Plantio do trigo está praticamente concluído no Estado – Portal Plural
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Plantio do trigo está praticamente concluído no Estado

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O plantio do trigo, na última semana, avançou um ponto percentual, alcançando 99% da estimativa inicial de 739,4 mil hectares. De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (25/07), as áreas que ainda deverão ser plantadas encontram-se exclusivamente na região de Caxiais do Sul, cujo plantio deve se estender até o próximo dia 20 de agosto, segundo o zoneamento agrícola de risco climático.

Para esta safra, a estimativa de plantio de canola é de 32,7 mil hectares, com rendimento médio de 1.258 quilos por hectare. As regiões da Emater/RS-Ascar principais produtoras dessa oleaginosa são Santa Rosa, Ijuí, Santa Maria e Bagé.

A área implantada com a cultura da cevada no Rio Grande do Sul é de 42,4 mil hectares, com rendimento médio de 2.073 quilos por hectare. A totalidade das lavouras plantadas com cevada no Estado estão na fase de desenvolvimento vegetativo.

A área estimada com o plantio de aveia branca para grão é de 299,86 mil hectares, com uma produtividade esperada de 2.006 mil hectares. De modo geral, 67% das lavouras encontram-se na fase de desenvolvimento vegetativo, 23% em floração e 10% na fase de enchimento do grão.

O predomínio de tempo bom na semana foi favorável ao crescimento e desenvolvimento das culturas de hortigranjeiros da época. A boa incidência de radiação solar e as temperaturas por vezes amenas favorecem fatores de produção, entre eles os índices fotossintéticos. Por outro lado, a umidade do solo verificada até domingo já é limitante em cultivos sem sistemas de irrigação.

Na região Nordeste do Estado, os produtores realizam o plantio das últimas áreas de olerícolas através de semeadura direta e também o transplante de mudas. Tudo indica que haverá aumento de área cultivada, estimado em 180 hectares no município de Ibiraiaras. Em torno de 90% da área já está plantada e/ou transplantada. Algumas lavouras foram afetadas pelas últimas geadas; assim, produtores se organizam para um possível replantio. Clima e desenvolvimento das culturas estiveram normais na semana.

Em Ibiraiaras, com clima favorável, produtores de alho estão concluindo o plantio. A previsão é que a área cultivada deverá ficar em torno de 15 hectares. Lavouras já plantadas encontram-se em estágio inicial de desenvolvimento vegetativo normal.

A abóbora cabotiá está com colheita concluída na região Sul do Estado. Ainda há produto armazenado nas propriedades rurais. Os rendimentos ficaram entre oito e 12 toneladas por hectare. Há expectativa de aumento de área cultivada para a próxima safra em virtude dos bons resultados alcançados.

Na região Serrana, as condições climáticas no período caracterizaram-se por dias muito frios, mas com retorno de temperaturas altas no final da semana, alta insolação e ausência de precipitações. Esse quadro favoreceu em muito a sanidade das plantações de citros, a intensificação da coloração e o sabor das frutas de ciclo médio e tardio.

A produção de morango está satisfatória na região do Alto da Serra do Botucaraí. O clima favorece a cultura, intensificando a produção e o crescimento das plantas, e melhora os aspectos fitossanitários.

No Alto da Serra do Botucaraí e Vale do Rio Pardo, as variedades precoces de pessegueiro e ameixeira se encontram em floração e início da fase de pegamento de frutos. Seguem atividades de poda e tratamento para podridão parda.

Em Planalto, no Médio Alto Uruguai, maior produtor da fruta, foram implantados 135 hectares de figo. Os agricultores são orientados sobre manejo sanitário, aplicação de calda sulfocálcica, adubação de manutenção e podas.

No Vale do Taquari, que integra o escritório regional da Emater/RS-Ascar de Lajeado, a cultura da erva-mate está em fase de estabilidade vegetativa, ou seja, sem brotações. Não há registros de ataque de pragas.

Os campos nativos mostram os efeitos do inverno, apresentando continuada redução da oferta de forragem e da capacidade de suporte. Já as pastagens cultivadas de inverno, que vinham apresentando um desenvolvimento satisfatório no início do ciclo, sentiram as geadas e, na última semana, a diminuição da umidade solo, em virtude do clima mais seco.

Nas áreas exclusivamente com campo nativo, o gado vem apresentando perda de peso, mas ainda mantém uma condição corpórea regular. Nos locais com pastagens cultivadas, observa-se que o escore corporal dos animais é bom. O estado sanitário, no geral, é satisfatório. No manejo reprodutivo, os cuidados com as matrizes em período de gestação ocupam especial atenção.

Os rebanhos leiteiros apresentam bom estado físico e sanitário e vêm aumentando a produção de leite, que terá seu pico em agosto, em função da oferta de pastagens cultivadas no inverno. Os criadores que contam com divisão de potreiros e/ou cerca elétrica realizam, com orientação da Emater/RS-Ascar, o manejo do pastoreio de forma rotativa, com adequação da carga animal, para melhor aproveitamento das forragens pelas diferentes categorias animais. Isto propicia a diminuição de custos com suplementação alimentar. Em consequência do clima, no entanto, as pastagens vêm apresentando menor disponibilidade de massa verde, havendo assim necessidade de aumentar as suplementações com silagem, feno, pré-secado, ração concentrada, em quantidades acima da usual, para manter o volume de leite produzido.

Os rebanhos ovinos gaúchos continuam apresentando boa condição corporal e sanitária, mesmo nos locais com alimentação exclusivamente à base de pastos nativos. No manejo reprodutivo, o período é de cuidados pré-parto, parição e cuidados com cordeiros, que vêm apresentando um baixo índice de mortalidade e bom desenvolvimento.

