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Agro

Panorama do algodão brasileiro é apresentado para sindicato das indústrias de fiação e tecelagem de Minas Gerais

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Com o clima favorável para a colheita nas principais regiões, qualidade do algodão altamente satisfatória em todos os estados produtores, a Abrapa vem trabalhando fortemente na construção e divulgação da imagem do algodão no Brasil e no mundo, com o intuito de ter uma plataforma de rastreabilidade de ponta a ponta.

“O produtor está mais próximo da indústria brasileira e hoje o Brasil produz nos 12 meses do ano, o que também favorece as duas partes. Além disso, nosso algodão está em condições de competitividade com o mundo todo e com a qualidade adequada aos mercados mais exigentes”, apontou o presidente da Abrapa, Milton Garbugio. Até o momento, 99% do algodão brasileiro foi colhido e 40% beneficiado. Cerca de 86% da safra 2019/20 e 40% da 2020/21 estão comercializados em contratos futuros. Em termos de área, o Brasil tem, atualmente, 1,624 milhão de hectares plantados, com expectativa de produção de 2,92 milhões de toneladas de pluma, volume 5% superior ao colhido na safra 2018/19 e estimativa de produtividade de 1.795 Kg de pluma/hectare.

Diante de tantos números, índices e desenvolvimento do setor, a Abrapa intensificou o trabalho de imagem e as perspectivas de mercado, abrindo o escritório comercial de Singapura em agosto de 2020, contando com o apoio da Apex-Brasil, para promover negócios comerciais nos grandes países consumidores asiáticos. “Alcançamos também o recorde no volume de algodão certificado pelo programa Algodão Brasileiro Responsável e lançamos o programa Algodão Brasileiro Responsável para Unidade de Beneficiamento de Algodão (ABR-UBA), com previsão de certificar 11% das usinas do Brasil na safra 2019/20”, informou Garbugio, citando ainda o Programa de Qualidade SBRHVI com laboratório central em Brasília, estruturado em três pilares: banco de dados (rastreabilidade), treinamento/qualificação e monitoramento dos laboratórios de HVI que prestam serviços aos produtores, o Sistema Abrapa de Identificação (SAI) como programa de rastreabilidade e garantia de origem do algodão brasileiro e o Sou de Algodão como movimento de incentivo ao consumo do algodão com engajamento da cadeia têxtil, englobando mais de 320 marcas parceiras.

Em função dos últimos acontecimentos mundiais, o grande desafio do setor para este ano, segundo o presidente da Abrapa, são a baixa perspectiva de consumo da indústria brasileira decorrente dos reflexos da Covid-19 e os altos estoques finais brasileiros para 2020/21, em função da alta produção prevista para 2019/20, redução na demanda nacional e números de exportação ainda duvidosos para os próximos meses. “A procura de fio está grande e o estoque foi vendido. O algodão, este ano, está com uma qualidade excelente, a colheita feita em tempo seco, com beneficiamento com as algodoeiras rodando perfeitamente. Esperamos que o mercado volte a aquecer para que os impactos com a pandemia sejam minimizados.”

Com relação ao mercado externo, as exportações brasileiras atingiram 1,95 milhão de toneladas na temporada 2019/20 e 98% do algodão brasileiro exportado teve como destino a Ásia. De acordo com Garbugio, houve um aumento de 49% nas exportações entre agosto/2019 a julho/2020 em relação ao mesmo período da temporada anterior. No primeiro mês da temporada 2020/21, o Brasil exportou 109 mil toneladas, volume 141% superior ao mesmo mês da temporada anterior. Turquia, Indonésia, Vietnã, Paquistão e China foram os maiores compradores do mês de agosto/2020.

O evento contou com a participação do presidente da SIFT-MG, Rogério Mascarenhas, o coordenador da SIFT-MG, Ciro Machado, do presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT), Fernando Pimentel, além do diretor da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (ANEA), Miguel Faus e do diretor da corretora Souza Lima, Bernardo Souza.

