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Mundo já tem mais de 127 mil curados da Covid-19: ‘O pior sintoma é o medo’

Pável Bauken

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Número de curados do novo coronavírus ultrapassou os 127 mil nesta sexta-feira (27)


No momento em que o número de mortos e infectados pelo novo coronavírus aumenta e países como Itália e Espanha avançam na contagem de seus mortos, cresce também outra estatística menos divulgada e bem mais alentadora: a dos curados. Em todo o mundo, pouco mais de 127 mil pessoas já se recuperaram da doença, segundo estudo da Universidade John Hopkins, dos Estados Unidos.

O resultado do trabalho corrobora informações da Organização Mundial de Saúde (OMS) de que 80% das pessoas contaminadas se recuperam apenas no tratamento, sem precisar de internação e uso do respirador (entre 5% e 6%).

Os curados são homens e mulheres, jovens, adultos e idosos, que apresentaram sintomas variados, desde tosse e falta de ar até perda de olfato. Depois de um período de isolamento total, sem sair de casa – incluindo os mais novos -, eles relatam o prazer de voltar a executar atividades do dia a dia, como estar com os amigos e com a própria família. Alguns são enfáticos: para eles, o isolamento social continua sendo necessário mesmo depois da cura, para evitar que a pandemia avance assustadoramente como em outros países.

“O pior sintoma é o medo”, afirma a advogada e conselheira federal da OAB Daniela Teixeira, de 48 anos, que contraiu a Covid-19 na Conferência Nacional da Mulher Advogada, realizada no Ceará, em 5 e 6 de março. “Fui homenageada na conferência, mas não vale o risco e o desespero que passei depois. Tinha de ter ficado em casa.” Ela reforça a recomendação da OMS para que as pessoas não saiam de suas casas nesse momento.

Na terça-feira, Daniela recebeu o resultado de seu último teste e não está mais doente. A Secretaria de Saúde do Distrito Federal, onde mora, recomendou por precaução isolamento total até 31 de março. Depois, vida normal.

Com o aumento da demanda pelos testes de coronavírus, muitos infectados não chegam a fazer novo exame ao fim da quarentena. Segundo o Ministério da Saúde, a orientação para os que testam positivo é de respeitarem o período de 14 dias de isolamento. Depois, se não tiverem mais sintomas, já podem seguir as mesmas regras do restante da população.

Foi o caso da paulista Laísa Nardi, de 22 anos. Em fevereiro, depois de ter voltado de uma viagem por Itália e Espanha, ela começou a ter tosse, falta de ar e dor no corpo. “Achei que a dor fosse de carregar a mochila nas costas”, disse. Poucos dias depois de procurar atendimento médico, Laísa recebeu o resultado positivo do teste para o novo coronavírus. Ela ficou em isolamento com seu ex-namorado, com quem tinha entrado em contato depois da viagem, ao realizar sua mudança da casa dele.

“Fiquei de quarentena com o ex”, brincou. “No dia em que a minha quarentena acabou, andei 15 quilômetros no sol do meio-dia, sozinha, para ter certeza de que eu não estava mais trancada no meu quarto”, conta. Laísa já voltou a trabalhar.

O médico ortopedista Roberto Ranzini, de 54 anos, afirmou que quer se voluntariar para trabalhar em algum hospital de campanha depois de acabar sua quarentena. Ele atua no Hospital Israelita Albert Einstein, onde foi diagnosticado o primeiro caso da doença no País, e disse acreditar que possa ter contraído o vírus de algum paciente. Sem apresentar mais os sintomas iniciais que, para ele, incluíram letargia e diminuição do olfato, Ranzini continua seguindo o isolamento recomendado. “Temos de ter consciência da importância do isolamento, senão vai ter uma explosão de casos e o nosso sistema de saúde não vai aguentar.”

Embora ainda não existam estudos sobre o que acontece com pacientes depois que eles se curam, a esperança dele é a de que, no fim da quarentena, quando pretende ir de novo para a linha de frente da luta contra a doença, ele já esteja imunizado contra o vírus. De acordo com o infectologista Paulo Olzon, uma vez que a pessoa esteja recuperada do coronavírus, não há nenhuma restrição. “É vida normal.”

