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Os riscos do uso excessivo das redes pelos jovens e a responsabilidade dos pais

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A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), realizada pelo IBGE, em 2019, indicou que 82,7% dos domicílios nacionais possuem acesso à internet. Um aumento de mais de 3% em relação ao ano de 2018, o que demonstra como a população brasileira está, cada vez mais, conectada às redes – especialmente considerando o, ainda atual, momento pandêmico.

Porém, se, por um lado, é louvável que mais de 80% dos domicílios possuem acesso à rede mundial de computadores, em contrapartida, o uso excessivo das redes pode gerar alguns efeitos não tão benéficos, especialmente se o público observado for de crianças e adolescentes.

Segundo o mesmo PNAD/2019, 77,7% dos brasileiros, entre 10 e 13 anos, são usuários da internet, número que salta para 90,2% na faixa etária entre 14 e 19 anos. Ou seja, as crianças e adolescentes do Brasil estão entre as mais conectadas do mundo, o que demanda cuidados.

A vulnerabilidade dos menores, somada ao boom de acesso à internet, principalmente durante a pandemia, demanda que os pais e responsáveis assumam um caráter de maior protagonismo na tentativa de evitar a ocorrência de violências e abusos online. Segundo informações do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, a exposição de crianças e adolescentes na internet já ocupa a 5ª posição no ranking do Disque 100.

É preciso que os pais e responsáveis não sirvam de catalisador de possíveis criminosos virtuais, evitando a exposição indevida de informações pessoais de seus filhos online, conhecida como sharenting – neologismo formado pelos termos, em inglês, share (compartilhar) e parenting (paternidade), tendência crescente em Redes Sociais, como Instagram e Tiktok.

Isso porque, fotos e vídeos compartilhados de forma inocente pelos responsáveis, podem ser munição para cyberbullying dos menores, ou mesmo desencadear condutas mais gravosas, como assédios, extorsões e até estupros virtuais, direcionados às crianças e adolescentes.

Além de evitar o sharenting, é responsabilidade dos pais o monitoramento das redes acessadas pelos seus filhos, como interações em Redes Sociais e histórico de registro de sites visitados, especialmente quando se tratam de crianças.

Ademais, é preciso utilizar o controle dos pais, presente nas diferentes plataformas online, como Netflix, Amazon, YouTube, e nos sistemas operacionais dos celulares, iOS e Android, como instrumento de segurança para definir quais acessos são saudáveis aos filhos. Isso evita contato com conteúdos violentos e danosos, bem como sua interação com aliciadores virtuais, costurando uma teia de proteção às crianças e adolescentes, entre pais e Estado, como previsto pelo Princípio da Proteção Integral que a Constituição Federal prevê.

Por Thiago dos Santos da Silva, professor do curso de Direito da Unijuí

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Acadêmica produz TCC que pode auxiliar no tratamento contra a covid-19

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A ciência vem provando ser indispensável e a principal arma no combate à doenças, a exemplo da pandemia de Covid-19. Ao encontro desse contexto, a acadêmica de Biomedicina Catrini Roncalio Fiori optou por fazer o seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) voltado à pesquisa científica buscando uma possibilidade de tratamento contra a doença causada pelo novo coronavírus.


O trabalho, orientado pelo professor doutor Matias Nunes Frizzo, foi intitulado “Proteína C Reativa, Relação Plaqueta Linfócito e D-Dímero como Biomarcadores de Prognóstico e Desfecho em Pacientes com Covid-19” e possui ligação direta com os casos de alta e baixa nos hospitais. O professor doutor Vítor Antunes de Oliveira foi a banca avaliadora do TCC.

Inicialmente, Catrini desenvolveu seu projeto, com o intuito de submeter ao comitê de ética em pesquisa da Unijuí e de um hospital do município de Ijuí. Após a aprovação, iniciou a coleta de dados nos prontuários do hospital, onde coletou variáveis como o sexo, a idade, o desfecho (alta e óbito) e os resultados dos exames laboratoriais desses pacientes.

Os exames laboratoriais avaliados no estudo foram a Proteína C Reativa, que é um marcador inflamatório, contagem de plaquetas e linfócitos, para o cálculo da relação plaqueta linfócito e o resultado do D-Dímero que é um produto da degradação da fibrina e está associado à coagulação. A coleta dos resultados foi realizada em dois períodos: na entrada dos pacientes no hospital e na saída Os resultados foram correlacionados com os desfechos de alta e óbito.

“Analisando as estatísticas obtidas, a estudante concluiu que os pacientes que tiveram o desfecho de óbito haviam ingressado no hospital com um valor de Proteína C Reativa significativamente mais elevado que os pacientes que tiveram alta. Além disso, a relação Plaqueta-Linfócito estava menor, nos pacientes com desfecho de óbito quando comparados aos que tiveram alta, e o D-Dímero estava superior, naqueles que tiveram o desfecho de óbito”, explica Catrini.

Segundo ela, o TCC pode ajudar os profissionais da saúde. “Ao observarem os biomarcadores analisados no estudo ainda na admissão dos pacientes, as equipes de saúde e os médicos terão tempo para avaliar e iniciar o tratamento mais adequado, diminuindo assim as chances de óbito”, finaliza a estudante.