 

 

 

Portal do Agronegocio

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Agro

Projeto pretende resgatar e conservar parte da diversidade genética da erva-mate no RS

Projeto tem a finalidade de perpetuar a base genética dos ervais gaúchos

Pável Bauken

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- Foto: Fernando Dias / Seapdr

Um projeto para resgatar, multiplicar e conservar o material genético de erva-mate (Ilex paraguariensis) de árvores matrizes selecionadas nos remanescentes florestais nativos no Rio Grande do Sul começa a ser estruturado como ação do Programa Gaúcho para a Qualidade e a Valorização da Erva-mate. O projeto tem previsão de início ainda neste ano, com intensificação nos cinco polos ervateiros do Estado a partir de 2021.

Desenvolvido em parceria com as instituições da cadeia produtiva ervateira, o projeto tem a finalidade de perpetuar para gerações futuras a base genética dos ervais gaúchos, evitando uma perda irrecuperável desses materiais, que até então conseguiram sobreviver e evoluir diante das mudanças no uso da terra e a perda da cobertura de floresta nativa.

O projeto prevê três etapas distintas: resgate, multiplicação e conservação. A primeira consiste na identificação de cada árvore doadora do genótipo, a segunda, na coleta e multiplicação do material identificado e a terceira, na conservação em bancos de germoplasma e reintrodução de materiais genéticos resgatados nos locais de origem. Não necessariamente, a seleção do material irá visar melhoramento, mas a preservação da diversidade.

Conforme o engenheiro agrônomo e extensionista da Emater/RS-Ascar Ilvandro Barreto de Melo, embora o projeto tenha alcance estadual, a formatação seguirá a estrutura geográfica dos polos ervateiros do RS, com a finalidade de respeitar ao máximo a característica e a distribuição das populações locais da espécie em acordo a cada região ervateira do Estado.

Ainda segundo Melo, o projeto “permitirá conservar na linha do tempo, para as futuras gerações, parte da expressiva diversidade genética presente na árvore símbolo do Rio Grande do Sul, que além de economia, é cultura, convivência social, sustentabilidade, identidade e simbolismo do povo sul-americano”.

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Agro

Umidade adequada no solo favorece desenvolvimento do trigo

Conforme Informativo Conjuntural, 43% da lavoura de trigo no Estado está em fase de enchimento de grãos –

Pável Bauken

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Foto: Divulgação Emater-RS

Chuva alternada com dias ensolarados e temperaturas amenas durante a tarde nas últimas semanas beneficiaram o desenvolvimento do trigo, principalmente pela presença de adequada umidade no solo, o que permitiu a absorção de nutrientes. A avaliação está no mais recente Informativo Conjuntural, produzido pela Gerência de Planejamento da Emater/RS-Ascar – conveniada à Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr).

Conforme o levantamento, divulgado na quinta-feira (17/9), a cultura apresenta 3% das lavouras em fase de maturação; 43% em enchimento de grãos; 36% em floração e 18% em germinação.

Na regional de Santa Rosa, 8% das lavouras de canola já se encontram colhidas. A produtividade média é de 1.208 quilos por hectare. O rendimento menor decorre das geadas de agosto que diminuíram de forma significativa a quantidade de síliquas na parte superior das plantas.

Os danos das geadas nas regionais da Emater/RS-Ascar de Ijuí, Santa Maria, Frederico Westphalen e Soledade apresentam comportamento distintos nas lavouras de aveia branca. Na de Ijuí, há grande variabilidade de potencial produtivo: 20% das lavouras da região com danos acentuados não apresentam viabilidade econômica, restando aos produtores utilizar parte para fenação e demais áreas como cobertura do solo.

Há agricultores armazenando o produto nas propriedades para utilizar como alimento para animais e semente na próxima safra. Nas lavouras pouco afetadas pelas geadas, o desenvolvimento é excelente e elevado o potencial produtivo.

As lavouras de cevada da regional da Emater/RS-Ascar de Ijuí apresentam grande desuniformidade em função de danos provocados pelas geadas, do nível de tecnologia adotada e também das condições físico-químicas do solo.

A redução do potencial produtivo dos cultivos pode auxiliar na qualidade dos grãos, uma vez que as plantas têm menor número de espiguetas e, consequentemente, menor número de grãos, circunstância na qual toda a energia produzida pelas plantas passa a ser canalizada para a formação dos mesmos.

