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Nova moeda Libra respeitará regras de cada país, diz diretor da PayPal

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A nova moeda Libra não será implantada à margem das legislações nacionais ou desrespeitando autoridades reguladoras dos sistemas financeiros de cada país. A posição foi apresentada por Dan Schulman, diretor-executivo da PayPal, uma das empresas integrantes do consórcio montado com o objetivo de criar e gerir a moeda, uma rede de companhias liderada pelo Facebook.

“Um princípio que sabemos ser fundacional para a PayPal é que não vamos comprometer nossa obrigação com os reguladores no mundo de ser totalmente de acordo com suas regras”, declarou. Schulman deu entrevista coletiva a jornalistas na sede da empresa em Nova York, nos Estados Unidos, que foi acompanhada pela Agência Brasil.

Ele relatou que a PayPal tem uma relação de longa data com o Facebook, oferecendo infraestrutura para os pagamentos online da plataforma, como o FB Marketplace ou o Instagram Shopping. O diretor-executivo ressaltou que o consórcio ainda está “vendo como será formulada” a iniciativa.

“Ainda estamos trabalhando com reguladores para ter seus inputs. O potencial de blockchain de utilizar diferentes formas de moedas, em alguns casos mais estáveis e outras fora do acesso do sistema, é válido de explorar. Seria um erro não entender o potencial poder dos sistemas em redefinir as formas pelas quais podemos gerir dinheiro mas prover confiança distribuída. Ainda é cedo para Libra”, opinou.

Riscos e críticas

A colocação de Schulman é uma reação a polêmicas recentes sobre o projeto. A intenção de implantação da moeda foi apresentada em junho. A proposta gerou bastante repercussão, especialmente de governantes e autoridades regulatórias do sistema financeiro.

Entre diretores de órgãos reguladores e parlamentares, surgiram diversas preocupações com o funcionamento da moeda, seus impactos e possibilidades de abusos. Tais alertas envolvem desde questões relacionadas a direito do consumidor e proteção de dados dos usuários até riscos de lavagem de dinheiro e outros tipos de práticas ilegais utilizando a Libra.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou seus receios por meio de sua conta oficial no Twitter em julho. Na ocasião, disse “não ser um fã” de critptomoedas, marcadas por alta volatilidade e baseadas “no ar”. “Se o Facebook e outras companhias querem se tornar um banco, eles devem buscar uma autorização e se submeter às autoridades regulatórias bancárias, como qualquer outro banco”, defendeu.

Também em julho, o diretor do projeto no Facebook, David Marcus, participou de audiência sobre o tema na Comissão de Assuntos Financeiros do Senado dos Estados Unidos. Na ocasião, Marcus apontou que a regulação ficaria a cargo das autoridades suíças, uma vez que a associação formada para a empreitada está sediada neste país.

Na audiência, o senador republicano Mike Crapo (Idaho) ressaltou que ainda há perguntas importantes sem resposta. “Como o sistema vai funcionar? Quais proteções a consumidores vão ser válidas? Como os dados das pessoas e a privacidade vão ser protegidos? Como o ecossistema da Libra vai interagir com outras regulações contra lavagem de dinheiro? É preciso pensar em como a Libra pode afetar a estabilidade financeira e nas medidas a serem pensadas para mitigar esses riscos”, pontuou.

Projeto

Pela proposta anunciada, a libra estará disponível a quem tiver um smartphone e conectividade com a internet, em todo o mundo. As operações poderão ser realizadas, segundo os responsáveis, entre consumidores e empresas em diferentes lugares do mundo.

O objetivo do Facebook e da rede, que ganhou o nome de Associação Libra, é permitir operações financeiras usando a internet e aplicativos diversos, como os da empresa (a rede social de mesmo nome, o Messenger, o Instagram e o WhatsApp). A expectativa é que a critptomoeda esteja disponível em 2020.

A libra usará a tecnologia Blockchain, de trocas distribuídas, que dá suporte a outros tipos de criptomoeda, como o bitcoin. Segundo o documento técnico, a libra será lastreada em um fundo formado por ativos em moedas importantes e estáveis. O texto não detalha, porém, quais moedas e que tipo de ativos.

“Diferentemente da maioria das criptomoedas, a libra é totalmente respaldada por uma reserva de ativos reais. Um cesto de depósitos bancários e títulos públicos de curto prazo será mantido na reserva libra para cada libra criada, gerando confiança em seu valor intrínseco. A reserva libra será administrada com o objetivo de preservar o valor da libra ao longo do tempo”, explica o documento da Associação Libra.

