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Otimistas, ingleses falam em liberar vacina contra a Covid-19 em setembro

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Foto: Adrian DENNIS / AFP


Animados com bons resultados na imunização de macacos rhesus, pesquisadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, dão início aos ensaios de uma vacina contra a Covid-19 em humanos. A intenção do grupo é testar a fórmula em cerca de 1.100 voluntários ao longo das próximas semanas e ter a vacina disponível em setembro. Isso se os desdobramentos forem similares aos obtidos com os primatas: seis receberam dose única da vacina, chamada ChAdOx1 nCoV-19, e não se infectaram pelo novo coronavírus mesmo sendo expostos durante 28 dias ao micro-organismo.
“O macaco rhesus é a coisa mais próxima que temos dos seres humanos”, ressaltou Vincent Munster, um dos integrantes da equipe de pesquisa, ao jornal americano The New York Times. Segundo ele, os resultados da pequisa com as cobaias serão compartilhados na próxima semana e enviados a uma revista científica.
Segundo um comunicado da Universidade de Oxford, as primeiras doses em humanos foram aplicadas no último dia 23, e outros voluntários, moradores de Oxford, Southampton, Londres e Bristol, estão sendo imunizados desde então. Os participantes, com idade entre 18 e 55 anos, têm que estar em boa saúde, morar nas áreas de recrutamento e serem diagnosticados negativamente para a Covid-19.
Eles são divididos aleatoriamente em dois grupos: o imunizado pela ChAdOx1 nCoV-19 e o que recebe uma vacina contra meningite amplamente disponível (que funcionará como controle).  Os cientistas planejam, nessa fase, colher informações sobre os aspectos de segurança da vacina e sua capacidade de gerar boas respostas imunes contra o coronavírus.
A equipe escolheu  um grupo “de controle ativo”, em vez do tradicional controle salino, porque espera detectar alguns efeitos colaterais menores da vacina ChAdOx1 nCOV-19, como dor no braço, dor de cabeça e febre. A solução salina, porém,  não causa nenhum desses efeitos colaterais, o que poderia ajudar na identificação de quem não recebeu a fórmula experimental.
“Se os participantes recebessem apenas a nossa vacina ou um controle salino e desenvolvessem efeitos colaterais, eles estariam cientes de que haviam recebido a nova vacina. É fundamental para o estudo que os participantes permaneçam cegos para receber ou não a vacina, pois, se souberem, isso pode afetar os seus comportamentos de saúde na comunidade após a vacinação e influenciar nos resultados”, justificam os pesquisadores, no comunicado.
Patógeno enfraquecido
A vacina ChAdOx1 nCoV-19 é produzida a partir do vírus ChAdOx1, que é uma versão enfraquecida de um patógeno causador de um vírus do resfriado comum, um adenovírus. Esse adenovírus causa infecções em chimpanzés e foi geneticamente modificado para impedir o crescimento em seres humanos. Vacinas feitas com o vírus ChAdOx1 foram administradas em mais de 320 pessoas até o momento e mostraram-se seguras e bem toleradas, embora possam causar efeitos colaterais temporários, como febre, dor de cabeça ou dor no braço, informa o comunicado.
Os pesquisadores britânicos esperam que a nova fórmula faça com que o organismo das pessoas imunizadas reconheça e desenvolva uma resposta imune à proteína spike, ajudando a impedir que o novo coronavírus entre nas células humanas. Segundo a universidade britânica, os participantes receberão visitas de acompanhamento, quando serão colhidas amostras de sangue e registradas as observações dos voluntários sobre o estado de saúde e a imunização. As amostras de sangue serão usadas para avaliar a resposta imune à vacina.
O fim do experimento depende dos desdobramentos dessa etapa pós-imunização. “Para avaliar se a vacina trabalha para proteger da Covid-19, os estatísticos da nossa equipe compararão o número de infecções no grupo controle com o número de infecções no grupo vacinado. Para esse fim, é necessário que um pequeno número de participantes do estudo desenvolva a Covid-19. A rapidez com que vamos atingir os números necessários dependerá dos níveis de transmissão de vírus na comunidade”, detalha o texto.
Transmissão natural 
Diferentemente dos macacos rhesus, os voluntários participantes da pesquisa não podem ser expostos prolongadamente ao novo coronavírus. A pesquisa, portanto, depende de como esses processos acontecerão naturalmente. A expectativa dos cientistas é de que, se a transmissão continuar alta na região estudada, será possível “obter dados suficientes em alguns meses”. Se os níveis de transmissão caírem, porém o trabalho pode durar até seis meses.
Sarah Gilbert, que lidera a equipe de vacinas de Oxford, disse, recentemente, que está “80% confiante” de que a fórmula experimental funcionará nos ensaios clínicos. Segundo o secretário de Estado da Saúde e Assistência Social, Matt Hancock, o Reino Unido investirá em capacidades de fabricação para que a vacina contra o coronavírus, caso seja bem-sucedida, esteja disponível ao povo britânico “o mais rápido possível humanamente”. Os cientistas de Oxford dizem que, com o apoio dos órgãos reguladores, o primeiro milhão de doses da vacina poderá estar disponível até setembro.
Diário de Pernambuco / Correio Braziliense
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Nasa escolhe Nokia para montar rede 4G na Lua

