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Agro

MetSul alerta para estiagem severa no Rio Grande do Sul

Reporter Plural

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Açude secou no interior de Herveiras, em registro de março de 2020 | Foto: Clécio da Silva / Defesa Civil


Meteorologistas estimam que seca que está por vir pode ser pior que a registrada no começo do ano.

Segundo dados da MetSul, o fenômeno La Niña atua desde agosto no Oceano Pacífico Equatorial e deve seguir impactando o clima do Sul do Brasil durante os próximos meses. Hoje, o La Niña tem intensidade moderada, mas a expectativa é que entre dezembro e janeiro atinja forte intensidade trazendo estiagem.

As tendências indicadas por modelos de clima são preocupantes, segundo os meteorologistas. Quase todos os modelos de clima internacionais apontam para o período da safra de verão 2020/2021 uma perspectiva de chuva abaixo a muito abaixo da média, em particular no Rio Grande do Sul.

Na Metade Norte, habitualmente, tende a chover mais no verão pela latitude e maior proximidade do canal de umidade do Sudeste e do Centro-Oeste do país, mas no Sul e no Oeste a climatologia aponta menos precipitação nos meses de verão.

A MetSul Meteorologia adverte que o Sul do Brasil passará por mais uma estiagem que pode ser, em alguns locais, mais severa do que a de 2019/2020, porque não houve recomposição hídrica suficiente. Com isso, pode ocorrer perda de produtividade, inclusive com quebra de safra em diferentes localidades, escassez de água para consumos humano e animal com racionamento em alguns municípios, baixa acentuada de níveis de rios e outros mananciais como barragens e açudes, além de risco de fogo em vegetação.

 

 

Fonte: Portal Gaz

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Agro

Projetos voltados à agricultura familiar estão entre os mais votados na Consulta Popular

Pável Bauken

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A agricultura teve 31 dos 62 projetos votados na Consulta Popular. Os três Conselhos Regionais de Desenvolvimento (Coredes) com mais votos foram os do Médio Alto Uruguai em primeiro, com 14.529 votos, Vale do Rio Pardo, em segundo, com 6.536 e Sul, em terceiro, com 6.067 votos. Projetos nas áreas de agricultura familiar, agroindústrias familiares, bovinocultura de leite, correção do solo tiveram destaque, e serão administrados em parceria com a Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr).

“A agricultura familiar tem grande importância para a economia gaúcha, representando boa parte das movimentações comerciais do interior. As comunidades mostraram que reconhecem o esforço dos agricultores familiares ao ajudarem a escolher estes projetos que vão incentivar e melhorar a produção da agricultura e das agroindústrias familiares”, afirma o secretário Covatti Filho.

O projeto de maior votação na Consulta Popular e que vai receber R$ 371.428,57 no ano que vem é o de apoio às cadeias produtivas indutoras do desenvolvimento local e regional da Região do Médio Alto Uruguai. “Este projeto vai permitir que os municípios possam escolher qual a cadeia produtiva que vão fomentar, a partir de decisões dos Conselhos Municipais de Desenvolvimento e do Conselho Agropecuário. Pode ser a bacia leiteira, a agroindústria, suinocultura, avicultura, fruticultura, enfim, tudo dentro deste escopo do desenvolvimento local e regional”, explica Márcia Faccin, presidente do Corede do Médio Alto Uruguai.

De acordo com Márcia, os projetos escolhidos na região do Médio Alto Uruguai são oriundos do Plano Estratégico de Desenvolvimento, implantando em 2017, que fez um diagnóstico daquilo que é mais importante ser estimulado, dentro da sua matriz econômica, o setor primário. O segundo projeto mais votado, que poderá receber recursos em 2022, dependendo ainda de dotação orçamentária, é o projeto jovem empreendedor rural.

A região do Vale do Rio Pardo, que teve 100% dos projetos na cédula de votação voltados para a área agrícola, vai receber também R$ 371.428,57 para fortalecer e fomentar a produção, industrialização e comercialização da agricultura familiar. De acordo com o Presidente do Corede do Vale do Rio Pardo, Heitor Petry, “a definição destes projetos está relacionada a uma visão estratégica do quanto o setor rural da agricultura familiar representa um espaço de geração de renda na produção de alimentos. Nesta lógica, já em edições passadas houve direcionamento de recursos para fomento da produção de alimentos”.

