Mudanças de Leite na previdência e carreiras testarão a base – Portal Plural
Connect with us

Política

Mudanças de Leite na previdência e carreiras testarão a base

Publicado

em



 

O governo do Estado enviará nesta semana à Assembleia Legislativa o pacote de reformas nas carreiras e na previdência pública estaduais. Além do prazo apertado − pois o período de atividades no Legislativo se encerra no dia 20 de dezembro − os projetos, que já carregam consigo a pressão de um funcionalismo descontente por mudanças drásticas em meio a atrasos e parcelamentos de salários, chegarão sob uma atmosfera de turbulência nas relações entre poderes e queixas de aliados da falta de diálogo do Piratini.

A remessa dos projetos permanece sem uma data precisa. Conforme o líder do governo na Assembleia, Frederico Antunes (PP), o protocolo ocorrerá após a promulgação, pelo Congresso, da Reforma da Previdência. O compasso de espera definido pelo Piratini poderá, inclusive, provocar a necessidade de votações ao final de dezembro ou início de janeiro, em sessões extraordinárias a serem solicitadas pelo governador Eduardo Leite.

“Os projetos, exceto as propostas de emenda à Constituição (PEC), serão encaminhados com pedido de tramitação em regime de urgência. O governo trabalha com a expectativa de que a Assembleia possa deliberar sobre os projetos até o final do ano”, afirma Antunes, que será um dos responsáveis pela articulação de, ao menos, 28 votos para projetos de lei e 33 votos para propostas de emenda à Constituição. Embora a conta mais otimista atribua 40 votos à base, o que garantiria facilidade na aprovação das medidas, divergências pontuais são esperadas.

Contudo, a expectativa de urgência nas deliberações poderá colidir com divergências sobre os métodos do governo e com pressões que representações de servidores e de setores da sociedade deverão exercer sobre os deputados. Uma das frentes de pressão atinge o cotidiano da população: professores da rede pública estadual prometem entrar em greve 72 horas depois do protocolo dos projetos. Policiais civis e militares também anunciaram que pretendem fazer protestos contra as mudanças.

Diálogo precisa melhorar, dizem deputados  

Por parte dos deputados estaduais, as críticas de que falta uma linha mais eficiente de comunicação se acentuaram com a decisão do governador, na semana passada, de mudar o pagamento do IPVA, que surpreendeu aliados e causou tensão nas relações da base a ponto de o governo recuar de sua iniciativa, restaurando as regras antes vigentes. “Não houve diálogo com a base sobre um tema que mexe com toda a sociedade”, pontuou o líder da bancada do PP, deputado Sérgio Turra.

Para o líder da bancada do MDB, deputado Fábio Branco, o Executivo necessita revisar seu método de divulgação das ações. “O governo precisa melhorar a comunicação com a Assembleia. Não podemos ser pegos de surpresa com medidas de grande repercussão e queremos também opinar para darmos nossa contribuição”, disse Branco.

“Quem está em campo, às vezes acaba errando um passe. No caso do IPVA, foi um escorregão. Acontece. Talvez o governador tenha se concentrado mais no aconselhamento técnico e esqueceu da questão política que envolve propostas como esta”, ponderou o deputado Paparico Bacchi.

Além do episódio do IPVA, o Piratini lidou recentemente com a imposição de mudança no trâmite da proposta de revisão do Código Ambiental. Apesar de apelos de ambientalistas e deputados, o Executivo insistiu na manutenção do regime de urgência. Um grupo de parlamentares ajuizou uma ação e conseguiu por liminar mudar o trâmite.

CP
Clique para comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

De Conti leva pautas ao secretário de Obras

Publicado

em



O vereador Vitor de Conti esteve reunido com o secretário municipal de Obras Rodrigo Burkle, ao qual levou pedidos levantados junto à comunidade, alguns deles já pautados em sessões da Câmara. “Foi um encontro muito produtivo, pois ouvi boas novas. Várias demandas já estão em andamento ou terão abordagens nos próximos dias, conforme garantiu o secretário”, avaliou o vereador.

Burkle explicou que a Prefeitura está concluindo licitações para aquisição de insumos para executar ações de tapa-buracos, fabricação de tubos e outras. Questões emblemáticas, como a conservação envolvendo as ruas 10 de Novembro (Flores) e Ângelo Massaia (Esplanada) estão nessa lista de obras que aguardavam insumos.

