Óculos de realidade mista é utilizado pela primeira vez no Brasil em cirurgia de remoção de tumor pulmonar
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Óculos de realidade mista é utilizado pela primeira vez no Brasil em cirurgia de remoção de tumor pulmonar

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Foto: Davidyson Damasceno/IgesDF.

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Uma cirurgia realizada com óculos de realidade mista permitiu aos médicos visualizar dados do paciente em 3D durante o procedimento, tornando-o menos invasivo e mais preciso. A tecnologia foi empregada na remoção de um tumor pulmonar no Hospital Sírio-Libanês de Brasília em maio deste ano.

O procedimento, conhecido como Segmentectomia Pulmonar Anatômica Robótica, envolveu o uso de óculos que combinam informações de diversas fontes e as apresentam em formato 3D diretamente no campo de visão dos cirurgiões. Essas imagens digitais projetadas permitiram uma visão detalhada da anatomia do paciente, facilitando a identificação e a remoção precisa do tumor, além de destacar as estruturas pulmonares circundantes de forma isolada.

A Segmentectomia Pulmonar Anatômica Robótica é uma técnica minimamente invasiva que remove uma pequena porção do pulmão, preservando o restante do órgão. Recentemente, tornou-se padrão em grandes centros de tratamento para câncer de pulmão precoce, mas também é utilizada para outras condições pulmonares benignas como enfisema e bronquiectasias.

O uso dos óculos de realidade mista permitiu que os médicos realizassem a segmentectomia com maior segurança e precisão, reduzindo o tempo de operação e minimizando o risco de complicações. Humberto Alves de Oliveira, cirurgião torácico responsável pela operação, enfatizou que essa tecnologia proporcionou uma visão mais detalhada da anatomia do paciente, facilitando o procedimento.

O paciente, um homem de 65 anos diagnosticado com tumor pulmonar em março de 2024, já recebeu alta hospitalar e está se recuperando em casa. A equipe cirúrgica contou com a colaboração de especialistas internacionais, incluindo Paula Ugalde do Brigham and Women’s Hospital em Boston, EUA, e Isabela Silva Müller, radiologista especializada em tórax e reconstrução 3D no Canadá.

Essa inovação marca um avanço significativo na medicina brasileira, representando um investimento contínuo em tecnologias que podem melhorar os resultados clínicos e a qualidade de vida dos pacientes.

Fonte: CNN Brasil

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Superfecundação Heteroparental: Entenda a condição que gera gêmeos de pais diferentes

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Foto: Divulgação
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Embora pareça improvável, a condição é real chamada superfecundação heteroparental. Esse fenômeno raro ocorre quando dois óvulos do mesmo ciclo menstrual são fecundados por espermatozoides de homens diferentes.

“Habitualmente, em um ciclo tradicional, a mulher libera um óvulo por mês. Esse óvulo seria fertilizado por um espermatozoide e viraria um embrião,” explica o ginecologista e obstetra Nathan Ceschin, especialista em Reprodução Humana e membro da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA). Na superfecundação heteroparental, a mulher libera pelo menos dois óvulos que são fecundados por espermatozoides de dois parceiros diferentes. Isso significa que a mulher precisa ter relações sexuais com dois homens em um curto período dentro do seu ciclo fértil.

“Não temos mais de 20 casos descritos na literatura. O fenômeno não é impossível, mas é muito raro,” acrescenta Ceschin.

Em 2022, médicos identificaram um caso de gêmeos de pais diferentes em Goiás. A paciente teve relações sexuais com dois homens no mesmo dia e acabou engravidando de ambos. Outro caso foi documentado em 2021, na Colômbia, quando um teste de DNA mostrou que os gêmeos tinham pais diferentes.

Quanto aos riscos, o ginecologista explica que são os mesmos de uma gestação gemelar convencional. Não há riscos adicionais específicos para a mãe ou para os bebês por serem de pais diferentes.

Fonte: G1

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Nomofobia: Entenda o medo irracional de perder o celular

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Nomofobia: Entenda o medo irracional de perder o celular
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A proliferação dos smartphones no dia a dia das pessoas trouxe um novo desafio para a saúde: a nomofobia, um medo irracional de ficar sem o celular. O termo, derivado de “no mobile phone phobia” em inglês, descreve a intensa ansiedade que pode ser experimentada ao perder o acesso aos dispositivos móveis.

Para muitos, o celular se tornou um meio de escape, facilitando a comunicação, o acesso à informação, a distração e até mesmo a realização de tarefas cotidianas. O receio de ficar sem o aparelho pode se manifestar de várias maneiras, como a preocupação com a perda, a falta de bateria ou a ausência de sinal.

Embora ainda pouco discutida, a nomofobia e seus impactos na saúde mental podem ser significativos e requerem atenção. De acordo com Marcos Gebara, psiquiatra e presidente da Associação Psiquiátrica do Estado do Rio de Janeiro (Aperj), o comportamento se torna patológico quando começa a interferir negativamente na vida profissional, afetiva e familiar.

