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Pesquisa brasileira identifica remédio que pode frear replicação do novo vírus

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Pesquisa da Fiocruz constatou que o medicamento Atazanavir, utilizado no tratamento do HIV, foi capaz de inibir a replicação viral, além de reduzir a produção de proteínas que estão ligadas ao processo inflamatório nos pulmões e, portanto, ao agravamento do quadro clínico da doença. Os especialistas também investigaram o uso combinado do atazanavir com o ritonavir, outro medicamento utilizado para combater o HIV.

O estudo foi publicado nesta segunda-feira (6/4) na plataforma internacional BiorXiv, em formato de pré-print, seguindo a tendência do estudo e do reposicionamento de medicamentos no enfrentamento da emergência sanitária. “A análise de fármacos já aprovados para outros usos é a estratégia mais rápida que a Ciência pode fornecer para ajudar no combate à Covid-19, juntamente com a adoção dos protocolos de distanciamento social já em curso”, aponta Thiago Moreno, pesquisador da Fiocruz, que lidera a iniciativa.

O pesquisador ressalta que os medicamentos propostos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) estão mais próximos de se tornarem terapias para os pacientes com Covid-19. Ele observa que,  no entanto, mais alternativas são necessárias, especialmente substâncias já em produção nacional e com perfil de segurança superior a algumas destas moléculas inicialmente propostas pela OMS. Reforça também o alerta sobre os riscos da automedicação, uma vez que cada paciente deve ser assistido por seu médico, que deverá acompanhar o tratamento, especialmente no caso de novas doenças e remédios reposicionados.

A pesquisa, coordenada pelo Centro de Desenvolvimento Tecnológico emSaúde (CDTS/Fiocruz), envolve cientistas do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) – incluindo os Laboratórios de Vírus Respiratórios e do Sarampo, de Imunofarmacologia, de Biologia Molecular e Doenças Endêmicas, e de Pesquisas sobre o Timo – e do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), além do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino e da Universidade Iguaçu.

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Escolas recebem livros em Santa Rosa

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Através do patrocínio da ALIBEM, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. A ação contou com apoio da Secretaria de Educação que foi contemplada com materiais para quatro escolas municipais. Foram destinados livros novos e atividades do projeto Estante de Histórias. A iniciativa é executada pela VR Projetos.

Durante esta semana, a EMEI Vovó Shen (Alibem), EMEI Olhar de Criança, EMEI Crescer Feliz e a EMEI Jeito de Criança foram contempladas com os livros e materiais. O ato oficial ocorreu na escola infantil Vovó Shen com presença da secretária de Educação e Cultura Lires Zimmermann Führ, direção do Frigorífico Alibem e representantes da VR Projetos.

Cada escola recebeu uma estante personalizada com temas da literatura infantil. Cada local tem 100 livros infantis novos e mais 100 gibis. Também foi destinado um baú, no qual são encontrados dedoches desenvolvidos a partir dos acervos, uma cortina e bases para transformar a parte de cima da estante em um teatrinho. Também foi destinado um tapete para ser utilizado em atividades ao ar livre e sacolas personalizadas para as crianças levarem livros para casa e fazer leituras em família.

Além da entrega das estantes, o projeto realiza uma oficina on-line para os professores da educação infantil e do ensino fundamental 1, da rede municipal. A atividade aborda a importância da literatura para o aprendizado e são apresentadas dicas para promover a leitura em sala de aula e atividades práticas para se tornarem bons contadores de histórias

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IPTU de Santa Rosa teve recorde de arrecadação

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O IPTU – Imposto Predial e Territorial Urbano em Santa Rosa, teve recorde de arrecadação com a primeira parcela e parcela única vencidas no dia 30 de junho. O arrecadado com a parcela única neste ano, foi de R$ 14,49 milhões, valor 28% (vinte e oito por cento) superior ao arrecadado no ano passado. Com os valores pagos da primeira parcela, a arrecadação até agora chegou a R$ 16 milhões.