Jovem Pan

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Destaque

Santa Rosa permanece na bandeira vermelha

Pedidos de reconsideração acatados pelo Gabinete de Crise são das regiões de Cachoeira do Sul e Guaíba

Pável Bauken

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Na 30ª rodada, o mapa definitivo do modelo de Distanciamento Controlado terá, a partir desta terça-feira (1°/12), 19 regiões em bandeira vermelha (risco epidemiológico alto). Apenas dois dos 11 pedidos de reconsideração enviados por municípios e associações regionais foram acatados pelo Gabinete de Crise nesta segunda-feira (30/11). As regiões de Cachoeira do Sul e Guaíba, portanto, permanecem em bandeira laranja (risco epidemiológico médio).

A equipe técnica rejeitou os pedidos das regiões de Capão da Canoa, Taquara, Santo Ângelo, Santa Rosa, Passo Fundo, Caxias do Sul, Santa Maria, Porto Alegre e Bagé. As demais regiões não contestaram a classificação do mapa preliminar.

Veja o mapa definitivo em https://distanciamentocontrolado.rs.gov.br

O pedido de Cachoeira do Sul foi aceito porque a equipe técnica levou em consideração o fato de que o maior impacto na região resultou dos indicadores da macrorregião e da situação do Estado como um todo. O recurso ponderou que quase todos os indicadores da região se mostraram favoráveis ao longo da pandemia. E, ainda, a região recebeu pacientes de outras áreas em leitos de UTI.

A região de Guaíba também foi impactada pela situação geral do Estado. Houve melhora na média ponderada final em comparação com as semanas anteriores e melhora em dois indicadores da própria região, em especial o que monitora os novos casos acumulados na semana dos internados em leitos clínicos. A equipe que monitora o modelo de Distanciamento Controlado segue alertando que a capacidade de atendimento da macrorregião está bastante tensionada.

Suspensão temporária da cogestão

Em reunião realizada na tarde desta segunda-feira (30/11) com a Federação das Associações dos Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) e com os representantes das 27 associações regionais, ficou decidido que o sistema de cogestão, implementado em agosto, será suspenso pelas próximas três semanas.

Sendo assim, as únicas regiões que poderão seguir os protocolos de bandeira laranja são aquelas classificadas em bandeira laranja. Nesta rodada, somente Cachoeira do Sul e Guaíba.

As cidades em bandeira vermelha que se encaixam nos critérios da Regra 0-0, ou seja, que não têm registro de óbito ou hospitalização de moradores nos últimos 14 dias, também podem adotar medidas da bandeira laranja desde que a prefeitura crie um regulamento local.

As 19 regiões em bandeira vermelha deverão seguir exclusivamente as regras estabelecidas pelo modelo de Distanciamento Controlado do governo do Estado.

Regra 0-0

Na 30ª rodada, o RS tem 10.725.854 habitantes, o que corresponde a 94,7% da população gaúcha (total de 11,3 milhões de habitantes), em bandeira vermelha, distribuídos entre os 466 municípios (do total de 497) classificados como de alto risco de contágio de coronavírus.

Desses, 194 municípios (861.438 habitantes, 7,6% da população gaúcha) podem adotar protocolos de bandeira laranja, porque cumprem os critérios da Regra 0-0, ou seja, não têm registro de óbito ou hospitalização de moradores nos últimos 14 dias, desde que a prefeitura crie um regulamento local.

Dos 31 municípios em bandeira laranja (603.751 habitantes, 5,3% da população gaúcha), 13 se encaixam na Regra 0-0. Isso equivale a 68.962 habitantes (0,6% da população do RS).

Clique aqui e acesse a lista de municípios que se enquadram na Regra 0-0

 

RESUMO DA 30ª RODADA

BANDEIRA VERMELHA (19)
Novo Hamburgo (em cogestão)
Passo Fundo (em cogestão)
Capão da Canoa (em cogestão)
Canoas (em cogestão)
Ijuí (em cogestão)
Palmeira das Missões (em cogestão)
Erechim (em cogestão)
Uruguaiana
Santa Maria (em cogestão)
Lajeado (em cogestão)
Santo Ângelo (em cogestão)
Santa Rosa (em cogestão)
Cruz Alta (em cogestão)
Bagé
Taquara (em cogestão)
Santa Cruz do Sul (em cogestão)
Pelotas (em cogestão)
Caxias do Sul (em cogestão)
Porto Alegre (em cogestão)

BANDEIRA LARANJA (2)
Cachoeira do Sul (em cogestão)
Guaíba

Clique aqui e acesse o levantamento completo da 30ª semana do Distanciamento Controlado após a avaliação dos pedidos de reconsideração 

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Destaque

Nicette Bruno é internada no CTI após ser diagnosticada com Covid-19

Reporter Global

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A informação foi dada pela filha da atriz, Beth Goulart, 59, na tarde deste domingo (29)

 

 

Nicette Bruno, 87, foi internada após ser diagnosticada com Covid-19. A informação foi dada pela filha da atriz, Beth Goulart, 59, na tarde deste domingo (29).

