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O QUE É CANABIDIOL (CBD) E PRA QUE SERVE?

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O QUE É CANABIDIOL?

 

Canabidiol: o que é, para que serve e efeitos colaterais

O canabidiol, também conhecido por CBD, é um dos princípios ativos da Cannabis sativa, nome científico da maconha. Compõe até 40% dos extratos da planta e pode ser usado como medicamento para diversas doenças, que variam de epilepsia severa a fibromialgia. É uma substância canabinoide (que age nos receptores canabinóides do cérebro).

Visto com desconfiança por ser feito a partir de uma planta ilegal e com efeitos psicoativos, o CBD conquistou espaço na mídia a partir de 2014, quando uma mãe ganhou, na justiça, o direito de importar a substância para o tratamento de sua filha que tinha a síndrome CDKL5, que causa epilepsia grave.

A criança sofria com até 80 crises por semana e os medicamentos não surtiam o efeito desejado. Contudo, o canabidiol praticamente zerou as crises da garota.

Em 2015, a ANVISA retirou o CBD da lista de substâncias ilegais, passando para a lista de substâncias controladas, exigindo receita e laudo médico para a importação.

Alguns métodos podem ser usados para a ingestão do medicamento. Ele pode ser consumido em spray, em óleo ou fumado, mas não há um consenso de qual é mais efetivo. O óleo de CBD é o método mais usado para a administração do medicamento.

Algumas ONGs são autorizadas a produzir o medicamento no Brasil.

Realizar pesquisas com a substância foi ilegal por décadas, assim como com outros compostos da planta. Ainda existem obstáculos legais para a pesquisa com a cannabis, mas aos poucos eles são vencidos por conta de seus efeitos positivos na medicina.

 

PARA QUE SERVE?

Na medicina, o canabidiol pode ser usado como anticonvulsivante, anti-inflamatório, ansiolítico e antitumoral. Entenda:

Efeitos anticonvulsivantes
Efetivo para redução de convulsões causadas por epilepsia, o CBD ganhou espaço na mídia por isso.

Efeitos neuroprotetores e anti-inflamatórios
Propriedades de proteção de células cerebrais e da medula foram observadas em culturas de células e em modelos animais. Isso pode ter efeito positivo no tratamento para a doença de Alzheimer, AVC, mal de Parkinson, neurodegeneração causada pelo uso exagerado de álcool, além de esclerose múltipla (que é uma doença inflamatória), entre outros.

Efeitos antitumorais
Em países onde a cannabis é legalizada medicinalmente, canabinóides já são usados para tratamentos para dor, náusea e aumento do apetite em pacientes com câncer e em tratamento de quimioterapia, mas há estudos que demonstram que o CBD tem efeitos de redução de tumores, diminuição do crescimento tumoral e inibição da metástase em animais e culturas celulares. Entretanto, ainda não houve estudos destes efeitos em humanos.

Efeito ansiolíticos
Experimentos com animais e humanos deram resultados positivos na redução da ansiedade. Respostas corporais, como a frequência cardíaca, que indicam estresse e ansiedade, foram reduzidos com o CBD.

 

CANABIDIOL DÁ “BARATO”?

 

canabidiol comprar quem pode prescrever

Não, o canabidiol não dá “barato”. O efeito conhecido por esse nome, que resulta do consumo da maconha in natura, é derivado do canabinoide delta-9-tetrahidrocanabinol, conhecido por THC.

Essa substância também tem propriedades medicinais, mas o canabidiol é preferível justamente pela falta dos efeitos psicoativos relacionados à maconha. O canabidiol é uma das substâncias da erva, mas não causa os efeitos colaterais do THC.

 

COMO AGE?

No cérebro, existem receptores específicos para diversas substâncias endógenas, ou seja, que o próprio corpo produz. Muitos medicamentos agem nesses receptores, ajudando-os a captar essas substâncias ou bloqueando-os para que não captem substâncias que podem causar problemas.

Um dos tipos de receptores são os receptores canabinóides. Eles são conhecidos por CB1 e CB2. O THC é uma das substâncias que possuem afinidade com estes receptores e os ativa. O efeito de “barato” acontece por causa da ativação do CB1 pelo THC.

