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PARECE QUE NEVOU: Granizo histórico em Curitiba e temporais no Sul

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Neusa Russa Nery/Plantão 190


Temporais de granizo foram registrados nesta terça-feira (3) em pontos do Leste do Sul do Brasil. A instabilidade ocorreu acompanhando áreas de instabilidade que atuaram no Leste do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e o Paraná. Em Curitiba, a precipitação de granizo foi volumosa em diversos pontos e o gelo chegou a acumular.

Metsul havia advertido para a formação de nuvens de desenvolvimento vertical, capazes de gerar granizo, mas tempestades de granizo com a magnitude que atingiu Curitiba e região não podem ser previstas. Mundialmente há avisos de risco de granizo e da possibilidade das pedras de gelo terem maior dimensão, mas nenhum serviço meteorológico do mundo prevê granizo com acumulação para uma cidade qualquer porque fenômeno localizado.

Veja nas imagens como a intensa precipitação de granizo foi localizada e associada a uma nuvem de grande desenvolvimento vertical que passou pela região de Curitiba. O granizo acompanhou a precipitação intensa na base da nuvem (downdraft) com a acumulação consequente. A maior altitude de Curitiba contribuiu para que o granizo tomasse maior proporção. 

Caiu granizo também em São Joaquim e em outros pontos do Planalto Sul Catarinense. Assim como ocorreu em Curitiba, o granizo chegou a acumular na base da Força Aérea Brasileira que está no cume do Morro da Igreja, entre Urubici e Bom Jardim da Serra.

As nuvens carregadas isoladas provocaram ainda chuva forte isolada com rajadas de vento em alguns pontos, caso do Norte de Florianópolis.

A instabilidade está associada à circulação de umidade que vem do Oceano Atlântico que se desloca do mar para o continente e alcança o Leste do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e o Paraná. Atuam no Atlântico, um grande sistema de alta pressão ao Sul e que determina a temperatura mais amena e uma baixa pressão ao qual está associada a frente que traz chuva para pontos do Sudeste e do Nordeste do Brasil. O avanço de ar mais frio de Sul igualmente contribuiu para a instabilidade.

O ar mais frio sobre o oceano e o Leste do Sul do Brasil forma nuvens de maior desenvolvimento vertical durante o dia à medida que o sol aquece e a temperatura se eleva, gerando um maior gradiente de temperatura entre a superfície e as partes mais altas da atmosfera, induzindo movimento verticais ascendentes (convecção) que forma nuvens de maior desenvolvimento vertical do tipo cumuliforme, capazes de provocar pancadas fortes isoladas e passageiras, e, com a atmosfera resfriada, queda de granizo. O risco de granizo é maior principalmente à tarde, quando a convecção atinge o seu ponto máximo pelo aquecimento diurno.

Esta condição de instabilidade passageira com alternância de sol e nuvens com chuva e risco de granizo isolado deve permanecer durante grande parte desta semana no Leste do Sul do Brasil, o que não significa que vai chover todos os dias desta semana em uma determinada cidade destas regiões. A chuva vai atingir diferentes cidades do Leste do Sul do Brasil conforme o dia, mas podem se dar novas ocorrências de granizo.

 

 

 

FONTE METSUL

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Chuva de granizo impressionante em Horizontina na tarde dessa terça-feira

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Uma chuva de pedras ocorrida agora há pouco na localidade de Esquina Tunas, interior do município de Horizontina, impressionou a todos que presenciaram o fenômeno.

O servidor público João Anderle que passava pelo local no exato instante em que caiu o granizo, afirma nunca ter visto uma chuva tão intensa. Ele conta que eram pedras pequenas, mas em quantidade muito grande. Ainda não existe relatos de prejuízos e nem da área atingida.

Fonte: Jornal Sentinela.

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Maior frio em meia década no Rio Grande do Sul em Maio

Clima de inverno se antecipou em 2021 no Rio Grande do Sul

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Maior frio em meia década no Rio Grande do Sul, apontam os dados do mês de maio de estações do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Conforme levantamento da área de dados do Oitavo Distrito de Meteorologia a pedido da MetSul, maio foi o mais frio no Estado desde 2016.