E Petry destaca um fator interessante desta eleição: o apoio da população urbana para as questões ligadas ao campo. “Nesta etapa se conseguiu conciliar muito bem a visão das lideranças e entidades ligadas com a posição da comunidade, através do voto inclusive no setor urbano, embora pudesse parecer que havia projetos para contemplar apenas o setor rural. No entanto, a compreensão é bastante clara do conceito de desenvolvimento regional nestes projetos, porquanto ao produzir alimentos em escala maior na região, contempla o consumidor urbano, aproxima ele dos produtores e se evita importar alimentos para a região com evasão de recursos”, diz Petry. O segundo projeto mais votado foi o de prevenção do êxodo rural.

O Corede Sul foi o terceiro com maior número de votos e vai receber em 2021 R$ 200.000,00, com o programa permanente de manejo e conservação do solo e da água para correção de acidez. “É um programa importante porque temos um problema grave de acidez do solo na região e assim, os recursos que vão vir, vão ser utilizados na aquisição de calcário”, afirma Ronaldo Maciel, Presidente do Corede Sul.

Maciel destaca que a mobilização para a consulta foi bastante intensa nos Conselhos Municipais de Desenvolvimento (Comudes), com apoio das prefeituras, da Emater e da Associação dos Prefeitos da Zona Sul. O segundo projeto que deve ser implantado em 2022 é o de irrigação de pastagens perenes para bovinocultura de leite. Além dos dois projetos na área de agricultura, o Corede Sul aprovou dois projetos de turismo rural, que estão sob supervisão da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur) e que também vão receber R$ 200 mil/ano em 2021 e 2022.

“Vamos encaminhar a aplicação de R$ 20 milhões nos projetos. Desse valor, R$ 10 milhões serão quitados em 2021, os outros R$ 10 milhões avaliados de acordo com a condição financeira de 2022, conforme combinamos com os Coredes, parceiros na realização da votação”, afirma a diretora de Desenvolvimento Regional da Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão, Bruna Blos.

O próximo passo, de acordo com Bruna, é a reunião com os Coredes para definir a data de entrega dos projetos, o que deve acontecer entre janeiro e fevereiro, já com os novos prefeitos. E depois, o encaminhamento para as secretarias responsáveis pelos 62 projetos.

Clique aqui e veja os projetos selecionados na Consulta Popular 2020.

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Agro

Alta no lucro leva produtor a investir no próprio negócio

Pável Bauken

Publicado

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O produtor rural Gilcesar Zeny, que planta 2 mil hectares com soja, feijão, milho, trigo e aveia na região de Ponta Grossa (PR), não esconde a felicidade com o resultado da colheita este ano. Sem citar cifras, diz apenas que os resultados obtidos na última colheita superaram os de anos anteriores. E o lucro foi reaplicado no próprio negócio. “Neste ano, renovei uma colheitadeira e dois tratores, comprei mais um trator novo, além de insumos para a safra de verão inteira”, conta.

Não é só ele. Capitalizados por conta dos bons resultados da safra 2019/2020, os produtores ampliaram os investimentos na safra atual, que está sendo plantada. Isso faz girar a roda da prosperidade no campo, pois sinaliza ganhos de produtividade, se o clima não atrapalhar. Na MacPonta Agro, que revende máquinas agrícolas da marca John Deere, em Ponta Grossa, houve uma corrida dos agricultores para renovar a frota.

“A boa produtividade e a disponibilidade de crédito fizeram este o melhor momento para compra”, diz o diretor comercial da revenda, Gedor Vieira. Segundo ele, o movimento se estende para 2021, pois os contratos futuros para a próxima safra estão garantindo bons preços e desenham um cenário positivo.

“O produtor está investindo pesado mesmo”, diz Leandro César Teixeira, superintendente de Relação com Cooperado da Cocamar, uma das grandes cooperativas do agronegócio do País, com sede em Maringá, norte do Paraná.

Antes do plantio da safra atual de soja (que começou a ser semeada em outubro na região), a Cocamar já tinha vendido mais insumos do que tinha comercializado para a safra 2019/2020 até fevereiro deste ano. Essas compras envolvem adubo, defensivos, sementes e máquinas, por exemplo.

Teixeira conta que os agricultores da cooperativa estão capitalizados e a inadimplência nas compras de insumos está na mínima histórica, entre 1,5% a 2%. Além disso, o ritmo de comercialização antecipada dos grãos é muito forte, o que amplia a disponibilidade de recursos para investimentos. Na soja, 40% da próxima safra foram vendidos antes do plantio. No milho safrinha, a ser semeado só em fevereiro de 2021, já 10% da produção hoje está comercializada. “Vislumbramos que o ano que vem será bastante positivo para o agronegócio”, prevê Teixeira, levando em conta um volume ainda maior de investimentos em tecnologia.