Conforme o Secretário de Administração e Fazenda, André Stürmer, alguns fatores interferiram para este aumento na arrecadação. Um deles foi o desconto de 9,31% (nove vírgula trinta e um por cento) para o pagamento em quota única, “O valor foi reconhecido pelos contribuintes como bastante expressivo e incentivou a pagar o imposto de uma só vez”, informou. Outro fator que contribuiu foi o adiamento do vencimento, tanto da primeira parcela quanto da parcela única, para o final do mês de junho. Historicamente o imposto vence nos primeiros meses do ano. Porém, neste ano, considerando as dificuldades impostas pela pandemia, o prefeito Anderson Mantei decidiu adiar o vencimento, além de dividir em 07 parcelas em vez de 04 tradicionalmente utilizadas para pagamento parcelado.

Também teve um impacto significativo na arrecadação, o acréscimo de cerca de 900 novos imóveis tributados, provenientes de novos loteamentos criados no perímetro urbano de Santa Rosa. A segunda parcela do IPTU vence no dia 30 de julho. Estima-se que, já considerando a inadimplência histórica, neste ano sejam arrecadados mais de R$ 24,6 milhões de reais em IPTU.

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Os impactos da crise no comércio gaúcho foram pauta do Fórum Regional da Fecomércio-RS

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Enfrentamos a mesma tempestade, mas não estamos todos no mesmo barco. O Fórum Regional da Fecomércio-RS, edição Santa Rosa, realizado nesta terça-feira, dia 13, no Sindilojas Fronteira Noroeste, abordou diversas pautas do setor do comércio e ações da Fecomércio-RS em prol do segmento. O encontro foi conduzido pelo presidente do Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac, Luiz Carlos Bohn, e contou com a presença do presidente do Sindilojas Fronteira Noroeste, Leonides Freddi, do deputado federal Osmar Terra, do prefeito de Santa Rosa, Anderson Mantei, além de representantes de sindicatos regionais. O Fórum foi restrito a 30 pessoas e atendeu a todos os protocolos de proteção contra à Covid-19.

Na abertura do encontro, o presidente do Sistema Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn, ressaltou a alegria pela retomada gradativa dos eventos presenciais, cumprindo todos os protocolos de prevenção, e pela realização da primeira edição de 2021 do Fórum Regional em Santa Rosa. O presidente ainda ressaltou as divergências com o governador Eduardo Leite em relação às medidas que fecharam o comércio em 2020, provocando uma crise econômica gravíssima ao setor. “Foi um erro ter fechado o comércio, foi uma medida extrema e é um dos principais pontos de discórdia entre o governador e eu. E ele sabe disso, afinal, foram muitas as reuniões que tivemos com a mesma pauta: reabrir o comércio!”, reforçou o presidente.

O prefeito de Santa Rosa, Anderson Mantei, falou sobre as sequelas que o “fecha, fecha” deixou no comércio do município e assumiu o compromisso com a recuperação e o não fechamento. “As ações tomadas em 2020 prejudicaram muito as atividades econômicas deste setor, por isso, vamos brigar para que não haja mais restrições, que as escolas possam retomar, que o comércio possa operar de forma tranquila. Estaremos do lado dos comerciantes e dos prestadores de serviços para que nada mais feche”, afirmou o prefeito.

Durante sua fala, o deputado federal Osmar Terra afirmou que as medidas tomadas atingiram mais de 100 mil empresas do Rio Grande do Sul. “As ações foram terríveis principalmente para o comércio e para a educação. Estamos há 300 dias sem abrir as escolas, isso só provocará ainda mais desigualdade. Para o comércio então, vocês foram alvo de uma política errada”, comentou o deputado que ainda reforçou: “foi um fecha tudo, mas um fecha tudo só para o comércio, pois diversos outros setores seguiram funcionando sem nunca parar”. O deputado concluiu em um tom otimista. “Está na hora de começar a retomar a vida, com segurança, cuidado, mas sem apavoramento. O comércio vai se recuperar e acredito que no próximo ano teremos um PIB positivo”.

