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Ensino

Ministro da Educação diz que há crianças com grau de deficiência em que ‘é impossível a convivência’

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O ministro da Educação, Milton Ribeiro, afirmou nesta quinta-feira (19) que há crianças com “um grau de deficiência que é impossível a convivência”. A declaração foi dada durante uma visita ao Recife, dias depois de uma entrevista em que ele afirmou que estudantes com deficiência atrapalham o aprendizado de outros alunos.

A declaração foi alvo de críticas. Rodrigo Hübner Mendes, que preside o instituto Instituto Rodrigo Mendes, afirmou que Ribeiro “não está à altura do cargo’. O senador Romário Faria (PL-RJ) declarou que “só a pessoa desprovida de inteligência pode soltar uma frase como essa”.

“Nós temos, hoje, 1,3 milhão de crianças com deficiência que estudam nas escolas públicas. Desse total, 12% têm um grau de deficiência que é impossível a convivência. O que o nosso governo fez: em vez de simplesmente jogá-los dentro de uma sala de aula, pelo ‘inclusivismo’, nós estamos criando salas especiais para que essas crianças possam receber o tratamento que merecem e precisam”, afirmou Ribeiro.

PEDIDO DE DESCULPAS
Depois das reações, o Ministério da Educação (MEC) divulgou uma nota e disse que Ribeiro “manifestou publicamente o seu pedido de desculpas às pessoas que se sentiram ofendidas”.

O ministério afirmou, ainda, que “reafirma o seu compromisso com o desenvolvimento de políticas públicas que contemplem de fato as necessidades das modalidades especializadas”.
O ministro da Educação não informou como chegou aos 12%. Em 2020, segundo o Censo, o Brasil tinha 1,3 milhão de crianças e jovens com deficiência na educação básica. Desses,13,5% estavam em salas ou escolas exclusivas,e 86,5%, estudavam nas mesmas turmas dos demais alunos.

Na fala anterior, Ribeiro disse que, quando uma criança com deficiência é incluída em salas de aula com alunos sem a mesma condição, ocorre o que chamou de “inclusivismo”, em que a criança não aprende e “atrapalhava” a aprendizagem das outras.
Nesta quinta-feira, ele afirmou que, ao dizer que as crianças com deficiência atrapalham as outras, falou “entre aspas”.

“[…] esses 12%, elas são, realmente, elas se atrapalham mutualmente. Nem uma ouve, nem o outro entende. Porque uma criança, por exemplo, com um grau muito elevado de um tipo de problema, essa criança não consegue aprender”, declarou.

Com o Censo Escolar de 2020, houve um aumento de 34,7% no número de estudantes com deficiência matriculados, em relação a 2016.
A maioria deles está no ensino fundamental, que concentra 69,6% dos estudantes, e, entre os dois últimos censos, houve crescimento de 114,1% nas matrículas na educação profissional concomitante/subsequente.

No entanto, o MEC não respondeu de que forma são classificados os graus de deficiência citados pelo ministro.

FONTE: G1

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Ensino

CAPS AD realiza palestras de conscientização nas escolas

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A FUMSSAR, através do Centro de Atenção Psicossocial – Álcool e Drogas CAPS AD realizou atividades educativas. Através do Programa Saúde na Escola PSE, quatro palestras sobre conscientização do uso de álcool e drogas na adolescência foram organizadas. As ações ocorreram na Escola Municipal Pedro Speroni, no bairro Cruzeiro.

As atividades foram ministradas pelos integrantes da equipe multidisciplinar do CAPS AD Movimento. Participaram a Assistente Social, o Enfermeiro, o Médico Psiquiatra, o Psicólogo, o Terapeuta Ocupacional e os Técnicos em Enfermagem. Além das orientações trazidas pelos profissionais, os alunos tiveram a oportunidade de ouvir o depoimento de um paciente do Centro de Atenção Psicossocial – Álcool e Drogas.

Ao todo 180 alunos, do 6º ao 9º ano, acompanharam as palestras. Entre os temas abordados: tipos de drogas, seus efeitos no organismo e as consequências do uso prolongado.

As instituições de ensino que tiverem interesse em participar, podem entrar em contato com o Centro de Atenção Psicossocial – Álcool e Drogas, pelo telefone: (55) 3513-5158 e agendar uma visita da equipe multidisciplinar.

O CAPS AD funciona das 08h às 18h sem fechar ao meio-dia de segunda a sexta-feira. O Centro fica localizado na Av. Flores da Cunha, 1321, no bairro Cruzeiro.

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Ensino

Como a alfabetização sofreu na pandemia: ‘criança que já deveria saber ler ainda não domina o abc’

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Na turma da professora Ana Carolina Guimarães há, hoje, desde crianças que já conseguem ler textos com facilidade até os alunos que, aos 8 ou 9 anos de idade, ainda sequer criaram familiaridade com todas as letras do alfabeto.
O cenário da volta às aulas preocupou a professora do 3° ano do ensino fundamental 1 na Escola Estadual São Bento, em Belo Horizonte (MG) – que por enquanto está funcionando em modelo híbrido, em que as crianças alternam entre uma semana na escola e uma semana no ensino remoto.

Preocupação da professora se deve ao fato de que, em condições normais, na 3ª série, as crianças já costumam estar na fase final do aprendizado básico de leitura e escrita.

“Todos os alunos teriam que estar lendo, e não é a realidade. Percebemos que há uma carência nesse retorno às aulas e que a alfabetização foi muito afetada pela pandemia”, diz Guimarães .

Crianças vulneráveis de 5 a 10 anos de idade – e, portanto, as que cursam o final da educação infantil e todo o ensino fundamental 1 – foram um grupo particularmente sensível às dificuldades dos mais de 18 meses de ensino à distância na pandemia. É porque elas estão em uma fase crucial de seu desenvolvimento escolar: a da alfabetização e da consolidação da leitura, da escrita e dos fundamentos matemáticos.
E também porque, nessa idade, elas têm pouca autonomia no ensino remoto, e portanto o contato próximo aos professores fez muita falta.

Fonte: terra

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Ensino

Polo de Ensino de Santa Rosa realiza doação de brinquedos em alusão ao Dia das Crianças

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Na tarde de segunda-feira (11) os alunos soldados do Polo de Ensino de Santa Rosa, acompanhados do Leão do PROERD e da Fronteiruxa, realizaram a entrega de brinquedos para crianças de comunidades próximas ao Polo.

Além de levar um pouco mais de alegria para as crianças, a ação ajuda o futuro soldado da Brigada Militar a compreender e desempenhar suas atividades com base na filosofia de polícia comunitária.

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