Planejamento forrageiro é estratégico para o inverno – Portal Plural
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Planejamento forrageiro é estratégico para o inverno

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O mês de abril é estratégico para os bovinocultores, seja de leite ou de corte. É nesse período que devem ser implantadas as lavouras de pastagem de inverno, as quais irão garantir a alimentação volumosa para o outono, inverno e parte da primavera. Para isso, a Emater/RS-Ascar, em parceria com a Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), orienta que os agricultores façam o planejamento forrageiro.

O longo período de estiagem que assola o Rio Grande do Sul prejudicou severamente as pastagens, assim como as áreas de milho e sorgo para produção de silagem. Somente na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Soledade estima-se uma redução de 40% na produção de leite, considerando o período da estiagem.

Além disso, o período de vazio forrageiro outonal iniciou com baixas reservas de alimento, considerando o residual de pastagens perenes, como o tifton e o campo nativo, além dos baixos estoques de silagem. “Essa situação representa boa parte das propriedades com bovinocultura de leite, corte e ovinos”, observa o extensionista rural Agropecuário da Emater/RS-Ascar e responsável pela área de bovinocultura de leite na região administrativa de Soledade, Vivairo Zago.

Segundo o extensionista, algumas estratégias são sugeridas para evitar escassez de volumoso durante o período de inverno e reduzir o vazio forrageiro outonal. Entre elas está a antecipação do descarte de animais caso este esteja programado para ser feito durante o ano. “Isso dá condições de manter o potencial produtivo dos animais que permanecem na propriedade”, explica. Outra orientação é investir na semeadura antecipada de espécies forrageiras de inverno, com tecnologia e manejo adequado (adubação, densidade de semeadura e material genético produtivo). “É importante ressaltar que o potencial produtivo das espécies de pastagem varia com a fertilidade do solo, regime de chuva, manejo do pastejo e potencial genético das espécies”, frisa.

Outro aspecto é destinar uma área para produção de alimentos conservados (feno, pré-secado e silagem), destacando-se a silagem de trigo duplo propósito e cevada. Quando a pastagem estiver pronta para pastejo, o manejo correto da carga animal é imprescindível para manter a capacidade produtiva da mesma. O pastoreio rotacionado “aproveita” melhor a pastagem. As principais espécies de inverno são a aveia preta, azevém (pastagem e feno), aveia branca, trigo duplo propósito (DP), triticale e cevada (pastagem, pré-secado e silagem). No caso do trigo DP, há materiais próprios para silagem.

A área de pastagem na propriedade deve ser vista pelo produtor como uma lavoura de pasto. Por isso, o produtor deve estar atento ao uso de tecnologias que visem a alcançar a alta produtividade de volumoso, assim como uma lavoura de soja, milho e fumo e com alto potencial produtivo. “Portanto, o volume de pasto a ser produzido numa área está na mão do produtor e na sua capacidade de investir”, frisa Zago.

Para tanto, é importante que o produtor faça a análise de solo. A partir dela é possível identificar a necessidade de calagem, correção e fazer uma adubação adequada na implantação da área e, posteriormente, a adubação de manutenção e/ou cobertura. As opções de adubação podem ser química ou orgânica. Parte da adubação orgânica o agricultor dispõe na propriedade, que são os dejetos dos animais, e deve ser complementada com a adubação química.

O preparo do solo também é um aspecto importante para obtenção de boa produtividade de pastagens e/ou área de produção de volumoso. Entre as mais recomendadas para a pastagem está a descompactação do solo e a implantação em área limpa (dessecada ou preparo convencional). Em áreas com pastagens perenes, pode-se fazer semeadura direta com grade destravada ou semeadora, e, em áreas não mecanizadas, a semeadura a lanço e em superfície pode ser uma opção, “mas, nesse caso deve-se semear com solo úmido e aumentar em 20 a 30% o volume de semente, preferindo os períodos antecedendo chuvas”, observa o extensionista.

A área destinada à produção de pastagem se baseia na demanda de volumoso em função do tamanho do rebanho. Portanto, é necessário estimar o quanto é preciso produzir. Uma das formas é prever uma área diária de 50 a 60m2 por animal (450kg de peso vivo) no sistema rotacionado de pastejo. “Esta estimativa depende de muitos fatores, destacando a produtividade da pastagem, potencial produtivo da espécie, manejo da adubação e pastejo”, observa. Para a pastagem ser produtiva do ponto de vista de quantidade e qualidade, o agricultor deve fazer a ‘gestão’ na pastagem, observando o crescimento e administrando o ponto de entrada e saída dos animais na pastagem, se tiver sobras pode utilizar para feno.

O exemplo acima baseia-se no fato de que a quantidade de alimento ingerido por um animal é 10 a 12% de massa verde de seu peso vivo, mas há  variações, devido à qualidade do alimento, idade, categoria e estresse do animal. As necessidades qualitativas dos animais variam com a categoria. Vacas em lactação têm uma demanda nutricional mais complexa, como pastagem de qualidade com complemento mineral, proteico e energético (ração, mistura mineral e silagem de milho), em quantidades proporcionais ao volume de produção de leite. Por outro lado, nas vacas secas, até o segundo mês, as exigências nutricionais normalmente são supridas com um volumoso de qualidade e uma mistura mineral em quantidades ajustadas de acordo com a produção de leite.

