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Plantio de soja no RS atinge 93% da área prevista

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Soja - lavoura - Coxilha - Fernando di Rossi em 2312


O plantio da soja alcança 93% do previsto para esta safra no Rio Grande do Sul, que é de 6.074.620 hectares. O desenvolvimento é favorecido pelas precipitações ocorridas na semana, apesar de volumes e intensidades variadas nas diversas regiões produtoras do Estado. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quarta-feira (23/12), através de convênio com a Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), a semeadura da soja foi finalizada na região administrativa de Ijuí e os cultivos se encontram com desenvolvimento adequado. Nos municípios onde a semeadura foi mais tardia, as lavouras apresentam estádios iniciais de desenvolvimento, com aspecto de atraso. Nas demais, o crescimento das plantas foi rápido, com emissão de folhas novas e de tamanho normal. Produtores se preparam para o controle de doenças com a aquisição de fungicidas e regulagem dos pulverizadores.

Na de Santa Rosa, o plantio da soja chega a 94% do total previsto de 719 mil hectares. Há expectativa de que em torno de 3% da área total será semeada em janeiro próximo, como safrinha ou cultivo de segunda safra, em especial nos municípios localizados no entorno do microclima do Rio Uruguai, como Dr. Mauricio Cardoso, Horizontina, Novo Machado, Porto Mauá e Porto Lucena. Em geral, os cultivos estão em desenvolvimento vegetativo e com boa população de plantas devido às boas condições de umidade do solo nessas últimas semanas.

No milho, a presença de chuvas na maioria das regiões do Estado fez avançar os plantios, que já totalizam 90%, além de contribuir para a melhoria do desenvolvimento dos cultivos. No Estado, 29% das lavouras de milho implantadas estão em germinação e desenvolvimento vegetativo, 18% estão em floração, 35% das lavouras de milho estão em enchimento de grãos,14%, em maturação e 4% já colhidas.

Na região de Bagé, as lavouras de milho semeadas a partir de 20 de novembro estão apresentando bom desenvolvimento e alto vigor inicial, com temperaturas diurnas adequadas e noturnas amenas, além da ótima disponibilidade de umidade no solo. As semeadas anteriormente apresentam falhas entre plantas e nas entrelinhas, com danos variáveis de produtividade, mas irreversíveis. Na Fronteira Oeste, algumas lavouras com maior dano foram substituídas por soja.

Nas áreas destinadas à silagem na região de Frederico Westphalen, a colheita avançou e já alcança 40% da área total de 33.849 hectares. Há perdas na produção de massa verde, estimada em 60% do rendimento esperado de mais de 33 mil quilos por hectare. O retorno das chuvas faz com que o milho vegete e mantenha suas folhas mais túrgidas; assim o enchimento dos poucos grãos nas espigas será melhor e poderá trazer qualidade superior ao que vinha sendo observado.

Apesar de esparsas e com volumes variados, as precipitações contribuíram para a reposição dos mananciais hídricos e o desenvolvimento dos cultivos de arroz, que estão 94% em germinação e desenvolvimento vegetativo e 6% em floração. Na região da Emater/RS-Ascar de Santa Maria, o bom resultado dos cultivos, somado à valorização do produto, fez a área de plantio chegar a 133.516 hectares, incremento próximo a 2% cento em relação à área de arroz na safra passada. Já na de Bagé, a limitação imposta pelos reservatórios de água, que não atingiram a totalidade de armazenamento em parte dos municípios da região, fez a área estimada de cultivo chegar a 396.135 hectares, 2% inferior à área da safra anterior. Em geral, as lavouras continuam em ótima condição fitossanitária e o controle de ervas daninhas tem se mostrado eficiente.

OLERÍCOLAS

Milho verde – Em Cruzeiro do Sul, na regional de Lajeado, as lavouras do cedo foram colhidas em novembro. O produto foi comercializado a R$ 0,50/espiga neste início da safra. Houve atraso e deficiência de polinização devido à estiagem de outubro, com falha de espigas, resultando em produtividade de cerca de 11 toneladas por hectare. As lavouras apresentam distintas fases, de desenvolvimento vegetativo até colheita. A espiga é comercializada a valores que oscilam entre R$ 0,35 e R$ 0,40/unid.

