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Municípios começam a ganhar reforço de 2 mil novos policiais militares

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A partir desta sexta-feira (26/7), 507 novos policiais militares passam a reforçar a segurança em todo o Rio Grande do Sul. Oficialmente graduados nesta manhã, em cerimônia no Gigantinho, na capital, eles fazem parte de um total de 1.965 alunos-soldados que começaram o curso superior de Tecnologia em Aplicação de Polícia Militar em 12 de novembro do ano passado.

Paraninfo desta primeira turma, o governador Eduardo Leite parabenizou os novos PMs pela conquista e desejou sucesso no que chamou de “heroica missão brigadiana”.

“Vocês são responsáveis por salvar vidas todos os dias. Não apenas colocando a própria vida em risco e salvando diretamente alguém, mas pela simples existência, desestimulando o crime”, destacou Leite.

Parafraseando o hino rio-grandense, o governador pediu que os formandos busquem mostrar seu “valor constância, nesta ímpia e injusta guerra”, prometendo que, como chefe do governo, não poupará esforços para dar segurança máxima a quem faz segurança. “Tenho certeza de que vocês estão prontos para realizar novas façanhas pelo nosso Estado e por todos os gaúchos”, concluiu.

Vice-governador e secretário da Segurança Pública, o delegado Ranolfo Vieira Júnior lembrou que os quase 2 mil PMs que se formarão até o dia 10 de agosto (veja o calendário ao final do texto), venceram um concurso com mais de 42 mil inscritos e chegaram ao dia de hoje por ter vencido oito meses de provas teóricas e práticas, enfrentando os mais diversos desafios, físicos e emocionais.

“É momento de comemorar. Comemorem muito, porque, a partir de agora, meus colegas operadores da segurança, vocês vão enfrentar momentos difíceis, mas retornarão para casa tendo cumprido a mais linda missão”, afirmou Ranolfo, homenageando, em seguida, os três brigadianos e o policial civil que morreram recentemente no exercício da profissão.

O comandante da Brigada Militar, coronel Mário Ikeda, reforçou ainda que, após as formaturas dos quase 2 mil novos PMs, a corporação vai ter um efetivo mínimo padrão nos 497 municípios do Estado, além do policiamento 24 horas em todas as estradas estaduais cobertas pelo Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM).

Formação qualificada

Durante os últimos oito meses, os concursados frequentaram mais de 1,6 mil horas-aula, em que aprenderam sobre conhecimentos específicos da atividade de policial militar, como direito penal, sociologia da violência, uso da força e da arma de fogo, defesa pessoal, medicina legal e policiamento ostensivo, entre outros temas.

Para concluir o curso, durante os últimos dois meses, fizeram o estágio supervisionado, atuando no policiamento das ruas de diferentes municípios, além de terem composto os efetivos que atuaram na Copa América e em outros eventos especiais.

O curso foi supervisionado pelo departamento de ensino da BM, coordenado pelas escolas de formação e especialização de soldados (EsFES) de Porto Alegre e Montenegro. As aulas foram realizadas na EsFES da capital e nos polos de ensino de Guaíba, Esteio, Novo Hamburgo e no CRBM, em Porto Alegre.

Distribuição do efetivo

A estratégia de distribuição dos quase 2 mil novos policiais militares coloca em prática as premissas de inteligência e investimento qualificado do programa RS Seguro, com adoção de critérios objetivos que priorizam os municípios menos guarnecidos, além das unidades e serviços com maior impacto regionalizado, para otimizar o aproveitamento do reforço.

O critério número 1 para lotação dos ingressantes da BM foi a garantia de que nenhuma cidade do RS terá menos do que cinco PMs. Dessa forma, muitos dos novos policiais serão alocados em cidades menores, que tinham menor efetivo.

Uma estratégia utilizada foi empregar parte do reforço em unidades que podem atuar em todo o Estado. Assim, foram criados dois novos Batalhões de Choque, com 110 PMs cada, um em Caxias do Sul e outro em Pelotas. Eles se somam aos já existentes em Porto Alegre, Santa Maria e Passo Fundo, que também terão incremento.

Outro critério orientado para a qualificação do pronto atendimento regionalizado é o aumento de efetivo nos 38 Pelotões de Operações Especiais (POEs), que receberão, ao todo, 250 novos policiais militares. Como os POEs estão espalhados pelo Estado, a medida terá repercussão para todas as regiões do RS.

Além disso, o planejamento de lotação vai garantir o complemento das guarnições do Comando Rodoviário da Brigada Militar, de forma que cada um dos 40 postos presentes em todas as regiões do Estado conte com efetivo de, no mínimo, 13 policiais. Essa medida, com o emprego de 110 novos soldados, permitirá, como informado pelo coronel Ikeda, manter o policiamento 24 horas em todas as rodovias estaduais cobertas por unidades do CRBM.

