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Paulo Schultz

Olha só… vão se enxergar❗

Paulo Schultz

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Bolsonaro, seus filhos, os ministros da linhagem olavista, alguns parlamentares bolsonaristas mais ardorosos e descompensados, e uma parte dos militares que ocupam cargos no governo andam incomodados.

Incomodados com o STF, com a mídia, com a PF, com o Ministério Público, etc.

As coisas não andam bem para o governo, as coisas não andam bem para os filhos de Bolsonaro, o governo está travado, a epidemia avança e já atinge mais de 1 milhão de brasileiros, o gabinete do ódio está sendo investigado, e agora, finalmente, acharam e prenderam o Queiroz, o gerente dos esquemas da família.

Tudo isto e mais alguns outros fatores contribuem para a fragilização de Bolsonaro e de seu governo.

A reação, tanto do Messias, quanto dos militares do governo, e dos outros acima citados, é algo que, à primeira vista, pode parecer assustador e ameaçador.

Mas não é.
São simplesmente rompantes de quem está acuado.

Essa conversa de “não estiquem a corda”, “as coisas vão entrar nos eixos”, etc., vinda principalmente de Bolsonaro e de militares da reserva que estão no governo, são blefes para amedrontar e tentar enquadrar quem não está de acordo com os planos anarcocapitalistas do governo.

O fantasma e a lembrança ruim do período militar ainda povoa boa parte do imaginário dos brasileiros, e disso se aproveitam Bolsonaro e alguns militares para tentar enquadrar as instituições e a sociedade.

Essa conversa de invocar o artigo 142 da constituição, pedir e ameaçar com AI-5, intervenção militar, fechamento do STF e do Congresso, é uma retórica sem força e viabilidade no Brasil de 2020, e que só serve para alimentar a horda bolsonarista, burra e insana.

No fundo, Bolsonaro é um fraco, um incapaz, um espertalhão dotado de uma concepção torta de sociedade, que não tem respaldo da maioria da população do país.

Toda essa gente sabe da ligação de Bolsonaro e de sua família com as milícias do Rio.

Todos eles sabem dos milhões gastos com “dinheiro não contabilizado”, para promover uma rede enorme de desinformação e fake news, que funciona diaria e incessantemente desde as eleições de 2018.
Toda essa gente sabe que Queiroz, o famoso Queiroz, é um elo importante da família Bolsonaro com as milícias, e com as irregularidades praticadas em cargos públicos ocupados pela família.

Esses rosnados de golpe, de ameaças feitas em entrevistas coletivas, ou em postagens em redes sociais, são somente uma tentativa de frear a verdade.
São blefes.

❓ Desde quando Bolsonaro e sua horda, desde quando um punhado de militares, se avocam ser figuras de estatura moral acima dos demais, para ficar ameaçando pessoas e instituições❓

O que conta aqui é que há um governo chefiado por um incapaz, por um espertalhão torto envolvido com milícias.

Um governo que não consegue, e não quer, cooordenar uma ação no país, capaz de frear uma epidemia que já atingiu 1 milhão de brasileiros e causou 50 mil mortes.

Um governo que aposta no caos, e no estilhaçamento do setor público, para que as funções de políticas sociais e de segurança caiam nas mãos das igrejas evangélicas e das milícias.

Isso é o que precisa acabar – este governo- muito acima dos blefes e ameaças.

❗Agora, cá pra nós, vão se enxergar ❗

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Paulo Schultz

Um passa-fora no baixo clero – por melhores parlamentos locais

Paulo Schultz

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De cabeças de bagre as câmaras de vereadores estão cheias.

Gente que não consegue pautar nada de importante, que faz do mandato um rosário volumoso de pedidos que qualquer cidadão poderia fazer direto na prefeitura da sua cidade.

Que não consegue fazer um debate de fundo, de um tema importante, por não ter conhecimento mínimo.

Que tumultua o parlamento com picuinhas e desavenças pessoais.

Que faz do clientelismo, seja diretamente, ou por meio de assessores, o meio de manutenção de um eleitorado cativo.