Moranga Cabotiá – Na regional de Pelotas, cultura em início de colheita. Lavouras com bom desenvolvimento e boa sanidade, em florescimento e frutificação. As chuvas das últimas semanas favoreceram a cultura. Os preços em Pelotas e Herval variam entre R$ 1,50 e R$ 1,80/kg, ou entre R$ 30,00 e R$ 35,00/sc. de 20 quilos.

OLIVA E ERVA-MATE

Oliva – Na região de Soledade, a cultura está em fase de formação das azeitonas. As condições climáticas favoráveis promovem o crescimento foliar e consequentemente das frutas. Na regional de Bagé, foram realizadas roçadas para controle de inços, aplicações de fungicida, inseticida e de adubações, para garantir a boa formação dos frutos. A expectativa de produção é favorável; parte de pomares apresenta boa carga de frutos.

Erva-mate – Na regional da Emater/RS-Ascar de Erechim, as brotações das erveiras se intensificam normalmente após a ocorrência de chuvas. Os preços seguem de R$ 18,00 a R$ 20,00/arroba na indústria. Na de Soledade, ervais apresentam boa brotação, favorecida pelas condições de boa radiação solar e temperatura (elevação dos índices fotossintéticos), associadas a chuvas regulares. Houve perdas de mudas devido à anterior falta de precipitações, principalmente nos plantios mais tardios, implantados em agosto. Por outro lado, as mudas vingadas estão com boa brotação. O preço pago ao produtor varia de R$ 18,00 a R$ 22,00/arroba, sem incluir o serviço do tarefeiro, que fica em torno de R$ 4,00/arroba. Há uma crescente no preço da erva-mate em função da redução da oferta e do aumento de consumo.

Na regional de Passo Fundo, foi intensificado o processo de repicagem de mudas de erva-mate, se encaminhando para o período final. Árvores femininas estão na fase de frutificação. Aquelas destinadas à produção de frutos e sementes recebem atenção especial, com monitoramento dos viveiristas. As recentes chuvas amenizaram as perdas em árvores destinadas à produção de frutos. Relatos apontam perda significativa nos plantios de erva-mate de 2019 e 2020 em função da escassez hídrica, chegando a índices de 80% de mortalidade das mudas implantadas a campo. A produção de folha após as recentes chuvas passa a ter maior estímulo, em função do incremento da umidade no solo e, em consequência, do desenvolvimento das erveiras. Produtores realizam o monitoramento de pragas nos ervais. As adubações, que estavam estagnadas em função da pouca umidade, foram iniciadas e conduzidas de forma acelerada.

PASTAGENS E CRIAÇÕES

As pastagens perenes de verão, como tífton e jiggs, estão em pleno rebrote, e já vêm sendo forrageadas. O campo nativo também está se recuperando, com boa resposta ao aumento da umidade do solo, da temperatura e da insolação. As pastagens anuais de verão, como capim sudão, milheto e sorgo forrageiro, estão bem adiantadas, sendo que alguns produtores ainda reservam pequenas áreas para estabelecimento destas espécies no final de dezembro e durante janeiro, como estratégia de produção mais tardia de forragem. As pastagens semeadas a partir do final de outubro já estão em fase de pastejo, e as taxas de desenvolvimento são bastante satisfatórias.

OVINOCULTURA

Os animais apresentam boa condição corporal, principalmente nas propriedades nas quais o ovinocultor tem ofertado algum tipo de suplementação aos cordeiros. Para as demais categorias, a sequência de chuvas melhorou a quantidade e a qualidade da oferta das pastagens.

Nos rebanhos laneiros, cuja temporada reprodutiva começa mais cedo, é importante testar a aptidão dos carneiros através de exames andrológicos, fazendo a reposição de algum animal de descarte. Em praticamente todas as regiões, o período de esquila dos animais está em fase de finalização. Continuam sendo realizados os manejos para prevenção e controle da verminose ovina.

