Acesse aqui
Rádio Web Portal Plural
Para reabrir, escolas precisarão ter ‘comitês operacionais de emergência’ – Portal Plural
Connect with us

Ensino

Para reabrir, escolas precisarão ter ‘comitês operacionais de emergência’

Estruturas serão compostas por um representante da direção e outro da comunidade escolar e responderão por implantação de regras e fiscalização

Pável Bauken

Publicado

em



O governo do Estado ainda finaliza os protocolos que vão nortear a reabertura das instituições de ensino regular no RS e que serão estabelecidos por uma portaria conjunta das secretarias da Educação (Seduc) e da Saúde (SES) a ser publicada em junho. Na tarde desta quarta-feira, na mesma apresentação virtual na qual anunciou que as aulas presenciais seguirão suspensas nas redes públicas e privada durante pelo menos todo o próximo mês, o Executivo divulgou o documento com as diretrizes que deverão nortear o retorno. Intitulado ‘Distanciamento Controlado Educação – Primeiros Passos’, ele prevê cinco etapas para a volta das aulas regulares, entre 1º de julho e 1º de setembro. Ainda não há definição sobre qual ou quais os níveis de ensino poderão voltar primeiro: o governo projetou quatro cenários. Em três, a Educação Infantil voltaria primeiro, sozinha ou acompanhada de outros diferentes níveis, na chamada 3ª etapa, a partir de 1º de julho. No quarto, quem começaria antes (também em 1º de julho) seria o Ensino Médio. Mas durante a apresentação, o governador Eduardo Leite (PSDB) destacou, em diversos momentos, que as datas e divisões são projeções e poderão ser alteradas conforme mudanças no cenário do avanço do coronavírus no RS.

Certo, até agora, é que a portaria do governo vai instituir os chamados Comitês Operacionais de Emergência em Saúde – COE Escola. Eles serão criados em cada uma das escolas, terão uma formatação padronizada e responderão pelo cumprimento dos protocolos. Conforme o material do Executivo, os COEs serão integrados por um representante da direção da instituição e um da comunidade escolar, e terão uma série de atribuições. Entre elas, informar e capacitar a comunidade escolar sobre os cuidados; organizar os protocolos de reabertura das aulas presenciais; manter a rotina de monitoramento dos protocolos, garantindo sua execução diária; e planejar ações, definir atores e determinar a adoção de medidas para mitigar ameaças.

Para instituições com mais de 100 pessoas (somados alunos, funcionários, professores e outros), será obrigatório um Plano de Contingência para Prevenção, Monitoramento e Controle da Transmissão de COVID-19. O Plano definirá a criação do COE-E; as medidas de promoção e fiscalização do uso de EPIs; a orientação do distanciamento social, da limpeza e desinfecção de ambientes, materiais e utensílios; a readequação dos espaços físicos e de circulação; e a adoção de ações para o manejo de casos suspeitos e confirmados.

O governo prevê ainda um conjunto de protocolos de prevenção obrigatórios, para todas as instituições, com regras sobre uso de máscaras, distanciamento, teto de ocupação das salas, afastamento de casos positivos ou suspeitos, proteção e atendimento diferenciado para grupos de risco, higienização, EPIs obrigatórios, cuidados no atendimento dos alunos e restrições específicas às atividades. Sobre a fiscalização a respeito das medidas, que preocupa todos os segmentos envolvidos, e deve gerar tensionamentos, Leite destacou, na apresentação, que o esforço para o cumprimento das regras precisa ser compartilhado com a sociedade. “Não há estrutura pública que, sozinha, resolva este esforço de fiscalização”, admitiu. O secretário estadual da Educação, Faisal Karam, por sua vez, projetou que o acompanhamento do cumprimento dos protocolos deverá ter a parceria de entidades como a Famurs e a Undime e, ainda, das Promotorias de Justiça Regionais de Educação (Preducs) do Ministério Público Estadual (MP).

As condições e as datas em que se dará o retorno das aulas presenciais no RS se transformou em um grande debate, dentro e fora do governo. O MP estadual, o Conselho Estadual de Educação, a Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, a Federação das Associações dos Municípios (Famurs) e a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) não participam até o momento da confecção dos protocolos. Mas vêm atuando como observadores e, ao longo dos últimos dois meses, encaminharam uma série de sugestões, questionamentos e alertas a respeito da complexidade do processo de retorno escolar. Principalmente depois que parte de prefeitos, pais e segmentos da rede privada de ensino passaram a pressionar pela reabertura, alegando, principalmente, questões econômicas. No meio dos debates, milhões de pais em todo o Estado se perguntam quem e de que forma será garantida a segurança sanitária de alunos, famílias e profissionais envolvidos nas diferentes estruturas. Dos grupos de whatsapp ao núcleo do Executivo, permeia a discussão o entendimento de que o retorno pleno, quando ocorrer, representará o fim de fato do distanciamento social. Porque a retomada do funcionamento da educação envolve, para além dos 2,7 milhões de estudantes que, sozinhos, representam 25% da população do RS, familiares, professores, funcionários de instituições de ensino, empresas terceirizadas de segurança, alimentação e limpeza, e diferentes meios de transporte: ônibus municipais e intermunicipais, lotações, trens, vans e ônibus escolares, veículos particulares e de aplicativos.