“Eu tenho uma notícia não muito agradável, mas, enfim, estamos numa pandemia. Infelizmente mamãe pegou covid, mas ela está bem. Está internada, sim, está no CTI, sim, mas está com ventilação não-invasiva, não está entubada”, iniciou Beth.

Em seguida, ela disse que acredita na recuperação da mãe e pediu orações para que a atriz veterana se recupere rapidamente. “Com muita força, muita fé, muita energia de luz que ela sempre teve, eu conto com sua oração, seu pensamento positivo, porque isso é o que a gente mais pode fazer para ajudar as pessoas que estão nessa situação”, ponderou a atriz, lembrando daqueles que também sofreram com a doença.

“Minha força e minha fé a todos que estão passando por isso nesse momento e agradeço seu carinho. Eu creio! Ela vai sair dessa. Deus tudo pode. Ela vai sair dessa com muita luz e muita saúde. Que assim seja”, encerrou Beth, cheia de fé na recuperação de Nicette.

 

 

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Destaque

RS em bandeira vermelha

Pela primeira vez, todas as 21 regiões Covid estão em bandeira vermelha no mapa preliminar

Pável Bauken

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O Rio Grande do Sul passa pelo momento mais crítico da pandemia de coronavírus. Com o número de pacientes internados em leitos clínicos e em UTIs atingindo o pico da série histórica, o mapa preliminar da 30ª semana do Distanciamento Controlado, divulgado nesta sexta-feira (27/11), traz, pela primeira vez, todas as 21 regiões Covid em bandeira vermelha (risco epidemiológico alto).

Na quinta-feira (26/11), o Estado chegou a 1.183 pacientes hospitalizados por conta do coronavírus e a 775 pessoas internadas em leitos de UTI. Com a manutenção do total de leitos e o aumento de 13% nos pacientes confirmados por Covid-19 internados em UTI, houve nova redução de leitos livres, chegando ao menor nível desde o início do Distanciamento Controlado: 0,67.

O quadro fez com que o indicador específico que mede a capacidade de atendimento do Estado como um todo recebesse a classificação de risco altíssimo (bandeira preta), cenário que se repete em cinco das macrorregiões (Metropolitana, Serra, Missioneira, Centro-Oeste e Norte).

Houve uma piora em diversos indicadores ao longo da última semana. O número de casos ativos para doença cresceu 13% e ultrapassou a marca de 21 mil pessoas que testaram positivo apenas nesse período.

Pela primeira vez, ao menos três regiões tiveram média ponderada que as aproximou da classificação final em bandeira preta: Bagé, Erechim e Uruguaiana. Além da situação piorar em toda a macrorregião Norte, Erechim foi a única que alcançou classificação de risco máximo nos quatro indicadores regionais.

A situação piorou significativamente no último mês. De 30 de outubro a 26 de novembro, os indicadores apontam elevação de 26% (de 830 para 1.047) no número de hospitalizações confirmadas pela doença e aumento de 30% (de 712 para 928) de internados em UTI por síndrome respiratória aguda grave (SRAG).

Além disso, o número de internados em leitos clínicos com coronavírus cresceu 54% (de 768 para 1.183) e o número de óbitos subiu 31%, de 211 para 276.

O mapa mais avermelhado já visto pelo Estado foi o preliminar da 15ª rodada, que apresentou 16 regiões com risco alto. Após recursos, o mapa definitivo, vigente entre os dias 18 e 24 de agosto, trouxe 14 regiões em vermelho.

Veja o mapa preliminar da 30ª rodada: https://distanciamentocontrolado.rs.gov.br

Das 21 regiões Covid – neste mapa preliminar, todas em bandeira vermelha –, apenas Uruguaiana, Bagé e Guaíba não apresentam protocolos próprios, geridos pelo sistema de cogestão regional.

As regiões em cogestão classificadas em bandeira vermelha podem adotar regras de bandeira laranja, e as classificadas em laranja podem adotar protocolos de bandeira amarela, basta que enviem protocolos próprios adaptados à Secretaria de Articulação e Apoio aos Municípios (Saam).

