Nenhum sucesso na vida compensa o fracasso no lar – Portal Plural
Connect with us

Artigos

Nenhum sucesso na vida compensa o fracasso no lar

Publicado

em



 

O que você responde, quando te perguntam: “O que é sucesso para você?”

Sem ter como avaliar daqui, tenho certeza de que a sua resposta será diferente de todas. E por quê? Porque a métrica para o sucesso é pessoal, variável e intransferível.

Pode ser até que, em alguma época da vida, desejemos estar no lugar de um terceiro para receber uma promoção ou reconhecimento similares e desfrutar de oportunidades diversas. Mas… convenhamos: você já quis apaixonadamente ter nascido outro?

Provavelmente, não.

Faça o teste: escolha cinco pessoas que você considera bem-sucedidas – suas referências em propósito, finanças, fama ou outras áreas, e pergunte sobre sucesso. De todas, você ouvirá um discurso parecido: a chave está no equilíbrio.

Porque como diz a frase que titula esse artigo, proferida pelo religioso americano David O. McKay, falecido em 1970, aos 96 anos, “nenhum sucesso na vida compensa o fracasso no lar”.

Sabia das coisas, o Seu McKay.

Arrependimentos
Nos últimos dez anos, perdi a conta das vezes em que ouvi de colegas e amigos que seus relacionamentos naufragaram por causa do trabalho em excesso, das viagens corporativas e da ausência – embora o que mais quisessem fosse estar presentes.

Quantos remorsos por jamais levarem ou buscarem os filhos na escola ou faltarem aos seus aniversários. Por cancelarem viagens e passeios únicos na vida.

Quantas farpas e palavras tóxicas com endereço certo, mas que acabaram sendo ditas a quem não merecia ouvi-las.

Nas vezes em que penso sobre qual seria meu grande arrependimento em vida, me vem à cabeça o trabalho da enfermeira australiana Bronnie Ware, que publicava em seu blog, Inspiration and Chai, no início dos anos 2010, o que os pacientes terminais dos quais cuidava lamentavam de não ter realizado antes das doenças.

Os relatos deram vida ao livro Top Five Regrets of Dying (Os cinco maiores arrependimentos na hora da morte). São eles:

1. Eu gostaria de ter tido a coragem de viver uma vida mais verdadeira para mim, e não aquela que as pessoas esperavam de mim

2. Eu não queria ter trabalhado tanto

3. Eu queria ter expressado melhor os meus sentimentos

4. Eu queria ter tido mais contato com os meus amigos

5. Eu queria ter me permitido ser mais feliz

Ou seja, em cinco tópicos, Bronnie, a enfermeira, comprovou o que, décadas atrás, o religioso Mckay traduziu em uma frase: não há sucesso que justifique você partir desse mundo sabendo que preferiu dinheiro, fama, metas, viagens, carros ou imóveis à juventude de seus filhos, à companhia dos seus amigos e ao amor verdadeiro da sua parceira ou parceiro.

Quando se perde tudo ou se está no fim, é que se mede a quantidade de sonhos que não realizados. Quando nos damos conta de que, de maneira consciente, fizemos escolhas erradas.

“A saúde traz uma liberdade que poucos percebem, até que não a tenham mais”, registrou a australiana Bronnie.

Sempre é tempo de despertar.

*Marc Tawil é head da Tawil Comunicação, autor, palestrante e 1º LinkedIn Top Voices & Live Broadcaster

Clique para comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Artigos

Gestão de conflitos através de mecanismos alternativos

Publicado

em



Tuani Josefa Wichinheski

Acadêmica do curso de Direito da Unijuí

 

Os conflitos são fatos corriqueiros que acontecem no dia a dia de todo mundo, é algo normal que muitos tendem a enfrentar em alguma situação ao longo da vida, que afetam as pessoas de certa forma, em sentido negativo. Fiorelli e Malhadas Júnior (2008, p. 6) destacam que o conflito “desempenha o papel de mola propulsora que permite à humanidade sobreviver em um planeta de recursos limitados”. Para isso, existem medidas que podem auxiliar nessas situações, buscando a identificação, compreensão e a forma de interpretar, de modo que venha a tentar um diálogo entre os envolvidos.

Um elemento baseado em valores, principalmente focado no respeito, é o objetivo que uma Conferência Restaurativa possibilita, em que os integrantes do conflito têm a oportunidade de participar de forma coletiva, para então poder expor sentimentos e diálogo, que devem ser respeitosos, bem como a observação dos fatos expostos, sem mérito de julgar o que estaria certo ou errado, ou em acusar quem é culpado, buscando alternativas que atendam à necessidade do pedido de reparação.

