Padre é condenado por armazenar e transmitir imagens de pornografia infantil – Portal Plural
Connect with us

Geral

Padre é condenado por armazenar e transmitir imagens de pornografia infantil

Publicado

em

Apesar de proibição da Justiça, Michels foi flagrado abençoando crianças em uma missa, em 2018 Ronaldo Bernardi / Agencia RBS


 

Evair Michels, da congregação Josefinos de Murialdo, recebeu pena de mais de oito anos de reclusão, mas cabe recurso. Suspeitas envolvendo o religioso foram reveladas pelo GDI em 2018

 

 

O padre Evair Heerdt Michels, da congregação Josefinos de Murialdo, foi condenado pela Justiça por armazenar e transmitir imagens de sexo ou pornografia envolvendo criança ou adolescente. A pena é de oito anos, seis meses e 16 dias de reclusão e 150 dias-multas.

Da sentença, que é da 6ª Vara Criminal de Porto Alegre, cabe recurso.

As suspeitas envolvendo Michels foram reveladas pelo Grupo de Investigação da RBS (GDI) em 2018, quando a reportagem flagrou o padre abençoando crianças durante uma missa em Caxias do Sul. À época, ele era investigado por pornografia infantil, usava tornozeleira eletrônica e devia respeitar restrições impostas pela Justiça Federal — uma das proibições era a de não “circular e participar de eventos ou de qualquer tipo de atividade onde há crianças ou adolescentes”.

O padre está afastado das funções religiosas desde 2018 e manifestou, em audiência judicial, o desejo de não retomar o trabalho. Segundo a defesa de Michels, ele mora em Santa Catarina com familiares e trabalha na área rural.

Michels se tornou suspeito em 2017, depois que a Polícia Federal (PF) encontrou milhares de arquivos de pornografia infantil em um computador dele na casa paroquial em que morava. Quando a operação de busca foi feita pela PF, ele era diretor do Colégio Murialdo de Porto Alegre e presidente da Associação Protetora da Infância, à qual pertence a escola.

A congregação, que tem sede em Caxias do Sul, faz trabalho dedicado, especialmente, a crianças e adolescentes em situação de risco.

Logo depois da apreensão do material de pornografia, o padre foi transferido da Capital para Caxias do Sul, onde acabou flagrado participando de atividades escolares. Com isso, a Justiça Federal determinou a medida extrema de colocação de tornozeleira eletrônica para controlar se ele ficaria mesmo afastado das escolas — e de crianças.

Depois que o GDI o flagrou abençoando crianças em uma missa, o padre foi definitivamente afastado das funções. A congregação o proibiu de rezar missas públicas e ele acabou também impedido de morar em comunidades religiosas. A entidade, no entanto, não abriu investigação interna, alegando que aguardaria a conclusão do processo judicial.

Nesta terça-feira (24), a Josefinos de Murialdo informou que assim que receber “informações sobre a ação, o Provincial (autoridade local) as encaminhará ao Conselho Geral de Roma (autoridade maior da Congregação Religiosa), que as entregará ao Vaticano para as devidas providências”. A congregação reforçou que Michels continua afastado de todas as funções religiosas.

 

A origem das suspeitas

A investigação da PF começou a partir de um comunicado emitido por uma ONG dos Estados Unidos sobre um suspeito que estaria armazenando e repassando arquivos de pornografia infantil de Porto Alegre para outros países.

A ONG, o Centro Nacional para Crianças Desaparecidas e Exploradas, detectou troca de e-mails contendo imagens de crianças expondo a genitália ou em cenas de sexo e avisou autoridades brasileiras. Ao investigar a conexão e o usuário, a PF chegou a Michels, que mantinha o material em computador dentro da casa paroquial em que morava. Ele era diretor do Colégio Murialdo, na capital gaúcha.

Em depoimento à PF, o religioso primeiro admitiu que usava dois endereços de e-mail para acessar material pornográfico infantojuvenil e também que armazenava os arquivos. Depois, ele alegou que estava investigando o compartilhamento de imagens pornográficas de crianças e, por isso, armazenava o conteúdo para contribuir com denúncias que seriam entregues à polícia.