Diferente do THC, o CBD possui pouca afinidade pelos receptores canabinóides do cérebro, mas é um antagonista deles. Isso quer dizer que, quando ele se liga a esses receptores, ocupa o espaço sem ativá-los, impedindo que eles sejam ativados pelas substâncias com afinidade.

Por causa disso, um dos efeitos do CBD é uma redução no efeito do THC. Porém, a diferença é pouca, já que, ao ocupar receptores CB2, a concentração de THC nos receptores CB1 fica maior.

Ele também pode se ligar a outros receptores, como o 5-HT1A — um receptor de serotonina —, que influencia o humor e está fortemente relacionado a depressão. Essa conexão pode ter relação com os efeitos antidepressivos, ansiolíticos e neuroprotetores do CBD.

 

EFEITOS COLATERAIS

Os efeitos colaterais do CBD são um de seus pontos positivos, por serem poucos e considerados leves. São eles:

Queda de pressão
Doses altas de CBD podem reduzir levemente a pressão arterial alguns minutos após a administração do medicamento. Esse efeito colateral provavelmente é a causa da tontura.

Tontura
Trata-se de um dos principais efeitos do CBD. A tontura é temporária e pode ser resolvida com uma xícara de café ou chá. Ela é associada à queda de pressão arterial causada por doses altas do medicamento.

Sonolência
O canabidiol é considerado uma substância que, no geral, induz vigília, ou seja, o estado em que se está acordado. No entanto, em doses elevadas, esse princípio ativo pode causar o efeito contrário, deixando o paciente sonolento.

Não é recomendável dirigir ou operar máquinas após o uso de doses altas de CBD.

Boca seca
Afetadas pelo CBD, as glândulas salivares mostram menor produção de saliva depois do uso do medicamento, causando secura na boca.

Inibição do metabolismo de fármacos hepáticos
Remédios metabolizados no fígado podem ter seus efeitos reduzidos ou anulados pelo CBD em doses elevadas. Esse efeito pode causar interações medicamentosas indesejadas, mas também pode ser usado para neutralizar alguns remédios.

Antes de iniciar o tratamento com o canabidiol, fale com seu médico sobre qualquer medicamento que esteja tomando.

 

QUAL O PREÇO?

canabidiol como comprar

 

Os preços são variáveis. A importadora HempMeds Brasil vende algumas variedades que vão de U$ 139,00 (R$ 454,00) até U$ 329,00 (R$ 1030,00) por seringa contendo de 10 a 15 mL do óleo.

Eles também vendem a versão líquida em frascos de 118 mL, variando de U$ 89,00 (R$ 278,00) a U$ 119,00 (R$ 372,00), e em cápsulas, que vão de U$ 109,00 (R$ 341,00) a U$ 129,00 (R$ 403,00). O frasco de 236 mL sai por U$ 259,00 (R$ 810,46).

Lembrando que o site só disponibiliza a compra em dólar. Os valores em reais são aproximados e dependem das taxas de câmbio no momento da compra.

 

QUAIS DOENÇAS PODEM SER TRATADAS COM CANABIDIOL?
Você pode tratar várias doenças através do CBD. Algumas delas são:

Esclerose múltipla
A esclerose múltipla é uma doença autoimune que ataca o sistema nervoso central e a medula. Estima-se que 35 mil pessoas no Brasil tenham a doença, que não tem cura. Não é possível preveni-la.

O tratamento consiste em atenuar os sintomas, que são vários: o paciente pode ter dor, perda de equilíbrio, perda de visão, rigidez de membros, fraqueza muscular, transtornos cognitivos e emocionais, disfunção erétil para homens e falta de lubrificação para mulheres, entre diversos outros sintomas.

Junto do THC, o CBD é um medicamento que pode atenuar os sintomas dessa doença.

O primeiro remédio com autorização para a venda em farmácias com base na Cannabis sativa é indicado para a esclerose múltipla. Ele ainda não está disponível nas farmácias, mas já tem preço máximo fixado. Seu nome comercial é Mevatyl.

Epilepsia
No Brasil, a doença que começou o processo de legalização do CBD é a epilepsia severa. A substância ajuda a diminuir a intensidade e a frequência das crises convulsivas.

O THC também faz isso, mas em doses altas pode piorar o quadro, portanto não é recomendado que ele seja usado para o tratamento da epilepsia. Além disso ele é acompanhado do estado de intoxicação da maconha, o “barato”.

