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Plantio de hortaliças contribui para inclusão social e segurança alimentar em Boa Vista do Buricá – Portal Plural
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Agro

Plantio de hortaliças contribui para inclusão social e segurança alimentar em Boa Vista do Buricá

Pável Bauken

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Com o objetivo de promover a socialização e a inclusão social de pessoas com deficiência que recebem atendimento na Apae de Boa Vista do Buricá, assim como contribuir para a autonomia e melhoria na qualidade de vida destes alunos e de seus familiares, desde 2016, a Emater/RS-Ascar desenvolve o projeto “Cidadania e Inclusão Social na Apae”. Entre as atividades planejadas para este primeiro semestre está o plantio de hortaliças, realizado na quinta-feira (14/05), com o engajamento de extensionistas de Boa Vista do Buricá e de Nova Candelária, bem como de professores e funcionários da escola. Todos os participantes seguiram as recomendações de uso de máscaras e distanciamento social para proteção e prevenção à contaminação pelo coronavírus. O trabalho também é feito de forma escalonada, para evitar aglomerações.

Em um primeiro momento a atividade havia sido planejada para oportunizar o envolvimento direto dos alunos, no entanto, em virtude das medidas preventivas à Covid-19, optou-se por envolver um número restrito de pessoas. Os professores e funcionários, que realizaram o plantio, receberam também orientações sobre adubação e demais cuidados referentes ao manejo da horta, sendo também responsáveis pela rega e pelo acompanhamento do desenvolvimento das plantas e o monitoramento de pragas e invasoras.

Com a ação, a horta da Apae passa a contar com maior diversidade de hortaliças, entre elas, couve de várias espécies, salsa, cebolinha, rúcula, cenoura, beterraba, brócolis, couve flor, repolho, assim como mudas de morangos. A proposta é que estas olerícolas sejam aproveitadas na alimentação dos alunos e em atividades do Clube de Mães, como demonstrações de métodos de processamento e conservação de alimentos, após o retorno das aulas. Caso não seja possível o retorno das aulas antes da colheita, os produtos serão doados para as famílias dos alunos.

As orientações sobre o manejo e adubação foram também compartilhadas com alguns pais e os alunos que estiveram presentes, por meio de um vídeo, onde se apresentou recomendações para o plantio de hortaliças em suas casas. A atividade foi realizada pelos extensionistas da Emater/RS-Ascar, de Boa Vista do Burica, Ângela Dudar Petter, e de Nova Candelária, Ana Carolina Schittler e André Weber.

Esta ação faz parte de um projeto maior de Assistência Técnica e Extensão Rural e Social (Aters) voltado a Pessoas com Deficiência (PCD’s), sendo que neste ano, a proposta central é auxiliar nas ações de recreação, lazer e integração que estimulem a inclusão social, o desenvolvimento de habilidades manuais e de atividades de segurança e soberania alimentar de forma sustentável, assim como promover ações voltadas à educação e promoção da saúde e estímulo à autoestima, através de embelezamento de arredores.

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Agro

Turismo Rural, uma alternativa que exige cuidados nesse momento de pandemia

Pável Bauken

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Nesse momento de isolamento social físico, em função da pandemia de Covid-19, e quando muitas pessoas programam suas férias e saídas de final de ano, a orientação da Emater/RS-Ascar é de que visitas a pontos turísticos sejam suspensas, ou realizadas com muita prudência, de forma a evitar possíveis contaminações pelo Coronavírus. Assim, mesmo o Turismo Rural sendo uma importante atividade econômica, que pode gerar renda extra para empreendedores em todas as regiões do Estado, sua prática deve obedecer aos protocolos de segurança, evitando expor principalmente as pessoas do grupo de risco, ou seja, com mais de 60 anos e com histórico de doenças crônicas, como asma, diabetes ou hipertensão.