Uma relação de mão dupla: voto por favor, e favor por voto.

Vereadores que negociam seu voto a favor de projetos do governo local em troca de atendimento aos pedidos das bases do seu eleitorado, e, concomitantemente, com a colocação de apadrinhados políticos seus em cargos de confiança

Guardadas as proporções, é o mesmo jogo rasteiro, pragmático e corrompido feito pelo baixo clero da Câmara dos Deputados.

E do qual é preciso livrar-se, por se tratar de algo pernicioso, pouco produtivo, e que perpetua um modo rebaixado e deseducador de fazer política.

A tarefa é romper com isso.

É trabalhar e impulsionar candidaturas à vereança que se constituam de forma programática, com propostas claras, que apontem para projetos e debates de temas importantes para a vida de todos nos municípios.

Candidaturas que se pautem numa forma ética e educadora, não só em relação à propostas, mas, principalmente, na forma de captação de apoio e de voto.

São estas candidaturas que precisam ter êxito.
E se converter em mandatos parlamentares.

Com qualidade de intervenção política, com postura séria de debate e proposição de temas.

Com articulação coletiva com as comunidades locais, para que as demandas sejam resultado consciente da coletividade, e não favores individuais viciados.

Essa é a construção a ser feita.
Crescer os mandatos parlamentares comprometidos com o coletivo, com qualidade e intensidade.

E ao mesmo tempo, dar um certeiro passa-fora na turma do baixo clero, esse numeroso cardume de cabeças de bagre.

Vamos à boa luta.

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Paulo Schultz

Dos municípios para o país

Paulo Schultz

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O enfrentamento ao plano anarcocapitalista de Bolsonaro (onde milícias e igrejas evangélicas assumem o espaço da ausência do poder público) , e ao ultraliberalismo destrutivo do ministro da economia, Paulo Guedes, deve ser feito em várias frentes.

Uma destas frentes, absolutamente importante, são os governos municipais.

A partir deles, com a criação e a execução de políticas públicas que priorizem a inclusão, a cidadania, a democracia participativa, o desenvolvimento econômico com resultados partilhados ( não concentrados nas mãos de poucos), programas de habitação, de fomento à agricultura familiar, o fortalecimento da rede local de saúde pública, entre outras ações, é que se dará o contraste e o combate ao estilhaçamento social e econômico que vem das ações do governo federal.

Candidaturas de esquerda, frentes de esquerda e, onde for possível e coerente, de centro-esquerda, são necessárias em milhares de municípios pelo país afora.

Candidaturas de alta nitidez ideológica, sem dubiedades, sem posicionamentos escorregadios, sem composições com a turma da democracia liberal( sendo claro aqui : os tucanos e seus partidos adjacentes.)

Candidaturas que afirmem que há uma outra forma de se ver o país, que há uma outra forma de tratar as pessoas, e outra forma de induzir e distribuir desenvolvimento.

Candidaturas que se transformem em governos de efetiva e forte participação popular, de respeito à diversidade da vida, em todos os seus aspectos, de estímulo à educação, à ciência, à tecnologia, se contrapondo ao negacionismo fundamentalista e ignorante que permeia por dentro do governo Bolsonaro.

Governos locais que enfrentarão um quadro duro e adverso, de crise, desemprego, dificuldades sociais e financeiras, mas que tenham a firmeza e a clareza necessárias para construir uma plataforma política e social que aponte para um outro projeto de país, a partir de projetos e ações nos municípios.

Essa é a tarefa presente de todos os partidos e de todos os movimentos e correntes comprometidos com uma outra proposta de país, onde a cidadania e as oportunidades sejam estendidas a todos, onde o desenvolvimento se dê em um patamar descentralizado , soberano e partilhado, contemplando desde os micro produtores e empreendedores, onde se fomente uma agricultura menos nociva ao ambiente, e de apoio à produção familiar.

É isso ❗

Mudar positivamente a vida das pessoas nos municípios, e construir e convergir consciências para produzir o mesmo no país, em enfrentamento ao projeto vigente do governo federal.

