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Os 10 remédios mais vendidos no Brasil e o que eles dizem sobre nossa saúde

Pável Bauken

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Em uma caixinha no armário, na gaveta do escritório, na bolsa e até na carteira. Andar com remédios por perto mesmo antes de aparecem os sintomas é um hábito para lá de comum na rotina dos brasileiros.

E não é segredo para ninguém que a necessidade de medicamentos movimenta o mercado: de acordo com a Interfarma (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa), o mercado farmacêutico brasileiro deve movimentar entre US$ 39 bilhões e US$ 43 bilhões em 2023, comercializando algo em torno de 238 milhões de doses.

Mas quais são os medicamentos mais comprados pela população? Drogas para dores, diabetes e protetor solar estão presentes no ranking divulgado pela Interfarma. O levantamento foi feito com dados da IQVIA, responsável por diversas pesquisas do setor. A empresa afirma coletar 98% dos dados do mercado farmacêutico brasileiro por meio de cerca de 900 fontes, entre elas, distribuidoras de medicamentos, redes de farmácias e farmácias independentes. Confira abaixo os 10 mais vendidos e o que eles indicam sobre a saúde da população:

1. Dorflex
O líder da lista é um analgésico que funciona para diferentes tipos de dores, o que faz sentido, já que o sintoma é tão comum no dia a dia. Com dipirona sódica monoidratada, citrato de orfenadrina, cafeína, o medicamento é seguro, impede que o paciente fique sonolento e é comumente usado para dor de cabeça, cólica menstrual e dores musculares.

De acordo com Erico Oliveira, clínico geral do Hospital Oswaldo Cruz, o uso corriqueiro do remédio não oferece risco aos pacientes, mas deve-se lembrar que a dor é um sintoma de que algo não vai bem. “O maior perigo é continuar tomando para amenizar os sintomas e não descobrir a razão das dores. Alguns pacientes perdem a possibilidade de ter um diagnóstico correto”, explica o médico.

2. Xarelto
O medicamento funciona como anticoagulante e tem indicação para tratar trombose, embolia pulmonar recorrente em adultos e a fibrilação atrial, um tipo comum de arritmia cardíaca.

Seu princípio ativo é a rivaroxabana, substância que impede a coagulação dos vasos sanguíneos, o que ocasiona os trombos.

O que causa a trombose
O quadro ocorre quando há formação de um coágulo sanguíneo nas veias, ocasionando o bloqueio do fluxo de sangue e levando à dor e inchaço em regiões como pernas e pés. Quando o coágulo se desprende e entra na corrente sanguínea, o risco é que o paciente sofra uma embolia —quando ele chega ao coração, cérebro, nos pulmões ou outros locais, causando sequelas graves. A trombose não tem causa específica, mas fatores de risco como uso de anticoncepcionais ou tratamento hormonal, tabagismo, passar muito tempo sentado ou deitado, gravidez e obesidade são apontados por especialistas.

O que causa a embolia pulmonar
A embolia pulmonar ocorre quando há a obstrução das artérias dos pulmões por coágulos. Estar imóvel por muito tempo, como é caso de pós-operatórios e doenças que deixam o paciente acamado são considerados fatores de risco. Além disso, câncer, tabagismo, anticoncepcionais com estrógeno e reposição hormonal também aumentam as chances de sofrer o quadro.

O que causa a fibrilação arterial
É o tipo mais comum de arritmia cardíaca. Os pacientes apresentam batidas do coração irregulares e o quadro, que sobrecarrega o coração, pode levar à insuficiência cardíaca. A condição provoca má circulação sanguínea e estimula a produção de coágulos que aumentam o risco de infarto e AVC. Seus fatores de risco incluem já ter um problema cardíaco e hábitos de vida como o sedentarismo, obesidade e tabagismo.

3. Saxenda
O saxenda é indicado para casos de sobrepeso: adultos com IMC igual ou maior a 30 ou àqueles com IMC a partir de 27 e que sofrem de doença relacionada à obesidade, como hipertensão, gordura no fígado, pré-diabetes ou diabetes.

O princípio ativo da droga é a lilaglutida, uma versão sintética do hormônio GLT1, produzido naturalmente pelo corpo quando nos alimentamos. Quando a comida passa pelo trato digestivo, ela estimula células que estão na parede do intestino a produzirem o hormônio, que envia estímulos ao cérebro avisando que o alimento chegou ao organismo.

“É uma forma de diminuir a sensação de fome e manter o paciente saciado por mais tempo”, indica Andressa Heimbecher, endocrinologista colaboradora do Grupo de Obesidade e Síndrome Metabólica do HC-FMUSP (Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo).

De acordo com o endocrinologista Roberto Zagury, coordenador do Departamento de Diabetes, Exercício e Esporte da SBD (Sociedade Brasileira de Diabetes), o remédio é seguro e tem poucos efeitos colaterais, mas sua posição no ranking pode indicar uso indevido. “Sabemos que muitas vezes os pacientes conseguem adquirir o saxenda sem a receita adequada e o usam para questões estéticas, sem necessariamente um diagnóstico de obesidade”, aponta.