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Agro

Umidade adequada no solo beneficia desenvolvimento do trigo

Pável Bauken

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A semana anterior se caracterizou por nebulosidade e pancadas de chuva, alternando com dias ensolarados e temperaturas de amenas a elevadas durante a tarde. De acordo com o Informativo Conjuntural, produzido pela Gerência de Planejamento da Emater/RS-Ascar e divulgado nesta quinta-feira (17/09), essas condições do tempo beneficiaram o desenvolvimento do trigo, principalmente pela presença de adequada umidade no solo, o que permitiu a absorção dos nutrientes. A área total semeada com a cultura no Estado já apresenta 3% das lavouras em fase de maturação; 43% em enchimento de grãos; 36% em floração e 18% em germinação.

Na regional de Santa Rosa, 8% das lavouras de canola já se encontram colhidas. A produtividade média é de 1.208 quilos por hectare, e tal redução decorre das geadas de agosto que diminuíram de forma significativa a quantidade de síliquas na parte superior das plantas. Produtores seguem encaminhando comunicações de perdas para realizar perícias de Proagro.

Os danos das geadas nas regionais da Emater/RS-Ascar de Ijuí, Santa Maria, Frederico Westphalen e Soledade apresentam comportamento distintos nas lavouras de aveia branca. Na de Ijuí, há grande variabilidade de potencial produtivo: aproximadamente 20% das lavouras da região com danos acentuados não apresentam viabilidade econômica, restando aos produtores utilizar parte para fenação e demais áreas como cobertura do solo. Tem aumentado o número de produtores interessados em armazenar o produto nas propriedades para utilizar como alimento para animais e semente para a próxima safra. Já na lavoura pouco afetada pelas geadas, o desenvolvimento é excelente e elevado o potencial produtivo.

As lavouras de cevada da regional da Emater/RS-Ascar de Ijuí apresentam grande desuniformidade em função dos danos provocados pelas geadas, do nível de tecnologia adotada e também das condições físico-químicas do solo. A redução do potencial produtivo dos cultivos pode auxiliar na qualidade dos grãos, uma vez que as plantas têm menor número de espiguetas e, consequentemente, menor número de grãos, circunstância na qual toda a energia produzida pelas plantas passa a ser canalizada para a formação dos mesmos.

CULTURAS DE VERÃO

Seguem o preparo de áreas e o plantio de milho, feijão primeira safra e arroz. A condição de tempo instável promoveu comportamentos distintos no Estado. Em parte das regiões, houve interrupção do preparo e do plantio, enquanto em outras, a chuva foi importante para resgatar a umidade do solo e impulsionar as atividades agrícolas.

OLERÍCOLAS

Na regional de Pelotas, a comercialização presencial ocorre ativamente, e o e-commerce se intensifica. A alta umidade e os dias nublados e com chuvas favoreceram a ocorrência de problemas fitossanitários nas hortaliças. Porém, com o tratamento intensificado, não há registros de grandes perdas. Segue o transplante de tomate e pimentão para áreas definitivas. Alface, brócolis e couve-flor em aumento de oferta; cenoura com pouca oferta e bom desenvolvimento das áreas implantadas. Os preços que apresentaram alteração constam no quadro abaixo; os demais ficaram estáveis.

FRUTÍCOLAS

Na de Bagé, a colheita de citros em Rosário do Sul atingiu 98% da safra de bergamota e 85% de laranja. Em Caçapava do Sul, nos cultivos de oliveiras são efetuados o tratamento de inverno e a adubação foliar. Alguns olivais já iniciaram a floração; produtores apreensivos com a possibilidade de geadas em setembro, que poderão causar grandes prejuízos à cultura. Em Quaraí são cultivados cerca de 70 hectares de uvas viníferas de diferentes variedades: Cabernet Sauvignon e Franc, Merlot, Syrah, Tannat, Chardonnay, Sauvignon Blanc, Arinarnoa. Nesse ano estão sendo introduzidas Tempranillo e Marselan, com assistência da Emater/RS-Ascar municipal. Os vinhedos estão em fase de brotação e com boas perspectivas de comercialização para as vinícolas da Serra e da Campanha.

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