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Sicredi vê contratação de seguro agrícola crescer 31% em 2021

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A contratação de seguro agrícola junto ao Sicredi somou 20.709 apólices de janeiro a agosto de 2021, 31% a mais do que em igual período de 2020, quando a instituição registrou 15.838 apólices contratadas. Os dados representam mais de 829 mil hectares cobertos e R$ 3,8 bilhões em valor segurado aos associados. No primeiro semestre, o Sicredi também contabilizou mais de R$ 45 milhões em indenizações, das quais R$ 12,9 milhões, ou 28,6%, para associados do Paraná e de São Paulo.

Na avaliação do gerente de Desenvolvimento de Negócios da Central Sicredi PR/SP/RJ, Devanir Brisola, o incremento reflete a preocupação cada vez maior do produtor rural em planejar e fazer a gestão de riscos da lavoura. “No Paraná, por exemplo, é comum no período de geadas algumas culturas terem seu desenvolvimento prejudicado, como o milho safrinha, para o qual há perspectivas de perdas de até 70%, estimam produtores. Por isso, seguimos direcionando nossas ações para diminuir os riscos e proteger os investimentos dos produtores rurais associados”, diz Brisola em nota.

O Sicredi também participou do projeto-piloto do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) voltado a produtores do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), com 3.329 apólices contratadas para soja e milho e mais de 64 mil hectares segurados. Do total de apólices, 74% foram contratadas no Paraná.

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Ameaça nas estradas

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Com altas sucessivas no preço do diesel e o valor dos fretes abaixo do piso, caminhoneiros se dizem traídos pelo presidente e querem repetir a greve de 2018

Há pouco mais de um mês, centenas de caminhoneiros chegaram a Brasília com a promessa de tomar o Supremo Tribunal Federal (STF) em apoio ao presidente Jair Bolsonaro. Hoje, muitos deles não podem nem ouvir o seu nome. Diante de um aumento de 24% no preço do litro do diesel em 2021, a categoria se prepara para uma greve nacional dentro de duas semanas, no dia 1º de novembro (segunda-feira).

O movimento já começou para alguns segmentos, como os tanqueiros (profissionais que transportam combustíveis), paralisados desde a manhã da quinta-feira 21. Eles também interromperam os fluxos em bases de abastecimento de veículos em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Para novembro, as expectativas são de que a greve se prolongue por dias — repetindo a de maio de 2018, cujo impacto foi sentido até no resultado do PIB daquele ano. E, embora a demanda principal seja pela redução imediata do custo do diesel, reajustado para cima nove vezes só esse ano, há outros motivos para os caminhoneiros estarem insatisfeitos com o presidente. “Naquela paralisação de três anos atrás, Bolsonaro fez muitas promessas de que tudo seria diferente”, critica Wanderlei Alves, o “Dedeco”, um dos líderes do movimento desde aquela época. “Eu sabia que, quando Jair Bolsonaro se tornasse presidente, não iria contrariar os interesses da Petrobras.”“Como eles não fizeram nada nos últimos anos, agora só há a alternativa de tentar desarmar nossa mobilização”, diz Dahmer. Por outro lado, dar de costas para o setor pode ser um tiro no pé para o governo. Os caminhoneiros foram uma das bases de sustentação de Bolsonaro na eleição, e parte deles até mesmo endossou os discursos golpistas no feriado da Independência.

A resposta será dada apenas em novembro, mas as perspectivas são tensas. “A gente deveria paralisar por 10 dias para o presidente sentir na pele”, diz “Dedeco”. “Mas não vai acontecer porque ele tem as polícias nas mãos, e elas não vão deixar os caminhoneiros pararem tanto tempo”.

fonte: istoé

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Polícia Civil lança Curso de Entrevista na Atividade de Inteligência

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Nesta segunda-feira (25/10), a Polícia Civil, por meio do Gabinete de Inteligência e Assuntos Estratégicos – GIE lançou pela primeira vez o Curso de Entrevista na Atividade de Inteligência que visa capacitar os profissionais de inteligência do Gabinete de Inteligência e das Divisões de Inteligência Policial e Análise Criminal na temática e conta com a participação de outros órgãos de inteligência vinculados às esferas federal e Estadual.

Serão 50 horas aula dedicadas ao aperfeiçoamento nessa ação de busca fundamental para a atividade de inteligência. Além da Polícia Civil há participantes do Ministério da Justiça, Brigada Militar, Polícia Federal, Secretaria de Justiça e Sistema Penal e Socioeducativo e Exército Brasileiro.

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