Micuins políticos salvam alguém❓ – Portal Plural
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Micuins políticos salvam alguém❓

Paulo Schultz

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A maioria dos membros do Congresso Nacional, sejam deputados ou senadores, são membros do chamado baixo clero.

Gente que não possui formação, porte político, tampouco qualidade parlamentar, para propor algo relevante.
Não debatem nada que tenha um pouco mais de profundidade ( nenhum grande tema), pouco compõem comissões temáticas, e quando compõem alguma, são meros números e joguetes de interesses.

Fazem da micropolítica das emendas parlamentares o meio principal de justificar e manter seus mandatos.

É como se dentro do conjunto de 513 deputados federais, e de 81 senadores, houvesse uma enorme porção de figuras invisíveis, sem significância real, a não ser como número para compor maiorias para diferentes fins, geralmente em troca de favores, emendas, cargos para correligionários, entre outras coisas relativamente “baratas”.

Muitas vezes são bancados por segmentos da sociedade, e lá alocados para defender os interesses desses segmentos, sempre com um tom de barganha, numa troca de interesses que rebaixa o fazer político a um nível quase repugnante.

Basta ver dois exemplos: a bancada da bala e a bancada evangélica.

Além de representar os segmentos que os elegeram, e os interesses destes, o que se vê de atuação e produção desses parlamentares é algo deprimente.

! Uma leva numerosa de cabeças de bagre !

Quem não lembra daquele domingo famoso de abril de 2016, quando Eduardo Cunha comandou a sessão que encaminhou o impeachment forjado da ex-presidente Dilma.
Deputados sendo nominalmente chamados, e centenas deles cujos rostos e nomes eram desconhecidos.
E que conseguiam em poucas frases explicar por que eram desconhecidos, tamanha a imbecilidade e a mediocridade.

Pois a grande maioria do baixo clero está alocada no famoso Centrão.

Um bloco multipartidário de gente de poucos escrúpulos, pouco caráter e muita cabeça de bagre.

Ali reinam e comandam figuras como Roberto Jefferson, Valdemar Costa Neto, Paulinho da Força, gente que tem o seu currículo medido em quilômetros em processos judiciais envolvendo irregularidades com a coisa pública.

Pois é neste meio,e com esta gente, que Bolsonaro negocia para formar uma base mínima, e se manter razoavelmente seguro de um processo de impeachment.

Um jogo de barganha, de cargos, favores, interesses.

Aliás, Bolsonaro conhece bem esse meio do baixo clero – porque veio dele.

Por 28 longos e improdutivos anos Bolsonaro foi membro do baixo clero

Tão medíocre e insignificante como esses com quem negocia agora apoio a seu governo.

Um jogo político de quem conhece bem o sistema, é parte dele, e é parte da velha política.

Sem personagem e sem máscara – Bolsonaro sendo Bolsonaro, voltando ao meio de onde veio, para dali tentar garantir a sobrevivência de seu governo.

Que resumo medonho: depender de quem trai sem nenhum sentimento de culpa, depender de uma numerosa quantia de micuins políticos quase invisíveis para manter o que é racional e politicamente insustentável – um governo de caos, com um comandante incapaz e pouco afeito ao trabalho, que não governa, terceiriza tudo, inclusive as responsabilidades que são suas.

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Destaque

Prefeitura apoia o Juventude Empreendedora

Pável Bauken

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Um curso gratuito com abrangência internacional. A Prefeitura está apoiando o Juventude Empreendedora 2.1 que vai ser realizado de 24 a 28 de maio. O objetivo é capacitar jovens entre 17 e 29 anos para se tornarem empreendedores. Este ano, as ações vão ser de forma online.

Transformar a vida dos jovens, essa é intenção do Conselho Nacional da Juventude (CONJUVE), junto com a Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, em parceria com a Besouro Agência de Fomento Social e com o Fórum da Juventude. Esta é a 2º edição do programa que é gratuito e já envolveu mais de 10 mil pessoas em mais de 1.000 cidades do país. As aulas serão ministradas através de profissionais renomados. Serão 11 etapas que abordam finanças, comunicação online e offline, gestão de pessoas, redes de relacionamentos, marketing e vendas. As inscrições já estão abertas no site www.juventudeempreendedora.com. As aulas online serão liberadas através do mesmo site de inscrição.

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Geral

Apreendidos em presídios, primeiros celulares são recondicionados e entregues a escolas

Pável Bauken

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O projeto Alquimia II, realizado a partir de um termo de cooperação entre a Unijuí e o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS), começa a apresentar resultados: os primeiros cinco celulares, apreendidos de penitenciárias, foram recondicionados pela Universidade e entregues nesta terça-feira, dia 11 de maio, a dois educandários da rede estadual: a Escola de Ensino Fundamental Luiz Fogliatto e a Escola de Ensino Fundamental Centenário. A entrega, que simbolizou o pontapé do projeto, foi realizada na sede do Ministério Público.

Conforme explicou a promotora de Justiça da Comarca de Ijuí, Rosélia Brusamarelo, diante da pandemia de covid-19, percebeu-se que muitos alunos não tinham um celular para fazer o acompanhamento das aulas em casa. Enquanto isso, muitos aparelhos apreendidos em presídios eram descartados. Foi então que, em Osório, nasceu o projeto Alquimia II, a partir de uma reformulação do Alquimia I, implantado em 2010, em que máquinas caça-níqueis apreendidas eram utilizadas para montagem de computadores, que beneficiavam alunos e salas de cursos de apenados.