Através das necessidades expostas dos envolvidos, destaca-se também como cada pessoa foi afetada na situação, e com olhar de empatia a perceber que não só aquele que cometeu o ato, mas também as partes que estavam envolvidas acabaram sendo atingidas e, de certa forma, sofrem também as consequências do ato.

Outro elemento importante é a Mediação, a qual atua de forma autocompositiva para resolução do conflito, onde se tem o mediador, que atua com papel de facilitador no diálogo, o qual fortalece os vínculos preexistentes que foram prejudicados de forma respeitosa para ambos os lados, tendo como consequência um acordo que desencadeia o bom relacionamento que estava interrompido pelo conflito. São usadas técnicas para conseguir realizar a mediação. Podemos destacar algumas, como por exemplo: a escuta ativa, sessões individuais, diálogo, inversão de papéis e técnica de realidade.

A Conferência Restaurativa e a Mediação não têm enfoque em acordo, mas sim na exposição de diálogo entre as partes, de forma que venham a praticar uma comunicação não violenta, que possam se expressar, sem nenhum julgamento, de forma honesta e transparente, estabelecendo mudanças em que seja necessário atender a necessidade do outro. O acordo é uma mera consequência que pode vir depois dessas gestões que, em suma, são muito importantes pois dão a oportunidade para todos se envolverem, até mesmo a comunidade afetada, diferente do âmbito retributivo, em que as partes são representadas não possuem voz ativa diante de uma resolução, pois a parte que praticou o ato responde pelo dano ocorrido de forma individual.

Se consegue obter uma responsabilidade perante o ofensor, pois o mesmo assume o papel em que, na maioria dos casos, se arrepende do ato praticado, expõe os motivos ao qual desencadeou a prática de tal ato e propõe a reparação para o mesmo de forma respeitosa para com todos. Ocorre também na mediação atos semelhantes em que é possível se ter o vínculo que havia sido rompido novamente, até mesmo com um pedido de perdão pelas partes envolvidas, o que já desencadeia o sentimento que foi abalado pelo ato, fazendo com que os envolvidos assumam responsabilidades com o resultado, tendo a vítima respostas que lhe ajudem no processo de cura, bem como transformação, de forma que as duas partes consigam se perdoar ou, ao menos tentem, de modo que consigam redimensionar o conflito.

 

[mailpoet_form id="1"]
Continue Lendo

Artigos

Comunicação Não-Violenta em meio à Conferência Restaurativa e Mediação

Publicado

em



Gabriel Missio, acadêmico de Direito da Unijuí

No meio social em que se tem a convivência com diversos indivíduos, temos como base para o julgamento de uma conduta errada a jurisdição, as leis e normas criadas com o decorrer do tempo através de princípios e costumes, sendo que diariamente ocorrem situações conflituosas diante das relações entre as pessoas. Dessa maneira, Max Weber tinha o entendimento que “o conflito é algo inerente ao ser humano”, entretanto, devemos ter fundamentos apropriados para resolvê-los da forma mais correta e eficiente possível.

A partir disso surge, como uma forma alternativa de resolução dos empasses, a Conferência Restaurativa e a Mediação, ambas visando buscar uma solução pacífica, cooperativa, amigável, dando enfoque ao diálogo e transparência quanto aos sentimentos pessoais dos envolvidos, trazendo a sua real necessidade e, no caso da Conferência Restaurativa, até mesmo de terceiros, que não necessariamente são atingidos diretamente, mas acabam por sofrer de alguma maneira com o ocorrido, surgindo como uma possibilidade e não uma necessidade, o acordo. Assim sendo, fica evidente que se distingue da justiça tradicional, voltada ao âmbito penal, pois essa tem principalmente um caráter punitivo, onde se analisa apenas o caso concreto conforme a “letra da lei”.

Para que se tenha uma concretização dos fatos ambas se utilizam de algumas técnicas de comunicação para que os envolvidos consigam se expressar verdadeiramente, tais como a Arte de Perguntar, onde se direcionam às questões; o Resumo e Parafraseamento, visando enaltecer o sentido de uma frase trazendo nova perspectiva; a Despolarização, onde se demonstra que ambos estão dispostos a resolver a lide; a Geração de Opções, que facilita a busca de ideias conjuntas trazendo soluções, entre outras.

