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Medicina & Saúde

Nobel de Medicina de 2019 vai para pesquisas sobre como células percebem oxigênio

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Os ganhadores do Nobel de Fisiologia ou Medicina de 2019 foram William G. Kaelin, da escola de medicina da Universidade Harvard, Peter J. Ratcliffe, da Universidade de Oxford, Gregg L. Semenza, da Universidade Johns Hopkins, por suas pesquisas sobre o comportamento de células de acordo com a disponibilidade de oxigênio.

Da mesma forma que uma vela depende de uma certa quantia de oxigênio para manter sua chama, as células precisam se adaptar ao oxigênio disponível no ambiente. Já se conhece há séculos o papel fundamental do oxigênio para animais, que necessitam dele para transformar comida em energia a partir da ação das mitocôndrias, contudo pouco se sabia sobre como as células se adaptam às mudanças nas concentrações de oxigênio no ambiente.

Os pesquisadores conseguiram desvendar o maquinário molecular que regula a atividade de genes dependendo dos níveis de oxigênio, afetando o metabolismo celular e o funcionamento fisiológico. As pesquisas sobre como o oxigênio é sentido pelas células permitiram novas estratégias de tratamento contra a anemia e câncer.
Conhecimento nos livros escolares

Segundo Randall S. Johnson, pesquisador da Universidade de Cambridge na área de fisiologia molecular que comentou a láurea, as descobertas dos três pesquisadores são fundamentais no entendimento de como as células funcionam, o tipo de conhecimento que estará nos livros escolares.

Os vencedores, anunciados na manhã desta segunda-feira (7), no Instituto Karolinska, na Suécia, dividirão o prêmio de 9 milhões de coroas suecas, o equivalente a cerca de R$ 3,7 milhões, e cada um receberá medalha com a inscrição “É benéfico ter melhorado a vida humana pelas artes descobertas” (frase presente no livro Eneida, poema de Virgílio) e um diploma. O dinheiro é derivado de um fundo de 4 bilhões de coroas suecas — cerca de R$ 1,6 bilhão.

A láurea é destinada a pesquisadores que fizeram as descobertas mais importantes no campo da fisiologia ou medicina, segundo o testamento de Alfred Nobel (1833-1896), inventor da dinamite.

Entre as láureas científicas, o Nobel de Medicina é o que mais premiou mulheres até agora — foram 12 entre 216 laureados. Considerando todos os prêmios, o da Paz foi o que mais premiou mulheres, com 17 ganhadoras entre 133 laureados.
3 mil cartas confidenciais

O Nobel de Medicina é entregue desde 1901 e, desde então, não foi destinado a nenhum pesquisador em nove ocasiões entre os anos de 1915 e 1942. Durante a Primeira e Segunda Guerras Mundiais, menos láureas foram distribuídas.

No ano passado, o Nobel de Medicina ficou com o americano James P. Allison e com o japonês Tasuku Honjo, pelas descobertas ligadas ao combate do câncer com imunoterapia — com drogas que potencializam o sistema imune contra as doenças. Basicamente, a imunoterapia consegue tirar o “disfarce” do tumor para o corpo lutar contra o problema. Trata-se de uma arma a mais no combate ao câncer, junto com quimioterapia, cirurgia e radioterapia.

Em 2017, três americanos, Jeffrey C. Hall, Michael Rosbash e Michael W Young, foram premiados pelas descobertas dos mecanismos moleculares por trás dos ritmos circadianos.

Para chegar aos nomeados à láurea, o Comitê do Nobel envia mais de 3 mil cartas confidenciais para pessoas competentes e qualificadas, como membros da Assembleia do Nobel no Instituto Karolinska, pesquisadores da área médica e biológica da Academia Real Sueca de Ciências e ganhadores anteriores do prêmio, para indicar os candidatos ao Nobel. Autoindicações não são consideradas. Após as indicações serem avaliadas por especialistas, o Comitê do Nobel faz recomendações e, por votação, os 50 membros da Assembleia do Nobel no Instituto Karolinska escolhem os vencedores.

Na história, já foram premiadas com o Nobel de Medicina as descobertas da estrutura do DNA por James Watson, Francis Crick e Maurice Wilkins (1962), da penicilina por Fleming e outros (1945), a da estrutura do sistema nervoso por Camillo Golgi e Santiago Ramón y Cajal (1906), da insulina (1932), da relação entre HPV e câncer (2008), e da fertilização in vitro (2010).

Nesta terça-feira (8), será entregue o Nobel de Física e, na quarta-feira (9), o de Química. Também serão entregues nesta semana os prêmios de Literatura, na quinta-feira (10), e da Paz, na sexta (11). Na próxima segunda (14), será a vez do prêmio de Economia.