A estação meteorológica convencional de Porto Alegre fechou o mês com temperatura média compensada de 15,4ºC, a menor desde 2016, quando foi de 15,2ºC. A média mensal de 15,4ºC na Capital ficou 1,4ºC abaixo da média histórica de maio pela série 1961-1990.

No interior gaúcho, maio fechou com média compensada de 12,9ºC, a mais baixa desde 2016 para o mês, quando foi de 12,1ºC. O valor do último mês ficou 1,0ºC abaixo da média histórica mensal da série 1961-1990 de 13,9ºC. Já em Bagé, o último mês terminou com média mensal 13,2ºC, a mais baixa para maio desde 2016, que teve média de 12,4ºC. A média de maio ficou 1,5ºC da normal histórica do mês (1961-1990) na cidade da Campanha que é de 14,7ºC.

Em Santa Maria, no Centro do Rio Grande do Sul, maio de 2021 registrou uma temperatura média compensada de 13,6ºC ou 2,4ºC inferior à normal histórica. Em Bom Jesus, nos Aparados da Serra, por sua vez, o mês de maio teve uma temperatura média de 11,8ºC, a mais baixa para o mês desde 2016, quando foi de 11,2ºC. O registro do último mês na localidade ficou 0,5ºC abaixo da média histórica mensal 1961-1990.

Os dados atestam assim, sob perspectiva histórica, o que os gaúchos sentiram na pele. O frio foi mais intenso do que o normal no último mês com muitos dias de temperatura negativa e geada em verdadeira antecipação do inverno.

O final do fenômeno La Niña se deu em abril e já era esperado e previsto pela MetSul que em razão do Pacífico em fase fria no começo de 2021 haveria durante o outono deste ano uma antecipação do frio e do clima invernal no território gaúcho.

Fonte MetSul
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Alerta: Frente quente trará temporais e calor fora de época para o RS

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Frente quente trará temporais e forte calor fora de época. Ar muito quente vai invadir o Rio Grande do Sul entre esta sexta-feira e o sábado, elevado bastante a temperatura.

 

Os gaúchos vão experimentar marcas atipicamente altas pra junho agora no final da semana antes de um episódio de instabilidade.

Massa de ar de origem tropical ao avançar sobre encontrar o ar mais frio ao Sul vai formar uma frente quente sobre o Uruguai, para onde se prevê chuva muito volumosa em alguns departamentos com raios e risco de queda de granizo.

No processo de formação da frente, em que a instabilidade avança de Norte pra Sul, pancadas de chuva com possibilidade de trovoadas podem ocorrer ao longo desta sexta-feira em pontos do Oeste e do Sul gaúcho, especialmente em áreas próximas da fronteira como o Uruguai, como a Campanha e o Extremo Sul.

Enquanto isso, ar muito quente gradualmente toma conta do Estado e eleva acentuadamente a temperatura. As máximas desta sexta-feira já podem alcançar 27ºC na Grande Porto Alegre e até 29ºC a 30ºC no Noroeste gaúcho.

No sábado, uma corrente de jato de baixos níveis, corredor de vento a cerca de 1.500 metros de altitude que se origina na Bolívia, reforçará o aporte de ar quente e a temperatura subirá ainda mais. As máximas devem ficar entre 29ºC e 32ºC no Noroeste e na Grande Porto Alegre, além dos vales. Mesmo na Serra fará calor com máximas de até 27ºC a 28ºC em alguns pontos.

Para se ter ideia, máximas ao redor de 30ºC em junho significam mais de 10ºC acima da média máxima do mês. Como ter, por exemplo, mais de 40ºC no verão em termos de anomalia.

Ainda no sábado, a frente sobre o Uruguai começa a se deslocar de Sul para Norte, agora como uma frente fria, já que passará a ser impulsionada por ar frio de Sul, trazendo instabilidade para o Oeste, o Centro e o Sul no decorrer do dia com chuva localmente forte e risco de temporais no Oeste e no Sul gaúcho.

No domingo, a frente fria alcança a Metade Norte e traz chuva para áreas que tiveram um sábado de sol e calor. A chuva pode ser forte a intensa em alguns municípios.

 

FONTE: METSUL METEREOLOGIA 

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