'Meu sobrinho não era bandido', desabafa tia do menino de 11 anos morto a tiros e depois atropelado - Portal Plural
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‘Meu sobrinho não era bandido’, desabafa tia do menino de 11 anos morto a tiros e depois atropelado

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Ayslan Mateus Benício Alvim Lopes tinha 11 anos e foi assassinado a tiros — Foto: Amanda Alvim Lopes/Arquivo pessoal

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Ayslan Mateus Benício Alvim Lopes brincava na rua quando foi baleado. Ele foi enterrado no fim da manhã desta terça-feira (2).

 

O corpo de Ayslan Mateus Benício Alvim Lopes, de 11 anos, morto a tiros e depois atropelado duas vezes enquanto brincava na rua, na noite de domingo, em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (MG), foi enterrado na manhã desta terça-feira (2), no Cemitério Municipal Parque Retiro da Saudade, no bairro Citrolândia. A polícia tenta identificar os autores do assassinato e a motivação — não está descartado que o menino tenha sido confundido pelos criminosos.

Antes do sepultamento, a tia da criança, a empregada doméstica Amanda Alvim Lopes, fez um desabafo ao conversar com a TV Globo.

“O meu sobrinho não era bandido. Eu só quero ressaltar uma coisa pra vocês. O meu sobrinho queria andar de bicicleta, correr atrás dos papagaios dele, brincar com o meu filho de bola, seja lá o que for, ele queria viver. Ele não conhecia marginal, porque a nossa família não é envolvida com bandido, não, entendeu?”.

Amanda disse à reportagem que ela e os pais do menino estavam sentados na rua com amigos e, de repente ouviram um barulho.

“A gente ouviu barulho parecendo de foguetes. A gente pensou que fosse normal, mas a gente viu os tiros vindo, todo mundo gritando: ‘É o Leo, é o Leo!’. Até então, Leo é o meu filho. Fomos cegar perto e não era o meu Leo, era o Ayslan, o nosso Ayslan. Os caras voltando dando tiro, eles não pararam. Não vi quem é, não sei… Desespero de família, ninguém vê nada”, relembra.

 

A mãe com o filho Ayslan Alvim, assassinado no último domingo — Foto: Amanda Alvim Lopes/Arquivo pessoal

A tia de Ayslan ainda contou que o menino foi atropelado duas vezes depois de baleado. Ela relatou que os autores do crime estavam em dois carros.

“A gente pegou ele no chão, estava vivo ainda, agonizando no chão. O Samu chegou muito rápido, graças a Deus, só que quando chegou na ambulância ele não resistiu”.

O mecânico Renato Alvim, que também é tio de Ayslan, lamentou a perda do sobrinho.

“A única coisa que vamos esperar agora é a justiça de Deus, entendeu? A única coisa que é certa é a justiça de Deus”, disse.
A escola onde o menino estudava publicou uma nota nas redes sociais lamentando a perda. A mãe de Ayslan também trabalha como professora na mesma instituição.

 

O crime

O garoto foi baleado na noite deste domingo (31), quando brincava na porta da casa de uma tia, no bairro São Salvador, também em Betim.

Nesta segunda-feira (1º), a Polícia Civil instaurou inquérito para apurar o motivo da morte da criança. Policiais traçaram três linhas de investigações: a de que o motivo dos disparos tenham relação com a guerra do tráfico de drogas entre grupos rivais, a de que os atiradores confundiram a vítima ou a de envolvimento de algum parente da criança com o tráfico.

O crime chocou os moradores da rua. Testemunhas disseram à polícia que um carro passou pelo local e os ocupantes atiraram em direção à criança.

A PM chegou a socorrer a criança, mas ela não resistiu. Ainda de acordo com os militares, um homem foi baleado no tiroteio. A PM encontrou o homem ferido no Hospital Regional de Betim.

De acordo com o boletim de ocorrência, o homem tinha ligação com o tráfico de drogas. Ninguém foi preso.

 

 

 

FONTE: G1

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Criança brasileira de 2 anos sabe alfabeto, número e cores em várias línguas

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Reprodução/G1
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Daniel Mascarenhas da Silva, aos 2 anos e 10 meses, já demonstra habilidades notáveis: ele escreve em português e reconhece letras nos alfabetos inglês, russo e coreano. Um verdadeiro prodígio!

Natural de Feira de Santana, Bahia, localizada cerca de 100 km de Salvador, Daniel também domina cores e números, além de adorar desenhos educativos.

“Sua curiosidade sempre foi notável. Desde muito cedo, ele mostrava um interesse especial por explorar letras e números. Por volta de 1 ano e meio, já identificava o alfabeto”, relatou sua mãe, Gabriela Mota, em entrevista ao G1.