Gaúcha/ZH

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Destaque

Comissões iniciam a construção de mais um Hortigranjeiros

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Em clima de integração e inovação, as comissões que preparam o 34º Encontro Estadual de Hortigranjeiros, que acontece de 9 a 13 de agosto de 2023, reuniram-se nesta quinta-feira (23/06), no Parque Municipal de Exposições Alfredo Leandro Carlson, em Santa Rosa.
O presidente da edição, Marcos Eduardo Servat, recepcionou integrantes de comissões e familiares, oportunidade em que foram realizadas dinâmicas de apresentação e com vistas à criação de vínculos afetivos e de parceria entre os participantes. O encontro contou também com a participação do prefeito Anderson Mantei, do vice-prefeito Aldemir Ulrich e do presidente da Fenasoja 2024, Dário Germano Jr, que manifestaram seu apoio. “Vamos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para apoiar nossas três grandes feiras e contribuir para o desenvolvimento econômico e social do nosso município”, destacou Mantei.
Numa retrospectiva da feira que completa 40 anos em 2023, quando ocorre a próxima edição, Servat lembrou e destacou a importância de valorizar o legado daqueles que construíram a história, resgatando a essência do evento, ao mesmo tempo que se busca inovar com a diversidade de ideias e talentos que compõem as comissões do Hortigranjeiros.
Na última edição o evento – promovido pela Prefeitura de Santa Rosa, Emater/RS-Ascar e Associação dos Produtores de Hortigranjeiros de Santa Rosa (Aphrorosa), com a participação de diversos parceiros – alcançou um público de 120 mil visitantes e envolveu mais de 500 expositores que movimentaram 9 milhões de negócios no total.
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Destaque

Vida & Saúde recebe doação da campanha Troco Amigo

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O Hospital Vida & Saúde recebeu na última sexta-feira (18), a doação do valor arrecadado na campanha Troco Amigo da Panvel Farmácias. Neste ano, foram arrecadados R$ 11.253,06.

A entrega do valor foi realizada pela gerente geral, Roseli de Liss e por Eonice Tozi, funcionária que representou a Unidade Panvel da Avenida Expedicionário Weber. Recebida pelo presidente Rubens Zamberlan e pela equipe do Programa Voluntariado do Hospital, a doação representou um gesto importante de apoio, carinho e confiança da comunidade.

“A nossa casa valoriza muito o voluntariado e todas as ações realizadas em torno deste importante projeto. Ficamos muito felizes com a lembrança e com o carinho da comunidade que destina esses valores, demonstrando a confiança no trabalho de nossa Instituição”, destacou o presidente Rubens Zamberlan.

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Geral

Trabalho da Odontologia Hospitalar integra apoio importante na recuperação do paciente

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No dia 20 de Março é celebrado o Dia Internacional da Saúde Bucal. Aproveitando esta data, o Hospital Vida & Saúde apresenta um segmento pouco citado entre as especialidades, a Odontologia Hospitalar. No HVS, a odontóloga Ana Regina Martins é a responsável pelo serviço, atuando no cuidado ao paciente junto a equipe multidisciplinar.A Odontologia Hospitalar tem por objetivo prestar ações odontológicas preventivas, diagnósticas, terapêuticas e paliativas em saúde bucal, executadas em ambiente hospitalar junto com as demais áreas na atuação multiprofissional. “O cirurgião dentista atuante no Serviço de Odontologia Hospitalar está focado no cuidado ao paciente cuja doença sistêmica possa ser fator de risco para agravamento e ou instalação de doença bucal, ou cuja doença bucal possa ser fator de risco para agravamento e ou instalação de complicação sistêmica”, explica a odontóloga.A atuação do profissional se dá nos mais variados setores do âmbito Hospitalar, com mais ênfase na Oncologia, UTI Adulto e Maternidade. Em conjunto com a fonoaudióloga é realizado também a frenectomia, já na maternidade, propiciando a melhor sucção do bebê durante a amamentação. O profissional também realiza avaliações, orientações e tratamento em pacientes internados nos demais setores hospitalares quando necessário.“A presença do dentista no hospital favorece a realização de procedimentos de pacientes com maior segurança, além de permitir a solicitação de exames específicos e mais detalhados, facilitar o atendimento do paciente com impossibilidade de frequentar o consultório odontológico e de oferecer a possibilidade de acompanhamento clínico e tratamento específico e relacionamento integral entre equipe, paciente e instituição”, destaca a gerente assistencial, enfermeira Rosa Zorzan.
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