Correio do Povo
Clique para comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Ensino

5 vantagens de escolher um curso técnico

Reporter Plural

Publicado

em

Ilustração Google

Muita gente enxerga a graduação como um dos únicos caminhos para conquistar uma carreira profissional de sucesso. No entanto, fazer um curso técnico é uma excelente oportunidade de ingressar no mercado de trabalho de forma mais rápida, além de ser uma forma de sair do ensino médio já com uma profissão e conhecimento prático sobre determinada área. Para mostrar por que vale a pena investir em um curso com esse perfil, o escritor e professor Luis Piemonte mostra cinco vantagens do ensino técnico. Confira:

1 – Acelera a entrada no mercado de trabalho

O aluno que escolhe fazer um curso técnico simultaneamente ao ensino médio, garante uma formação ampla e direcionada para o mercado de trabalho. Logo que deixa a escola, ele tem mais chances de obter uma boa oportunidade profissional. Segundo pesquisas da ESSA (Escola Técnica Profissionalizante), 70% dos estudantes técnicos conseguem emprego após o primeiro ano de formação.

2 – Maior qualificação e produtividade

A escassez de mão de obra qualificada faz com que requisitos técnicos sejam altamente valorizadas pelo mercado, habilidades que trazem melhor produtividade, inovação e competitividade no ambiente profissional. ‘Outra vantagem é que em muitas profissões, como na área de tecnologia da informação, por exemplo, as demandas são cobertas por profissionais que fizeram apenas cursos livres, programas que muitas vezes não tem o mesmo nível de especialização. Na prática, o ensino técnico ajudaria a cobrir esta lacuna por mão de obra qualificada que temos no Brasil’, analisa Piemonte.

3 – Rapidez

Enquanto uma faculdade tradicional tem duração média de cinco anos, o curso técnico costuma ser feito em um período entre 18 e 30 meses. Outro benefício são os custos bem mais acessíveis, se comparados ao ensino superior.

4 – Aproveitamento de matérias

Para quem planeja entrar em uma faculdade após a conclusão do ensino técnico, este tipo de curso pode significar uma base para a futura graduação, oferecendo duas grandes vantagens. A primeira é o aproveitamento de matérias, como acontece em cursos como informática e radiologia, em que a formação técnica anterior possibilita a conclusão da faculdade em média 50% mais rápida. A segunda é a maior chance de financiar uma graduação já empregado, considerando que a impossibilidade de pagar uma universidade particular é um dos principais fatores que fazem os estudantes interromperem uma graduação.

5 – Valorização pessoal

Apesar da curta duração, a educação técnica inclui uma variedade de experiências práticas, sem deixar de lado o conhecimento teórico Essa capacidade de simular o que ocorre na rotina de trabalho permite que o profissional esteja mais preparado para desenvolver sua carreira dentro de uma organização. ‘Enquanto no ensino médio a pessoa sai sem nenhum valor para o mercado, nos cursos técnicos o estudante já sai com uma profissão’, lembra o professor.

 

FONTE CONTEUDO ESTADÃO

[mailpoet_form id="1"]
Continue Lendo

Ensino

Fies reabre inscrições para vagas remanescentes a partir desta segunda

Reporter Global

Publicado

em

Foto: Marcos Santos / USP Imagens / CP

 

Estudantes matriculados em instituições particulares que buscam financiamento terão até o dia 27 de novembro para acessar o site

 

Estudantes interessados no Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) devem acessar, a partir desta segunda-feira, o site do programa para fazer inscrição para as vagas remanescentes. As vagas remanescentes são aquelas que não foram ocupadas no decorrer do processo seletivo regular, por desistência dos candidatos pré-selecionados ou falta de documentação na contratação do financiamento, por exemplo.

Devido a falhas no sistema, o Ministério da Educação (MEC) suspendeu o processo de inscrições e ampliou os prazos. Os estudantes que fizeram a inscrição não serão prejudicados. O calendário do Fies varia um pouco de acordo com o perfil do estudante.

 

Confira o calendário

• 26 e 27 de outubro: apenas candidatos de áreas de conhecimento prioritárias (cursos de saúde, engenharias, licenciaturas e ciências da computação);

• 28 de outubro a 3 de novembro: candidatos ainda não matriculados em instituições de ensino superior;

• 28 de outubro a 27 de novembro: candidatos que desejam financiar as mensalidades no curso e turno em que já estão matriculados atualmente.