O caso tramitava na Justiça Federal e, depois, passou para a Estadual. Na denúncia, o Ministério Público afirmou que o padre transmitiu, por e-mail, arquivo com 20 imagens expondo crianças e adolescentes. Conforme a apuração, o e-mail foi enviado usando a internet disponível no Instituto Murialdo.

A acusação do MP também indicou que o padre armazenava milhares de arquivos de cunho pornográfico envolvendo crianças e adolescentes. Entre o material apreendido, havia fotos de, pelo menos, duas ex-alunas de escolas da congregação.

 

A condenação

O padre Evair Heerdt Michels foi condenado nas sanções dos artigos 241-A do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que prevê como crime “oferecer, trocar, disponibilizar, transmitir, distribuir, publicar ou divulgar por qualquer meio, inclusive por meio de sistema de informática ou telemático, fotografia, vídeo ou outro registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente”, e do artigo 241-B: “Adquirir, possuir ou armazenar, por qualquer meio, fotografia, vídeo ou outra forma de registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente”.

 

Contraponto

O que diz Juarez Aloysio Schmitz, advogado do padre Evair Michels:

“Ainda não fui intimado da decisão, mas continuo acreditando na inocência do meu cliente. Nós vamos recorrer. Importante destacar que não existe prova cabal de que nas fotos aparecem menores de idade”.

 

 

ClicRBS

Clique para comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Alimentos arrecadados no show do grupo Tholl são entregues

Publicado

em



A Cotrirosa juntamente com a RBF Acabamentos, Clube Fenasoja e Indumóveis Week entregou nesta terça-feira, 15, os alimentos que foram arrecadados por ocasião da apresentação do Grupo Tholl.

O espetáculo, que foi transmitido online, também proporcionou que o público pudesse assistir no Espaço Fenasoja, na forma de drive in. Os ingressos foram trocados por alimentos que foram entregues para a APAE de Santa Rosa.

A apresentação fez parte das programações do aniversário de 53 anos da Cotrirosa, que serão completados no próximo dia 29 de junho. As doações também integram as ações do Dia C – Dia de Cooperar.

 

[mailpoet_form id="1"]
Continue Lendo

Economia

Proibição do corte de energia elétrica por inadimplência é prorrogada para consumidores de baixa renda

Publicado

em



 

Participe dos nossos grupos de WhatsApp de Plantão Policial, CLIQUE AQUI e não perca nenhuma notícia!

 

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) decidiu, nesta terça-feira (15), que vai prorrogar por mais três meses a proibição do corte de luz por inadimplência para os consumidores de baixa renda em todo o País.

 

A informação foi divulgada pelo diretor-geral da Aneel, André Pepitone, durante audiência na Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados para tratar da crise hídrica.

Em março, a Aneel havia decidido suspender o corte de energia por inadimplência para essa faixa de consumidores até 30 de junho. Com a prorrogação, a proibição valerá até o fim de setembro.

A medida não isenta os consumidores do pagamento pelo serviço de energia elétrica, mas tem como objetivo garantir a continuidade do fornecimento para os que, em razão da pandemia de coronavírus, não têm condições de pagar a sua conta.

A iniciativa, segundo a Aneel, deve beneficiar aproximadamente 12 milhões de famílias que estão inscritas no Cadastro Único, com renda mensal menor ou igual a meio salário mínimo por pessoa. Também terão direito ao benefício famílias com portador de doença que precise de aparelho elétrico para o tratamento, com renda de até três salários mínimos e com integrante que receba o Benefício de Prestação Continuada.

“Essas ações vêm permitindo resguardar o consumidor de energia elétrica mais carente, sem que haja o comprometimento econômico e financeiro das concessionárias dos serviços de distribuição”, disse Pepitone.

