MetSul prevê piora na situação do rio Uruguai devido às chuvas
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MetSul prevê piora na situação do rio Uruguai devido às chuvas

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MetSul prevê piora na situação do rio Uruguai devido às chuvas
Cidade Regional/Teco Garcia e Divulgação

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Mas por que se espera uma grande enchente? O rio Uruguai ainda passa por uma cheia em consequência da chuva ocorrida nos primeiros 10 dias do mês e agora tem uma nova onda de vazão ainda maior que a anterior pela chuva excessiva ocorrida no começo desta semana entre o Norte do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
 

Cotas de inundação e evacuação

Dados de estações de monitoramento brasileiras e argentinas na parte média da bacia, junto ao Noroeste do Grande do Sul, mostram uma forte elevação do nível do rio que atinge cotas de inundação e evacuação, superando o primeiro pico de cheia do Uruguai de dias atrás.
 
Monitoramento do governo da Argentina do nível do Rio Uruguai na localidade de El Soberbio, junto ao extremo Noroeste do Rio Grande do Sul, indicava que o Uruguai estava, ao meio-dia da quarta-feira, 18, com 17,6 metros e ainda subindo, muito acima da cota definida como de evacuação pelos argentinos, que é de 13 metros. O nível medido de 17,6 metros supera o pico observado na primeira onda de vazão que trouxe enchente nos últimos dias na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul.
 
No primeiro pico de vazão, em El Soberbio, a cota máxima alcançada foi de 15,9 metros, no último dia 9. Assim, municípios como São Borja, Itaqui e Uruguaiana devem se preparar para uma cheia ainda maior que a enfrentada nos últimos dias com moradores fora de casa e um grande número de áreas alagadas, nas zonas rurais ribeirinhas e mesmo nas zonas urbanas destes municípios. A enchente vai afetar mais tarde, cidades do Uruguai e da Argentina na fronteira entre os dois países.
 

Mais chuva vai piorar ainda mais a enchente na região

O nível do Rio Uruguai deve se elevar ainda mais no Médio Uruguai e no Noroeste do Rio Grande do Sul antes de escoar para a Fronteira Oeste porque deve chover muito na divisa gaúcha e catarinense durante esta quinta-feira, 19, com acumulados acima de 100 milimetros (mm) em alguns pontos. Para a manhã de quinta-feira, a previsão é de muita chuva sobre o Noroeste e o Norte do Rio Grande do Sul, estendendo-se ao Oeste e ao Meio-Oeste de Santa Catarina, onde também pode chover localmente forte. A chuva prossegue no Norte gaúcho e na maior parte de Santa Catarina na tarde da quinta-feira.
 

Grande enchente já atinge o Noroeste

A enchente do rio Uruguai já é de grandes proporções em cidades do extremo Noroeste do Rio Grande do Sul. Em Doutor Maurício Cardoso, na localidade de Ilhas do Chafariz, a água alcança a altura dos telhados das casas. As residências são de veraneio e os proprietários foram informados com antecedência da previsão de enchente e tiveram como retirar os seus pertences. Ainda no Noroeste, o rio Uruguai segue subindo em Porto Mauá. Todas as travessias de barca em Porto Mauá, Tiradentes do Sul e Porto Vera Cruz estão suspensas, assim como em Porto Xavier na região das Missões. Em Porto Mauá, as águas invadiram a aduana e comércios locais.
 
Em São Borja, o primeiro pico de cheia da semana passada tirou de casa 226 pessoas de 72 famílias. A maioria foi para casa de amigos e parentes. Mais de 15 bares e quiosques também tiveram que ser desocupados. No interior, as estradas municipais do Salso, Santa Luzia e Estiva foram interrompidas pelas águas da cheia do Uruguai.
 
Uruguaiana também decretou situação de emergência. Uruguaiana registrava 320 pessoas fora de suas casas entre desalojados – em casas de amigos ou parentes – e desabrigados, alocados nos Centros Esportivos Zona Leste e Nova Esperança. Os afetados pela enchente recebem apoio por parte da Prefeitura Municipal, Defesa Civil e Exército Brasileiro.
 