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Agro

Programa de incentivo a produção leiteira em Santa Rosa

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Realizado o cadastro de produtores de leite no município de Santa Rosa. Os registros foram feitos em função do Programa LEITEC 2021 – SENAR-RS. O objetivo é o incentivo a produção leiteira. O diagnóstico das propriedades rurais foi feito por equipes da Secretaria de Agricultura e equipes do SENAR.

A intenção com o programa é avaliar as diferentes práticas utilizadas pela extensão rural. A partir disso, fazer a contextualização sobre os potenciais e limitantes encontrados na aplicação de ferramentas metodológicas no trabalho realizado nas propriedades rurais de cunho familiar. O programa conta com 11 módulos, ministrados por diferentes profissionais da área, como médicos veterinários e zootecnistas. De acordo com o Gerente de Políticas Rurais do Município Daniel Oliveira, o acompanhamento é de um ano, e visa auxiliar os produtores a desenvolverem novas técnicas de manejo e produção, além de capitalizar a propriedade rural, “A intenção da nova administração é fazer essa ponte com as comunidades, levando qualidade de vida, além de ações que auxiliem nossos produtores no dia a dia. Ficamos surpresos com o engajamento dos produtores em relação ao programa e estamos articulando mais duas turmas para incluir no LEITEC, o qual é gratuito”.

A Secretaria Municipal de Agricultura, contou com a parceria do Sindicato Rural na realização deste projeto, e busca nos próximos dias trazer diferentes programas para o interior, como operação de Drones na Agricultura, produção de Hortaliças em Estufa, Inseminação Artificial de Ovinos e Bovinos de Leite, entre outros.

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Agro

Mais de 716 reses são apreendidas em operação contra maior golpe do agronegócio no RS

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Mais de 716 reses oriundas de negociações fraudulentas foram apreendidas durante a Operação Reculuta, deflagrada nesta sexta-feira (09) pela Polícia Civil em sete cidades do estado. Outros animais bovinos, também envolvidos no crime de estelionato, foram bloqueados.

Já em Formigueiro e Santa Maria foram presos, preventivamente, dois homens – de 41 e 27 anos, respectivamente -, investigados por participação nas fraudes. A dupla já tem antecedentes por estelionato. Segundo investigações, cerca de 100 vítimas foram lesionadas em mais de R$ 30 milhões – esse já é considerado o maior golpe do agronegócio no estado e um dos maiores do país.

A ação teve o apoio da 3ª Delegacia de Polícia Regional do Interior (DPRI) de Santa Maria e Delegacias de Polícia de Caçapava do Sul, Santana da Boa Vista, São Sepé, Júlio de Castilhos, Entre Ijuís, Tupanciretã, São Francisco de Assis e Manoel Viana. Também prestaram apoio os fiscais agropecuários do Departamento de Defesa Agropecuária da Secretaria da Agricultura.

Mais informações com o delegado Antônio Firmino de Freitas Neto, titular da Delegacia de Polícia de Formigueiro, e responsável pela Operação Reculuta. Aliás, o termo “reculuta” significa buscar, recuperar um animal que se perdeu da tropa.

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Agro

Banrisul anuncia Plano Safra 2021/2022 com R$ 5,2 bilhões, o maior da história do banco

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O Banrisul lançou, nesta quinta-feira (08), o maior Plano Safra da sua história.

 

No ciclo 2021/2022, serão disponibilizados R$ 5,2 bilhões em crédito, 27% a mais do que na safra anterior.

Do total disponível nesta safra, R$ 4,5 bilhões serão destinados a custeio, comercialização e industrialização, enquanto R$ 700 milhões ficarão direcionados a investimentos.

O lançamento do Plano Safra ocorreu no evento on-line AgroShow Banrisul 2021, com a participação da diretoria da instituição e de autoridades, como o governador Eduardo Leite, a secretária estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, Silvana Covatti, e líderes do agronegócio.

De acordo com o presidente do Banrisul, Cláudio Coutinho, a expectativa é beneficiar mais de 50 mil produtores rurais. “Para isso, nosso time de gerentes de agronegócio mais do que dobrou para coordenar as ações técnicas e comerciais em todas as regiões do Estado, ampliando o número de produtores rurais atendidos de forma personalizada por esses especialistas”, afirmou.

O dirigente ressaltou que o Banrisul tem 350 agências com atuação especializada em agro. “Vamos inaugurar, entre julho e agosto deste ano, três espaços exclusivos para atender os produtores rurais, nos municípios de Cruz Alta, Santo Ângelo e Passo Fundo”, anunciou.

“Nós estamos muito felizes em ver o nosso banco do Estado entrar em 2021 expandindo, como nós demandamos, o seu portfólio de produtos no agronegócio, que é um dos responsáveis pelo crescimento expressivo do PIB do Rio Grande do Sul no primeiro trimestre, a partir do crescimento da produção e da produtividade das lavouras gaúchas”, destacou o governador Eduardo Leite.

“Muito obrigado, presidente Coutinho e todo time do Banrisul, pela grande parceria do banco com nossos produtores rurais”, completou Leite.

 

FONTE: O SUL 

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