Os planos regionais aprovados estão disponíveis em https://planejamento.rs.gov.br/cogestao-regional

Paralelamente aos pedidos de cogestão, o Estado aceitará pedidos de reconsideração à classificação de risco, que podem ser feitos via associação regional por meio de formulário eletrônico (pelo link https://forms.gle/8SuLcENKajfXihPs5), no prazo máximo de 36 horas após a divulgação do mapa preliminar – até as 6h de domingo (29/11).

A adoção de protocolos alternativos não altera as cores do mapa definitivo, que será divulgado após análise dos recursos pelo Gabinete de Crise, na tarde de segunda-feira (30/11), por meio de notícia publicada no site do governo do Estado. A vigência das bandeiras da 30ª rodada começa à 0h de terça-feira (1°/12) e se encerra às 23h59 de segunda-feira (7/12).

Regra 0-0

Conforme o mapa preliminar da 30ª rodada, todos os 497 municípios do Rio Grande do Sul estão em bandeira vermelha, o que corresponde a 100% da população gaúcha (total de 11,3 milhões de habitantes).

Dos 497 municípios gaúchos, 207 (930.400 habitantes, 8% da população gaúcha) podem adotar protocolos de bandeira laranja, porque cumprem os critérios da Regra 0-0, ou seja, não têm registro de óbito ou hospitalização de moradores nos últimos 14 dias, desde que a prefeitura crie um regulamento local.

• Clique aqui e acesse a lista de municípios que se encaixam na Regra 0-0

 

RESUMO DA 30ª RODADA

Regiões que apresentaram piora (13)

LARANJA > VERMELHA

Santa Maria (em cogestão)
Guaíba
Lajeado (em cogestão)
Santo Ângelo (em cogestão)
Santa Rosa (em cogestão)
Cruz Alta (em cogestão)
Bagé
Taquara (em cogestão)
Cachoeira do Sul (em cogestão)
Santa Cruz do Sul (em cogestão)
Pelotas (em cogestão)
Caxias do Sul (em cogestão)
Porto Alegre (em cogestão)

Regiões que seguem igual

BANDEIRA VERMELHA (8)

Novo Hamburgo (em cogestão)
Passo Fundo (em cogestão)
Capão da Canoa (em cogestão)
Canoas (em cogestão)
Ijuí (em cogestão)
Palmeira das Missões (em cogestão)
Erechim (em cogestão)
Uruguaiana

• Clique aqui e acesse a nota técnica com as justificativas de classificações das regiões.

 

DESTAQUES DA 30ª RODADA

• número de novos registros semanais de hospitalizações confirmadas com Covid-19 reduziu 11% entre as duas últimas semanas (de 1.172 para 1.047);
• número de internados em UTI por síndrome respiratória aguda grave (SRAG) aumentou 12% no Estado entre as duas últimas quintas-feiras (de 827 para 928);
• número de internados em leitos clínicos com Covid-19 aumentou 17% entre as duas;
• últimas quintas-feiras (de 1.014 para 1.183);
• número de internados em leitos de UTI com Covid-19 aumentou 13% entre as duas últimas quintas-feiras (de 683 para 775);
• número de leitos de UTI adulto livres para atender Covid-19 reduziu 17% entre as duas últimas quintas-feiras (de 626 para 522);
• número de casos ativos aumentou 13% entre as duas últimas semanas (de 18.860 para 21.348);
• número de registros de óbitos por Covid-19 ficou praticamente estável entre as duas últimas quintas-feiras (de 282 para 276).

As regiões com maior número de novos registros de hospitalizações nos últimos sete dias, por local de residência do paciente, são Porto Alegre (238), Caxias do Sul (128), Passo Fundo (79), Novo Hamburgo (74) e Canoas (62).

Comparativo: situação entre 30 de outubro e 26 de novembro

• número de novos registros semanais de hospitalizações confirmadas com Covid-19 aumentou 26% no período (de 830 para 1.047);
• número de internados em UTI por síndrome respiratória aguda grave (SRAG) aumentou 30% no Estado no período (de 712 para 928);
• número de internados em leitos clínicos com Covid-19 aumentou 54% no período (de 768 para 1.183);
• número de internados em leitos de UTI com Covid-19 aumentou 35% no período (de 573 para 775);
• número de casos ativos aumentou 63% no período (de 13.061 para 21.343);
• número de leitos de UTI adulto livres para atender Covid-19 reduziu 34% no período (de 791 para 522);
• número de óbitos por Covid-19 acumulados em sete dias aumentou 31% no período (de 211 para 276).

Clique aqui e acesse o levantamento completo da 30ª rodada do Distanciamento Controlado

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