Vitor foi obter informações a respeito de reparos na Rua José Maicá (Cruzeiro ao Distrito Multissetorial), passeio para a Avenida Tuparendi, melhoria no piso da Praça da Independência, tapa-buracos na Rua 24 de Outubro (até que se consiga asfaltamento), cascalhamento da Rua Ipê no acesso à recicladora, limpeza para escoar a água da chuva na Rua 10 de Novembro (Vila Flores), bueiro e calçamento na Rua Ângelo Massaia e colocação de assentos de madeira nas paradas onde passam coletivos da Toda Hora.

[mailpoet_form id="1"]
Continue Lendo

Política

Conversão à direita livre mesmo com semáforo vermelho é indicada por Rafael Rufino

Publicado

em



O vereador Rafael Rufino (MDB), encaminhou para o Departamento Municipal de Trânsito, na última sessão da Câmara de Vereadores (7), a Indicação 1484/2021, solicitando estudo e implementação de placas de indicação, do tipo educativas, com a informação “CONVERSÃO LIVRE À DIREITA NO SEMÁFORO VERMELHO” em locais onde tal manobra possa ser realizada, conforme as novas regras estabelecidas pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Desde 12/04/2021 entraram em vigor as novas mudanças do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), com medidas que visam deixar a legislação menos burocrática e mais rigorosa. Entre as novas normas está a “conversão livre à direita mesmo quando o sinal está vermelho” – quando o motorista pode “ignorar/furar” o sinal vermelho nos cruzamentos permitidos e indicados através de placas de trânsito.

Foto: Wikimedia/Vitriden

Essa medida já é comum em outros países, como Canadá e alguns estados dos Estados Unidos, e tem como objetivo desafogar o trânsito, mas precisa ser realizada de forma consciente pelos motoristas. Por isso, a indicação sugere a promoção de campanhas de esclarecimento aos motoristas, deixando claro os locais permitidos.

[mailpoet_form id="1"]
Continue Lendo

Política

Presidente do Tribunal Superior Eleitoral diz que a implementação do voto impresso seria “um retrocesso”

Publicado

em



 

O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Luís Roberto Barroso, disse, nesta quarta-feira (09), que a implementação do voto impresso no Brasil seria “um retrocesso”.

 

Segundo ele, isso reduzirá a segurança das eleições, trazendo de volta fraudes e falhas humanas, problemas que teriam ficado no passado com a adoção da urna eletrônica.

“A vida vai ficar bem pior, vai ficar parecido com o que era antes”, disse o ministro na Câmara dos Deputados, onde participou de uma comissão geral sobre assuntos eleitorais. Ele acrescentou, contudo, que, se o Congresso aprovar e o STF (Supremo Tribunal Federal) validar, o TSE implementará o voto impresso. “Eu torço para que ela [aprovação] não venha, mas, se vier, nós cumpriremos”, afirmou.

O ministro iniciou sua fala ressaltando não haver sido documentada nenhuma fraude na urna eletrônica desde sua adoção, em 1996. Ele voltou a defender a segurança do equipamento e lembrou de problemas que existiam antes do sistema informatizado de votação, como a compra de votos, o coronelismo e o clientelismo. O ministro avaliou que tais situações podem retornar com a adoção do voto impresso.

“A verificação manual não é verificação, é um perigo, é um risco que nós vamos criar”, disse Barroso. “Eu acho que o voto impresso vai nos trazer um problema do qual já nos livramos, que é o transporte, a guarda e a contagem manual dos votos”, ressaltou o ministro.

Para Barroso, além de abrir margem para fraudes, um dos principais problemas do voto impresso é a possibilidade de violação do sigilo do voto, uma vez que, por meio do recibo da votação, seria possível saber a composição dos votos individuais – em quem a pessoa votou para diferentes cargos –, o que abriria caminho para identificar o eleitor.

Segundo estimativa do TSE, a adoção do voto impresso custaria R$ 2 bilhões. “Talvez essa não seja a melhor alocação de recursos no momento”, opinou Barroso. Ele lembrou que a realização do Censo do IBGE, por exemplo, foi recentemente adiada por falta de recursos.

 

FONTE: O SUL

[mailpoet_form id="1"]
Continue Lendo

Trending

© 2021 PORTALPLURAL.COM.BR Todos os direitos reservados.


×