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Ensino

Não faz sentido bar aberto e escola fechada, diz presidente do CNE

Maria Helena Guimarães falou ao Poder em Foco, no SBT

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A presidente do Conselho Nacional de Educação, Maria Helena Guimarães, criticou a demora de governos e de instituições privadas de ensino para decidirem pela reabertura das escolas no Brasil. “Pra mim não faz o menor sentido ter bar e shopping aberto, restaurante aberto e as escolas fechadas”, afirmou, em entrevista ao Poder em Foco, no SBT, neste domingo (31.jan)

Maria Helena Guimarães ressaltou que educação é serviço essencial e defendeu que as escolas precisam estar abertas em todos os níveis de ensino. “É mais fácil para uma escola garantir a observância de todos os protocolos sanitários, o distanciamento, uso de máscara, controlar o número de alunos por sala, do que falar para as pessoas que estão num bar ou num restaurante”, complementou.

Segundo a socióloga, estudos da Fiocruz, da Unifesp e da Unesco derrubam o argumento de que a reabertura das escolas poderia aumentar a disseminação do coronavírus de forma generalizada. Apontam haver problemas por faixas etárias se não forem cumpridas as regras sanitárias.

“Onde pode ter um aumento de contaminação é em jovens acima de dezesseis anos, caso as escolas não observem as regras sanitárias e não consigam garantir que alunos mais velhos cumpram as regras”, observou.

A presidente do CNE disse, ainda, que o Brasil está na contramão dos outros países e foi o que mais demorou para reabrir as escolas. “Nenhum país do mundo ficou duzentos dias com escola fechada. As evidências mostram que todos os países do mundo, os mais desenvolvidos estão voltando, os países menos desenvolvidos também. Até na África, por exemplo, que é um continente que tem pobreza muito maior do que nós aqui na América Latina, voltou às aulas e não teve aumento de contaminação”, afirmou.

Para ela, o atraso nesse calendário ocorreu por causa da pressão sindical e atingiu as redes pública e privada da mesma forma. “Eles tiveram uma reação mais radical de defesa da vida. Ninguém é contra a defesa da vida, só que manter as crianças em casa, o número de mortes, com certeza, vai aumentar muito mais. Porque as crianças vão pra rua”, opinou.

Maria Helena avaliou que, além do aumento do risco de contaminação, as crianças ficam vulneráveis a serem vítimas de outros problemas como envolvimento com drogas e a violência doméstica. “O pai e a mãe para poder trabalhar larga a criança com qualquer pessoa, ou na rua, sozinha. Então, eu acredito que não foi boa essa reação (sindical). Essa reação foi mais forte no Brasil do que em qualquer outro país, nenhum país do mundo teve uma reação sindical contra a volta às aulas, como nós observamos no Brasil”, avaliou.

Desafio

“Nosso grande desafio agora não é nem garantir a educação de qualidade para todos, que é o nosso grande objetivo, é o nosso grande desejo. Mas é pelo menos garantir que os alunos permaneçam na escola”, alertou.

Segundo Maria Helena, organismos internacionais trabalham com a expectativa de que a evasão escolar alcançará a média de 40% pelo mundo e o desempenho acadêmico dos estudantes vai cair acima de 30%. A recuperação do conteúdo perdido também será lenta.

“A hipótese é de que somente em julho de 2022 os alunos terão condições de começar a recuperar o que perderam em 2020”, destacou.

Essas estimativas vão obrigar mudanças na forma de avaliação da qualidade do ensino e na comparação entre os países. Segundo ela, a organização do Pisa – Programa Internacional de Avaliação dos Estudantes já está elaborando mudanças nos critérios que serão adotados no próximo levantamento.

No ano passado, países-membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) anunciaram o adiamento da aplicação do Pisa 2021 e do Pisa 2024 por causa da pandemia do coronavírus.

Perfil

Maria Helena Guimarães assumiu o Conselho em outubro de 2020 e tem mandato de dois anos. O CNE avalia a política nacional de educação e a qualidade do ensino, além de garantir o cumprimento da legislação educacional.

Maria Helena Guimarães já foi secretária executiva do Ministério da Educação, no governo Michel Temer, e presidente do INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), no Governo Fernando Henrique Cardoso. Ela é a segunda presidente mulher do CNE, em 100 anos.