A comercialização de animais segue aumentando com a chegada das festas de final de ano. Além das vendas a frigoríficos, tradicionalmente o comércio de animais direto ao consumidor final atinge o maior volume durante a segunda quinzena de dezembro, que pode ser prejudicado em função da pandemia.

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Agro

Geada não deve implicar em perdas no cenário agrícola gaúcho

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Foto: Roger Terra de Moraes, extensionista rural da Emater/RS-Ascar de Soledade

A forte geada desta madrugada (29/07) e dos últimos dias não deve implicar em perdas significativas no cenário agrícola gaúcho. Segundo o extensionista da Emater/RS-Ascar, Elder Dal Prá, as perdas devem ser pontuais no trigo, cevada e aveia, e pouco maiores na canola. “No entando, nossa área implantada no Estado é pequena, pouco mais de 40 mil hectares, mas somente semana que vem para se ter uma ideia se deu perda ou não. E na fruticultura mais uns 15 dias, mas como as plantas estão resistentes nesse período, é possível que nem tenha registro. Nos próximos dias deveremos ter relatos mais ajustados”.

De acordo com Informtivo Conjuntural produzido e divulgado nesta quinta pela Gerência de Planejamento da Instituição, vinculada à Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), para o campo nativo e para as pastagens de verão, a sequência de geadas e de baixas temperaturas vem ocasionando a queima mais intensa das plantas, reduzindo ainda mais a oferta de forragem para os rebanhos, que já era considerada insuficiente. “Pode haver redução na pastagem pela paralisação do crescimento e desenvolvimento das plantas e, como consequência, diminuição da oferta de forragem”, explica Dal Prá.

No sistema de criação de gado de corte, baseado apenas no campo nativo, o quadro de perda de estado corporal dos animais se acentuou devido à sequência de geadas e ao insuficiente forrageiro disponível. Assim como o gado, os ovinos mantidos em pastagens cultivadas de inverno apresentam bom estado corporal, mas os rebanhos mantidos em campo nativo sofrem com a estagnação no crescimento das plantas queimadas pela geada e com altura reduzida, dificultando o pastejo até mesmo para os ovinos.

TRIGO

A semeadura do trigo está tecnicamente encerrada no Estado, sendo 98% em germinação e desenvolvimento vegetativo e 2% em floração. Para o plantio da safra 2021, produtores obedeceram aos períodos recomendados pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático, definidos pelo Ministério da Agricultura, em conformidade com as épocas adequadas para cada grupo de cultivar.

APICULTURA

As temperaturas mais altas e o maior período de insolação propiciaram a maior movimentação das abelhas em busca das escassas floradas do momento, principalmente nabo forrageiro, eucalipto, canola, astrapeia e algumas poucas espécies nativas.

Mesmo com as condições do tempo mais favoráveis, os produtores seguem sendo orientados a realizar a suplementação das colmeias. O período é propício para manutenção das áreas de apicultura e construção de novas caixas. Aumentou a procura de projetos de custeio e investimento apícola, elaborados pelos Escritórios municipais da Emater/RS-Ascar.

PISCICULTURA

Mesmo com a redução das chuvas, o nível dos reservatórios é satisfatório. Os produtores relataram novos casos de mortandade de peixes devido às baixas temperaturas, principalmente de tilápias, muito sensíveis ao frio.

A diminuição da temperatura da água também influencia diretamente na redução do metabolismo dos peixes, resultando na menor necessidade de suplementação alimentar. Em geral, os produtores seguem realizando a encomenda de alevinos a fim de repovoar os açudes para um novo ciclo de produção a partir de setembro, quando as temperaturas aumentarem.

PROGNÓSTICO CLIMÁTICO TRIMESTRAL

O próximo trimestre ainda permanecerá sem influência de eventos climáticos globais, o que manterá o restante do Inverno e o começo da primavera de 2021 com padrões próximos da média no RS. Nos próximos meses há previsão de retorno do fenômeno La Niña, o que poderá provocar a redução da chuva no último trimestre de 2021.

