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O que muda com o decreto de calamidade pública a ser publicado pelo governador Eduardo Leite

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O governador do Estado, Eduardo Leite, anunciará um decreto de calamidade pública na manhã dessa quinta-feira (19). A medida será tomada pela primeira vez na história do Rio Grande do Sul. Na prática, o Executivo terá mais flexibilidade para redistribuir e solicitar novos recursos para agir contra a pandemia de coronavírus.Para ter seu decreto aprovado, o governador precisará da aceitação dos representantes dos outros poderes estaduais.

A reunião e apresentação das medidas acontecerá no Palácio Piratini, na quinta-feira (19).Segundo o advogado e professor de direito tributário Pedro Adamy, a vantagem maior será a possibilidade de criação do chamado crédito extraordinário. Ele tem como finalidade fazer aquisições de bens ou contratar serviços que não estavam previstos pelo orçamento.Descrito no parágrafo 3 do artigo 167 na constituição federal, o crédito extraordinário é admitido “para atender a despesas imprevisíveis e urgentes, como as decorrentes de guerra, comoção interna ou calamidade pública”.— Não existe uma definição jurídica clara e objetiva para ‘desastre’, e ocorre uma interpretação política, também. Se analisarmos, por exemplo, a estrutura dos nossos hospitais no Brasil, eles são um desastre contínuo.

Vêm de décadas, a ausência de preparação para uma situação como essa pela qual passamos agora — comenta Adamy, justificando, assim, o decreto para obter novos recursos emergenciais.— Há a possibilidade de o governador pegar um empréstimo e aumentar o endividamento. A questão é se o prejuízo futuro é pior ou melhor do que o atual — questiona o advogado.Pedro Adamy explica que o decreto precisa ter previsão inicial de data de duração, mesmo que a situação possa exigir uma prorrogação, como é o caso da pandemia de coronavírus. Ele acredita que o primeiro decreto deva ser estabelecido até o dia 12 de abril.

O professor de economia da ESPM Fábio Pesavento acredita que o decreto ajudará o poder executivo estadual a negociar novos recursos junto ao governo federal, porém, pode não ser suficiente. Ele ressalta que é o que o governo pode fazer dentro da legislação atual.— Estamos passando por um momento extraordinário que pede medidas igualmente extraordinárias. Não tem nada de errado ou fora do prumo.

É importante para agilizar os gastos e limites legais na lei de responsabilidade fiscal, porém acredito que não será suficiente, devido à limitação de gastos que o Estado já tem e não pode se endividar ainda mais — opina o professor.

Fonte: Gaúcha ZH

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A voz também envelhece?

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Foto: Divulgação
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Compare as falas de uma criança, um adulto jovem e um idoso: é evidente que podemos diferenciá-las facilmente.

Este exemplo ilustra como a voz também envelhece com o tempo. Assim como o corpo, ela passa por mudanças. Por volta dos 25 anos, a voz atinge sua maturidade e eficiência máxima. Com o avanço da idade, aspectos anatômicos e funcionais se alteram, assim como ocorre com outros tecidos e músculos. A voz começa a mudar por volta dos 60 a 65 anos. Há particularidades: talvez você já tenha falado ao telefone com uma pessoa de 80 anos que, sem ser vista, aparenta ter 40.

— Essa pessoa cuidou da sua voz — diz a fonoaudióloga Mauriceia Cassol, professora da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA).

Diversos fatores contribuem para essas mudanças ao longo da vida: a capacidade pulmonar diminui, a estrutura da prega vocal muda — principalmente devido à perda de massa muscular — e a capacidade de articular os sons da fala também se reduz.

— Isso faz a voz dos idosos ficar mais fraca, rouca, com menor projeção e, às vezes, trêmula — resume a médica otorrinolaringologista Adriana Hachiya, presidente da Academia Brasileira de Laringologia e Voz.

Todos passam por esse processo de envelhecimento, mas nem todos procuram um especialista. Cerca de 20% dos pacientes têm queixas clínicas sobre isso, provavelmente por se incomodarem mais com os sintomas. Em geral, os homens reclamam que a voz está mais aguda, com mais escape de ar, menor projeção (dificuldade para falar alto, falando mais baixo e para dentro), e imprecisão articulatória (fala enrolada). Também podem ocorrer redução do fôlego para falar, tremor vocal, instabilidade, esforço ao falar, fadiga e rouquidão.

Rouquidão é sempre motivo de alerta, avisa Adriana. Se o problema persistir por 15 dias, o correto é buscar avaliação médica. O especialista verificará se há outras doenças, como as de origem neurológica. Caso as características sejam de envelhecimento, a condição é chamada de atrofia senil ou presbifonia, e há indicação de fonoterapia, que trabalha a capacidade pulmonar, o tônus muscular e a articulação.

Postura correta Cuidar da saúde da voz deve ser uma preocupação constante Falar no tom adequado, sem gritar ou sussurrar, é fundamental. Elevar a voz ou gritar deve ser um recurso excepcional, não um hábito.