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Paulo Schultz

Os inimigos são imaginários, os trouxas e os fascistas são reais

Paulo Schultz

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Bolsonaro não governa.
Mas não é porque não o deixam.
É porque, em primeiro lugar, Bolsonaro não é muito chegado ao trabalho (lembre que ele foi deputado federal por 28 longos, improdutivos e ociosos anos, estando literalmente “encostado” na Câmara), então delega e terceiriza tudo para os seus parceiros de governo realizarem.

Em segundo lugar, para que ele tenha tempo de fazer aquilo que, de fato, quer : ser um combatente ideológico, em tempo integral.

Ele ocupa seus dias não com o ato de governar, mas em ser um produtor de intrigas, atritos e inimigos, e fazer pregação contra a esquerda, o “comunismo”, e a favor do seu plano anarcocapitalista, idealizado por ele, seus filhos, e o mentor lunático da família, Olavo de Carvalho.

Qualquer um que o contrarie, especialmente a parte do estilhaçamento dos pilares da República, e a construção da sociedade anárquica baseada em armas, milícias, fundamentalismo religioso, negacionismo e ausência do poder público, é *taxado, de forma simplória, mas eficiente, de “comunista”.

Bolsonaro conseguiu construir no imaginário e nas ações de seus seguidores uma convicção simplória, ignorante e torta, de que ele e seu governo querem salvar o país do “comunismo”, da ideologia de gênero, da corrupção, do “marxismo cultural”, etc., mas as “forças diabólicas do comunismo” o querem impedir.

Dessa necessidade de “combater estas forças” é que vem o conflito diário e permanente.
Bolsonaro escolhe ardilosamente, todo dia, um inimigo a ser enfrentado por ele, seu governo, e, principalmente, pelos fiéis seguidores.

Ou é Maia, ou Alcolumbre, ou o STF, a OMS, ou são cientistas, professores universitários, governadores, etc.
Não tem fim.
Nem terá, pela sua vontade.

Bolsonaro precisa criar esses inimigos imaginários diariamente para manter ocupados e “alimentados” os seus seguidores fiéis.

Ele define seus “inimigos”, propaga quem são estes inimigos, e sua rede poderosa de comunicação se encarrega de disseminar isso rapidamente.
Pronto: “colou mais um inimigo” para os bolsonaristas combaterem em apoio ao seu “mito”

A questão aqui é que Bolsonaro, seus filhos, e os assessores do núcleo mais íntimo do poder, sabem que isso é uma estratégia política, em que, majoritariamente, os inimigos são imaginários.

Porém, os seguidores bolsonaristas crêem que isso é real.

E daí temos duas vertentes.

A vertente dos que fazem papel de trouxa, tomando a palavra de ordem do “mito” como verdade, e a repetindo, postando, defendendo, se expondo de maneira ridícula e ignorante nas ruas e redes.

Um papelão vergonhoso, que não é visto assim agora, mas que será reconhecido assim lá na frente.

A segunda vertente é a perigosa – a dos fascistas.

Estes, como os da primeira vertente , tomam por verdade a palavra de ordem dada.

A diferença está na reação: ela vem em forma de violência, armada ou não.
Ela vem, por exemplo, no cumprimento do estímulo de se invadir hospitais a pretexto de provar que a epidemia de coronavírus é uma mentira inflada por quem que “derrubar o mito”.
Ela vem na hostilidade agressiva dos que se postam em frente ao STF e proferem ameaças de morte e fechamento.
Ela vem através daqueles que pedem, de modo agressivo, que se faça uma intervenção militar, e se elimine os tais “inimigos” do Messias.

Isso é o real…. seguidores do bolsonarismo que fazem papel de trouxa, acreditando em um espertalhão com um ideário torto e bárbaro, e os fascistas, que, estimulados pelo seu líder, colocam em prática sua concepção violenta de sociedade.

O risco está na conjugação destes grupos, do quanto do imaginário virá para o mundo real, e da reação do país a isso.

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