Identificar o transtorno pode ser desafiador, pois seus sintomas muitas vezes são confundidos com hábitos comuns de uso de celular. No entanto, há sinais específicos que podem indicar sua presença:

  • Ansiedade ou pânico ao perceber a ausência do celular;
  • Verificação constante do aparelho, mesmo sem notificações;
  • Priorização do celular em detrimento de outras atividades importantes;
  • Preocupação constante com o celular e suas consequências;
  • Sintomas físicos como palpitações, suor excessivo e tremores ao ficar sem o aparelho.

Esses comportamentos podem revelar uma dependência emocional e psicológica do celular, afetando negativamente a qualidade de vida.

A nomofobia pode evoluir para outros transtornos, como depressão e síndrome do pânico, além de contribuir para o isolamento social ao preferir interações virtuais em detrimento das presenciais. Especialistas destacam que crianças e adultos são igualmente vulneráveis, mas que o impacto pode ser mais severo nas crianças, devido à intensa busca por aceitação social e influência dos pares.

Adultos, por sua vez, tendem a desenvolver mecanismos para controlar e gerenciar o tempo de uso do celular, mas ambos os grupos necessitam de limites claros. Recomenda-se às crianças um máximo de duas horas diárias de uso recreativo de dispositivos eletrônicos, enquanto os adultos devem equilibrar o tempo de tela com atividades offline, especialmente em momentos como refeições e antes de dormir.

As causas da nomofobia são diversas, incluindo o uso extensivo da tecnologia, a dependência das redes sociais e a pressão por estar sempre conectado e atualizado. Indivíduos com histórico de ansiedade, baixa autoestima ou dificuldades em lidar com o estresse são mais suscetíveis. O tratamento geralmente envolve psicoterapia, como a terapia cognitivo-comportamental (TCC), além de práticas de autocuidado como meditação e exercícios físicos.

Para reduzir a dependência do celular, especialistas recomendam estabelecer horários específicos para uso, desativar notificações desnecessárias, praticar mindfulness, dedicar tempo a atividades offline e programar momentos de desconexão digital. Essas estratégias podem ajudar a melhorar a saúde mental e restaurar o equilíbrio na relação com a tecnologia.

Fonte: CNN Brasil

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Ciência

Astronautas ‘presos’ na ISS dizem que estão confiantes que vão voltar à Terra em cápsula da Boeing

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Foto: AP Photo/Chris O'Meara
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Os astronautas Barry “Butch” Wilmore e Suni Williams, que deveriam ter retornado à Terra em 12 de junho, declararam nesta quarta-feira (10) que estão “confiantes” em um retorno seguro. A declaração foi feita durante uma entrevista coletiva transmitida diretamente da Estação Espacial Internacional (ISS).

“Estamos completamente confiantes de que os testes que estamos realizando são os necessários para obtermos as respostas corretas e os dados de que precisamos para retornar”, afirmou Wilmore. No entanto, o retorno já foi adiado três vezes, e a NASA ainda não anunciou uma nova data.

A dupla foi enviada à ISS em 5 de junho, em uma missão de 8 dias, no primeiro voo tripulado da cápsula Starliner, da Boeing. Problemas nos propulsores e vazamentos de hélio, porém, alteraram todo o cronograma.

“Tenho uma sensação muito boa em meu coração de que esta cápsula nos levará para casa, sem problemas”, disse Suni Williams. “Passamos por muitas simulações… e acho que, no ponto em que estamos agora, sinto confiança de que, se fosse necessário, se houvesse algum problema com a ISS, poderíamos entrar na nossa espaçonave, desacoplar, conversar com nossa equipe e encontrar a melhor forma de voltar para casa”, acrescentou Williams.

A Starliner pode permanecer ancorada na ISS por no máximo 45 dias, segundo autoridades.

Quem é Barry Wilmore?

Barry Wilmore, de 61 anos, foi criado em Mount Juliet, Tennessee (EUA) e é capitão aposentado da Marinha americana. Ele já passou 178 dias no espaço ao longo de sua carreira, acumulando 8 mil horas de voo e 663 pousos em porta-aviões. Wilmore participou de operações militares no Iraque e na Bósnia e está em sua terceira missão na Estação Espacial Internacional. Ele fez parte da Expedição 41, de setembro a novembro de 2014, explorando a composição de meteoros e as alterações musculares e ósseas causadas pelo espaço, passando 167 dias fora da Terra e realizando 4 caminhadas espaciais. É casado com Deanna Newport e tem duas filhas.

Quem é Suni Williams?

Aos 58 anos, Suni Williams é astronauta da NASA desde 1998 e veterana de duas missões espaciais. Ela é a segunda mulher astronauta com mais tempo de caminhada espacial, totalizando 50 horas e 40 minutos. Williams já passou mais de 3 mil horas voando em 30 aeronaves diferentes. Como membro da tripulação do NEEMO2, ela ficou 9 dias no laboratório submarino Aquarius, da NASA. Em 1989, foi promovida a aviadora naval e se reportou ao Esquadrão de Combate de Helicópteros nos EUA, participando de missões no Mediterrâneo, Mar Vermelho e Golfo Pérsico. Em setembro de 1992, participou de uma operação de socorro às vítimas do Furacão Andrew em Miami, Flórida. É casada e considera Needham, Massachusetts (EUA), sua cidade natal.

Fonte: G1

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