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Ministério da Saúde revela notificação de caso suspeito de coronavírus no RS

Infecção no Estado, no entanto, foi descartada, a exemplo de Minas Gerais, Santa Catarina e Distrito Federal

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Júlio Croda revelou notificações de casos suspeitos do coronavírus no Brasil | Foto: Ministério de Saúde / Twitter / Reprodução / CP


O Ministério da Saúde concedeu uma entrevista coletiva no final da manhã desta quinta-feira para falar sobre o coronavírus, epidemia que matou 25 na China e que já registrou casos de pessoas infectadas em outros países, incluindo os Estados Unidos. O secretário substituto de Vigilância em Saúde da pasta, Júlio Croda, relatou que o ministério recebeu notificação de um caso suspeito no Rio Grande do Sul. A infecção, no entanto, foi descartada.

“Nós recebemos algumas notificações: a primeira recebida foi do Distrito Federal, em 18 de janeiro, que foi descartado pelos critérios da Organização Mundial de Saúde. Depois, recebemos notificações de Santa Catarina e Minas Gerais, em 21 de janeiro, desconsideradas pelo mesmo motivo. O Rio Grande do Sul também notificou um caso, mas também foi descartado”, disse Croda.

O secretário substituto explicou que a pasta quer que os estados continuem relatando a existência de casos suspeitos, tudo para esclarecer a veracidade da infecção. “O Ministério da Saúde quer que os estados informem qualquer suspeição, até para que possamos esclarecer se são ou não de coronavírus. É salutar esta conversa com os estados para o esclarecimento dos fatos”, afirmou.

Croda argumentou que o Brasil está preparado para diagnosticar a presença do vírus em solo brasileiro. “Nossa rede laboratorial está preparada para receber a amostra de um possível caso suspeito e dar os andamentos necessários para a realização do diagnóstico”, colocou. “A Anvisa tem os protocolos já estabelecidos em casos de pandemia e doenças importantes. É importante esclarecer que não há evidência para fazer triagem de temperatura em aeroportos”, acrescentou o secretário.

Correio do Povo

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Mais um médico assume concurso na FUMSSAR

Pável Bauken

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O Dr. Dani Michel Glitzke assumiu a vaga no concurso realizado pela FUMSSAR como médico clinico geral III na manha de sexta-feira, 21. O profissional foi um dos aprovados e vai compor o quadro da FUMSSAR atuando na Rede Pública do Município.

A o ato de posse do novo médico ocorreu na sala da presidência da instituição com a assinatura da portaria de nomeação. O presidente substituto da FUMSSAR saudou o profissional destacando a importância de ter mais um profissional médico atuando nas UBSs, e aguarda que mais dois candidatos assumam para aumentar mais a oferta de ser viços médicos. Participaram do ato ainda diretores e a gerente de recursos humanos.

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Medicina & Saúde

Compulsão alimentar: o que é e como identificar?

Transtorno alimentar atinge 4,7% dos brasileiros e exige tratamento multidisciplinar

Reporter Cidades

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| Foto: Senivpetro / Freepik

Exagerar na comida é uma experiência que todas pessoas já passaram. Às vezes acontece porque gostamos muito de um prato ou porque estamos nos sentindo tristes ou nervosos. Porém, quando esse exagero passa a ser algo normal, a pessoa pode estar enfrentando um quadro de compulsão alimentar – problema que atinge 4,7% dos brasileiros, segundo dados da OMS.

O comer compulsivo costuma acontecer quando algum fator faz com que a pessoa use a comida como ferramenta para atingir outros objetivos, como lidar com emoções como ansiedade ou tristeza. O prazer do ato é usado para compensar outra forma de sofrimento ultrapassando o ponto de saciedade de forma repetitiva. Isso é chamado de Transtorno da Compulsão Alimentar (TSA).

Segundo a nutricionista Aline Copstein, coordenadora do núcleo do Comportamento Alimentar no Instituto de Psicoterapias Cognitivo-Comportamentais (InTCC), existe um perigo quando essa prática vira a primeira opção para lidar com sentimentos. “O indivíduo usa o comportamento compulsivo como principal meio de regulação emocional e chega a este ponto porque, apesar de reconhecer o fracasso desta estratégia, é o recurso que conhece. Assim, insiste em tentar, cada vez mais e mais intensamente, mesmo que haja prejuízos importantes e amplos”, ela explica.