Sobre cuidados dos trabalhadores rurais, quando prestarem atendimento turístico, é preciso observar que “o uso de máscaras é muito importante no atendimento aos turistas e nas visitas, assim como lavar mãos e braços com água e sabão e fazer uso constante de álcool gel 70%”, orienta a extensionista rural e turismóloga da Emater/RS-Ascar, Fernanda Costa da Silva, que destaca ainda a necessária higienização de itens de uso pessoal, trocando, por exemplo, calçados e roupas antes de interagir com os familiares e outras pessoas.

Outros cuidados imprescindíveis na recepção de turistas, caso o empreendedor opte por atender nesse período, é dar preferência a atividades ao ar livre, mantendo o distanciamento entre as pessoas, não ter contato físico, como aperto de mão ou abraços, nem compartilhar o chimarrão. Para o pagamento por produtos ou serviços, a dica é priorizar o uso de cartão ou depósito bancário.

Fernanda também sugere a coleta de dados dos visitantes, notificando datas de chegada e saída, “de forma a possibilitar acompanhar o estado de saúde deles e, caso necessário, informar qualquer alteração do seu estado de saúde à unidade local responsável”, observa.

“Ao programar um passeio ou uma visita, é importante esclarecer dúvidas e particularidades sobre o atendimento”, aconselha. “Se estiver febril, tossindo, espirrando, com falta de ar ou com indisposição, fique em casa. O importante é ter atenção a sua saúde”, observa Fernanda.

A extensionista também avalia que o momento é propício para planejar, estudar e organizar os dados dos turistas e clientes. “Estamos à disposição para passar as atualizações legais que podem auxiliar os nossos assessorados nesse momento e dispomos de materiais prontos para fornecer, que orientam tanto turistas como trabalhadores do segmento”, ressalta Fernanda, ao indicar também a playlist Capacitação em Turismo Rural, disponível no canal da Emater/RS-Ascar no YouTube (Rio Grande Rural), que oferece vídeos sobre Planejamento do Turismo Rural no Cenário de Crise, Trilhas, Alimentação e Eventos, Turismo Cultura e Étnico, Caminhadas na Natureza, Passos Iniciais e Roteirização.

Para turistas que pretendem realizar algum deslocamento motivado pelo consumo da ruralidade, a dica é consultar o Hotsite de Turismo Rural do RS, que, em parceria com a Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), apresenta propriedades com as quais os consumidores podem realizar contato direto com os empreendedores, para um melhor planejamento do período de folgas de final de ano e de férias. O Hotsite pode ser acessado no http://www.emater.tche.br/site/turismo-rural/index.php.

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Agro

Projetos voltados à agricultura familiar estão entre os mais votados na Consulta Popular

Pável Bauken

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A agricultura teve 31 dos 62 projetos votados na Consulta Popular. Os três Conselhos Regionais de Desenvolvimento (Coredes) com mais votos foram os do Médio Alto Uruguai em primeiro, com 14.529 votos, Vale do Rio Pardo, em segundo, com 6.536 e Sul, em terceiro, com 6.067 votos. Projetos nas áreas de agricultura familiar, agroindústrias familiares, bovinocultura de leite, correção do solo tiveram destaque, e serão administrados em parceria com a Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr).

“A agricultura familiar tem grande importância para a economia gaúcha, representando boa parte das movimentações comerciais do interior. As comunidades mostraram que reconhecem o esforço dos agricultores familiares ao ajudarem a escolher estes projetos que vão incentivar e melhorar a produção da agricultura e das agroindústrias familiares”, afirma o secretário Covatti Filho.

O projeto de maior votação na Consulta Popular e que vai receber R$ 371.428,57 no ano que vem é o de apoio às cadeias produtivas indutoras do desenvolvimento local e regional da Região do Médio Alto Uruguai. “Este projeto vai permitir que os municípios possam escolher qual a cadeia produtiva que vão fomentar, a partir de decisões dos Conselhos Municipais de Desenvolvimento e do Conselho Agropecuário. Pode ser a bacia leiteira, a agroindústria, suinocultura, avicultura, fruticultura, enfim, tudo dentro deste escopo do desenvolvimento local e regional”, explica Márcia Faccin, presidente do Corede do Médio Alto Uruguai.