Segundo Gabriela, Daniel aprendeu tudo por conta própria. Apesar de falar pouco inicialmente, os pais notaram que ele compreendia textos e já sabia identificar letras.

“Um dia, enquanto eu o arrumava para a escola, ele leu o enunciado de uma reportagem na TV. Percebemos que não se tratava apenas de reconhecer palavras ou sílabas; ele já estava escrevendo também”, contou Gabriela.

Daniel até pedia giz de cera e lápis para “brincar de escrever”.

Em vídeos compartilhados na internet, os pais orgulhosos mostram o talento do pequeno poliglota.

Em uma cena, Daniel diante da televisão reconhece o alfabeto russo, recitando cada letra. Em outra, ele domina o alfabeto inglês, repetindo todas as letras que a mãe apontava.

Em português, Daniel também mostra sua habilidade. Em outro vídeo, ele lê com precisão as palavras de um livro de atividades, respondendo à pergunta “Na sua casa tem fogão?”.

O avanço notável de Daniel na aprendizagem, especialmente antes mesmo de frequentar a escola, deixou todos impressionados.

Gabriela acredita que a internet foi fundamental para o aprendizado do filho.

“Nós não o deixamos na tela por horas, mas quando estou em casa, eu coloco [atividades educativas]. Ele não quer assistir desenhos como Bob Esponja; prefere algo educativo, com letras”, disse ela.

Desde que começou na creche-escola e interagiu com os colegas, Daniel tem melhorado ainda mais seus conhecimentos.

Agora, o foco da família é encontrar um ambiente que estimule ainda mais o interesse de Daniel pelos estudos.

Gabriela espera conseguir uma bolsa de estudos em uma escola que possa desenvolver ainda mais o talento único de seu filho.

Fonte: Só notícia boa

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Esportes

Pela primeira vez na história, Olimpíada terá igualdade de gênero

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Foto: Reprodução
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Pela primeira vez, a delegação brasileira em uma Olimpíada será majoritariamente feminina. Nos Jogos de Paris deste ano, 277 atletas brasileiras estarão competindo, representando 55% do total de atletas.

Em comparação, nas Olimpíadas de Tóquio em 2021, as mulheres compunham 47% da delegação brasileira. Esse aumento na proporção feminina é resultado de esforços do Comitê Olímpico do Brasil (COB) e das Confederações Brasileiras das modalidades olímpicas desde os Jogos do Rio 2016.

Além disso, esta edição histórica marca a primeira Olimpíada com paridade de gênero entre os participantes. Metade dos mais de 10 mil atletas classificados são mulheres.

História das Mulheres nas Olimpíadas

A participação feminina nas Olimpíadas tem crescido gradualmente ao longo dos anos. Em 1964, as mulheres representavam apenas 13% dos atletas. Esse número subiu para 23% em 1984, 44% em 2012 e 48% em 2020.

Em 1900, nos Jogos de Paris, apenas 22 mulheres competiram (2,2% do total), em apenas dois esportes: tênis e golfe.

Para os Jogos de Paris deste ano, estão programados 329 eventos de medalhas, sendo 152 exclusivamente para mulheres e 20 eventos de gênero misto. Além disso, 28 dos 32 esportes terão equilíbrio total de gênero.

Na equipe dos EUA, as mulheres representarão 314 dos 592 atletas competindo em Paris (53%). Apesar de competirem em menos eventos, as atletas femininas dos EUA têm conquistado mais medalhas do que seus colegas homens recentemente.

Popularidade dos Esportes Femininos

O crescente interesse nos esportes femininos é uma das principais tendências esportivas de 2024. Audiências e presença em eventos têm aumentado, resultando em maiores receitas de direitos de mídia e avaliações.

Anunciantes estão respondendo a esse boom. Em março, o GroupM da WPP, uma das maiores empresas globais de mídia, anunciou planos de dobrar o investimento em publicidade nos esportes femininos. Entre os clientes do GroupM estão Google, Mars e Unilever.

As Olimpíadas estão igualando a cobertura de eventos masculinos e femininos no horário nobre, uma iniciativa do Comitê Olímpico Internacional (COI). Além disso, cada nação terá pelo menos uma atleta e um atleta como porta-bandeiras na Cerimônia de Abertura.

Pela primeira vez, a maratona feminina encerrará os Jogos Olímpicos, substituindo a tradicional maratona masculina. “Os Jogos Olímpicos proporcionam uma plataforma única onde as atletas podem brilhar tanto quanto seus colegas masculinos”, afirmou Nawal El Moutawakel, ex-atleta olímpica e membro do COI.