O manejo dos açudes e tanques povoados tem registrado condições satisfatórias em relação à época do ano, com casos muito raros de mortalidade de peixes em todo o Estado. Os criatórios não povoados estão sendo preparados para recepção de alevinos a partir do próximo mês.

Na região de Santa Rosa, observou-se turbidez média da água dos rios, com captura baixa de peixes durante a semana. Na região de Pelotas, na Lagoa dos Patos, o período é de defeso. Em São Lourenço do Sul, ocorre falta de pescado e na bacia da lagoa Mirim os níveis mais baixos de água têm ocasionado baixas capturas e baixas ofertas de pescado de origem local. Em Tavares, na lagoa do Peixe, a captura de pescado é satisfatória. Na região de Porto Alegre, no Litoral Norte, a pesca artesanal no mar, em suas diversas modalidades, vem apresentando baixa produtividade.

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Agro

Três municípios da Região Celeiro estão entre os 15 municípios em situação de emergência no RS

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Lavoura prejudicada em Espumoso — Foto: Reprodução/RBS TV

A falta de chuvas no Rio Grande do Sul está provocando grandes prejuízos nas lavouras. A Emater informou que ainda está levantando oficialmente os prejuízos, porém diversas cidades já registraram perdas de mais de 80% nas produções.

Até a noite desta terça-feira (21), 15 municípios haviam decretado situação de emergência em razão da estiagem, conforme a Defesa Civil. Outras cinco cidades registraram perdas significativas mas ainda não decretaram emergência. A maioria delas é do Norte ou Noroeste do estado. Veja lista abaixo.

Das 15, apenas uma teve teve a situação homologada pelo estado e pela União até esta terça. Júlio de Castilhos decretou situação de emergência no dia 6 de dezembro e teve homologação no dia 16. As outras cidades ainda tem prazo de 180 dias para comprovar a situação, apresentando laudos de pessoas afetadas, situação da agricultura, entre outros aspectos.

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Agro

SEAPDR detecta gafanhotos nativos em Coronel Bicaco e outros quatro municípios da região

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Fiscais estaduais agropecuários e engenheiros agrônomos da Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAPDR) realizaram na sexta-feira (17), fiscalização de áreas agrícolas para monitoramento de gafanhotos.
Nesta fiscalização, realizada através de denúncia, foram feitas vistorias nas áreas agrícolas do município de Ajuricaba. Os gafanhotos, das espécies Zoniopoda iheringi e Chromacris speciosa, são nativos do Rio Grande do Sul, não se tratando de gafanhotos migratórios presentes na Argentina.
“As culturas comerciais de grãos, como milho e soja, atualmente implantadas em condições de estresse hídrico, não apresentam danos significativos causados pelo inseto. No entanto, a incerteza em relação ao clima e o desconhecimento dos hábitos dos gafanhotos podem gerar preocupação entre os agricultores”, destaca Rita Grasselli, chefe da Divisão de Defesa Sanitária Vegetal.
A recomendação para os agricultores é para permanecer em alerta em relação a novos focos e que, em caso de alta infestação associada a danos verificados nas lavouras, entrar em contato com a Inspetoria de Defesa Agropecuária do seu município ou com a Emater. E também através do email: [email protected]
Além de Ajuricaba, foram feitas 19 vistorias nos municípios de Coronel Bicaco, Nova Ramada, Santo Augusto e São Valério do Sul neste ano de 2021.
A SEAPDR é participante do Comitê de Emergência Fitossanitária para Schistocerca cancellata, conforme Portaria de Emergência MAPA nº 201/2020 e Instrução Normativa SEAPDR nº 17/2020 e, por isso, tem realizado vistorias de monitoramento de populações acridianas em áreas agrícolas do Rio Grande do Sul.
Fonte: SEAPDR
Foto: André Ebone/Divulgação SEAPDR
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Agro

Preço ao produtor de leite teve queda real de 5% neste ano

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A pesquisa do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, mostra que o preço do leite captado em outubro e pago aos produtores em novembro recuou 6,2% e chegou a R$ 2,1857/litro na “Média Brasil” líquida, uma retração de 2,5%, em comparação ao mesmo mês do ano passado.

É a segunda queda consecutiva dos preços no campo. Com isso, a variação acumulada em 2021 (de janeiro a novembro) está, pela primeira vez neste ano, negativa, em 5%, em termos reais.

A pesquisa do Cepea mostra que, de setembro para outubro, o Índice de Captação Leiteira (ICAP-L) recuou 0,87% na “Média Brasil”.

Os dados mostram que, mesmo com o retorno das chuvas da primavera, que favorecem a disponibilidade de pastagem, a produção de leite segue limitada neste ano pelo aumento dos custos de produção e por consequentes desinvestimentos na atividade.

CUSTO DE PRODUÇÃO
De janeiro a outubro, o poder de compra do pecuarista frente ao milho, insumo essencial para a alimentação animal, recuou, em média, 29,5% – no ano passado, enquanto o pecuarista leiteiro precisava de, em média, 33 litros de leite para adquirir uma saca de milho de 60 kg (com base no Indicador ESALQ/BM&FBovespa, Campinas – SP), em 2021, são precisos 43 litros para a mesma compra.

Os preços dos grãos registraram quedas recentemente, mas o patamar ainda está elevado. Segundo o Cepea, outros importantes insumos da atividade leiteira também encareceram de forma intensa, como é o caso dos adubos e corretivos, combustíveis e suplementos minerais.

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