Fibromialgia
Esta doença causa dor nos tecidos fibrosos do corpo e afeta principalmente mulheres entre os 20 e 50 anos, apesar de também poder afetar homens. A fibromialgia costuma ser tratada com opióides, anti-inflamatórios e corticoides, medicamentos que podem trazer diversos efeitos colaterais como a dependência química.

Estudos feitos em 2011 indicaram que o CBD reduz a dor de pacientes de fibromialgia de maneira mais efetiva do que o tratamento tradicional.

Esquizofrenia
Apesar de o THC ser conhecido por aumentar as chances do desenvolvimento de esquizofrenia em pacientes que estejam no grupo de risco, o CBD se mostrou efetivo para a redução e atenuação dos sintomas da doença.

Um estudo de 2012 mostrou que seus efeitos são tão eficazes quanto os do antipsicótico amissulprida, com a vantagem de ter menos efeitos colaterais.

Doença de Chron
Com efeitos anti-inflamatórios, o CBD pode ser usado para reduzir as inflamações do sistema digestivo que caracterizam a doença de Chron. Tanto o CBD quanto o THC possuem efeitos que podem ajudar com essa condição.

Diferente da maconha, o Canabidiol é uma substância que não traz os efeitos colaterais da erva de que é originado. Ele pode ajudar pacientes de diversas doenças, mas ainda depende de mudanças da legislação para que possa ser usado e estudado de maneira efetiva, já que atualmente o acesso a ele é burocrático, complicado e caro.

 

 

FONTE: INSTITUTOMELO

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Saúde

CASE de Santo Ângelo enfrenta surto de Covid-19

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De acordo com o diretor da instituição, Rodrigo Medeiros, no momento são 17 funcionários afastados e três hospitalizados. “Estamos em quarentena até o dia 16 de junho”, destacou. Segundo ele, houve dez casos de internos infectados, que já se recuperaram.

Medeiros contou, ainda que quando começou o problema a instituição entrou com um pedido para que o município vacinasse os trabalhadores do local. “A Susepe vacinou no mês de abril. Estamos pedindo vacina desde então. Praticamente todos os outros Cases do Estado já vacinaram. Seremos os últimos”, desabafou, acrescentando que os casos começaram a surgir em meados de maio na instituição.

Medeiros também contou que devido a esta situação, os internos não podem ter aula presencial e nem receber visitas familiares

Fonte: Redação Grupo Sepé

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Saúde

Covid: mortes de pessoas abaixo de 60 anos superam as de idosos pela 1ª vez

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O avanço da vacinação entre idosos levou o país a registrar, pela primeira vez na pandemia, mais mortes entre crianças, jovens e adultos de covid-19 do que de pessoas a partir de 60 anos. Os dados são dos cartórios de registro civil do país, responsáveis pelas certidões de óbito. Na semana epidemiológica de número 22, entre os dias 30 de maio e 5 de junho, 53,6% dos óbitos de covid-19 no país foram de vítimas até 59 anos de idade. Na semana anterior, essa média havia ficado em 49% e era a maior até então.
Até ontem, estavam registradas no portal da transparência da Arpen Brasil (Associação Nacional de Registradores de Pessoas Naturais) 7.499 mortes na semana 22 em decorrência do novo coronavírus. O número absoluto ainda pode crescer devido a inserções de dados com atraso, mas o percentual por faixa etária não deve ser alterado.
Para efeito de comparação, na última semana antes do início da vacinação no país, entre 10 e 16 de janeiro, 77,5% das mortes registradas foram de vítimas com 60 anos ou mais e apenas 22,5% entre jovens e adultos. Em 2020, a participação de mortes na faixa etária dos 60 anos ou mais foi de 76%.
”A gente já começa a perceber mudanças nesse quadro etário na distribuição proporcional de óbitos e casos, mas também na incidência e na taxa de mortalidade da covid. A gente começou a sentir mesmo um pouco na transição de abril para maio”.
Fonte: UOL
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Saúde

Novo remédio contra Alzheimer é aprovado nos Estados Unidos

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Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora sanitária dos Estados Unidos, aprovou nesta segunda-feira (07) – após muitas controvérsias – uma nova droga que promete retardar a progressão do Alzheimer. O medicamento Aduhelm, feito com aducanumab, apresentou evidências de que reduz placas de amiloide no cérebro – cujo aumento está associado ao mal de Alzheimer. O medicamento, fabricado pela farmacêutica Biogen, é o primeiro lançado contra a doença desde 2003.

