Nível dos mares sobe 2,5 vezes mais rápido que no século XX, diz relatório da ONU – Portal Plural
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Nível dos mares sobe 2,5 vezes mais rápido que no século XX, diz relatório da ONU

Pável Bauken

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O nível dos mares subiu 2,5 vezes mais rápido no início do século XXI na comparação com o século XX e continuará aumentando principalmente em consequência da retração das calotas polares, afirma um relatório de especialistas da ONU sobre o clima publicado nesta quarta-feira.

Conforme o documento, independente da hipótese, o nível dos oceanos continuará subindo depois de 2100. Em um mundo com +2°C, o ritmo de aumento pode ser estabilizado até alcançar um metro em 2300. No entanto, se as emissões de gases do efeito estufa continuarem no ritmo atual, o aumento será de vários metros, de acordo com o relatório.

Segundo o relatório do Painel Intergovernamental sobre as Alterações Climáticas (IPCC), criado pelas Nações Unidas (ONU), a devastação dos mares e das regiões geladas devido às alterações climáticas é o principal problema do planeta. É urgente priorizar “ações oportunas, ambiciosas e coordenadas” de forma a enfrentar estas mudanças “sem precedentes e duradouras” nos oceanos e na criosfera – regiões cobertas por gelo e neve permanentes e que constituem 10% da superfície do planeta –, alerta o parecer.

Durante este século, os oceanos poderão sofrer alterações “sem precedentes”, com temperaturas mais altas, água mais ácida, menos oxigénio e condições alteradas de produção de recursos. O gelo das regiões geladas, como o Ártico por exemplo, estão derreteno a um ritmo nunca antes registado e, em consequência, o nível dos oceanos está elevando pondo em causa a vida de mais de milhões de pessoas, advertem os cientistas no documento.

O IPCC estabelece que “o oceano e a criosfera acolhem habitats únicos e estão ligados a outros componentes do sistema climático através de trocas globais de água, energia e carbono”. A verdade é que cerca de “670 milhões de pessoas nas regiões de alta montanha e 680 milhões de pessoas nas zonas costeiras mais baixas dependem diretamente destes sistemas”. Por exemplo, pelo menos “4 milhões de pessoas vivem permanentemente na região do Ártico” e serão afetadas com o degelo e a subida do nível do mar.

Este relatório destaca, ainda, os benefícios de uma adaptação “ambiciosa e eficaz para o desenvolvimento sustentável” e os “custos e riscos crescentes de uma ação adiada”.

CP

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Calor se intensifica antes da chuva, nesta sexta

Pável Bauken

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O sol aparece com nuvens nesta sexta-feira no Rio Grande do Sul, porém se espera um aumento da cobertura de nebulosidade durante o dia. Áreas de instabilidade vão avançar pelo Oeste e o Sul do Estado com chuva que pode ser isoladamente forte no Oeste, mas perdem força ao se deslocarem pelo Estado. Por isso, a chuva será bastante irregular nas demais regiões gaúchas e não deve afetar todos os municípios, segundo a MetSul Meteorologia, que alerta: temporais isolados não podem ser descartados. 

Em Santa Rosa, sol e aumento de nuvens de manhã, pancadas de chuva à tarde e à noite. Será uma sexta-feira de calor intenso, com a temperatura oscilando entre 22°C e 35°C ao longo do dia na Capital da Soja.

Mínimas e máximas
Porto Alegre 20°C / 36°C
Torres 19°C / 32°C
Capão 20°C / 32°C
Caxias 16°C / 32°C
Vacaria 13°C / 29°C
Erechim 18°C / 32°C
Santa Rosa 22°C / 35°C
Passo Fundo 18°C / 32°C
Santa Cruz do Sul 21°C / 36°C
Santa Maria 21°C / 32°C
Pelotas 20°C / 32°C

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Campanha de vacinação contra o sarampo deve imunizar 245 mil no RS

Pável Bauken

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Abre, nesta segunda-feira, em todo o País, a campanha de vacinação contra o sarampo para crianças e jovens dos cinco aos 19 anos. Só no Rio Grande do Sul, o público-alvo é de 245 mil pessoas, nessa faixa etária, que não tomaram nenhuma dose da vacina ou que receberam apenas uma, com esquema vacinal incompleto. Desde agosto, 82 casos da doença foram registrados em solo gaúcho. Um em cada quatro casos envolve pessoas da faixa etária da campanha.

O Município de Santa Rosa possui uma população de 15 mil pessoas nesta faixa etária. A direção da FUMSSAR ressalta que serão intensificadas mais ações em escolas levando orientações com pais, alunos e educadores para que todos procurem uma Unidade Básica de Saúde portando a Carteira de Vacinação para ser atualizada, desta forma possam ser verificadas doses de vacinas pendentes.