Exagerar em uma refeição ou outra não caracteriza o comportamento ou o transtorno compulsivo. “No comportamento compulsivo, o prazer pode dar início a uma ingestão, mas depois segue mesmo com desconforto ou com alimentos de que não se gosta”, a nutricionista descreve.

As crises compulsivas estão relacionadas a conflitos permanentes não resolvidos. Lutos, fobia social, baixa autoestima, depressão, situações de bullying, abuso sexual ou moral, memória de abandono, dificuldades parentais, autocriticismo ou excesso de crítica externa, dificuldade de inclusão ou de seguir padrões sociais podem ser alguns dos fatores relacionados a compulsão. Esses conflitos são chamados de facilitadores e geralmente são somados a crenças disfuncionais sobre os alimentos, o ato de comer e as suas consequências

Esse foi o caso de Fernanda Corte. Ela teve contato com a bulimia em 2014, transtorno em que a compulsão é seguida de métodos para a não absorção das calorias, como indução do vômito e uso de laxativos. Durante o tratamento da bulimia, as crises compulsivas continuaram. “Eu comia tudo que via pela frente. Arroz gelado, feijão gelado, pão mofado, coisas que não são gostosas. Era só pra botar pra dentro. Às vezes eu programava a minha compulsão. Passava no supermercado, comprava um monte de besteira, gastava 200 reais em comida. Comia até não conseguir andar. Depois vinha uma culpa avassaladora. Eu me sentia feia, gorda, pensava que nunca ia melhorar”, ela lembra.

Fernanda recebeu alta no início de 2018. Hoje ela ajuda outras mulheres a lidarem com transtornos alimentares, saúde mental e maternidade através das redes sociais. “Durante o tratamento, não foi tudo lindo e perfeito. Eu faltava, deixava de ir, queria desistir. Tive muitas recaída. Faz dois anos, quase três, que eu não tenho nenhuma compulsão. Hoje, lembrando dessa fase doente, parece até outra pessoa”, ela conta.

Muitas pessoas acreditam que dietas são a solução para a compulsão alimentar, porém o tratamento que Fernanda passou vai muito além disso. Ela teve acompanhamento com nutricionista, psicóloga e psiquiatra. Apesar da compulsão alimentar estar relacionada com a obesidade, o tratamento do transtorno deve trabalhar com as causas de conflito que ocasionam o quadro. “Os pensamentos e crenças disfuncionais se mantêm, os conflitos continuam sem serem resolvidos, o sofrimento permanece e abrir mão do comportamento compulsivo sempre vai perder para a necessidade de aplacar a dor”, explica a nutricionista Aline Copstein.

por Marina Gil – Bella + – Correio do Povo

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Medicina & Saúde

Atividade física protege saúde de crianças com baixo peso

Reporter Cidades

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© Marcelo Camargo/Agência Brasil

Crianças que nascem a termo (após a 37ª semana de gestação) com menos de 2,5 quilogramas (kg) têm risco aumentado de desenvolver doenças cardiovasculares na vida adulta. No entanto, a prática regular de exercícios físicos durante a infância pode melhorar o funcionamento de células envolvidas na saúde dos vasos sanguíneos e atenuar esse risco.

É o que mostra estudo publicado no periódico Nutrition, Metabolism & Cardiovascular Diseases. O trabalho foi coordenado por Maria do Carmo Pinho Franco, em uma linha de pesquisa apoiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

O trabalho foi feito com 35 crianças entre 6 e 11 anos de idade, divididas em dois grupos: nascidas com peso menor do que 2,5kg e maior ou igual a 3kg. Elas foram submetidas a um programa de treinamento de 10 semanas, que incluía sessões de 45 minutos de atividades físicas lúdicas com intensidade de moderada a vigorosa. Os parâmetros antropométricos do grupo (peso, estatura, percentual de gordura e circunferências corporais) e amostras de sangue foram coletados antes e depois do período de treinos.

Ao fim da intervenção, notou-se melhora significativa na circunferência da cintura e na aptidão cardiorrespiratória de todas as crianças. Naquelas que nasceram com baixo peso foi possível perceber ainda melhora na pressão arterial, assim como nos níveis circulantes e na funcionalidade das células progenitoras endoteliais.