O presidente do Sindilojas Fronteira Noroeste, Leonides Freddi, reafirmou a alegria em receber a primeira edição presencial do Fórum Regional da Fecomércio-RS, após a realização das cinco edições on-line em 2020, e o quanto os empresários do comércio de Santa Rosa e região precisam ser fortes e também se adaptar às mudanças para que todos possam crescer. Freddi falou ainda sobre as novas empresas de grande porte que chegarão à região nos próximos meses. “Em breve teremos 250 novos empregos gerados por estas empresas que estão se estabelecendo aqui por enxergarem na nossa cidade e região, um solo fértil, um povo trabalhador, por isso, temos que aproveitar para crescer junto com elas. Temos que enxergar e valorizar a nossa região e estar à disposição dos nossos clientes”, comentou.

Ações para os empresários gaúchos

Durante a apresentação dos painéis de ações da Fecomércio-RS em prol do empresariado gaúcho, assessor parlamentar da entidade, Lucas Schifino, apresentou aos convidados a nova plataforma de digital para acompanhamento legislativo da Fecomércio-RS. A agenda, que hoje é realizada em um formato de pdf com todos os projetos em que há atuação da Fecomércio-RS passará, nos próximos meses, a ser totalmente digital e interativa. A ideia é que os empresários possam ter sempre à disposição quais os projetos legislativos em trâmite que possuem alguma ação da Fecomércio. Por meio de uma pesquisa por palavras-chave, será possível consultar de forma simples e rápida as pautas que sejam de interesse dos empresários, apoiar ou não algum projeto, além conferir a opinião dos especialistas da Fecomércio-RS sobre este assunto e também sugerir projetos que a Instituição deve atuar. O projeto ainda está em desenvolvimento e deve ser lançado no início de 2022.

Catiuce Lopes, da Assessoria Tributária, apresentou os impactos da informalidade no comércio formal. De acordo com os dados apresentados, em 2020, cerca de R$ 1,273 trilhão foi a somatória dos valores da economia subterrânea no Brasil, ou seja, as atividades de bens e serviços não declarados ao governo. Na região de Santa Rosa, acredita-se que a economia subterrânea tenha movimentado R$ 3,24 bilhões no último ano. Esta arrecadação ilegal coloca em risco a saúde dos consumidores, afinal não se sabe a real procedência do produto, compromete a arrecadação tributária, afeta o mercado de trabalho e prejudica os negócios formais que pagam altas taxas e juros e, por isso, possuem preços mais altos dos que os oferecidos pelo comércio ilegal. Lopes também reforçou as ações da Comissão de Combate à Informalidade (CCI) que junto aos poderes públicos busca o fortalecimento das ações de combate ao contrabando, à pirataria e ao descaminho.

A economista-chefe da Fecomércio-RS, Patrícia Palermo, reforçou as desigualdades na crise causada pela pandemia do coronavírus. “Algumas atividades foram muito mais afetadas do que outras, nunca estivemos no mesmo barco e, nesta crise, quem mais sofreu foram os pequenos negócios e são justamente os pequenos que representam uma grande fatia da economia”, reforçou. Palermo também chamou atenção para que os empresários olhem com cautela os dados de recuperação do setor para não cair no efeito comparativo. “Se tivermos um copo cheio e esvaziarmos até a metade, teremos 50% do copo preenchido. Se colocarmos mais água até que o copo esteja cheio novamente, teremos um ganho de 100% de água no copo, porém, só voltamos ao estágio inicial, ou seja, precisamos olhar com cuidado os dados para que não cair na ilusão de uma ganho maior do que a real”, aludiu Palermo. A economista-chefe ainda ressaltou que o comércio está se recuperando, porém, ainda há muito trabalho pela frente. A previsão, de acordo com ela, é de que a expansão da vacina reduza ainda mais as medidas de restrição, permitindo uma volta à normalidade. Além disso, o último ano trouxe significativas alterações de consumo, levando boa parte das vendas para o mundo digital abrindo novas possibilidades aos comerciantes.

O encontro também teve a fala do gerente do Núcleo de Negócios, Leonardo de Paula, com a apresentação de novos negócios que a instituição está prospectando para apoiar ampliar as parcerias estratégicas e gerar receita recorrente para os sindicatos. Entre as novas parcerias estão à Icatu Seguros, a VT Soluções e a GreenCard.

O Fórum Regional também ouviu algumas demandas dos representantes dos sindicatos regionais que serão analisadas pelas comissões e conselhos da Fecomércio-RS.

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