— Minha musculatura não aguentaria correr uma maratona todos os dias — compara Mauriceia. — Deve-se evitar falar em um tom de voz que não é o habitual. Assim como elevo a voz sem necessidade, muitas vezes uso um tom mais agudo que não é o meu, o que desgasta a prega vocal — acrescenta.

Praticar exercícios físicos, alongamento e manter uma postura adequada nas atividades diárias são essenciais.

— O pescoço, muitas vezes, sofre com tensões e dores. Isso não fica só na região externa; acaba afetando internamente, apertando e comprimindo. É importante ter boa postura para trabalhar, usar o computador, sentar no sofá ou na cadeira. Sentar de forma confortável, sem tensionar o pescoço — recomenda Mauriceia.

O canto e as emoções Cantar é um excelente exercício para idosos. Além de proporcionar convivência em grupo e fazer amigos, é possível, sob orientação, desenvolver tonicidade nas pregas vocais e lubrificar as estruturas.

— É um antidepressivo natural — diz Mauriceia.

Cuidados com a voz

  • Beber água com frequência
  • Alimentar-se bem
  • Não fumar
  • Praticar exercícios físicos e alongamento
  • Manter uma postura corporal adequada
  • Dormir o suficiente para uma noite reparadora
  • Tratar doenças como asma e rinite
  • Evitar líquidos muito gelados ou muito quentes
  • Evitar ambientes com ar-condicionado em temperatura muito baixa
  • Proteger a região do pescoço no frio
  • Evitar falar alto, gritar e sussurrar

    Fonte: GZH

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Destaque

Quatro universidades gaúchas se destacam em ranking das melhores instituições do mundo

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Foto:SECOM UFSM
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O Rio Grande do Sul se destaca no cenário educacional global com quatro de suas instituições de ensino superior listadas entre as melhores do mundo no QS World University Ranking 2025. Este ranking, publicado pela Quacquarelli Symonds (QS), uma autoridade global em análise de ensino superior, incluiu mais de 1.500 universidades.

As universidades reconhecidas incluem a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), a Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Estas instituições já eram conhecidas por sua excelência, figurando nos rankings de 2022 a 2024.

A UFRGS lidera novamente entre as universidades gaúchas, posicionando-se entre as 691-700 melhores do mundo. Este ranking também coloca a UFRGS como a 32ª melhor na América Latina e a oitava no Brasil. Ao todo, 35 universidades brasileiras foram incluídas neste ranking global. No ranking anterior, a UFRGS também estava no mesmo intervalo de classificação mundial, mas ocupava a 36ª posição na América Latina e a sétima no Brasil.

As demais instituições do Rio Grande do Sul, como a PUCRS, UFPel e UFSM, estão classificadas no grupo de 1.201 a 1.400. A QS avalia as universidades com base em diversos indicadores de desempenho, e o ranking de 2025 é projetado para ajudar os alunos na escolha da instituição de ensino para o próximo ano acadêmico.

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Força Aérea utiliza tecnologia da Fórmula 1 para resgatar bebês no Rio Grande do Sul

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Foto: FAB/Divulgação
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A Força Aérea Brasileira (FAB) está utilizando uma tecnologia inovadora, inspirada na Fórmula 1, para resgatar bebês recém-nascidos no Rio Grande do Sul. A nova ferramenta, uma incubadora conhecida como Babypod, foi projetada com materiais similares aos utilizados em carros de corrida, com um formato semelhante ao de um cockpit. Ela proporciona um ambiente aquecido e protegido para bebês com peso entre 2 e 8 quilos durante o transporte, conforme informado pela FAB.

Recentemente, a FAB realizou uma operação de Evacuação Aeromédica para transportar um bebê de Rio Grande, localizado no Sul do Estado, até Porto Alegre, no domingo (2). O bebê, que sofria de uma condição grave que aumentava a pressão no sistema nervoso central, necessitava de uma neurocirurgia especializada, de acordo com o capitão médico Vinícius Ayres, coordenador da equipe médica da FAB.

Outra operação realizada pela FAB ocorreu na segunda-feira (3), com a participação do Primeiro Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação e do Esquadrão Puma em Candelária. Desta vez, o objetivo era resgatar uma criança de apenas 5 dias de vida, que precisava de um tratamento sanguíneo especializado. O bebê foi transportado para receber atendimento em São Leopoldo.

Essa nova geração de incubadoras foi disponibilizada para a Operação Taquari 2 pela Equipe Aeromédica da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS).

Durante as recentes enchentes que assolaram o Estado, as Forças Armadas realizaram mais de 71 mil resgates por meio de operações aéreas, fluviais e terrestres no Rio Grande do Sul. Essa utilização de tecnologia avançada, inspirada no mundo automobilístico de alta performance, destaca o compromisso da FAB em buscar soluções inovadoras para garantir o bem-estar e a segurança da população, especialmente dos recém-nascidos em situações de emergência.

Fonte: Jornal o Sul

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