“Todos nós gostaríamos muito que os alunos estivessem frequentando presencialmente as aulas. Mas isso muitas vezes não pode acontecer e muitos estudantes não têm condições de adquirir um aparelho. Por isso a importância do projeto se torna imensurável: oportuniza que os alunos acompanhem as aulas e que possamos reduzir os índices de evasão”, explicou a promotora Rosélia Brusamarelo, lembrando que o projeto acontece de forma regional, com cinco comarcas. A ideia, num segundo momento, é mobilizar a comunidade, para que também faça a doação de smartphones.

“Essa iniciativa é de extrema importância porque, por vezes, encontramos famílias super vulneráveis, com quatro filhos e com um único, ou sem nenhum aparelho celular para assistir às aulas”, destacou a promotora de Justiça da Infância e Juventude, Marlise Bortoluzzi.

Coordenador do projeto na Unijuí, o professor Edson Luiz Padoin destacou que é uma alegria contribuir com esta iniciativa e poder dar mais essa devolutiva para a comunidade. “Hoje, realizamos a entrega de cinco aparelhos, prontos para que os estudantes possam instalar os aplicativos indicados pela 36ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE). Alguns, dos 25 celulares recebidos, estavam estragados ou não são smartphones. Mas, seguimos trabalhando em outros. A expectativa é que, em breve, cerca de 100 aparelhos sejam enviados à Instituição”, explicou o docente, lembrando que um bolsista trabalha no projeto, junto com técnicos e professores.

“O projeto é de fundamental importância para a rede estadual, que possui muitos alunos carentes, que não têm condições de adquirir um smartphone para realização das atividades escolares. Optamos pelas duas escolas, Luiz Fogliatto e Centenário, inicialmente, por terem famílias com grandes necessidades. Mas estamos na expectativa de que novos aparelhos sejam encaminhados para serem recondicionados”, reforçou a assessora pedagógica da 36ª CRE e representante na Rede de Proteção à Criança e ao Adolescente, Ângela Linck.

O ato também contou com a presença da vice-diretora da Escola Estadual Centenário, Márcia Regina Sloczinski, e da diretora da Escola Estadual Luiz Fogliatto, Elise Severo.

Destaques:

Central Analítica mantém certificado de reconhecimento da qualidade

Complexos de Saúde da Unijuí qualificam formação e prestação de serviços à comunidade

Escolas e estudantes são premiados no Desafio MathGo

TCC analisa os efeitos da aplicação da Lean Manufacturing no setor de manutenção industrial

Mestrado em Sistemas Ambientais e Sustentabilidade abre inscrições

Curso de Estética e Cosmética promove aula inaugural

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Destaque

Governo avalia possibilidade de priorizar vacinação de trabalhadores na educação

Vacinação de trabalhadores na educação não iria interferir na imunização de pessoas com comorbidades

Pável Bauken

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- Foto: Felipe Dalla Valle / Palácio Piratini

Após decisão favorável do Tribunal de Justiça para manter a vacinação antecipada contra a Covid-19 de professores no município de Esteio, o governo do Estado avalia a possibilidade de adotar a medida em todo o Rio Grande do Sul englobando trabalhadores na educação.

Conforme o governador Eduardo Leite, o Estado obedece ao Plano Nacional de Imunizações (PNI), que é coordenado pelo Ministério da Saúde e, por lei federal, estabelece a ordem de priorização para todas as vacinas em todo o país.

Com o objetivo de reforçar a retomada segura das atividades de ensino presenciais, o governo já havia feito, ainda no início de março, o pedido ao ministério, com apoio do Poder Legislativo, e, após, reforçou a solicitação em assembleia do Conselho Nacional de Secretários Estaduais da Saúde (Conass), mas não foi atendido.

Além disso, representado pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE), pediu, no dia 15 de abril ao Supremo Tribunal Federal (STF), uma arguição de descumprimento de preceito fundamental (ADPF) com medida cautelar para a priorização da imunização aos profissionais da área da educação.

“Diante de uma situação que aqui no RS um município começa a imunização dos professores, isso é judicializado e a Justiça em primeira instância diz que pode continuar, e a segunda instância também, bom, temos uma novidade. Nós provocamos o STF com uma ADPF para ter o respaldo da vacinação dos professores, mas ainda não houve resposta. Como no nível local tivemos essa decisão respaldada no TJ, encomendei à nossa Secretaria da Saúde que, junto à PGE, analise o quanto que isso nos dá consistência e segurança jurídica para podermos avançar numa proposta para orientação aos municípios, que, de forma regular, poderiam começar essa imunização sem prejudicar a das pessoas com comorbidade”, afirmou o governador.

Atualmente, o Estado, seguindo a ordem estabelecida no PNI, segue orientado que os municípios apliquem a segunda dose no grupo prioritário dos idosos até 60 anos e façam a primeira etapa da imunização do grupo com comorbidades.

Leite destacou que, caso a análise técnica e jurídica do Estado conclua por antecipar a vacinação dos professores, a imunização das pessoas com comorbidades não será suspensa no RS.

“Não seria passar professores na frente. Seria conciliar para que pudéssemos dar continuação à vacinação dos com comorbidades e, paralelamente, vacinar professores também, com parte das doses reservada para isso. Se tivermos segurança a partir destas recentes decisões judiciais, vamos fazer isso. Esse é o nosso desejo: queremos imunizar os professores, pois é importante para um retorno seguro das aulas”, concluiu o governador.

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