Reporter Plural

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A Nokia foi escolhida pela Nasa para construir a primeira rede celular na Lua

HELSINQUE (Reuters) – A Nokia foi escolhida pela Nasa para construir a primeira rede celular na Lua, disse a empresa finlandesa nesta segunda-feira, enquanto a agência espacial dos Estados Unidos planeja um futuro em que os humanos retornem e estabeleçam assentamentos lunares.

A Nasa pretende mandar humanos novamente à Lua até 2024 e trabalhar para uma presença de longo prazo no satélite por meio do programa Artemis.

A Nokia disse que o primeiro sistema de comunicação de banda larga sem fio no espaço será construído na superfície lunar no final de 2022, antes que humanos voltem para lá.

A companhia fará parceria com uma empresa privada de design de naves espaciais sediada no Texas, a Intuitive Machines, para entregar o equipamento na Lua por meio de um módulo lunar. A rede se configurará sozinha e estabelecerá um sistema de comunicações 4G/LTE na Lua, disse a Nokia, embora o objetivo seja no final mudar para 5G.

A rede dará aos astronautas capacidades de comunicação por voz e vídeo e permitirá a troca de dados biométricos e telemétricos, bem como a implantação e o controle remoto de veículos lunares e outros dispositivos robóticos, de acordo com a empresa.

Ela será projetada para suportar as condições extremas de lançamento e pouso lunar e para operar no espaço. Terá que ser enviada à Lua de uma forma extremamente compacta para atender às rígidas restrições de tamanho, peso e energia das cargas espaciais.

A Nokia disse que a rede utilizará 4G/LTE, em uso mundial na última década, em vez da mais recente tecnologia 5G, em razão do maior conhecimento sobre a primeira, bem como confiabilidade comprovada. A empresa também “buscará aplicações espaciais da tecnologia sucessora do LTE, o 5G”.

FONTE : G1

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Mundo

Modelo fatura R$ 56 mil vendendo água do próprio banho em site de fetiches

Modelo já vendeu vídeo arrotando e soltando pum; vídeos são vendidos por cerca de R$ 250

Reporter Global

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Emily Knight fatura em site de fetiches inusitados (Reprodução/Instagram)

A modelo americana Emily Knight, de 21 anos, está faturando 7,8 mil libras esterlinas por semana, algo em torno de R$ 56 mil, ao vender algo bastante esquisito: água do próprio banho.

Em um site para fãs com fetiches inusitados, a modelo faz a festa e já vendeu vídeos, acredite, arrotando e soltando pum. Esse tipo de vídeo bastante estranho é vendido por cerca de R$ 250. Peças íntimas também são itens disponíveis aos interessados.

“O pedido mais estranho que fiz foi provavelmente dormir diante das câmeras. Alguns caras só querem me ver dormir, eu acho”, contou Emily ao site britânico Daily Star.

SBT

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Mundo

Importar pequena quantidade de sementes de maconha não é crime

Reporter Plural

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Ilustração Google

A decisão é da terceira seção do Superior Tribunal de Justiça

Em julgamento de embargos de divergência, a Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) considerou que a importação de poucas sementes de maconha não é suficiente para enquadrar o autor da conduta nos crimes previstos na Lei de Drogas. Ao reconhecer a atipicidade da conduta, o colegiado determinou o trancamento da ação penal.

Com a decisão, tomada por maioria de votos, a seção resolveu a divergência entre a Sexta Turma ? que já tinha essa orientação ? e a Quinta Turma ? que defendia o reconhecimento da lei.

A relatora dos embargos, ministra Laurita Vaz defendeu que a substância psicoativa encontrada na planta Cannabis sativa – o tetra-hidrocanabinol (THC) – não existe na semente, razão pela qual fica afastado o enquadramento do caso julgado como crime de tráfico.

Laurita Vaz destacou ainda que o entendimento firmado pelo STJ está em consonância com decisões recentes do Supremo Tribunal Federal (STF), que também tem reconhecido a ausência de justa causa e determinado o trancamento de ações penais nos casos que envolvem importação de sementes de maconha em reduzida quantidade, especialmente porque tais sementes não contêm o princípio ativo da droga.

O réu do caso havia importado 16 sementes da Holanda.

Fonte: SBT NEWS
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