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Pesquisa classifica Tóquio como a cidade mais segura do mundo

Pável Bauken

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Um grupo de pesquisa da revista britânica The Economist designou Tóquio como a cidade mais segura do mundo na sua última lista revisada bienalmente.

A equipe anunciou o Índice de Cidades Seguras 2019, na quinta-feira (29). O relatório classifica as principais cidades do mundo com base em avaliações de 50 indicadores, incluindo taxas de crime e mortes causadas por desastres naturais.

A capital japonesa ficou em primeiro lugar entre 60 cidades na classificação de 2019 pela terceira vez consecutiva desde o primeiro relatório publicado em 2015.

Tóquio recebeu alta pontuação por conta do planejamento de prevenção de desastres, assim como baixos níveis de crimes violentos e infecção de vírus de computação.

Contudo, o documento também observou que Tóquio ainda enfrenta a questão de corrupções e crimes organizados.

Cingapura ficou em segundo lugar, enquanto uma outra cidade japonesa, Osaka, obteve a terceira colocação.

Seis das 10 primeiras cidades são da região Ásia-Pacífico. As outras são Washington, Toronto, Amsterdã e Copenhague.

Agência  Brasil
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Covid: OMS avalia argumento chinês de que novos surtos têm relação com congelados

Pável Bauken

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) avalia o argumento da China de que os novos surtos de coronavírus identificados no país asiático têm relação com embalagens de alimentos congelados Enquanto Pequim intensifica os esforços para promover a teoria, a União Europeia (UE) e os Estados Unidos fazem lobby contra as verificações extras em seus produtos.

Um rascunho de um documento da OMS, enviado ao Wall Street Journal, destaca que o vírus pode se espalhar no frio e ser reintroduzido em países onde a pandemia está sob controle. Autoridades do organismo multilateral disseram que o rascunho não foi liberado para publicação e foi enviado por engano.

Recentemente, após culpar as importações de alimentos congelados pelos surtos recentes de coronavírus, a China introduziu testes obrigatórios e desinfecção de produtos estrangeiros, dizendo ter encontrado traços do vírus nas embalagens de produtos, incluindo carne suína americana, camarão saudita e carne bovina brasileira

Enquanto isso, os EUA, a UE e vários outros governos estão contestando a avaliação de Pequim sobre as evidências, assim como muitos especialistas de fora da China. Esses países estão preparando uma carta conjunta para Pequim chamando suas restrições de injustas, de acordo com pessoas familiarizadas com o assunto. Fonte: Dow Jones Newswires.

Estadão

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Mundo

Auroras boreais podem ser vistas nas noites geladas do Norte da Europa

Luzes neon ocorrem ao pôr do sol ou antes do amanhecer

Pável Bauken

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© REUTERS/Alexander Kuznetsov /Direitos reservados

Os céus do Norte da Europa têm sido visitados por inúmeras auroras boreais nas últimas noites. As condições atmosféricas das noites frias e sem nuvens têm favorecido a visibilidade nos territórios da Escócia, Noruega, Finlândia, Suécia e também no Alasca e no Norte do Canadá.

A aurora é um indicador das condições de tempestade geomagnética centrada nos polos onde o campo magnético da Terra é maior. As luzes neon ocorrem imediatamente ao pôr do Sol ou antes do amanhecer.

Partículas provenientes de tempestades na superfície do Sol viajam pelo espaço como um vento solar e, ao serem atraídas pela Terra, colidem com o campo magnético terrestre, criando as auroras.

Nas colisões, essas partículas misturam-se com gases atmosféricos, como o oxigênio ou nitrogênio, e libertam energia em forma de luz.

A tonalidade avermelhada ocorre em maiores altitudes, e o tom esverdeado revela-se quando a transferência de energia cruza altitudes mais baixas.

O fenômeno noturno depende da atividade do Sol e do ciclo do astro de 11 em 11 anos. Esses 11 anos dividem-se em um período com cerca de quatro anos, que corresponde à energia solar máxima. Segue-se uma fase de transição que abre o capítulo de quatro anos de mínimo solar.

Em dezembro de 2019, segundo a Nasa, a agência espacial norte-americana, começou o novo ciclo polar mínimo chamado Ciclo Solar 25, que chegará ao máximo em 2025.

Rodney Viereck, da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) dos Estados Unidos, destaca que 2021, sendo um ano mais próximo do mínimo solar, tem a vantagem das auroras mais previsíveis, enquanto, no período máximo, elas são repentinas e de curta duração.

Nas ultimas duas semanas, milhares de testemunhas com vídeos e fotografias têm ocupado as redes sociais dos países do Norte. O fenômeno costuma atrair muitos turistas, mas o contexto de pandemia deixa esse privilégio apenas para os moradores das terras geladas.

ebc

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Mundo

Estudante brasileira descobre asteroide

Imagens do corpo celeste foram captadas no dia 7 de janeiro

Pável Bauken

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© Divulgação/Nasa Geral

O céu de 7 de janeiro de 2021 não passou desapercebido para Micaele Gomes, de 16 anos, que faz o terceiro ano do ensino médio na rede pública de São Paulo.

Em imagens captadas pelo telescópio do projeto Pan-STARRS1, que fica no alto de um vulcão inativo de cerca de 3 mil metros de altitude no Havaí, um corpo celeste com trajetória em linha reta chamou a atenção ds Micaele.

Era um asteroide que foi, provisoriamente, identificado como P11bEV1.

A estudante faz parte do Projeto Caça Asteroides, ligado à Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), que foi selecionado por um programa da Agência Espacial Norte-Americana (Nasa), o IASC (International Astronomical Search Collaboration). A proposta da Nasa é contar com a cooperação de cientistas e cidadãos do mundo inteiro para descobertas sobre o universo.

Micaele Gomes, que já participou da Olimpíada Brasileria de Astronomia e Astronáutica (OBA) diz que se orgulha de representar estudantes de escola pública e que espera inspirar outras meninas. ”Poder contribuir para a ciência desta forma representa muito a realização de um sonho. É muito legal ter um pouco dos meus sonhos registrados no espaço.’

A estudante integra um grupo, de cinco alunos, organizado pela graduanda em Física da Unesp, Helena Ferreira Carrara, como parte do projeto de iniciação científica da graduação e do Observatório de Astronomia de Bauru.

Os achados do projeto Caça Asteroides vão contribuir para os estudos de astrônomos profissionais, que nem sempre têm tempo para analisar as imagens capturadas pelos telescópios, destaca Helena.

Ela explica que a criação do projeto foi inspirada na filosofia da ciência cidadã e na inclusão de alunos, especialmente da rede pública, que enfrentam desafios para aprofundar pesquisas, mas que podem ajudar as agências espaciais, como é o caso de Micaele.

O asteroide descoberto por Micaele Gomes agora terá as características e rota analisadas por astrônomos profissionais, trabalho que pode levar até cinco anos.

Após esse período, o estudo será catalogado pelo Minor Planet Center (Harvard) e então poderá ser batizado pela descobridora. A proposta será então levada à União Astronômica Internacional, órgão que designa oficialmente essas identificações.

Sobre o nome, Micaele diz que, com calma, nos próximos dias ou meses, pensará em algo especial que represente bem este momento.

ebc

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