Médio Alto Uruguai

 
Em Iraí, o nível do rio Uruguai estava 12 metros acima do nível normal na quarta-feira, 18. No município, o rio do Mel, que passa dentro da cidade, já desabrigou quase 100 famílias, que estão na casa de parentes. Há menos de 10 dias, a chuvarada também provocou alagamentos no município, com a retirada de mais de 500 famílias de suas residências e decretação de emergência, em virtude dos danos, por parte do poder público municipal.
 
Vicente Dutra, Caiçara (Distrito do Ipuaçu) e Pinheirinho do Vale também sofrem com a situação. Em Vicente Dutra, a travessia na barca para Mondaí (SC) permanece interrompida e as aulas estão suspensas, pelo menos, até essa sexta-feira, 20. O nível do rio Uruguai está 10 metros acima do normal no município. Em Caiçara, a administração municipal contabiliza os prejuízos, que atingem, especialmente, as localidades do Distrito do Ipuaçu, linhas Mendes, Napoleão, Barra do Pardo, Boa Vista do Pardo, e demais comunidades costeiras. Em Pinheirinho do Vale, a travessia de balsa no Distrito do Basílio da Gama e nas linhas Bonita e Barroso está interrompida.
 
Fonte: Márcia Sarmento, Jornal O Alto Uruguai, com informações da MetSul.
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Pesquisadores da UFPel preveem pico de enchente em Pelotas entre segunda e quarta-feira

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Foto: Divulgação/ Prefeitura de Pelotas
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A Região Sul do Estado está se preparando para a chegada de uma grande quantidade de água, resultante da descida das águas do Guaíba para a Lagoa dos Patos, e posteriormente para o mar. Todas as previsões meteorológicas e movimentos hídricos, bem como as orientações relacionadas à evacuação, resgate e outras medidas relacionadas às enchentes da região, especialmente de Pelotas, são emitidas a partir da Sala de Situação no 9º Batalhão de Infantaria Motorizada (9°BIMtz).

Dentre as equipes envolvidas está um grupo de pesquisadores de modelagem matemática da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), responsável por prever o escoamento das águas. Eles utilizaram um modelo computacional desenvolvido nos Estados Unidos, amplamente empregado internacionalmente para prever inundações. A pesquisadora Daniela Buske explica que essas simulações fornecem estimativas do volume de água que atingirá Pelotas e região, considerando a vazão da água desde Porto Alegre até a foz da Laguna dos Patos e prevendo os dias de maior inundação.

No último sábado (11), os pesquisadores apresentaram às autoridades e às forças de segurança dados que indicam a mudança da classificação da área da Vila Farroupilha, inicialmente classificada como área de alerta, para área de risco – de laranja para vermelho.
Além disso, forneceram informações sobre datas específicas, como de segunda (13) a quarta-feira (15), quando é esperado um aumento significativo do volume de água em Pelotas através da Lagoa dos Patos.

O processo de obtenção de cada simulação pode levar até 12 horas, devido à capacidade computacional e à necessidade de análise minuciosa de todo o cenário. “Dedicamos horas à simulação para obter os resultados atuais e determinar o tempo restante até a chegada do principal volume de água, a grande vazão, à nossa região, especialmente em Pelotas”, explica a pesquisadora.

Fonte: O Bairrista

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Frente fria deve trazer queda acentuada da temperatura no RS

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O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta laranja, “de perigo”, para o declínio acentuado da temperatura na Região Sul. O fenômeno deve ser percebido entre segunda (13) e quarta (15) e pode levar os termômetros a registrarem temperaturas cinco graus Celsius (°C) menores.

Segundo o Inmet, as chuvas neste domingo (12) foram mais concentradas em grande parte do Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Já a partir da noite, a concentração será na metade norte do estado gaúcho, incluindo a capital Porto Alegre. “E na parte mais ao sul do estado, já começam a cair as temperaturas a partir de hoje”, disse à Agência Brasil o meteorologista do Inmet, Heráclio Alves.

