Pode nadar depois de comer? Veja o que os especialistas dizem
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Pode nadar depois de comer? Veja o que os especialistas dizem

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Fatores como tipo de refeição e intensidade do exercício devem pesar na decisão

 

Nadar depois das refeições, garantem os especialistas, não faz mal à saúde. Mesmo assim, eles orientam os nadadores, profissionais ou amadores, que prestem atenção tanto ao tipo de refeição quanto à intensidade do exercício. “A recomendação depende do quanto o indivíduo comeu e do quanto de esforço ele vai fazer”, explica Wilson Roberto Catapani, presidente da Sociedade de Gastroenterologia de São Paulo (SGSP). “Se a refeição for habitual e a prática recreacional, não há problema”.

A exceção da regra, ressalva, é o consumo de álcool: “Sua ingestão é contraindicada na praia ou na piscina”.

Agora, se a refeição for pesada e o ritmo intenso, os médicos recomendam cautela. “Alimentos ricos em proteína têm um tempo de digestão mais longo”, avisa o gastroenterologista Daniel Machado Baptista, do Hospital Nove de Julho, em São Paulo. Dois exemplos clássicos de “refeições pesadas” são o churrasco e a feijoada. O ideal nesses casos é esperar de três a quatro horas para entrar na piscina ou cair no mar.

“Essa recomendação vale para toda e qualquer atividade intensa, como corrida ou musculação”, complementa o gastro Álvaro Delgado, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, na capital paulista. “E não só a natação”.

Por que não é uma boa ideia nadar de forma intensa após refeições pesadas?

Toda vez que terminamos de comer, nosso organismo prioriza a digestão. Por essa razão, todo o fluxo sanguíneo é direcionado para o estômago, entre outros órgãos do aparelho digestivo. “Não por acaso, sentimos sonolência depois das refeições”, pontua a médica do esporte Esthela Oliveira.

O problema é quando resolvemos praticar atividade física intensa, dentro ou fora d’água, depois de comer. O sangue que deveria ir para o estômago é deslocado para os músculos. Conclusão: esse desvio de rota atrapalha a digestão e pode causar problemas gastrointestinais, como vômitos e náuseas.

“O risco de eventos graves, como a morte, é extremamente baixo”, tranquiliza a clínica geral Tatiana Buainain, do Hospital Santa Paula, da Rede Dasa.

Pode tomar banho depois de comer?

Ok, nadar depois de comer, em condições normais, não faz mal à saúde; mas, e tomar banho, faz? Menos ainda, explicam os médicos. Afinal, no banho, você não pratica nenhuma atividade física intensa.

Mesmo assim, há de se tomar cuidado com banhos muito quentes. O perigo da vez se chama síncope vasovagal. Traduzindo: perda repentina de consciência devido à redução do fluxo sanguíneo no cérebro ou no coração. “Banho quente dá a sensação de desmaio e mal-estar. Mais por causa do calor do que da água”, explica Esthela Oliveira. Na pior das hipóteses, o indivíduo pode cair e bater com a cabeça no box.

Um último alerta: praias e piscinas requerem atenção redobrada, sim, mas rios, represas e cachoeiras também não estão livres de perigo. Pelo contrário. Segundo a Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa), o Brasil registra uma média de 5,7 mil mortes por afogamento ao ano. Dessas, 70% são em água doce.

A maior parte dos óbitos é por imprudência dos banhistas, quando se afastam das áreas de segurança, ingerem bebida alcoólica antes de nadar ou desobedecem às placas de sinalização.

 

Fonte: Estadão

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Justiça Eleitoral cassa mandato de deputada federal que fez harmonização facial com dinheiro de campanha

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Foto: Reprodução
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O Tribunal Regional Eleitoral do Amapá cassou por unanimidade o mandato da deputada federal Silvia Waiãpi (PL), acusada de usar verba de campanha para realizar uma harmonização facial em 2022. A denúncia partiu da coordenadora do comitê partidário da deputada, que alegou ter se desentendido com Silvia após descobrir o uso dos recursos públicos no procedimento estético, realizado em agosto daquele ano.

Para encobrir o gasto de mais de R$ 39 mil na clínica, Silvia teria transferido os valores sob o pretexto de pagamento pelos serviços da coordenadora, Maitê. O cirurgião-dentista William Rafael confirmou a situação durante o julgamento.

O Ministério Público Eleitoral apresentou recibos que totalizam R$ 9 mil, reforçando as provas contra a parlamentar. Os desembargadores e juízes, após analisarem as evidências e rejeitarem a prestação de contas da deputada, decidiram pela cassação de seu mandato.

