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Planos de saúde começam a cobrar reajuste congelado e alta pode chegar a 49%

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Em setembro de 2020, a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), responsável por regular o setor de saúde privada no Brasil, suspendeu a cobrança do reajuste anual dos planos de saúde. A decisão vigorou até o fim do ano e aliviou o bolso de mais de 25,5 milhões de brasileiros em um ano tomado pela pandemia do novo coronavírus.

 

 

Agora, passado o prazo de suspensão, as seguradoras estão cobrando a fatura pendente. Grande parte das empresas quer diluir a diferença dos boletos de setembro a dezembro em doze prestações durante todo o ano de 2021. Muitas, inclusive, já fizeram a cobrança do boleto de janeiro somando a mensalidade, o reajuste em vigor e o que foi paralisado.

Nesse contexto, um levantamento feito pelo Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) mostra que o reajuste desses preços pode representar uma diferença de 49,8% entre os vencimentos de dezembro de 2020 e janeiro de 2021. Na projeção do órgão, um contrato coletivo por adesão, que tem mensalidade de R$ 441, com o fim da suspensão, pode chegar a custar R$ 660.

Nos cálculos feitos em seis cenários distintos, a menor variação média encontrada foi de 12% para os planos individuais e de 26% nos acordos coletivos por adesão, onde a alta pode passar de R$ 100. As maiores diferenças estão nos contratos que preveem correção por faixa etária.

Segundo o instituto, esse resultado é bastante assustador, mas não surpreende. “Estamos falando de um mercado com desequilíbrios profundos e que foram agravados pela intransigência e falta de transparência da ANS durante a pandemia. Detectamos aumentos de até 50% em simulações conservadoras, e isso é claramente insustentável, ainda mais num cenário de crise sanitária e econômica sem data para terminar”, avalia Teresa Liporace, diretora executiva do Idec.

A entidade ainda ressalta que os dados usados para este cálculo são do Painel de Precificação da ANS que não passa por atualizações desde julho de 2020, portanto, a diferença pode ser ainda maior, considerando possíveis distorções históricas do setor.

Veja os cálculos feitos pelo Instituto:

 

A Abramge (Associação Brasileira de Planos de Saúde), que representa mais de 130 operadoras de saúde, afirma que a suspensão da cobrança da correção é bastante complexa, pois, envolve questões financeiras e fiscais, inclusive dos impostos que as seguradoras tiveram de pagar com base nos valores reajustados. “A cobrança diluída em 12 meses – entre janeiro e dezembro de 2021 – dos reajustes suspensos visou dirimir os impactos e facilitar o planejamento com segurança aos contratantes de planos de saúde, sejam estes pessoa física ou jurídica”.

Já a FenaSaúde (Federação Nacional de Saúde Suplementar), que representa outro montante de operadoras, ressalta que os valores atuais são uma recomposição de custos que os beneficiários tiveram com os procedimentos ocorridos entre maio de 2018 e abril de 2019. “Isso significa que a não aplicação dos reajustes, como prega o Idec, apenas confluiria para desequilibrar contratos existentes e, assim, para comprometer a prestação dos serviços, sobretudo em localidades de menor porte”, justifica.

A ANS, por sua vez, diz que está acompanhando os impactos da crise sanitária e tem sido transparente com as informações, emitindo boletins recorrentes que mostram as decisões acertadas em prol do setor e dos clientes, buscando proteger o consumidor e preservar o equilíbrio e a sustentabilidade do sistema suplementar de saúde.

O órgão destaca, ainda, que a decisão de suspender as alterações foi uma medida para aliviar os beneficiários e preservar a manutenção dos planos de saúde, sem desestabilizar as regras e os contratos estabelecidos. “Cabe esclarecer que o percentual de reajuste autorizado para o período de maio de 2020 a abril de 2021 observou a variação de despesas assistenciais entre 2018 e 2019, período anterior à pandemia”, conclui.

 

Principal problema em 2020
Outro levantamento do Idec mapeou os principais problemas dos clientes de planos de saúde em 2020. Das 518 pessoas consultadas, 78% tiveram algum tipo de transtorno com suas seguradoras. Em sua grande maioria (56%), o principal embate foi relacionado ao reajuste de preços elevado.

Questões relacionadas aos serviços também motivaram reclamações, como a demora na marcação de consultas, piora na rede credenciada, ausência de profissional especializado e negativa de atendimento.

“Como o ano foi financeiramente muito bom para as operadoras de planos de saúde e muito ruim para os consumidores, as empresas deveriam se mostrar mais abertas à negociação e a ANS deveria promover medidas de proteção bem mais efetivas do que só prorrogar o reajuste para 2021”, disse a coordenadora do programa de Saúde do Idec, Ana Carolina Navarrete.

 

 

FONTE: CNN

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“Se você não é atleta e tem uma boa alimentação, não precisa tomar suplemento”, diz médico especialista em nutrição e esporte

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Foto: Freepik
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O uso de suplementos alimentares, como whey protein, creatina e vitaminas, está crescendo no Brasil. Uma pesquisa da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos para Fins Especiais e Congêneres (Abiad) revelou que pelo menos uma pessoa em 59% das famílias brasileiras inclui esses produtos na dieta, com um aumento de 10% no consumo desde 2015.