De acordo com Márcia, os projetos escolhidos na região do Médio Alto Uruguai são oriundos do Plano Estratégico de Desenvolvimento, implantando em 2017, que fez um diagnóstico daquilo que é mais importante ser estimulado, dentro da sua matriz econômica, o setor primário. O segundo projeto mais votado, que poderá receber recursos em 2022, dependendo ainda de dotação orçamentária, é o projeto jovem empreendedor rural.

A região do Vale do Rio Pardo, que teve 100% dos projetos na cédula de votação voltados para a área agrícola, vai receber também R$ 371.428,57 para fortalecer e fomentar a produção, industrialização e comercialização da agricultura familiar. De acordo com o Presidente do Corede do Vale do Rio Pardo, Heitor Petry, “a definição destes projetos está relacionada a uma visão estratégica do quanto o setor rural da agricultura familiar representa um espaço de geração de renda na produção de alimentos. Nesta lógica, já em edições passadas houve direcionamento de recursos para fomento da produção de alimentos”.

E Petry destaca um fator interessante desta eleição: o apoio da população urbana para as questões ligadas ao campo. “Nesta etapa se conseguiu conciliar muito bem a visão das lideranças e entidades ligadas com a posição da comunidade, através do voto inclusive no setor urbano, embora pudesse parecer que havia projetos para contemplar apenas o setor rural. No entanto, a compreensão é bastante clara do conceito de desenvolvimento regional nestes projetos, porquanto ao produzir alimentos em escala maior na região, contempla o consumidor urbano, aproxima ele dos produtores e se evita importar alimentos para a região com evasão de recursos”, diz Petry. O segundo projeto mais votado foi o de prevenção do êxodo rural.

O Corede Sul foi o terceiro com maior número de votos e vai receber em 2021 R$ 200.000,00, com o programa permanente de manejo e conservação do solo e da água para correção de acidez. “É um programa importante porque temos um problema grave de acidez do solo na região e assim, os recursos que vão vir, vão ser utilizados na aquisição de calcário”, afirma Ronaldo Maciel, Presidente do Corede Sul.

Maciel destaca que a mobilização para a consulta foi bastante intensa nos Conselhos Municipais de Desenvolvimento (Comudes), com apoio das prefeituras, da Emater e da Associação dos Prefeitos da Zona Sul. O segundo projeto que deve ser implantado em 2022 é o de irrigação de pastagens perenes para bovinocultura de leite. Além dos dois projetos na área de agricultura, o Corede Sul aprovou dois projetos de turismo rural, que estão sob supervisão da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur) e que também vão receber R$ 200 mil/ano em 2021 e 2022.

“Vamos encaminhar a aplicação de R$ 20 milhões nos projetos. Desse valor, R$ 10 milhões serão quitados em 2021, os outros R$ 10 milhões avaliados de acordo com a condição financeira de 2022, conforme combinamos com os Coredes, parceiros na realização da votação”, afirma a diretora de Desenvolvimento Regional da Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão, Bruna Blos.

O próximo passo, de acordo com Bruna, é a reunião com os Coredes para definir a data de entrega dos projetos, o que deve acontecer entre janeiro e fevereiro, já com os novos prefeitos. E depois, o encaminhamento para as secretarias responsáveis pelos 62 projetos.

Clique aqui e veja os projetos selecionados na Consulta Popular 2020.

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Agro

Alta no lucro leva produtor a investir no próprio negócio

Pável Bauken

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O produtor rural Gilcesar Zeny, que planta 2 mil hectares com soja, feijão, milho, trigo e aveia na região de Ponta Grossa (PR), não esconde a felicidade com o resultado da colheita este ano. Sem citar cifras, diz apenas que os resultados obtidos na última colheita superaram os de anos anteriores. E o lucro foi reaplicado no próprio negócio. “Neste ano, renovei uma colheitadeira e dois tratores, comprei mais um trator novo, além de insumos para a safra de verão inteira”, conta.