Nos três estados do Sul, a temperatura deve ficar mais baixa. No Rio Grande do Sul, o meteorologista apontou que a temperatura pode ficar abaixo dos 4º nos próximos dias, principalmente nas madrugadas e manhãs. “Então, a chuva já diminui a partir de amanhã, principalmente no Rio Grande do Sul, mas vai ter a frente fria que vai se formar durante a madrugada. Ainda chove no norte do estado mas, no decorrer do dia, a chuva avança para Santa Catarina e Paraná e e vai dando espaço a essa massa mais fria, e com pouca chuva, mas com temperatura muito baixa. Tem o frio”, alertou Heráclio Alves.

A partir dessa segunda-feira (13), na madrugada e no decorrer do dia, a chuva fica mais concentrada no norte gaúcho e começa a avançar por Santa Catarina e Paraná, entre a segunda e terça-feira. As temperaturas vão cair também nas demais áreas do Rio Grande do Sul, em Santa Catarina, Paraná e também no sul e oeste do Mato Grosso do Sul.

 

Com informações de Agência Brasil.

 

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Chuva e queda de temperatura são previstas para esta semana no RS

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Foto:Inmet / Reprodução
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Durante esta semana, é provável que a instabilidade continue predominando em grande parte do Rio Grande do Sul. Até sexta-feira (17), são esperados pelo menos três dias de chuva, com os maiores acumulados previstos para segunda-feira (13). Os meteorologistas alertam também para a continuidade da queda da temperatura, podendo ocorrer geada em algumas áreas, com mínimas variando entre 2°C e 3°C.

Para segunda-feira, há dois alertas de perigo relacionados à chuva intensa, um amarelo e um laranja, emitidos pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Esses alertas abrangem diferentes regiões e são válidos até as 18h. O alerta laranja indica risco de chuvas entre 50 e 100 milímetros por dia, além de ventos de até 100 km/h na serra gaúcha e em outras áreas do estado e de Santa Catarina. Enquanto isso, o alerta amarelo sinaliza a possibilidade de chuvas menos intensas e rajadas de vento de até 60 km/h em outras regiões.

É preocupante considerar que a média histórica de chuvas para maio no RS varia de 140 a 180 milímetros, tornando alarmante a possibilidade de atingir até 100 milímetros em apenas um dia. Patricia Cassoli, meteorologista da Climatempo, explica que essa chuva é resultado da combinação de uma área de baixa pressão com a umidade proveniente do norte do Brasil, o que potencializa a instabilidade. Mesmo que os acumulados não devam ser tão expressivos como os recentes, qualquer quantidade de água pode aumentar os riscos de enchentes e deslizamentos.

Na terça-feira (14), espera-se tempo firme na maior parte do estado, com exceção da divisa com Santa Catarina, onde ainda pode ocorrer chuva fraca. Isso se deve à chegada de uma massa de ar polar, que também provocará queda nas temperaturas e chance de geada em algumas regiões.

O tempo firme deve persistir até quarta-feira (15), com a continuação da queda nas temperaturas, especialmente nas regiões ao norte do estado, onde há possibilidade de geada e nevoeiro pela manhã.

A partir de quinta-feira (16), o céu nublado e a chance de chuvas retornam, podendo ser mais intensas nas regiões próximas à Serra, Missões e Litoral Norte. Essa condição é resultado do afastamento da massa de ar polar para o oceano e do transporte de umidade da região Norte para o RS, além da presença de cavados, que são áreas de baixa pressão que favorecem a formação de nuvens de chuva.

Na sexta-feira, a chuva deve se espalhar por todo o estado com mais intensidade, com volumes previstos entre 20 e 40 milímetros em municípios do Centro e da metade Norte, sendo mais fraca no Sul, na Campanha e na Fronteira Oeste.

Fonte: GZH

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