 

FONTE: O SUL

[mailpoet_form id="1"]
Continue Lendo

Geral

Seminário discute violência financeira contra idosos e fake news

Secretária de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, Regina Becker, foi convidada para abertura do seminário

Publicado

em

- Foto: Divulgação Stas

A violência financeira através das fake news contra as pessoas idosas foi tema do Seminário Estadual de Enfrentamento à Violência contra a Pessoa Idosa, realizado na tarde desta terça-feira (15/6) pelo Conselho Estadual da Pessoa Idosa (CEI).

“Leis e normas justas, temos. Setores da sociedade lutaram desde sempre, na história do país, por um Brasil com cidadania para todos, o que inspirou nossa Constituição, onde se concretizaram as mais humanitárias garantias dos direitos humanos. Para que estas normas legais sejam cumpridas em sua plenitude, há uma luta da mesma dimensão, agora com o auxílio das novas tecnologias de comunicação, que formam redes poderosas e que podem transformar uma cultura perversa, como a que temos hoje”, observou a secretária de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, Regina Becker. “Estamos aqui para combatermos um silêncio e trabalharmos para a sensibilização e a conscientização da sociedade. O coletivo aqui é o que mais importa. Com ele vem a vigilância, a notificação, o cumprimento à lei, o reconhecimento do problema pela sociedade, a pressão social e política”, acrescentou.

Junho Violeta

O dia 15 de junho, Dia Mundial da Conscientização da Violência Contra a Pessoa Idosa, foi oficialmente reconhecido pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 2021, após solicitação da Rede Internacional de Prevenção ao Abuso de Idosos (Inpea), que estabeleceu a comemoração em 15 junho de 2006.

O Junho Violeta é um mês de mobilização da sociedade para a proteção das pessoas idosas. Conforme dados do Disque 100, que recebe denúncias de violações de direitos humanos, o número de denúncias de violência e de maus-tratos contra a pessoa idosa cresceu 59% no Brasil durante a pandemia. A negligência, a violência psicológica e o abuso financeiro ou econômico estão entre as violências mais praticadas.

No Brasil, 20% dos lares têm na pessoa idosa a principal fonte de renda da família, no caso dos vulneráveis o torna ainda mais suscetível à violência doméstica. “Sabemos o quanto o preconceito contra idosos cresceu na pandemia. Foram as primeiras vítimas do vírus, com suas comorbidades muitas vezes precoces, produto de uma vida de privações. Cabe ressaltar que, no âmbito da administração pública, um número significativo de iniciativas já implementadas, dizem respeito ao zelo que a família, a sociedade e o Estado devem à pessoa idosa”, disse a secretária Regina.

Rede de proteção

O preconceito contra idosos cresceu na pandemia, pois foram as primeiras vítimas do vírus, com suas comorbidades muitas vezes precoces, produto de uma vida de privações. Cabe ressaltar que, no âmbito da administração pública, um número significativo de iniciativas já implementadas, dizem respeito ao zelo que a família, a sociedade e o Estado devem à pessoa idosa.

Também o governo federal lançou em 2020 o Pacto Nacional de Implementação da Política de Direitos da Pessoa Idosa, ao qual o Rio Grande do Sul foi o primeiro a aderir.

Participaram do encontro virtual a presidente do CEI, Iride Caberlon; chefe de gabinete da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura, Paula Hofmeister; presidente Emater/RS, Geraldo Sandri; presidente da Federação Estadual do Clubes de Terceira Idade do Rio Grande do Sul (Fectirgs), Afonso Kotz; deputado estadual Gerson Burmann; gerente de Educação, Assistência Social e Cultura do Sesc/RS, Sílvio Bento; coordenadora da Comissão de Apoio aos Conselhos Municipais, Jussara Rauth; e coordenadora da Comissão de Monitoramento e avaliação da Violência à Pessoa Idosa, Joana Veras.

[mailpoet_form id="1"]
Continue Lendo

Trending

© 2021 PORTALPLURAL.COM.BR Todos os direitos reservados.


×