Não é só ele. Capitalizados por conta dos bons resultados da safra 2019/2020, os produtores ampliaram os investimentos na safra atual, que está sendo plantada. Isso faz girar a roda da prosperidade no campo, pois sinaliza ganhos de produtividade, se o clima não atrapalhar. Na MacPonta Agro, que revende máquinas agrícolas da marca John Deere, em Ponta Grossa, houve uma corrida dos agricultores para renovar a frota.

“A boa produtividade e a disponibilidade de crédito fizeram este o melhor momento para compra”, diz o diretor comercial da revenda, Gedor Vieira. Segundo ele, o movimento se estende para 2021, pois os contratos futuros para a próxima safra estão garantindo bons preços e desenham um cenário positivo.

“O produtor está investindo pesado mesmo”, diz Leandro César Teixeira, superintendente de Relação com Cooperado da Cocamar, uma das grandes cooperativas do agronegócio do País, com sede em Maringá, norte do Paraná.

Antes do plantio da safra atual de soja (que começou a ser semeada em outubro na região), a Cocamar já tinha vendido mais insumos do que tinha comercializado para a safra 2019/2020 até fevereiro deste ano. Essas compras envolvem adubo, defensivos, sementes e máquinas, por exemplo.

Teixeira conta que os agricultores da cooperativa estão capitalizados e a inadimplência nas compras de insumos está na mínima histórica, entre 1,5% a 2%. Além disso, o ritmo de comercialização antecipada dos grãos é muito forte, o que amplia a disponibilidade de recursos para investimentos. Na soja, 40% da próxima safra foram vendidos antes do plantio. No milho safrinha, a ser semeado só em fevereiro de 2021, já 10% da produção hoje está comercializada. “Vislumbramos que o ano que vem será bastante positivo para o agronegócio”, prevê Teixeira, levando em conta um volume ainda maior de investimentos em tecnologia.

Fator principal

Especialistas afirmam que a desvalorização do real em relação ao dólar neste ano é o principal fator que turbinou a receita dos agricultores de grãos, cujos preços são definidos no mercado internacional. Acontece que muitos custos para produzir esses grãos – como fertilizantes, defensivos e até o diesel usado para tocar as máquinas – também estão atrelados ao câmbio. Com a alta do dólar, seria natural esperar que as despesas ficassem pressionadas, até anulando o ganho obtido com a safra. No entanto, não foi isso que aconteceu neste ano.

Um levantamento feito pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) mostra que os agricultores conseguiram ampliar as margens de lucro em todos os grãos, mesmo gastando mais para colocar a safra de pé. A margem bruta (lucro) da soja produzida em Cascavel (PR), por exemplo, aumentou 207% em relação a 2019 e foi o melhor resultado para a região desde que o levantamento começou a ser feito pela CNA, há mais de dez anos Em Sorriso (MT), por sua vez, a margem da soja cresceu 37% e superou em 11% a média de três anos anteriores.

Também o milho, que tradicionalmente era uma lavoura que só pagava os custos e não sobrava muito para o produtor, teve resultado extraordinário por causa dos preços recordes. Em Cascavel (PR), a margem neste ano da segunda safra de milho foi multiplicada por seis em relação à obtida em 2019, mostra o levantamento. A margem bruta obtida com a produção de arroz, que desde a safra 2009/2010 não era suficiente para cobrir todos os custos, interrompeu em 2020 a sequência de anos ruins.

Segundo o agrônomo Fabio Carneiro, assessor técnico da CNA, o lucro bruto do agricultor aumentou porque ele tem profissionalizado a gestão. “Investiu, aumentou a produtividade, vendeu soja antecipada para travar custo e melhorou a gestão de risco”, explica.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Por Márcia De Chiara. Colaborou Millena Sartori, especial para a AE

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