O que causa a obesidade

Hábitos de vida como má alimentação, sedentarismo e tabagismo são apontados como fatores de risco para o quadro, mas fatores genéticos, hormonais, metabólicos e até psicológicos também podem influenciar no excesso de peso.

4. Neosaldina
Com dipirona e cafeína entre os princípios ativos, a neosaldina é outro analgésico popular para as dores comuns no dia a dia, como tensões musculares e dores de cabeça.

5. Addera D3
O medicamento serve para regular os níveis de vitamina D em pacientes que apresentam deficiência. O papel da vitamina é fornecer cálcio e fósforo ao organismo, contribuindo para a saúde dos ossos, intestino e rins. Sua falta pode levar a problemas como raquitismo e osteoporose

Apesar de a deficiência ser comum, Erico Oliveira, clínico geral do Hospital Oswaldo Cruz, aponta que a quinta posição no ranking pode indicar o uso indiscriminado. “É uma vitamina vendida sem prescrição e mais utilizada do que deveria. Muitas pessoas tomam sem indicação médica na ilusão de que terão uma melhora geral na saúde.”

O que causa a deficiência de vitamina D
De acordo com Ricardo Zilli, endocrinologista do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, o que é conhecido pela comunidade médica é que alguns grupos de pessoas estão mais sujeitos a ter o problema, como idosos, pacientes com doenças que causam má absorção intestinal (como lúpus e doença de Cron) e insuficiência renal, que diminui a conversão da vitamina D no organismo.

6. Glifage
O medicamento é uma das principais indicações médicas para pacientes com diabetes 2 associado a obesidade e idade. “É uma droga segura e eficaz, que impede que o fígado produza açúcar em excesso”, esclarece Zagury. O glifage, que tem cloridrato de metformina como princípio ativo, não precisa de prescrição para ser comprado na rede privada, mas é necessário se o paciente quiser retirar gratuitamente na rede pública.

O que causa e como age a diabetes tipo 2

Na maioria dos casos, o organismo dos pacientes não consegue utilizar adequadamente o hormônio que metaboliza a glicose, condição chamada de resistência à insulina, ou essa substância não é produzida em quantidade suficiente para manter o nível de glicose dentro da normalidade. O quadro é mais frequente em adultos a partir dos 40 anos de idade, mas devido ao aumento de pessoas obesas, o número de adolescentes e crianças com a condição aumentou nos últimos anos.

7. Torsilax
Também é um analgésico. O torsilax é composto por diclofenaco sódico, paracetamol, carisoprodol e cafeína e combate diferentes tipos de dores.

8. Victoza
Tem o mesmo princípio ativo e foi criado no mesmo laboratório que o Saxenda, mas foi aprovado para comercialização como remédio para tratar apenas o diabetes tipo 2.

“O que pode explicar as posições diferentes é que na caixa, o custo do Saxenda é mais baixo, mas o valor da grama dos medicamentos é o mesmo”, aponta Zagury.

9. Anthelios
O nono colocado da lista é um protetor solar, produto indispensável para todas as pessoas que se expõe ao sol, mesmo que por pouco tempo. “Acredito que a posição dele ainda possa mudar dependendo da sazonalidade da pesquisa. Apesar de ser importante em todas as estações do ano, as pessoas aumentam o uso em estações mais quentes”, aponta Oliveira.

10. Puran
É indicado para o tratamento de hipotireoidismo, doença muito comum que afeta a glândula da tireoide causando cansaço, deixando o metabolismo mais devagar e até as batidas do coração mais lentas. O remédio é vendido sob controle e prescrição médica e é muito comum mundialmente, além de ser um dos medicamentos mais efetivos que existem.

“É uma doença frequente, mas a décima posição no ranking é uma surpresa para mim. Como é um dos medicamentos mais eficientes para o hipotireoidismo, é um bom sinal de que os profissionais sabem como tratar o quadro”, explica Zagury.

O que causa o hipotireoidismo
De acordo com Zagury, não há consenso médico sobre as causas do problema, mas existem teorias que vão desde os hábitos de vida do paciente até os níveis de exposição à radiação.

UOL

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Experiência da Farmácia Municipal de Santa Rosa será contada e apresentada em Congresso Internacional

Pável Bauken

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A experiência da Farmácia Municipal de Santa Rosa com o título, “Entrega Remota de Medicamentos a usuários pertencentes aos Grupos de risco devido à pandemia de COVID-19” inscrita na 1ª Mostra Virtual Brasil aqui tem SUS, promovida pelo CONASEMS, foi selecionada e indicada para ser apresentada no 14º Congresso Internacional da Rede Unida, que ocorrerá de 28 de outubro a 01 novembro de 2020.

A Associação Brasileira Rede Unida reúne projetos, instituições e pessoas interessadas na mudança da formação dos profissionais de saúde e na consolidação de um sistema de saúde equitativo e eficaz com forte participação social.

