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Ministério da Saúde afasta suspeita de casos de coronavírus no Brasil

Pável Bauken

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O secretário substituto de Vigilância em Saúde, Júlio Croda, durante entrevista coletiva para esclarecimentos técnicos sobre o coronavírus da China. Marcelo Camargo/Agência Brasil


O Ministério da Saúde disse hoje (23) que já descartou a suspeita de casos de coronavírus em cinco unidades da federação. Segundo a pasta, as notificações à rede Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) feitas pelas secretarias de Saúde do Distrito Federal, Minas Gerais, Santa Catarina, São Paulo e Rio Grande do Sul não se enquadram nos critérios estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para diagnosticar a doença.

“Até o momento, não existe nenhum caso suspeito de coronavírus no Brasil”, afirmou o secretário substituto de Vigilância em Saúde, Júlio Croda, ao explicar a jornalistas que o ministério vem acompanhando a situação mundial desde 31 de dezembro, quando o primeiro caso de infecção pelo novo coronavírus (219-nCoV) foi oficialmente registrado na China. Segundo o secretário, o Brasil está preparado para lidar com uma eventual epidemia da doença.

Evitando comentar o resultado dos exames laboratoriais a que as pessoas foram submetidos nos cinco casos reportados como suspeitos, o secretário foi taxativo: “A Organização Mundial da Saúde estabeleceu dois critérios [para atestar a presença do coronavírus no organismo]. Um clínico: a pessoa precisa ter febre e mais algum sintoma respiratório. E temos os critérios epidemiológicos, que são três: ter viajado para Wuhan, na China; ter tido contato com algum paciente suspeito de coronavírus ou com algum paciente com [a doença] já confirmada. São estas as situações em que uma pessoa pode ser enquadrada em um caso suspeito.”

Para Croda, há um justificado “medo generalizado” diante da nova doença que, além da China, já se espalhou por oito países (Arábia Saudita, Cingapura, Coreia do Sul, Estados Unidos, Japão, Tailândia, Taiwan e Vietnã). Por isso, disse o secretário, para evitar alarmismo e gastos desnecessários, é importante que os gestores de saúde estaduais se informem sobre as características do coronavírus e a respeito dos critérios estabelecidos pela OMS.

“A recomendação para os gestores é: leiam o boletim epidemiológico [divulgado pelo Ministério da Saúde]. Serviços de vigilância epidemiológica, leiam o boletim! Enquadrem suas suspeitas na definição de caso aqui colocado, que é a mesma da OMS. No momento, esta é a principal recomendação para os gestores. Que sigam as recomendações do ministério”, declarou o secretário substituto, reconhecendo que a definição de casos de doenças é dinâmica e precisa ser revista a todo instante.

“Em muitos momentos, a vigilância epidemiológica estadual se antecipa e toma medidas preventivas necessárias e solicita os exames necessários. Não há nenhum problema em relação às [secretarias estaduais] reportarem um possível caso ao ministério. Trabalharemos juntos para esclarecer a situação”, comentou o secretário substituto, garantindo que, ontem mesmo, entrou em contato com a secretaria de Saúde de Minas Gerais para tratar do caso reportado como suspeito pela secretaria estadual. “É um caso que não se enquadra na atual definição da OMS.”

Croda ressaltou que as secretarias estaduais têm autonomia para submeter a exames os casos que julgarem suspeitos, mas o Ministério da Saúde, com base na atual orientação da OMS, não recomenda que isto seja feito por julgar uma ação pouco efetiva e dispendiosa. “Não vamos fazer exames para todas as síndromes gripais, que são avaliadas de acordo com o protocolo de influenza, que é o vírus mais comum. Nestes casos, não há por que submeter [o paciente] ao protocolo de coronavírus”, acrescentou Croda, sem revelar o resultado dos testes a que foram submetidos os pacientes dos cinco casos que estados relataram como suspeita de coronavírus. “Eles foram encaminhados para exames laboratoriais para testagem de influenza. O resultado ainda estão sendo processados. Este teste não vai detectar coronavírus, mas sim influenza”.

O secretário substituto de Vigilância em Saúde garantiu que o Brasil está preparado para lidar com uma eventual epidemia da doença. “Por enquanto, segundo a OMS, a transmissão do vírus está restrita entre familiares e profissionais de saúde. E o Brasil está preparado. Já ativamos nosso Centro de Operações em Emergência para organizar a rede com os estados e estabelecer critérios de definição de casos. E, principalmente, atualizar diariamente as informações que forem surgindo, como eventuais mudanças na definição de casos”, acrescentou Croda.

Características
Segundo o Ministério da Saúde, os coronavírus são uma grande família viral que causa infecções respiratórias em seres humanos e em animais. Os coronavírus humanos causam doença respiratória, de leve a moderada, no trato respiratório superior. Os vírus receberam esse nome devido às espículas na sua superfície, que lembram uma coroa.

Os primeiros coronavírus humanos foram inicialmente identificados em meados da década de 1960.