 

Fies

O Fies é o programa do governo federal que tem o objetivo de facilitar o acesso ao crédito para financiamento de cursos de ensino superior oferecidos por instituições privadas. Criado em 1999, ele é ofertado em duas modalidades desde 2018, por meio do Fies e do Programa de Financiamento Estudantil (P-Fies).

O primeiro é operado pelo governo federal, sem incidência de juros, para estudantes que têm renda familiar de até três salários mínimos por pessoa; o percentual máximo do valor do curso financiado é definido de acordo com a renda familiar e os encargos educacionais cobrados pelas instituições de ensino. Já o P-Fies funciona com recursos dos fundos constitucionais e dos bancos privados participantes, o que implica cobrança de juros.

 

 

Correio do Povo

[mailpoet_form id="1"]
Continue Lendo

Ensino

Curso de Engenharia de Computação da Uergs é o melhor do Estado na avaliação do Enade

Reporter Global

Publicado

em

Foto: Mauricio Farias / Divulgação

 

Graduação oferecida na unidade Guaíba da Uergs está entre as 10 melhores do país

 

O curso de Engenharia de Computação da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs) está em primeiro lugar no ranking das universidades que ofertam a graduação no Estado, de acordo com os resultados do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) de 2019 divulgados esta semana. Essa graduação na unidade Guaíba da Uergs também está entre as 10 melhores do país.

Para a professora Adriane Parraga, coordenadora do curso de Engenharia de Computação da Uergs, os principais fatores que colaboram para o sucesso são o estímulo ao desenvolvimento de projetos, a qualificação do corpo docente e a dedicação dos alunos, alcançada graças aos vínculos que vão se criando ao longo do curso. “A gente cria um vínculo com os alunos da Uergs e essa forma como a gente se relaciona desenvolve uma parceria. Isso faz a diferença”, afirma.

“Eles estão sempre envolvidos em algum projeto de pesquisa, de extensão ou de monitoria, e isso é um fator importante. A qualidade dessa nota também se reflete na inserção profissional, pois a maioria dos nossos estudantes e egressos está realizando bons estágios e estão bem empregados”, acrescenta.

As pesquisas desenvolvidas no âmbito do curso estão relacionadas principalmente às áreas de processamento de imagens, sistemas embarcados, transmissão de dados em tempo real, desenvolvimento de aplicativos, inteligência artificial e aprendizado de máquinas, sistemas de detecção e tolerância a falhas. Alguns desses projetos são realizados em parceria com outras instituições de Ensino Superior, como a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

“Esta avaliação reflete o trabalho extraordinário do corpo docente do curso de Engenharia de Computação, que tem estimulado a participação dos estudantes em seus projetos de pesquisa, nas ações de extensão e nas atividades de monitoria, criando um importante vínculo acadêmico. Além disso, as boas oportunidades de estágios acrescenta muito na formação. O reflexo está na empregabilidade de nossos egressos, conquistando espaços não só no Rio Grande do Sul, como também em outras regiões do Brasil e no exterior” enfatiza o reitor da Uergs, Leonardo Beroldt.

“É importante reconhecer que ainda não possuímos a estrutura necessária e precisamos continuar trabalhando para isso. Mais um motivo para creditarmos aos professores e alunos o mérito por este resultado”, acrescenta o reitor.

Entre os demais cursos da Universidade que participaram da avaliação, o curso de Agronomia da Unidade em Cachoeira do Sul é o terceiro melhor do Estado. O curso de Agronomia, em Três Passos, e o curso de Engenharia de Bioprocessos e Biotecnologia da unidade em Porto Alegre figuram entre os 10 melhores do Rio Grande do Sul.

Na edição anterior do Enade, o curso de Administração em Sistemas e Serviços de Saúde, da Uergs em Porto Alegre, obteve a nota máxima, 5.

De acordo com a coordenadora de Avaliação Institucional da Uergs, Jaqueline de Mattia, a universidade vem trabalhando na criação de novas estratégias para melhorar a cada ano os índices, pois essa avaliação é vista como um instrumento de melhoria da qualidade acadêmica e científica da universidade.

“Ficamos muito felizes com os resultados, pois temos um compromisso em consolidar a qualidade do ensino na Uergs. Esses números são importantes para colocar a universidade na vitrine da qualidade do ensino público no país. Nas avaliações em que ainda não atingimos o índice esperado, vamos trabalhar para um diagnóstico mais preciso para que possamos traçar estratégias que possibilitem melhorias futuras para a reestruturação das atividades de ensino, de pesquisa e de extensão”, afirma.

 

 

Estado.rs.gov

[mailpoet_form id="1"]
Continue Lendo

ENQUETE

O que você achou do site novo do Portal Plural?

Trending

© 2020 PORTALPLURAL.COM.BR Todos os direitos reservados.


×