Entretanto, há distinção para com elas, nesse sentido, para que se tenha uma mediação, os envolvidos já devem ter tido, no passado, uma relação, um vínculo, de amizade por exemplo. Também se observa o fato de que o mediador é um juiz que poderá dar alternativas da consolidação do acordo sendo necessário, ainda, a presença dos advogados. Por outro lado, na Conferência Restaurativa, não são necessários tais participantes, citados anteriormente. Nesta, os envolvidos “trazem” consigo indivíduos tidos como importantes para si, como um professor, tio ou mãe, por exemplo, que poderão trazer alternativas para solucionar o conflito.

A partir desse cenário, é adequado a todos utilizar-se de técnicas da Comunicação Não-Violenta, tendo uma visão mais crítica e analítica nos casos de situações cotidianas, como uma mera discussão amorosa, por exemplo, ou ainda quando cometido um delito, como um furto, procurando, assim, saber o real motivo, a carga emocional, a situação de vida, ou seja, todo o contexto, “por trás” do fato. Evitando, dessa forma, o julgamento, deixando de tratar indivíduos de formas pejorativas e grotescas, por  algo feito de forma isolada.

 

[mailpoet_form id="1"]
Continue Lendo

Artigos

Mediação e Justiça Restaurativa: você sabe o que é?

Publicado

em



Por Eduarda Franke Kreutz, acadêmica de Direito da Unijuí

Caro leitor, tenho certeza que você já ouviu ou até mesmo proferiu a seguinte frase: “Vou entrar na justiça”. Ora, é sem dúvidas uma frase comum, uma vez que todos temos o direito ao acesso à justiça. Contudo, não seria muito melhor se pudéssemos resolver os nossos problemas sem exaustivas audiências, onde, por vezes, nem conseguimos externar o que realmente nos perturba? Pois bem, essa possibilidade existe, só não a conhecemos bem! É o que chamamos de “Mecanismos Alternativos de Solução de Conflitos”, cuja proposta é justamente resolver as demandas que iriam para o Judiciário de forma mais célere e pessoal.

Talvez agora você, prezado leitor, esteja se perguntando: “E como isso funciona?” Bem, primeiramente, é muito importante salientar que conflitos são naturais. Como sociedade, é comum que não concordemos com tudo, e disso nasçam conflitos. O que importa é a forma como lidamos com isso.

A mediação é uma importante forma de resolução de conflitos, pois ela possibilita aos envolvidos redimensionar o conflito, buscando alternativas centradas no futuro. Utilizando-se dessa alternativa, as partes cooperam entre si, podendo dizer o que de fato as perturba, sem as amarras formais de um processo. É interessante ressaltar que não há a atuação de juiz em casos como este, pois são as próprias partes envolvidas que decidem a melhor forma que o conflito deverá ser resolvido, sendo auxiliadas pelo mediador. Interessante não?

Ademais, o mediador incentivará os envolvidos a desenvolver ideias direcionando perguntas a estes, filtrando a agressividade em suas falas e praticando a escuta ativa, onde todos tentarão entender os sentimentos individuais daquele que fala. Dessa forma, será possível retirar o enfoque das partes dos próprios interesses, observando que todos possuem demandas reais a serem analisadas. É uma excelente forma de resolver conflitos e restaurar uma boa convivência!

Além disso, prezado leitor, ainda cabe falar sobre as práticas restaurativas. Essas práticas são importantes pois não tratam a vítima e o ofensor como “objetos”, como faz o sistema penal. Por vezes, a vítima não consegue nem mesmo se fazer compreender quanto ao que realmente a aflige, e aquele que praticou o delito não compreende o que causou à vítima.

Assim, a justiça restaurativa visa responsabilizar adequadamente as pessoas por suas condutas lesivas, visando restabelecer as relações sociais subjacentes eventualmente preexistentes ao conflito. Cada uma das partes é incentivada a compreender a outra, e observar as consequências de seus atos e buscar por soluções que beneficiem a todos, auxiliadas pelo facilitador. É uma importante alternativa para resolver conflitos de forma mais pacífica e observando as reais necessidades das partes.

E então, caro leitor, interessantes as alternativas, não? Talvez antes de ingressar no sistema judiciário, agora, você poderia testar alguma dessas alternativas e, talvez, até considere-as mais efetivas.

[mailpoet_form id="1"]
Continue Lendo

Trending

PLURAL AGÊNCIA DE PUBLICIDADE LTDA
ME 33.399.955/0001-12

© 2021 PORTALPLURAL.COM.BR Todos os direitos reservados.


×

Entre em contato

×