No entanto, muitas pessoas utilizam suplementos por conta própria e têm dúvidas sobre sua utilização. Em entrevista ao jornal O Globo, o médico nutrólogo e especialista em esportes, Eduardo Rauen, fundador da Liti e diretor técnico do Instituto Rauen, discute os benefícios e riscos do uso de suplementos e desmistifica algumas ideias errôneas sobre nutrição que circulam nas redes sociais.

— Quem realmente precisa de suplementos? “Suplementos são usados para complementar algo que a alimentação não fornece. Atletas frequentemente necessitam de suplementação porque não conseguem ingerir todos os nutrientes necessários apenas com a dieta. No entanto, se você não é atleta e tem uma alimentação balanceada com proteínas, carboidratos, minerais e vitaminas adequados, não precisa de suplementos. Existem exceções para pessoas com condições de saúde como a doença celíaca, que dificultam a absorção de nutrientes, ou para aqueles com dietas restritivas, como veganos ou vegetarianos, que podem precisar de suplementação de proteína ou whey protein. É fundamental procurar orientação profissional ao cortar grupos alimentares para evitar deficiências nutricionais.”

— Muitos idosos estão usando whey protein. Isso é apropriado? “Idosos podem precisar de suplementação devido à diminuição da absorção de proteínas com a idade e à necessidade de consumir mais proteínas. Na prática, no entanto, muitos idosos acabam consumindo menos proteína, em parte devido à deterioração dentária e ao custo elevado dos alimentos proteicos. O whey protein é uma excelente opção para ajudar a atender às necessidades de proteína nessa faixa etária. A creatina também pode ser benéfica, pois melhora a cognição, a força e o volume muscular, desde que não haja contraindicações.”

— Crianças e adolescentes podem tomar suplementos? “Embora o uso de suplementos entre jovens esteja crescendo, é recomendável esperar até pelo menos os 16 anos, pois não há estudos suficientes sobre os efeitos a longo prazo. As sociedades médicas, como a Sociedade Brasileira e Americana de Medicina do Exercício e do Esporte, recomendam o uso de whey protein e creatina após os 18 anos. Exceções podem ser feitas para jovens atletas que estão sob a supervisão de um nutrólogo, médico do esporte ou nutricionista e têm uma alta demanda nutricional.”

— Muitas pessoas tomam suplementos sem orientação. É necessário consultar um especialista ou existem suplementos que podem ser usados sem supervisão? “Há uma tendência de consumir vitaminas sem necessidade específica. Por exemplo, o excesso de vitamina E pode aumentar o risco de morte cerebral, a vitamina A em excesso pode elevar o risco de fraturas e a vitamina C pode aumentar a incidência de cálculos renais. A suplementação deve ser acompanhada por um profissional de saúde, que avaliará a necessidade real e os possíveis riscos. Suplementos como whey protein, embora benéficos, devem ser usados com orientação para evitar riscos desnecessários. É essencial consultar um médico nutrólogo, médico do esporte, endocrinologista ou nutricionista para avaliar as necessidades individuais e evitar problemas associados ao uso inadequado de suplementos.”

Fonte: Jornal o Sul

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Saúde

Sétimo caso de cura do HIV vem com uma reviravolta

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Um homem de 60 anos é o mais recente caso potencial de cura do HIV. A novidade foi anunciada após uma série de exames realizados em decorrência de um transplante de células-tronco para tratar leucemia, realizado em 2015. Desde então, o paciente tem sido monitorado de perto.

A revelação foi feita por cientistas e médicos na véspera da 25ª Conferência Internacional sobre AIDS. O alemão tem se mantido livre de HIV detectável por quase 6 anos, desde que interrompeu seu tratamento em setembro de 2018.

Christian Gaebler, professor de imunologia translacional de infecções virais na Universidade Médica e Hospital Charité em Berlim, afirmou que não há sinais de HIV remanescente no paciente. O diferencial deste caso é que o homem recebeu um gene raro, enquanto os outros pacientes receberam uma sequência genética completa, o que representa uma reviravolta significativa.

Os especialistas continuam a descrever este caso como uma “cura potencial”, uma vez que o acompanhamento contínuo é essencial para evitar conclusões precipitadas.

O sucesso deste caso se deve ao fato de que o homem recebeu células-tronco de um doador com um gene raro que confere imunidade ao HIV. O paciente foi chamado de “próximo paciente de Berlim”, em referência a Timothy Ray Brown, o primeiro caso documentado de cura do HIV, que alcançou remissão após um transplante de células-tronco.

Timothy Ray Brown permaneceu livre do HIV sem tratamento por mais de uma década até falecer em 2020, em decorrência de leucemia.

