O amor é um risco, o ódio uma certeza – Portal Plural
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Paulo Schultz

O amor é um risco, o ódio uma certeza

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Na vida ou na política, há riscos e certezas, erros e acertos.

Investir em algo/ alguém com intensidade, doando atenção e tempo, pode gerar alegrias e satisfações, ou não.

É o risco inerente ao movimento feito.

A gente vai ver isso lá na frente, embora durante o caminho se possa ter sinais do que possa ser o resultado.

E claro, durante o caminho, se pode ter alegrias e resultados parciais, que são do próprio fazer o caminho.

No andar dos 13 anos em que o PT esteve à frente do governo do país se viu isso inúmeras vezes, em diversas áreas, com diversos setores da sociedade.

Mesmo que o seu término em 2016 tenha sido um desfecho que foi, em parte, uma punhalada, ou uma ingrata incompreensão do que se tinha em termos de políticas públicas, do que se ofereceu a quem sempre ficou de fora de tudo, e do que se colocaria a perder.

Foi o risco, que, agora se vê, era relativamente fácil de prever.

Mas o que se fez naquele tempo de 13 anos, foi feito com intensidade, com doação, com vontade de acertar, com
vontade de mudar a vida de milhões.

O que de fato aconteceu.

Embora com a falha de não ter promovido a devida consciência do que representava proporcionar o que nunca era estendido ou oferecido à milhões de brasileiros.

Foi o risco de ter investido amor, intenção, projetos, mesmo que com erros.

É sempre assim.

E será de novo – com acertos, erros e riscos.

O amor sempre será um risco.

Certeza mesmo, só tem quem se movimenta com ódio.

A certeza de que a sua disseminação vai provocar reações que inevitavelmente farão voltar e atingir de forma definitiva quem só agiu baseado nele.

E aqui eu vou ser mais específico…

É nítido como será o final de Bolsonaro e seu governo.

Há uma expressão diária, uma gritaria, um ruído que se pretende amedrontador, mas que na verdade é um barulho terminal.

Independente de terminar antes do prazo, ou no final do ano que vem, o governo feito do ódio e do intuito destrutivo está politicamente morto.

Fará barulhos e ameaças para tentar mostrar que não.

Mas é terminal – mesmo que vá até dezembro de 2022.

Ainda reúne uma porção razoável de gente, porque, afinal, 20% dentro de 210 milhões, é um número bem considerável.

Mas não é maioria.

Circunstancialmente foi, em 2018.

Mas não vai acontecer de novo.

A única certeza que o ódio traz é que ele destrói(ou tenta) primeiro o objeto odiado, mas em seguida retorna certeiro contra quem o promoveu.

Implacável.

Algum tirano, ou aspirante a tal, teve um fim feliz ?

A história mostra que não.

Quando cessa o barulho ensurdecedor e, até certo ponto, ameaçador, do ronco de milhares de motos, vem a calmaria e aquela conclusão simples…

Era só um bando de doidos enfurecidos querendo chamar atenção, mas terminou…

A vida segue…com erros, acertos e riscos.

Para os haters, fica a certeza: plantaram vento, colheram tempestade, e se foram voando.

Daqui a pouco, ninguém lembra mais deles.

Se alguém lembrar, vai logo pensar..

” que bom que terminou..era só incômodo”.

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Paulo Schultz

Sirvam nossas façanhas: nosso baixo clero é de cair os butiás do bolso

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A direita e a centro-direita gaúcha nunca foram um primor no sentido de oferecer quadros de qualidade para o parlamento gaúcho.

Mas suas bancadas atuais na Assembléia Legislativa superam, com louvor e horror, as anteriores, em termos de falta de qualidade.

Sem mencionar nomes, até para não ser injusto esquecendo alguém, a quantidade absurda de cabeças de bagre ocupando cadeiras na atual legislatura é uma coisa de apavorar.

Não perde em nada para o famoso baixo clero da Câmara dos Deputados.

Não formulam nada de substancial, ou de relevância.

Pouco, ou raramente ocupam a tribuna, e quando o fazem, é de arrepiar a debilidade política.

Agem, dentro de seus mandatos, como se fossem algo do tipo vereadores regionais, ocupados com miudezas que atendam municípios de suas bases eleitorais.

E, compoẽm base do atual governo do Estado.

Nas mãos/ cabeças de quem está o povo gaúcho, cruzes !

E aí, é baixo clero prá valer, em todos os sentidos.

Votos a favor trocados por kit asfalto, obras e serviços em suas bases, um punhado de CCs prá chamar de seus, e vai descendo.
O fundo do poço é longe.

E aí, nesse quadro, é que vem a pergunta:

É essa gente que vai decidir o futuro da Corsan, da Procergs e do Banrisul ?

Agora que a PEC que retirava a obrigatoriedade de plebiscito para vender estatais foi aprovada, o governo do Estado virá com o prato pronto dos projetos para torrar parte do patrimônio essencial para o desenvolvimento social e econômico mais justo dos gaúchos.

Para serem, obviamente, carimbados com um sim pela sua base na Assembléia.

Tchê !

É este ajuntamento de energúmenos, de anões políticos, que vai, teoricamente, analisar este tema absolutamente definidor do futuro do Estado, enquanto ente promotor ou indutor de desenvolvimento social e econômico ?

Tem gente ali que não conseguiria pontuação mínima em avaliação de nível de ensino médio.

Muito menos entender de visão estratégica de Estado.

Mas que barbada para o governo uma base de apoio dessas.