O Facebook anunciou também uma “carteira” para comprar, poupar, transacionar e gastar a libra, de nome Calibra. Por meio da aplicação, será possível enviar libras a outros contatos que o usuário possui na rede social. No futuro, a expectativa da companhia é possibilitar outras operações, como o pagamento de contas e a realização de compras.

Fonte Agência Brasil

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Homem mata e desmembra jovem após fim de relacionamento

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A Guarda Civil recuperou o corpo da jovem de 17 anos que estava desaparecida desde 3 de junho.

*  O fato ocorreu em Sevilha, Espanha.

O seu ex-parceiro, de 23 anos, entregou-se esta quinta-feira à Guarda Civil, e confessou que tinha matado e desmembrado Rocío. O suspeito afirmou, ainda, que se livrou do corpo num parque de estacionamento na cidade vizinha de Estepa.

A jovem e o suposto assassino tinham um filho de quatro meses em comum. Os dois tinham terminado a relação recentemente, tendo Rocío decidido regressar a casa da sua família. A irmã da jovem já havia compartilhado um vídeo onde alegava que a jovem era vítima de abusos por parte do ex-companheiro.

Após a confissão, o homem teria se deslocado ao local onde abandonou o corpo, na companhia das autoridades.

 

FONTE: NOTICIAS AO MINUTO

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Mundo

Ladrão nota que vítima era conhecido, desiste de assalto e o abraça

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Um jovem que estava sentado em frente a um estabelecimento comercial escapou por pouco de um assalto, que teve um desfecho inesperado depois que o ladrão percebeu que conhecia a vítima.

Toda a ação foi filmada por câmeras de segurança do local, no município de Girón, na Colômbia, e o vídeo circulou nas redes sociais. Confira vídeo abaixo:

No vídeo, é possível ver o jovem utilizando o celular enquanto o ladrão, que veste um capacete de motocicleta, se aproxima e tenta tirar o aparelho de sua mão. Enquanto isso, um comparsa o aguarda em uma moto.

De acordo com o site El Tiempo, o bandido escondia uma arma na jaqueta que vestia. A vítima, ao perceber a ameaça, abre sua mochila, entregando seus pertences ao ladrão. Dá para ver até que o rapaz cede um computador que guardava na mala.

Entretanto, o jovem e o ladrão parecem conversar em seguida, como se tivessem se reconhecido de repente.

O assaltante devolve o computador, toca o conhecido no ombro e logo depois dá um abraço no rapaz, definitivamente desistindo de roubá-lo.

O comparsa do crime desce da motocicleta e também chega para cumprimentar a quase vítima.

Por fim, o jovem que quase foi roubado também troca um abraço com o segundo envolvido.

 

FONTE: UOL

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Mundo

“Brasileiros vieram da selva e argentinos da Europa”, diz Fernández

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Após a repercussão negativa, presidente da Argentina pediu desculpas por meio das redes sociais

 

O presidente da Argentina, Alberto Fernández, fez uma declaração racista na manhã desta 4ª feira (9.jun) durante um encontro com o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, em Buenos Aires. Na ocasião, Fernández disse que os “mexicanos vieram dos índios e os brasileiros saíram da selva”. Os argentinos, por sua vez, “vieram de barcos da Europa”.

De acordo com o presidente argentino, sua citação foi inspirada — erroneamente — em uma frase do diplomata mexicano Octavio Paz, vencedor do Prêmio Nobel de Literatura. O poeta teria dito que “os mexicanos descendem dos astecas, os peruanos dos incas e os argentinos, dos navios”.

No entanto, veículos de comunicação da Argentina afirmaram que o trecho mencionado por Fernández faz parte da canção Llegamos de Los Barcos, do músico argentino Litto Nebbia. Em espanhol, a música diz que os “brasileiros chegaram da selva, os mexicanos vieram dos índios e nós, argentinos, chegamos de barcos que vieram da Europa”.

Após a repercussão negativa, Fernández pediu desculpas por meio das redes sociais. “Afirmou-se mais de uma vez que ‘os argentinos descendem de navios’. Na primeira metade do século 20, recebemos mais de 5 milhões de imigrantes que viviam com nossos povos nativos. Nossa diversidade é um orgulho. Eu não quis ofender a ninguém, de qualquer forma, a quem se sentiu ofendido ou invisibilizado, desde já minhas desculpas”, escreveu.

 

FONTE: SBT

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