Polícia prende sete torcedores do Grêmio que promoveram quebra-quebra em outubro e planejavam nova ação criminosa – Portal Plural
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Polícia prende sete torcedores do Grêmio que promoveram quebra-quebra em outubro e planejavam nova ação criminosa

Segundo a investigação, o grupo depredou carros oficiais e particulares após jogo contra o Palmeiras e combinava tumulto para esta quinta-feira.

Em meio a uma escalada de episódios de violência envolvendo torcidas organizadas, a Polícia Civil prendeu, nesta quarta-feira (1º), sete torcedores do Grêmio por envolvimento no quebra-quebra no estacionamento da Arena em 31 de outubro, após derrota do time para o Palmeiras. Os alvos da operação foram presos em Porto Alegre, Canoas, Santa Maria, Pelotas e Bagé por dano qualificado, associação criminosa e por promover tumulto em evento esportivo.

Os sete presos preventivamente estão entre os cerca de 60 torcedores que invadiram o estacionamento da Arena e depredaram dois carros oficiais do Poder Judiciário, um da própria Polícia Civil, além de veículos particulares.

Os sete alvos foram aqueles identificados por meio de imagens. Um deles tem antecedente por crime grave e já responde na Justiça por tentativa de homicídio de outro torcedor gremista. Os nomes ainda não foram divulgados.

Conforme a delegada Laura Lopes, titular da 4ª Delegacia de Polícia de Porto Alegre, entre os presos, parte se identifica como integrante da Torcida Geral do Grêmio, enquanto outros não se intitulam parte do grupo, mas assistem aos jogos na mesma região do estádio.

— Alguns são da torcida organizada, ficam na ala norte, na Torcida Geral, e alguns não se intitulam, mas ficam por ali — relatou a delegada.

Indícios de novo ataque no jogo Grêmio e São Paulo
Além das prisões, houve a apreensão de material dos investigados. Nos celulares apreendidos, de acordo com a delegada, há indicativos de que o grupo planejava realizar um novo ataque, após o jogo desta quinta-feira (2), entre Grêmio e São Paulo.

— Existe uma certa combinação de promover o tumulto. Havia uma intenção de provocar tumulto no próximo jogo, desta quinta-feira. De promover quebra-quebra, bater em outros torcedores. A gente ainda está analisando o material — disse a delegada.

Além de dar uma resposta aos crimes praticados em outubro, a operação serve como uma resposta ao que a Polícia Civil considera ser uma escalada de violência entre grupos de torcedores.

— A operação é uma resposta mais drástica, porque a gente tem observado uma crescente violência nos estádios, e as medidas adotadas até então não têm sido eficientes. Houve o episódio no centro de treinamento, depois a emboscada. A gente resolveu adotar uma medida mais drástica para tentar impedir algo mais grave. Inclusive, o juiz concordou e concedeu as prisões — apontou a delegada, que chefiou a operação que envolveu 50 policiais.

A prisão temporária tem duração de cinco dias, prorrogáveis por mais cinco. A Polícia Civil ainda avalia a possibilidade de pedir a prisão preventiva dos sete. O inquérito deve ser concluído dentro de 10 dias.

Fonte: GZH

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