É só colocar interesses localizados em bases eleitorais desta turma no balcão, que sai negócio na hora.

Olha… no fundo…. acho que uma boa parcela da população gaúcha tem que rever esta falsa afirmação de que somos o povo mais politizado no país.

Porque para eleger uma quantidade tão grande de cabeças de bagre para ocuparem cadeiras no parlamento gaúcho, não pode ter muita consciência política.

E neste quadro atual de coisas, e projetando 2022, dá para se pensar em como fazer uma mudança drástica, para melhor, na composição da próxima legislatura da Assembléia gaúcha ?

Vai sair lasca..

Mas…. quem sabe conseguimos essa façanha, para servir de modelo a toda terra.

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Paulo Schultz

A grande verdade é que era tudo mentira

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São fracos.
Muito fracos.

Os 3 ex-Ministros do governo Bolsonaro, co-responsáveis pela gestão equivocada, torta e criminosa do governo federal em relação à pandemia, e que já depuseram na CPI em andamento do Senado, tornaram nítido em seus depoimentos o quanto são fracos, despreparados e/ou bizarros os membros do governo Bolsonaro.

Na mão de quem ficamos expostos.

Credo !

Um país com a grandeza e a complexidade do Brasil, entregue a uma gestão torta, despreparada, incapaz, de pessoas inaptas para algo dessa magnitude, a começar pelo próprio ocupante da presidência.

São fracos de fundamento.

São fracos de conhecimento da área em que atuavam ou atuam.

São leões dentro de seus cercadinhos virtuais bolsonaristas.

São meninos assustados fora desse ambiente.

Mentem, gaguejam, usam de uma narrativa infantil, negam sem corar o que foi feito e foi dito , e publicamente exposto através da mídia ou das redes sociais.

Algo como ser pego em flagrante comendo sorvete escondido na cozinha à noite, estar todo lambuzado, com a colher na mão, e negar o que está escancaradamente explícito.

Se por lado causa indignação..por outro dá até constrangimento… tamanha a debilidade.

Foi para essa gente despreparada e torta que foi dada uma condição de poder e de comando de um país com a magnitude e a complexidade do nosso.

Ainda vamos penar mais um tempo.

Sobretudo a grande maioria da população brasileira que precisa, e muito, de governo.

Mas como não há mal que dure para sempre…

ele termina em 31 de dezembro do ano que vem.

Até lá vamos nos indignando ou nos tornando nítidos… de como esse período e essa gente foi alçada a uma posição que jamais deveria ocupar.

Na hora H… no dia D…

Ninguém assume o que disse…

Ninguém assume o que postou…

Ninguém assume o que fez..

É a covardia, o despreparo… explícitos…

Afinal de contas, nessa verdade que é o período de Bolsonaro, o que predomina e comanda é a mentira.

Tudo não passou, e não passa, de uma grande mentira.

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Paulo Schultz

Obrigado, de verdade

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Fico muito agradecido, Bolsonaro.

Já sabíamos que você era tosco, transtornado, desumano, entre outras adjetivações negativas.

Mas o que sua vitória, e ocupação do cargo de presidente permitiu, não tem preço que pague.

Você fez um grande favor ao mostrar que algo em torno de 20% dos brasileiros, os chamados bolsonaristas raiz, são tão iguais ou piores que você.

Gente cheia de ódio e preconceito, com pouca ou nenhuma empatia por qualquer ser humano que não seja a si mesmos ou os seus próximos.

Descobrimos “generosas pessoas” de classe média e da classe alta, proprietários ou sócios de empresas (ou familiares dependentes), que reivindicam em carreatas feitas com carros de alto padrão, o direito de seus empregados irem trabalhar, seja de ônibus ou de metrô, ou por qualquer outro meio, para que seus fluxos de caixa e lucros não tenham nenhuma quebra ou diminuição.

Algo bastante altruísta:

Defender, de dentro dos seus carros, o direito dos demais se exporem à possibilidade coletiva de contaminação.

Graças também ao ex- capitão, temos inúmeras graciosas manifestações em frente à unidades do exército.

O exército resolve tudo – ou deveria – na ótica dessa porção imbecil da sociedade.

Desde abrir comércio, abrir escolas, fechar STF, e até, quem sabe, sanar problemas de natureza evacuatória….

” salvem nossas hemorróidas”.

Descobrimos também que essa fatia da sociedade tem uma limitação cognitiva e intelectual parecidíssima com a limitação de seu mito.

Porém, o “mito” tem uma vantagem em relação a eles – consegue espertamente lhes alimentar diaria e bovinamente com uma narrativa absurdamente mentirosa e deturpadora, na qual eles crêem e seguem fielmente.

Descobrimos saudosos da ditadura militar…..

– os mais idosos, onde andavam de 1985 prá cá ?

– e os novos, seria por ignorância e imbecilidade?

Nos encantamos com aqueles que acham que a terra é plana, que vacinas podem alterar o DNA e inocular comunismo nas veias, que a corrupção da família do mito não é corrupção, que o voto impresso irá salvar o mito de uma derrota eleitoral fraudulenta.

Teríamos tanto mais a contar..mas sem delongas….

Jamais teríamos tido a chance de ver e conviver com pessoas assim, não fosse graças a ele, Bolsonaro.

! Obrigado, de verdade, Bolsonaro!

Porém, um pedido: em 31de dezembro de 2022, ao encerrar os trabalhos, leva esse povo junto.

Já estamos satisfeitos com o que aprendemos deles e com eles.

Com riqueza de detalhes.

Tudo que não se deve ser.

Seguimos em frente.

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