Até a aprovação do remédio pela FDA, foram anos de pesquisas e bilhões de dólares em investimentos. A venda da droga oferece esperança a milhões de famílias que possuem portadores do mal – que afeta a memória e é conhecida pela falta de boas opções de tratamento. Mas nem todos os portadores da doença devem se beneficiar do aducanumab: médicos acreditam que a droga terá pouco ou nenhum efeito para quem sofre de estágios mais avançados da doença.

Richard Isaacson, diretor da Clínica de Prevenção de Alzheimer do Hospital Presbiteriano de Nova York e Centro Médico Weill Cornell, afirmou à CNN Internacional, durante entrevista, que o aducanumab possui como alvo a fase sintomática mais precoce da doença, chamada de comprometimento cognitivo leve. “Temos que moderar as expectativas e explicar às pessoas que esta droga se destina às primeiras fases sintomáticas”, explicou.

Para a fabricante Biogen, a aprovação veio em boa hora: a companhia vem enfrentando queda nas vendas e a perda da proteção de patente de seu medicamento mais vendido, o Tecfidera. O remédio combate a esclerose múltipla e é responsável por aproximadamente um terço do faturamento da farmacêutica atualmente.

 

Aprovação controversa

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Biogen desenvolveu o medicamento em parceria com a japonesa Eisai. A droga é administrada por meio de uma infusão intravenosa como tratamento precoce para a doença de Alzheimer e foi desenvolvida para pacientes com comprometimento cognitivo leve – não para estágios avançados de demência – e tem como objetivo retardar a progressão da doença, não aliviar os sintomas.

Em março de 2019, ensaios clínicos de Fase 3 foram interrompidos após uma análise concluir que a pesquisa não alcançaria seu objetivo principal na conclusão. “As análises de futilidade mostraram que os estudos tinham maior probabilidade de falhar”, disse Isaacson. Meses depois, a Biogen anunciou uma nova análise mais abrangente e demonstrou que pacientes que receberam altas doses de aducanumab tiveram redução no declínio clínico – 22% a menos em aproximadamente 18 meses.

Mas em novembro de 2020 o Comitê Consultivo de Drogas do Sistema Nervoso Periférico e Central da FDA concluiu que não há evidências suficientes para apoiar a eficácia do tratamento. O comitê realizou uma votação sobre a eficácia da droga e, quando perguntados sobre a razoabilidade de considerar dados de um estudo positivo como evidência primária da eficácia do aducanumab  para o tratamento da doença de Alzheimer em estágio inicial, dez membros votaram não e um estava incerto.

Isaacson explicou que levaria anos para repetirem os estudos e, considerando a falta de terapias disponíveis para tratar a fase pré-demência da doença, a Biogen tomou a decisão atípica de pedir o registro do medicamento à FDA, em julho de 2020. O custo do tratamento, segundo o Instituto de Revisão Clínica e Econômica americano, deve girar entre US$ 2.560 e US$ 8.290 – mais de R$ 12 mil até R$ 41,6 mil ao ano.

Medicamento terá custo alto, segundo entidade especializada.

Apesar do coro pela não aprovação por parte de entidades como o Grupo de Pesquisa em Saúde Pública para os Cidadãos dos EUA – organização sem fins lucrativos que chamou atenção para a estreita ligação da farmacêutica com a FDA, e do preço elevado da terapia, a agência deu resposta positiva à empresa, que agora deve continuar com testes de Fase 4 após a comercialização. Caso o medicamento falhe nesses estudos, a FDA pode revogar a aprovação.

Outras organizações, como a americana Associação do Alzheimer, apoiaram a aprovação do medicamento. “Qualquer que seja a decisão final da FDA, este é um momento importante. Nunca estivemos tão perto da aprovação de um medicamento para Alzheimer que pudesse mudar a progressão da doença, não apenas os sintomas. Juntos, podemos continuar trabalhando em direção à nossa visão de um mundo sem Alzheimer e todas as outras demências”, afirmou em comunicado.

No Brasil, a fabricante entrou com pedido de revisão regulatória à Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa. A Biogen também busca autorização para comercializar o Aduhelm em outros países, na União Europeia e no Japão.

Fonte: TecMundo.

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