SBT

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Ensino

Sancionada lei que dá prazo maior para pais e mães estudantes concluírem cursos superiores no Brasil

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou um projeto de lei que estende os prazos para estudantes completarem cursos de graduação e programas de pós-graduação, como mestrado e doutorado, em casos de nascimento de filhos ou adoção legal de crianças.

De acordo com a nova lei, as instituições de ensino superior devem garantir a continuidade do atendimento educacional e ajustar os prazos administrativos, concedendo uma prorrogação de, no mínimo, 180 dias. Para situações de parentalidade atípica, a lei prevê uma extensão adicional do prazo. A medida beneficia tanto mães quanto pais.

“Chamamos esse projeto de Mães Cientistas porque sabemos que muitas mulheres, ao chegarem a uma determinada fase da vida, precisam decidir entre continuar suas pesquisas acadêmicas ou cuidar dos seus filhos. É uma vitória para a ciência brasileira, para a educação e para as mulheres brasileiras”, afirmou a deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ), autora do projeto na Câmara dos Deputados.

A lei, sancionada na quarta-feira (17), abrange a conclusão de disciplinas, trabalhos finais como monografias, teses e dissertações, além do adiamento das sessões de defesa e a entrega das versões finais dos trabalhos ou realização de publicações exigidas pelos regulamentos das instituições de ensino.

Fonte: Jornal o Sul

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Destaque

Campanha “Mochila cheia” ajuda crianças atingidas pela enchente do RS a retomarem as aulas

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A Campanha Mochila Cheia é uma iniciativa da Secretaria da Educação (Seduc) para doação de livros e materiais escolares a crianças e jovens da rede estadual de ensino afetados pela crise climática e ambiental. A ação tem o objetivo de arrecadar o maior número possível de itens escolares, com previsão de compor 100 mil kits completos e em boas condições de volta às aulas.

Entre os materiais sugeridos para doação, estão cadernos, conjuntos de lápis, apontadores, giz de cera, canetas, estojo, lapiseiras, apontadores, estojos, calculadoras réguas e squeezes. Também são aceitos livros de literatura infanto-juvenil.

Junto com a arrecadação, é realizada a seleção e a organização dos donativos de acordo com a idade e série escolar, de forma a entregar uma mochila com materiais escolares dentro. Os trabalhos são coordenados pela Direção-Geral da Seduc, após o levantamento das demandas emergenciais para minimizar os impactos das inundações e enchentes na rede escolar.

A Subsecretaria de Desenvolvimento da Educação da Seduc estima que será preciso recompor o acervo mínimo em 138 bibliotecas escolares destruídas pelas enchentes. Para isso, são necessários 48.662 títulos de literatura brasileira, incluindo autores gaúchos, e universal em bom estado, com a intenção de garantir aproximadamente cinco exemplares por aluno, totalizando 245.090 livros. A lista completa dos livros necessários está disponível abaixo.

No interior, as doações serão organizadas pelas Coordenadorias Regionais de Educação (CREs). Os interessados em participar da campanha Mochila Cheia devem entrar em contato com a CRE de cada região para obterem informação sobre os locais onde os itens estão sendo recebidos. Em Santa Rosa, a 17ª CRE fica na Av. Borges de Medeiros, 806

Lista de materiais para doar:

  • Mochilas
  • Cadernos
  • Calculadora
  • Canetas azul/preta e vermelha
  • Caixas de grafite
  • Lapiseiras
  • Réguas
  • Lápis de cor – Kit
  • Caneta hidrocor – Kit
  • Lápis preto
  • Apontadores
  • Estojos
  • Squeezes
  • Livros de literatura
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Destaque

Unijuí celebra 32 anos do curso de Direito em Santa Rosa

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O curso de Direito da Unijuí, que já formou mais de 1.270 bacharéis desde sua criação em 1992, está comemorando 32 anos de história em Santa Rosa. Para celebrar a data, a coordenadora do curso, professora Fernanda Serrer, anunciou um desconto de 40% na mensalidade durante toda a graduação para alunos novos e veteranos do campus Santa Rosa.

A promoção é válida para ingressantes via vestibular ou transferência e para os estudantes que já fazem parte do curso. “É uma homenagem à trajetória de 32 anos do curso em Santa Rosa”, afirmou a professora.

O curso de Direito da Unijuí iniciou suas atividades no Colégio Dom Bosco, primeira sede da universidade na cidade, e posteriormente foi transferido para o campus próprio, inaugurado em 2000.

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