajetória de um aquecimento de 3ºC, praticamente o dobro do que estaríamos buscando para minimizar os potenciais impactos” das alterações climáticas, afirmou a vice-presidente do IPCC.

“O que esperamos é que os países, ao serem confrontados com esse resultado, entendam que têm de fazer mais, a mensagem que estamos dando é de que não está sendo suficiente”, acrescentou.

A especialista não quer fazer previsões, porque o futuro depende do nível de aquecimento que seja alcançado. Ela tem a certeza, no entanto, de que “cada bocadinho de aquecimento conta”, e que “os impactos que ocorrem com diferentes níveis de aquecimento podem ser muito substantivos”.

Sem otimismo, Thelma Krug lembra que já há espécies ou sistemas fragilizados para os quais o futuro não é promissor. Lembra o degelo das grandes camadas do Ártico, os corais que estão comprometidos e quase “levados à extinção”, e reafirma que o objetivo tem de ser limitar o aquecimento. “Quanto mais baixo melhor”.

De acordo com a especialista, é essa a mensagem que o IPCC procura fazer chegar aos governos, com dados sobre custos e impactos das alterações climáticas e a mensagem de que o melhor é reduzir as emissões muito rapidamente.

Em relação aos governos que ainda resistem às alterações climáticas, Thelma diz que não comenta políticas de países, mas que o IPCC reconhece que há muito trabalho a ser feito por governos locais e regionais.

“A mensagem dos cientistas é muito clara, seria muito melhor que começássemos uma grande transformação em todos os setores, no sentido de reduzir significativamente as emissões de gases de efeito estufa”, afirmou, acrescentando que as temperaturas já subiram um grau e que a situação atual é “crítica”.

Limitar o aquecimento global a 1,5ºC no final do século implica emissões zero de gases em 2050, o que exigiria “um grande esforço já”.

Para ela, se em 2050 não se chegar a essas emissões neutras de gases, vai ser mais difícil e serão necessárias tarefas em larga escala, como grandes reflorestamentos. O melhor, diz, seria “começar a pensar nas grandes alternativas para a redução de emissões”.

O relatório final será apresentado em outubro de 2021. Todas as contribuições dos três grupos de trabalho do IPCC vão ser submetidas à aprovação dos governos no próximo ano (grupo I em abril, grupo III em setembro e grupo II em outubro). No ano seguinte será entregue um relatório-síntese com os resultados científicos mais significativos dos três grupos de trabalho.

EBC

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Mundo

China confirma escalada de mortes do coronavírus para 106

Reporter Global

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| Foto: Hector Retamal / AFP / CP

O balanço da epidemia de pneumonia viral na China segue sua escalada preocupante. No último boletim, eram 106 mortes e quase 1,3 mil novos casos confirmados, anunciaram nesta terça-feira (horário local) as autoridades. Boletim da província de Hubei, onde começou a epidemia, relatou que o vírus deixou 24 mortos mais e infectou outras 1.291 pessoas, o que eleva o número de pacientes confirmados a mais de 4 mil em toda a China.

A Organização Mundial da Saúde corrigiu e elevou a avaliação de risco internacional de contágio do Coronavírus. Em seu relatório sobre a situação, publicado nesta segunda-feira, a OMS indica que sua “avaliação de risco (…) não mudou desde a última atualização (22 de janeiro): muito alto na China, alto no nível regional e em todo o mundo”.

Fora do epicentro da doença, quatro cidades – incluindo Pequim e Xangai – anunciaram a suspensão da circulação de ônibus de longa distância, medida que afetará milhões de pessoas que viajam por ocasião do feriado do Ano Novo Chinês. Além disso, a província de Guangdong, a mais populosa do país, impôs neste domingo a seus 110 milhões de habitantes a obrigação de usar máscara respiratória.

Essa imposição – também aplicada na província de Jiangxi e em outras grandes cidades – já está em vigor em Wuhan. Quase todas as mortes foram registradas em Wuhan ou na província de Hubei, mas neste domingo o vírus fez sua primeira vítima fatal em Xangai, grande metrópole financeira do Leste do país.

Correio do Povo

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