A ação do Ministério da Saúde é sequência das outras duas campanhas do ano passado, que tiveram como foco as crianças acima dos seis meses a menores de cinco anos e, depois, os adultos de 20 a 29. Essas seguem sendo as idades com maior número de casos confirmados de sarampo.

O calendário básico de vacinação compreende duas doses. A primeira deve ser ministrada aos 12 meses de idade, com a tríplice viral, que protege também contra a rubéola e a caxumba. A proteção precisa ser completada aos 15 meses com uma dose da tetraviral, que imuniza para as mesmas três doenças mais a varicela (ou catapora). Além dessas duas doses, em virtude do surto da doença no Brasil, o Ministério da Saúde recomenda uma dose extra para as crianças entre os seis meses e 12 meses.

Conforme o Ministério da Saúde, as taxas de cobertura vacinal, consideradas favoráveis, propiciaram ao Brasil, em 2016, o certificado internacional de eliminação da doença. Contudo, a queda nos índices de vacinação voltou a deixar o Brasil suscetível à reintrodução do vírus, que em 2018 teve forte circulação concentrada no Amazonas. Foram mais de 10 mil casos no País, sendo 47 no Rio Grande do Sul. Em 2019, a doença ocorreu em maior proporção em São Paulo, responsável por mais de 90% dos 17 mil casos do Brasil.

Uma nova etapa já é prevista pelo Ministério da Saúde para o segundo semestre de 2020, para a faixa etária dos 30 aos 59. Nessa fase da campanha – programada para ocorrer em agosto –, a idade preconizada para a vacina, que pelo Sistema Único de Saúde (SUS), vai até aos 49, deve ser ampliada em mais dez anos.

Sarampo
O sarampo é uma doença viral altamente transmissível, por meio de tosse, fala, espirro ou respiração. Qualquer indivíduo que apresentar febre e manchas no corpo (exantemas) acompanhado de tosse, coriza ou conjuntivite deve procurar os serviços de saúde para a investigação, principalmente aqueles que estiveram nos 30 dias anteriores em viagem a locais com circulação do vírus.

Correio do Povo / Portal Plural

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Governo prevê investimento de R$30 bi em ferrovias nos próximos 5 anos

Pável Bauken

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O Ministério de Infraestrutura prevê investimentos de R$ 30 bilhões para ampliar a malha ferroviária do país. Os recursos seriam obtidos por meio de concessões. Informações foram detalhadas pelo ministro Tarcísio Gomes de Freitas, que participou hoje do 1º Fórum de Desenvolvimento Sustentável da Costa Verde, realizado na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), na cidade de Seropédica (RJ).

“Vamos investir R$ 30 bilhões em ferrovias nos próximos 5 ou 6 anos”, disse. O primeiro contrato de concessão foi assinado no ano passado e envolve a Ferrovia Norte-Sul, no trecho entre Porto Nacional (TO) e Estrela D’Oeste (SP). Para este ano, são previsas as concessões da Ferrovia de Integração Oeste-Leste, que ligará Ilhéus (BA) a Figueirópolis (TO), e a Ferrogrão, projeto com origem em Cuiabá (MT) e término em Santarém (PA).

O governo planeja ainda trabalhar por uma mudança legislativa que permita o regime de autorização. Trata-se de um modelo em que o investidor tem mais liberdade do que no regime de concessão. “Hoje não é possível nós operarmos com autorização nas ferrovias. No setor portuário, nós já fazemos isso. As autorizações abrem uma nova porta. Vale para aquele investidor que quer tomar o risco de engenharia, para que possa empreender e ter a propriedade da ferrovia, ter o benefício da perpetuidade, a liberdade para definir sua tarifa. Isso é importante para quem assume risco de longo prazo e proporciona novos investimentos ferroviários no Brasil”, disse Tarcísio.

Segundo um estudo de 2018 da Fundação Dom Cabral, a malha rodoviária é utilizada para o escoamento de 75% da produção no país. As ferrovias respondem por 5,4%. Os impactos causados pela greve dos caminhoneiros de 2018 expôs a dependência do país do transporte rodoviário e gerou um debate público sobre a necessidade de se ampliar a malha ferroviária .

Tarcísio disse que o Ministério da Infraestrutura tem conversado com todos os setores em busca de melhorias coletivas. No caso dos caminhoneiros, ele destacou ter abarcado algumas demandas nos projetos de concessões de novas rodovias como a Rodovia Presidente Dutra, conhecida popularmente como Via Dutra, que liga o Rio de Janeiro à São Paulo.

“Eu tenho 70 grupos de Whatsapp de caminhoneiros para vocês terem uma ideia. E eu costumo responder todas as questões. Dá um trabalho danado, mas é importante porque isso muda um ponto de vista, às vezes segura uma greve”, disse.

EBC

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