Para os meses de agosto e setembro, as precipitações deverão se manter próximas da média na maioria das regiões, somente algumas áreas da Campanha poderão ter valores ligeiramente superiores a normal em agosto. Em outubro, a previsão indica a redução da chuva e são esperados volumes abaixo da média em grande parte do RS, com maior diminuição da precipitação na Metade Leste. O prognóstico das temperaturas mínimas e máximas indicam valores abaixo da normalidade em todo Estado, com elevação natural das máximas entre setembro e outubro.

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Agro

Agricultura o pilar do nosso desenvolvimento

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Agricultura o pilar do nosso desenvolvimento 🍃🚜

No programa esquerda x direita, especial Dia do Agricultor, acompanhe um bate papo sobre agricultura em nosso município, com apresentação de Carol Haag.

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Agro

Escritórios da Emater/RS-Ascar elaboram projetos para acesso ao crédito do novo Plano Safra

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Com o Plano Safra 2021/2022, apresentado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, pequenos, médios e grandes produtores poderão acessar a diferentes linhas de crédito rural até o final de junho do próximo ano. O plano prevê R$ 251,2 bilhões para apoiar a produção agropecuária nacional, valor 6,3% superior ao disponibilizado no ano passado. Os recursos contemplam custeio e investimento, apoio à comercialização e Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural. Deste total, mais de 39 bilhões de reais são voltados à agricultura familiar, um incremento de 19% no valor em relação ao ano safra anterior. A Emater/RS-Ascar, vinculada à Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), atua há mais de 60 anos no crédito rural, prestando assessoria aos produtores e suas organizações, facilitando o acesso a tecnologias, que juntamente com o crédito, contribuem com o desenvolvimento rural.

Segundo o extensionista do Escritório Regional da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa, Fernando Berwanger, nos últimos cinco anos, a Instituição elaborou na região 10.791 projetos de crédito rural canalizando aos agricultores da região mais de 340 milhões de reais em crédito.

No novo Plano Safra que passou a vigorar em julho deste ano, além do recurso para o custeio da produção agropecuária de 2021 e 2022, destacam-se linhas de crédito como para armazenagem de produtos agrícolas, Programa Agricultura de Baixo Carbono, Programa de Bioeconomia, além das linhas já tradicionais do Pronaf e Pronamp para investimento.

Os escritórios municipais da Emater/RS-Ascar já estão atendendo a demandas em diferentes áreas, sempre orientando para o acesso responsável e sustentável ao crédito. Projetos de investimento que contemplam silos, estufas, açudes, equipamentos para irrigação e resfriadores de leite, por exemplo, possuem prazo de pagamento de até 10 anos, com taxa de juros de 3% ao ano. Para formação, recuperação e conservação de solos, o prazo é de cinco anos com taxa de 3% ao ano. Os agricultores interessados e aptos para construção e reforma de galpão ou construção de galpão compost barn são beneficiados com prazo de até 10 anos e taxa de 4,5% ao ano. Também é possível financiar camionetes e motocicletas, em até 5 anos, e trator, colheitadeira e implementos com prazo de 7 anos.

A agricultura familiar também foi favorecida com o aumento do limite de crédito para habitação que agora é de R$ 60.000,00 por família. Filho de agricultor que tenha Declaração de Aptidão ao Pronaf (Dap) pode acessar esse crédito. O prazo é de 10 anos, incluindo três anos de carência, e taxa de 4,5% ao ano.

Berwanger avalia que o desenvolvimento da agropecuária no Brasil deve-se muito à disponibilização de crédito rural. “Essa política pública colabora para que as novas tecnologias criadas pela pesquisa agropecuária e viabilizadas pela Extensão Rural possam tornar-se realidade no campo”, enfatiza.

Para saber mais sobre as linhas de crédito disponíveis, procure o escritório da Emater de seu município e acesse a novas oportunidades em sua propriedade. Os projetos de crédito elaborados pela Instituição permitem acesso aos diferentes agentes financeiros e acompanhamento de assistência técnica e social.

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