Fator principal

Especialistas afirmam que a desvalorização do real em relação ao dólar neste ano é o principal fator que turbinou a receita dos agricultores de grãos, cujos preços são definidos no mercado internacional. Acontece que muitos custos para produzir esses grãos – como fertilizantes, defensivos e até o diesel usado para tocar as máquinas – também estão atrelados ao câmbio. Com a alta do dólar, seria natural esperar que as despesas ficassem pressionadas, até anulando o ganho obtido com a safra. No entanto, não foi isso que aconteceu neste ano.

Um levantamento feito pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) mostra que os agricultores conseguiram ampliar as margens de lucro em todos os grãos, mesmo gastando mais para colocar a safra de pé. A margem bruta (lucro) da soja produzida em Cascavel (PR), por exemplo, aumentou 207% em relação a 2019 e foi o melhor resultado para a região desde que o levantamento começou a ser feito pela CNA, há mais de dez anos Em Sorriso (MT), por sua vez, a margem da soja cresceu 37% e superou em 11% a média de três anos anteriores.

Também o milho, que tradicionalmente era uma lavoura que só pagava os custos e não sobrava muito para o produtor, teve resultado extraordinário por causa dos preços recordes. Em Cascavel (PR), a margem neste ano da segunda safra de milho foi multiplicada por seis em relação à obtida em 2019, mostra o levantamento. A margem bruta obtida com a produção de arroz, que desde a safra 2009/2010 não era suficiente para cobrir todos os custos, interrompeu em 2020 a sequência de anos ruins.

Segundo o agrônomo Fabio Carneiro, assessor técnico da CNA, o lucro bruto do agricultor aumentou porque ele tem profissionalizado a gestão. “Investiu, aumentou a produtividade, vendeu soja antecipada para travar custo e melhorou a gestão de risco”, explica.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Por Márcia De Chiara. Colaborou Millena Sartori, especial para a AE

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Agro

Projeto aprovado pelo Senado amplia conectividade no campo

Reporter Global

Publicado

em

Marcello Casal Jr

 

Texto segue para sanção do presidente Jair Bolsonaro

 

O Senado aprovou na última semana o Projeto de Lei 172 de 2.020, que permite que projetos governamentais de telecomunicações sejam financiados pelo Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust).

Em tramitação há 13 anos, o PL garante que os recursos do fundo – criado em 2000 – possam cobrir, de forma parcial ou integral, iniciativas, programas, projetos e ações para levar serviços de telecomunicação a zonas rurais com baixo índice de desenvolvimento humano (IDH). Na prática, áreas remotas e pouco habitadas do interior do Brasil poderão receber investimentos massivos em conectividade e internet, o que ampliará as possibilidades de negócios agrícolas com o uso de internet 5G e modernizará os centros rurais e isolados do país com o acesso à conexão rápida.

Segundo o texto, que foi aprovado por 69 votos, a verba do Fust também poderá ser utilizada para cobrir o acesso à internet de escolas públicas fora de áreas urbanas até 2024 – mudança que acelera a inclusão e amplia a qualidade de ensino dos pequenos centros escolares que atendem a vastas populações rurais. Os recursos do fundo também incluem a construção da infraestrutura necessária para garantir o acesso à rede.

 

Mudança necessária

Pela lei que define o Fust atualmente, as verbas não poderiam ser aplicadas em serviços oferecidos pela esfera privada, entre eles o fornecimento de sinal de internet de alta velocidade e telefonia móvel. “Houve muito esforço para a aprovação desse projeto de lei. Com a mudança, os recursos poderão ser utilizados para levar a conectividade ao meio rural, para que agricultores, incluindo os cooperados, acessem diversas tecnologias que trarão mais competitividade e sustentabilidade aos seus negócios”, destacou o ministro das Comunicações Fábio Faria.

 

Comitê gestor

Vinculado ao Ministério das Comunicações, o Fust será gerido por um conselho com integrantes dos ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovações; da Economia; da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; da Educação e da Saúde. O Ministério das Comunicações detém a gestão principal do comitê. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e representantes da sociedade civil também terão assentos no grupo.

 

 

Agencia Brasil

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