O Congresso, cujo tema “Saúde é Vida em Resistência: traçando caminhos com o SUS”, terá 38 países participantes, cumprindo com um importante papel de colocar em discussão todas as questões que se referem à crise atual, reunir pessoas de vários locais, mesmo que virtualmente, e debater a construção de um novo mundo pós-pandemia. Para os idealizadores, “não é um simples congresso, é um ato público em defesa da saúde”.

Dentre os apoiadores do evento estão a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), o Ministério da Saúde, o Conselho Nacional de Saúde (CNS) e o Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da UFRGS.

Para Luciana Legg, Farmacêutica e Coordenadora da Farmácia Municipal, o serviço de entrega domiciliar de medicamentos, facilita o acesso ao tratamento, pois disponibiliza oportunamente o medicamento no conforto e proteção do lar do usuário, melhorando assim adesão.

Para Ademir Rosa, Diretor de Gestão Estratégica da FUMSSAR, o projeto teve como objetivo reduzir a exposição dos usuários dos grupos de riscos e a propagação do COVID-19. “Estamos felizes com a indicação. O reconhecimento é fruto de muitos anos de trabalho, sendo que a gestão ao longo dos tempos, sempre vem buscando alternativas para atender melhor a população, qualificando assim os serviços e o cuidado integral aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS)”. Ademir, salienta ainda que a iniciativa vem dando certo devido a participação e dedicação de toda a equipe que inclusive, facilitou a inserção de profissionais que estariam afastados das atividades por pertencerem ao grupo de risco.

Por fim, Administração Municipal e a FUMSSAR, ficam lisonjeadas com o reconhecimento adquirido por este trabalho e incentiva cada vez mais seus servidores a inovarem nas atividades do dia a dia, mostrando assim que cada iniciativa bem sucedida, traz o usuário como o principal beneficiado e sendo ele tratado com humanização.

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Seleção brasileira permanece em terceiro no ranking da Fifa

Reporter Plural

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LUCAS FIGUEIREDO

Bélgica continua na liderança, com França em segundo

A Fifa divulgou nesta quinta-feira (22) mais uma edição de seu ranking de seleções. A classificação não sofreu grandes modificações, especialmente nas dez primeiras posições, onde a Bélgica permanece na liderança, a atual campeã mundial França continua em segundo, e a seleção brasileira em terceiro.

O ranking foi divulgado após a realização dos jogos das Eliminatórias para a Copa do Mundo e da Liga das Nações (competição entre seleções europeias).

Entre os 10 primeiros colocados da classificação, aconteceram poucas modificações, com a Espanha assumindo a sexta posição no lugar de Portugal (sétima), e a Argentina assumindo a oitava posição no lugar da vice-campeã mundial Croácia (nona).

A equipe que mais ganhou posições no ranking foi Malta, que ultrapassou seis seleções para alcançar a 180ª colocação. A próxima edição do ranking de seleções da Fifa será divulgado no dia 26 de novembro.

 

FONTE AGENCIA BRASIL

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TSE lança tira-dúvidas no WhatsApp

Reporter Plural

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Ilustração Google

Objetivo é facilitar acesso do eleitor a informações relevantes

Para ajudar a tirar dúvidas dos eleitores, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) lançou um assistente virtual que funciona pelo aplicativo do WhatsApp. Chamado de “Tira-Dúvidas Eleitoral no WhatsApp”, o recurso foi lançado com o objetivo de facilitar o acesso do eleitor a informações relevantes sobre as eleições municipais de 2020 e reforçar o combate à desinformação durante o período eleitoral.

O tira-dúvidas funciona por meio de um chatbot ou bot (assistente virtual), como também é chamado, que traz informações sobre diferentes temas de interesse do eleitor, desde cuidados com a saúde para votar, informações sobre dia, horário e local de votação até dicas para mesários e informações sobre candidatura, entre outros temas.

Para interagir com o assistente virtual, basta acessar a câmera do seu celular e apontá-la para o QR Code, ou adicionar o telefone +55 61 9637-1078 à sua lista de contatos, ou por meio do link wa.me/556196371078.

A cada tema apresentado, o chatbot  oferece uma série de tópicos para o eleitor escolher. Após digitar o número do tópico escolhido, o assistente virtual apresenta as informações solicitadas.

Segundo o TSE, o assistente virtual oferece ainda um serviço voltado exclusivamente ao esclarecimento de notícias falsas, as chamadas fake news, envolvendo o processo eleitoral brasileiro. O tópico, chamado de “Fato ou Boato?” disponibiliza ao usuário alguns conteúdos desmentidos por agências de checagem de fatos.

Por meio dele é possível desmistificar “os principais boatos sobre a urna eletrônica ou assistir a vídeos do biólogo e divulgador científico Átila Iamarino, com dicas de como identificar conteúdos enganosos disseminados por meio da internet durante a pandemia de covid-19, informou o TSE.

Além disso, o TSE firmou acordo com representante do setor de telecomunicações no Brasil, para garantir que usuários possam acessar conteúdos dosite da Justiça Eleitoral sem gastar seu pacote de dados entre setembro e novembro, no período que vai desde a campanha eleitoral até o fim do segundo turno.

FONTE: AGENCIA BRASIL

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