EBC

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Medicina & Saúde

Ministério da Saúde quer eliminar sarampo do país até julho

Reporter Cidades

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© Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Ministério da Saúde estipulou como meta erradicar o sarampo até julho deste ano. A declaração do secretário de Vigilância em Saúde (SVS) do ministério, Wanderson de Oliveira, ocorreu hoje (14), após a morte de uma criança de 9 anos no Rio de Janeiro. “Nossa meta é eliminar com o sarampo até 1º de julho de 2020. Para isso temos que ter adesão da população e dos gestores estaduais e municipais”.

O ministério lança amanhã (15) o Dia D de vacinação contra o sarampo. O secretário-executivo da pasta, João Gabbardo, lamentou a morte da criança e acrescentou que a fatalidade serve de alerta para os pais e responsáveis vacinarem as crianças. “A morte dessa criança, tragicamente, é o maior alerta que a gente pode fazer para que os pais levem as crianças aos postos de saúde do Brasil inteiro para fazer a vacina”.

Segundo dados do ministério, o Brasil tem, atualmente 337 casos de sarampo registrados e confirmados. Foi feita uma campanha de mobilização contra o sarampo no ano passado, mas Wanderson de Oliveira lamentou a baixa adesão entre os adultos. “O movimento foi preparado para eliminarmos o sarampo do território nacional. Então, começamos numa primeira fase com crianças menores de 5 anos. Depois, numa segunda fase, de 20 a 29 anos. Nessa fase, a vacinação foi muito baixa. Distribuímos 9 milhões de doses de vacina e fizemos pouco mais de 1,8 milhão”.

A campanha, cujo Dia D será amanhã, tem como público-alvo pessoas de 5 a 19 anos, mas, após a morte no Rio de Janeiro, o chefe da SVS incentivou a vacinação de crianças a partir de seis meses. “A faixa etária de vacinação regular é 1 ano de idade, mas a gente vem desde o ano passado orientando vacinação de crianças acima de 6 meses até 11 meses e 29 dias”. Após esta fase da campanha, uma nova terá início, com vacinação de todas as idades. Há ainda a possibilidade de realizar uma campanha de dupla vacinação, com sarampo e influenza.

ebc

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Medicina & Saúde

Sábado é Dia D de vacinação contra sarampo

Pável Bauken

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Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil / CP

O Dia D de Mobilização Nacional contra o sarampo acontece neste sábado, em todo o Brasil, para a atualização da caderneta de vacinação na faixa etária entre cinco e 19 anos. O atendimento terá atendimento exclusivo para o público-alvo. A campanha tem previsão de término em 13 de março.

Santa Rosa

O Governo de Santa Rosa tem como público alvo na faixa etária a ser vacinada cerca de 15 mil pessoas. A FUMSSAR orienta para que sejam levadas as carteiras de vacinação para que sejam verificadas as vacinações contra outras doenças também.

No sábado a Unidade Básica de Saúde Centro estará atendendo durante todo o dia com equipe de vacinadores. O setor de vigilância em saúde contabilizou até o final da tarde de quinta-feira,13 em toda a rede da FUMSSAR houveram 477 comparecimentos para verificação vacinal, um número considerado baixo pela equipe.

Estão disponíveis em toda a rede as doses de vacinas contra a Febre Amarela e também durante o sábado na UBS Centro.

Rio de Janeiro

Nessa sexta-feira, o estado do Rio de Janeiro anunciou o primeiro óbito, em um século, por sarampo. A vítima é um bebê de oito meses que morreu no dia 6 de janeiro em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

A secretaria também atualizou os números de casos registrados no Rio. Foram 20 em 2018 e 333 no ano passado. Somente este ano, 189 pessoas já contraíram a doença. Antes dos registros mais recentes, há pelo menos uma década a doença era considerada erradicada no Rio.

Correio do Povo / Portal Plural

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Sábado é o ‘Dia D’ de Vacinação contra o Sarampo em Santa Rosa

Pável Bauken

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A Campanha Nacional de Vacinação contra o sarampo que está em andamento em todo o País ” para crianças de 5 anos a até jovens de 19 anos. terá no próximo sábado,15 o “Dia D”. Neste dia serão intensificadas mais ações oportunizando para que as pessoas tenham acesso em dia diferenciado para a vacinação.

O Governo de Santa Rosa tem como público alvo na faixa etária a ser vacinada cerca de 15 mil pessoas. A FUMSSAR orienta para que sejam levadas as carteiras de vacinação para que sejam verificadas as vacinações contra outras doenças também.

No sábado a Unidade Básica de Saúde Centro estará atendendo durante todo o dia com equipe de vacinadores. O setor de vigilância em saúde contabilizou até o final da tarde de quinta-feira,13 em toda a rede da FUMSSAR houveram 477 comparecimentos para verificação vacinal, um número considerado baixo pela equipe.

Estão disponíveis em toda a rede as doses de vacinas contra a Febre Amarela e também durante o sábado na UBS Centro.

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