Gabriel R. Jaskulski, acadêmico de Jornalismo da Unijuí

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Sebrae aponta incubada da Criatec como uma das 15 startups gaúchas para ficar de olho em 2022

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Muitas empresas almejam estar na lista das 15 startups gaúchas que mais se destacaram durante o ano e que, devem ficar ainda mais fortes no próximo ano. A lista é divulgada sempre no mês de dezembro, pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). A Agricon Business, empresa incubada pela Criatec da Unijuí, faz parte da lista de 2021.

A Agricon é uma plataforma Blockchain, ou seja, que permite rastrear alguns tipos de informações pela internet. Com isso, a startup conecta o produtor rural brasileiro a compradores globais, com rastreabilidade, certificação de qualidade, segregação e transparência nas comercializações de produtos agrícolas. No mercado desde 2019 e com o lançamento da plataforma em 2020, a idealizadora da Startup, Eduarda Olivia Schneider, explica que 2021 foi um ano de muita dedicação e resultados.

“Para o próximo ano nossos objetivos são mais altos. Queremos continuar melhorando a nossa tecnologia, estruturar a empresa, investir em marketing, nos aproximarmos ainda mais dos produtores rurais e concretizar mais comercializações. O objetivo é projetar a Agricon de modo mais consolidado, criar mais valor à marca e, consequentemente, traduzir nossa missão em realidade: somos um ecossistema sustentável de comercialização e rastreabilidade de produtos agrícolas, que conecta produtores rurais a compradores globais”, destaca a CEO.

Eduarda também afirma que, sem o apoio da Criatec Unijuí, a Agricon Business não teria chegado a estes resultados. “Uma das melhores decisões foi quando incubamos a startup na Criatec. A incubadora tem uma estrutura completa para apoiar e capacitar as empresas, ajudando em todos os aspectos necessários para que uma grande ideia se torne realidade. Somos muito felizes em poder fazer parte da família Criatec e Unijuí. Sempre seremos gratos pela oportunidade”, acrescenta.

A Criatec está presente com espaços físicos na Unijuí campus Ijuí e no campus Santa Rosa, mas apoia, recebe e incentiva novas ideias e negócios inovadores de toda a região. Para a coordenadora da Incubadora, Maria Odete Palharini, cada conquista e avanço das empresas incubadas é um retorno positivo a tudo que é oferecido. “O sucesso das empresas é o sucesso da Incubadora, então, ter uma empresa com esse destaque e reconhecimento em nosso estado, é uma grande conquista para a Criatec também”, afirma.

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Curso de Direito EaD da Unijuí recebe nota 5 em visita avaliativa de autorização

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Nos dias 16 e 17 de dezembro, a Unijuí recebeu, de forma virtual, a Comissão do Ministério da Educação para avaliação do processo de autorização para oferta do curso de Direito EaD. Na visita, foram avaliadas três dimensões: Dimensão I – Organização Didático-Pedagógica, composta por 18 indicadores que avaliam o Projeto Pedagógico do curso, perfil do egresso, objetivos do curso, metodologia, dentre outros indicadores; Dimensão II – Corpo docente e tutorial, composta por 14 indicadores que avaliam a composição, titulação, carga horária e produção do corpo docente, tutoria e equipe multidisciplinar e; Dimensão III – Infraestrutura, composta por 10 indicadores que avaliam a infraestrutura, bibliografias, ambientes tecnológicos e espaços para prática jurídica.

Para cada indicador e dimensão são atribuídos conceitos de 1 a 5, sendo 1 – insuficiente e 5 – Excelente. Após avaliação dos indicadores e dimensões é gerada a nota do curso também de 1 a 5.

Após a avaliação de todos os requisitos, o curso de Direito da Unijuí, para oferta em EaD, recebeu conceito 5, ou seja, nota máxima atribuída à excelência em todas as dimensões avaliativas. “O resultado é fruto de um trabalho coletivo, especialmente dos professores e coordenador do curso, que se empenharam fortemente nesse processo”, destaca a vice-reitora de Graduação, professora Fabiana Fachinetto, evidenciando ainda que o conceito 5 atribuído pelo MEC reflete o que é feito e oferecido pela Universidade. “Isso chancela a qualidade do nosso ensino e o nosso comprometimento em ofertar uma formação de qualidade”, finaliza.

Essa foi a primeira visita de forma virtual recebida pela Unijuí, desde a implantação deste formato pelo MEC em 2020. Este formato teve início por conta da pandemia de Covid-19 e acabou se firmando como uma forma possível de avaliação que terá sequência após a pandemia. A avaliação envolveu visita à infraestrutura, passando pelo campus Ijuí (Polo Sede), Escritório Modelo (Sede acadêmica) e Balcão do Consumidor (em frente ao Fórum de Ijuí), assim como reuniões com a reitoria, com coordenador de curso, NDE, CPA e equipe multidisciplinar. Cabe ressaltar ainda que a visita é uma das etapas para oferta do Curso de Direito EaD. É necessária ainda a emissão de Portaria de Autorização pelo Ministério da Educação para que ocorra a oferta do curso.

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