À medida que as mulheres continuam a conquistar mais medalhas e atrair mais atenção, a NBCUniversal observa um aumento no número de telespectadoras. As Olimpíadas e o Kentucky Derby são os únicos eventos esportivos que consistentemente atraem mais telespectadoras do que telespectadores.

“Na NBCUniversal, tratamos a cobertura dos Jogos Olímpicos como a celebração dos melhores atletas do mundo, independentemente do gênero”, disse Mark Marshall, presidente global de publicidade e parcerias da NBCUniversal. “A publicidade em torno dos esportes femininos tem sido uma das principais demandas para estes Jogos, e mais da metade da nossa cobertura em horário nobre será dedicada aos esportes femininos durante este grande evento ao vivo.”

Poder de Marketing dos Esportes Femininos

Para os Jogos de Paris, a NBCUniversal espera arrecadar mais de US$ 1,4 bilhão em publicidade, com estimativas de que US$ 400 milhões virão de novos anunciantes olímpicos, incluindo os interessados nos esportes femininos.

Executivos reconhecem uma grande oportunidade de marketing em focar nos esportes femininos durante as Olimpíadas de Paris e além. “O crescimento dos esportes femininos está provocando uma mudança significativa no panorama do marketing, oferecendo oportunidades sem precedentes para as marcas aumentarem sua visibilidade e se conectarem com audiências engajadas”, disse Jenny Wall, diretora de marketing da VideoAmp, uma empresa especializada em tecnologia de vídeo e análise de dados.

Apesar disso, ela observa que ainda cerca de 90% dos patrocínios são destinados aos esportes masculinos, apesar de atrairem apenas metade do engajamento dos esportes femininos. “Com a igualdade de gênero finalmente alcançada nas Olimpíadas de 2024, é hora das marcas seguirem o mesmo caminho. Investir nos esportes femininos não é apenas uma boa ideia – é um excelente negócio.”

“Uma nova geração de fãs de esportes está surgindo – jovens, majoritariamente mulheres, altamente engajadas e sintonizadas não apenas com os jogos, mas também com as próprias atletas”, afirmou Jenn Chen, CRO e presidente da Connatix, empresa de tecnologia de vídeo.

Fonte: Forbes Brasil

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RS tem 1,2 mil pedidos de Auxílio Reconstrução em nome de pessoas que constam como mortas na base de dados do governo federal

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Foto: g1
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No Rio Grande do Sul, dos 629,6 mil pedidos para receber o Auxílio Reconstrução, destinado a famílias impactadas pelas enchentes, 1.262 foram feitos em nome de pessoas que constam como falecidas nas bases de dados do governo federal. Esses dados foram revelados pela RBS TV e destacados em uma reportagem no Jornal Nacional da TV Globo, na sexta-feira (12).

O auxílio de R$ 5,1 mil via PIX é destinado exclusivamente às famílias diretamente afetadas pelas cheias. As prefeituras identificam os moradores atingidos e enviam os dados para a União, que realiza os repasses. No entanto, nem todas as pessoas listadas com indicativo de óbito estão efetivamente falecidas.

Segundo o ministro da Secretaria de Apoio à Reconstrução do RS, Paulo Pimenta (PT), o governo implementou dois mecanismos para combater fraudes por meio de uma “malha fina”. O primeiro inclui a proposta de publicação dos nomes, endereços e CPFs de todos os beneficiários do auxílio. O segundo envolve o cruzamento de dados do Censo, contas de água e luz, registros no SUS, CadÚnico e Receita Federal.

Pimenta expressou sua frustração com as tentativas de fraude, que privam aqueles que mais necessitam de assistência durante um momento crucial. Porto Alegre lidera com o maior número de casos de óbitos associados aos pedidos de auxílio, com 862 famílias registradas na capital. Em seguida vêm Novo Hamburgo, Canoas e São Leopoldo, na Região Metropolitana.

Um caso específico relatado pelo g1 é o de Geremias Izaias Porto Costa, morador de São Leopoldo, que teve seu benefício negado devido a um indicativo de óbito erroneamente associado ao seu CPF. O ministério responsável admitiu o erro e está trabalhando para regularizar a situação junto à Dataprev.

Em Canoas, a RBS TV identificou tentativas de fraude envolvendo um homem que estava preso durante as enchentes e uma empresária que havia fechado seu salão de beleza meses antes da tragédia, mas ainda assim tentou solicitar o benefício. A Prefeitura de Canoas afirmou ter excluído esses cadastros dos beneficiários e ressaltou que a verificação dos dados cabe ao governo federal.

Fonte: G1

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