“As células progenitoras endoteliais são produzidas pela medula óssea e estão envolvidas em diversos processos vasculares, incluindo a formação de novos vasos sanguíneos e o reparo dos já existentes”, explicou a pesquisadora.

Programação fetal

No final da década de 1980, surgiram as primeiras suspeitas de que crianças nascidas a termo, mas com peso inferior a 2,5kg, tinham maior propensão a doenças cardiovasculares. Esses achados deram origem à Hipótese de Programação Fetal, postulada pelo epidemiologista britânico David Barker (1938-2013). O pesquisador observou, no Reino Unido, que nos grupos populacionais mais carentes, as taxas de doença cardiovascular eram duas vezes mais altas que nas regiões mais ricas.

Sabe-se hoje que a programação fetal pode ocorrer em resposta a diferentes condições adversas durante a gestação, como deficiências nutricionais, insuficiência placentária e estresse. Esse fenômeno pode ser interpretado como uma tentativa do feto de se adaptar ao ambiente de nutrição restrita, garantindo sua sobrevivência às custas de modificações permanentes em suas estruturas e órgãos vitais, que persistem durante por toda a vida.

Franco tem se dedicado, desde seu mestrado, ao estudo das repercussões tardias do baixo peso ao nascer. A linha de investigação começou com modelos animais e, nos últimos anos, migrou para estudos em população de crianças com foco nas alterações tardias no endotélio vascular – a camada que reveste a parede dos vasos sanguíneos.

“Nas crianças pré-adolescentes, já é possível notar alterações na diminuição da vasodilatação de determinadas artérias e alterações na pressão arterial, principalmente um aumento na sistólica [ou pressão máxima, que marca a contração do músculo cardíaco quando ele bombeia sangue]”, disse Franco. “São detalhes, mas que elevam o risco cardiovascular no futuro, caso não seja feita alguma intervenção.”

Impacto do exercício em crianças

No trabalho mais recente, o grupo avaliou como a prática de atividade física afeta o funcionamento das células progenitoras endoteliais em crianças com idade entre 6 a 11 anos que frequentam um centro da juventude no município de São Paulo.

“Estudos anteriores demonstraram que a capacidade de deslocamento das células progenitoras endoteliais da medula óssea para a corrente sanguínea, bem como sua capacidade de transformação em células endoteliais maduras, podem ser alteradas frente a diferentes estímulos. Dentro desse contexto, o exercício físico desempenha papel importante e benéfico sobre a mobilização dessas células”, disse Franco.

Os pesquisadores observaram que o efeito positivo do treinamento físico foi mais significativo no grupo de crianças com histórico de baixo peso ao nascer. Além de aumentar os níveis de células progenitoras no sangue, houve aumento nos níveis de óxido nítrico [NO] e do fator de crescimento endotelial vascular [VEGF-A] – duas moléculas envolvidas nos processos de mobilização e recrutamento das células progenitoras endoteliais”, contou a pesquisadora.

Dados da literatura científica sugerem que o fenômeno da programação fetal está associado ao que se convencionou chamar de fatores epigenéticos, ou seja, a modificações bioquímicas que ocorrem nas células (geralmente em resposta às condições ambientais) e alteram a forma como os genes são expressos – sem que para isso seja necessária uma alteração na sequência genética.

A equipe de Franco suspeita que a prática regular de atividade física atue justamente sobre esses mecanismos epigenéticos, revertendo o padrão prejudicial de expressão gênica induzido pela condição gestacional adversa.  

Na avaliação da pesquisadora, os resultados do estudo mostram que uma intervenção simples e de baixo custo pode ter impacto decisivo na vida adulta de crianças que nascem com baixo peso.

“Os pais precisam ser orientados para que coloquem os seus filhos para se exercitarem o quanto antes. E o pediatra, por outro lado, deve acompanhar essas crianças com olhos diferentes, realizando exames regulares de perfil lipídico, aferição de pressão arterial e outros marcadores cardiovasculares”, disse a pesquisadora, que completou: “Sabemos que o perfil das crianças mudou bastante, elas são mais sedentárias em virtude das telas e por que não têm mais aquelas brincadeiras de rua. Na pesquisa, foram incluídas brincadeiras lúdicas e com bola, então são atividades físicas moderadas que envolvem as crianças”.  

Veja aqui o artigo Physical Activity Intervention Improved The Number And Functionality Of Endothelial Progenitor Cells In Low Birth Weight Children. ebc

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