Silvia Waiãpi, nome civil Silvia Nobre Lopes, de 48 anos e natural de Macapá, se define como mãe, avó, indígena, militar e republicana conservadora. Ela é graduada em fisioterapia e já comandou a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) durante o governo Bolsonaro.

Em 2023, seu nome foi mencionado em um inquérito que investiga os eventos de 8 de janeiro daquele ano, envolvendo invasões ao Palácio do Planalto, Congresso Nacional e Supremo Tribunal Federal (STF).

Em resposta à cassação, Silvia Waiãpi alegou não ter sido intimada para o julgamento, descobrindo a situação pela imprensa. Ela afirmou que suas contas já haviam sido julgadas e aprovadas pelo mesmo tribunal, destacando que seus advogados tomarão medidas cabíveis após tomar ciência do ocorrido. Durante o julgamento, a deputada participava de uma audiência pública sobre o combate à exploração e abuso sexual de vulneráveis na região Norte do Brasil.

Fonte: Jornal o Sul

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Receita Federal abre consulta ao segundo lote de restituição do Imposto de Renda

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Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
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A partir das 10h desta sexta-feira (21), a Receita Federal iniciou a consulta ao segundo lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2024, referente ao ano-base 2023.

Este lote contempla mais de 5,7 milhões de contribuintes, totalizando R$ 8,5 bilhões, incluindo restituições residuais de exercícios anteriores. Os pagamentos estão programados para o dia 28 de junho.

Devido ao estado de calamidade no Rio Grande do Sul, 252,73 mil contribuintes foram priorizados para receber suas restituições neste lote.

Para verificar se teve a restituição liberada, o contribuinte deve acessar o site da Receita Federal, selecionar a opção “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, clicar em “Consultar a Restituição”. Além disso, há um aplicativo disponível para tablets e smartphones.

Fonte: Jornal o Sul

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Em 2022, o Brasil gastou R$ 153,5 bilhões com despesas médicas e em perda de produtividade provocadas pelos fumantes

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Foto: Divulgação/Banco Mundial/ONU
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Em 2022, o Brasil enfrentou um ônus significativo devido ao tabagismo, com despesas médicas e perda de produtividade totalizando R$ 153,5 bilhões, equivalentes a 1,55% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Este valor foi revelado pela pesquisa “Carga da doença e econômica atribuível ao tabagismo no Brasil e potencial impacto do aumento de preços por meio de imposto”, conduzida ao longo de dois anos e divulgada recentemente na sede da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) em Brasília.

Coordenada pela Comissão Nacional para a Implementação da Convenção-Quadro sobre o Controle do Uso do Tabaco e de seus Protocolos (Conicq), com apoio do Instituto Nacional de Câncer (INCA), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e Instituto de Efectividad Clínica y Sanitaria da Argentina, a pesquisa destacou que o tabagismo não apenas resulta em custos elevados para o sistema de saúde, mas também em perdas significativas de produtividade.

Vera Luiza da Costa e Silva, secretária executiva da Conicq, enfatizou que, apesar da arrecadação de impostos pela indústria do tabaco não ter ultrapassado R$ 9 bilhões em 2022, os custos associados ao tabagismo foram substancialmente mais elevados. Ela sublinhou que a maior parte dos gastos médicos foi direcionada para o tratamento de doenças respiratórias, cardíacas e acidente vascular cerebral (AVC), que juntas consumiram R$ 67,2 bilhões do Sistema Único de Saúde (SUS). Além disso, os cuidados oncológicos, especialmente para cânceres de esôfago, boca e faringe, demandaram investimentos consideráveis.

O impacto econômico do tabagismo também se estendeu às perdas de produtividade, totalizando R$ 45 bilhões devido a mortes prematuras e incapacidade para o trabalho. O estudo apontou ainda que cuidadores informais enfrentaram uma redução de R$ 41,3 bilhões na produtividade devido à necessidade de abandonar o trabalho para cuidar de familiares afetados por doenças tabaco-relacionadas.

A pesquisa também abordou o tabagismo passivo, contribuindo para 12% das mortes prematuras associadas ao tabaco, com 603 mil mortes anuais no mundo, incluindo 168.840 crianças, atribuíveis à exposição à fumaça do tabaco.

Para mitigar esses impactos negativos, o estudo recomendou um aumento de 50% na taxação dos produtos de tabaco, o que poderia reduzir significativamente os custos com saúde e evitar 145 mil mortes devido à redução do consumo. “Ao aumentarmos o preço dos cigarros, reduzimos seu consumo, criando uma relação inversamente proporcional”, destacou Vera Luiza.

Além disso, o documento propôs que a indústria do tabaco seja responsabilizada conforme as políticas e práticas legais brasileiras para compensar as perdas decorrentes da venda de seus produtos.

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