A maioria dos casos anteriores, incluindo o de Brown, envolveu transplantes de células-tronco de doadores com duas cópias de uma mutação genética rara que confere resistência natural ao HIV, significando que ambos os pais do doador possuíam a mutação.

“Nós chamamos essas pessoas de homozigotas, e elas são praticamente imunes ao HIV”, explicou Sharon R. Lewin, presidente da Sociedade Internacional de AIDS.

No caso atual, o homem recebeu um transplante de um doador heterozigoto — com apenas uma cópia da mutação, que impede a entrada do HIV nas células humanas. Isso sugere que a cura do HIV pode ser possível com um transplante de células-tronco de um doador com apenas uma cópia da mutação.

Apesar deste sétimo caso de sucesso, os especialistas alertam que o transplante de células-tronco não garante uma cura definitiva para o HIV. É uma opção arriscada e cara, e a viabilidade deve ser avaliada individualmente.

“Devemos continuar considerando isso como uma cura potencial. Em todos esses casos, nunca podemos ter certeza absoluta. O que é notável é que estamos vendo resultados positivos após quase 6 anos de remissão”, afirmou Gaebler.

Mesmo com a cautela, o pesquisador expressou otimismo sobre o futuro da cura do HIV. “Estou muito esperançoso de que eventualmente haverá uma cura. Embora alguns questionem se estamos enfatizando demais esses casos, ver que tais curas são possíveis me dá esperança. Acredito que a comunidade científica compartilha desse sentimento”, concluiu Gaebler ao Healio.

Fonte: Jornal o Sul

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Saúde

Aumento de infecções e surtos no pós-pandemia: fatores e medidas

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Foto: Divulgação
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No início deste ano, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou sobre o aumento global dos casos de sarampo. No Brasil, o crescimento dos casos de coqueluche e o aumento significativo das mortes por dengue em 2024 também preocupam o Ministério da Saúde.

Embora o Brasil tenha registrado números históricos de mortes por dengue e um aumento acentuado nos casos confirmados de outras doenças infecciosas, essa tendência não é exclusiva do país. Um estudo realizado pela consultoria Airfinity e pela agência Bloomberg News revelou que, em 44 países ou territórios, surtos de doenças infecciosas foram pelo menos dez vezes mais frequentes do que antes da pandemia, com dados provenientes de mais de 60 organizações de saúde globais.

Estamos Realmente Mais Doentes Pós-Pandemia?

Alexandre Naime, infectologista e coordenador científico da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), afirma que não há evidências científicas de que estamos mais doentes após a pandemia de Covid-19. No entanto, ele aponta reflexos das ações tomadas durante o período pandêmico, como a queda na cobertura vacinal para doenças anteriormente erradicadas.

O período da pandemia viu uma diminuição significativa nas taxas de vacinação, com a cobertura para a vacina BCG – que previne formas graves de tuberculose – caindo de mais de 95% em 2018 para 65,63% em 2021. Da mesma forma, a vacinação contra a poliomielite caiu de 89,59% em 2018 para 66,62% em 2021.

Naime observa que a disseminação de informações falsas e a adesão ao movimento anti-vacinação impactaram negativamente a cobertura vacinal. Rosana Richtmann, infectologista e consultora em vacinas do Delboni, ressalta que a falta de percepção de risco sobre doenças que não são visíveis pode levar à falta de adesão à vacinação.

Isolamento Social e Aumento das Infecções

O isolamento social durante a pandemia também pode ter contribuído para o aumento de infecções respiratórias e transmitidas pelo contato, como o Vírus Sincicial Respiratório (VSR). Nos Estados Unidos, os casos de gripe aumentaram cerca de 40% nas duas temporadas pós-pandemia. No Brasil, o aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) também foi notável, com mais de 44 mil casos hospitalizados até julho de 2024, superando o total de 2019.

Impactos das Mudanças Climáticas

Em relação à dengue, o Brasil registrou 6 milhões de casos até junho de 2024, um aumento de quatro vezes em relação a 2023, e o número de mortes chegou a 4 mil. Alexandre Naime atribui parte desse aumento às mudanças climáticas, que estão expandindo a circulação do vírus para novas regiões do país e além.

Fortalecendo a Imunidade

Para enfrentar esses desafios, Richtmann recomenda a vacinação como a principal forma de fortalecer a imunidade, além de manter hábitos saudáveis como exercícios regulares, alimentação balanceada e hidratação adequada. Naime sugere quatro medidas para fortalecer a saúde imunológica:

  1. Manter a caderneta de vacinação atualizada.
  2. Buscar vacinas oferecidas na rede privada para completar a cobertura vacinal.
  3. Pessoas em grupos de risco devem evitar contato com infectados e usar máscaras em locais aglomerados.
  4. Adotar práticas de prevenção de doenças respiratórias, como lavagem nasal diária, evitar exposição prolongada ao frio e manter os ambientes arejados e as mãos higienizadas.

Estas medidas são essenciais para minimizar o impacto das doenças infecciosas e melhorar a saúde pública no período pós-pandemia.

Fonte: CNN Brasil

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