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Medicina & Saúde

Mesmo com isolamento, exposição moderada ao sol não deve ser esquecida

Tomar sol é importante para sintetização da vitamina D, vitamina fundamental para o sistema imunológico

Pável Bauken

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em

| Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil


Diante do isolamento social devido ao novo coronavírus, a exposição solar fica prejudicada, mas não deve ser esquecida. A exposição moderada ao sol é importante para sintetização da vitamina D. Entre os benefícios da vitamina D (VD) estão a melhora do sistema imune.  

A vitamina D é um nutriente com função de hormônio que age em diversas áreas do organismo. “Sem dúvida, manter níveis normais de vitamina D está associado a menor taxa de infecções. Vitamina D está envolvida no processo de defesa do organismo contra agentes infecciosos e células cancerígenas. Isso se concluiu quando se compararam pessoas com baixo nível de VD, versus, altos níveis de VD”, explicou o coordenador científico da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Helio Miot.

Segundo o médico, no mundo tem sido observados níveis baixos de vitamina D em toda a população. “Sabemos que 60% ou até 80%, dependendo do grupo populacional, tem níveis baixos de vitamina D, o que pode comprometer o funcionamento do organismo como um todo, especialmente as pessoas de risco como gestantes, idosos, imunossuprimidos, indivíduos em pós-operatório de cirurgia bariátrica, quem tem osteoporose e doenças intestinais. Esses indivíduos devem ter seu nível de vitamina D testado e, se forem baixos, receber a suplementação”.

O médico explica que grande parte da vitamina D é produzida pela pele, sendo mais de 90% pela exposição solar habitual. “Então não é aquele indivíduo que vai se bronzear na piscina, mas é durante aquela caminhada, ao estender uma roupa no varal, tudo isso promove uma grande síntese de vitamina D. Outra grande parte ocorre pela alimentação, com alimentos como peixes, ovos, derivados de leite e algumas frutas. Esses alimentos têm uma quantidade de vitamina D.  Essas são as duas principais fontes de vitamina D para o organismo: exposição solar leve e alimentação”.

Exposição moderada

Com a situação atípica do isolamento social, a população vai diminuir a exposição ao sol. Mas, segundo o especialista, a exposição deve continuar sendo leve. “A síntese acontece muito rapidamente, e se houver um excesso de exposição, o consumo de vitamina D acaba sendo comprometido. Então não se recomenda, nem mesmo com filtro solar, ficar se expondo, intencionalmente. As pessoas de risco, como idosos, obesos, quem está em pós-operatório de cirurgia bariátrica, mulheres na menopausa, são indivíduos de alto risco para hipovitaminose D. Esses indivíduos devem conhecer o seu nível e se forem baixos, devem repor de forma oral [com medicamentos]”, orienta Miot.  

O médico recomendou que também é importante a manutenção da atividade física nesse período. “O isolamento tende a aumentar o sedentarismo, isso faz hipotrofia dos músculos, faz uma redução do depósito de cálcio nos ossos, maximizando os riscos de pessoas com osteoporose. É importante ter uma atividade física mínima nessa quarentena, manter as atividades habituais de exposição ao sol com proteção, evitando-se os horários de risco. Os indivíduos que são deficitários de vitamina D devem fazer a suplementação segundo orientação médica, e aqueles que querem se prevenir quanto a essa pior síntese de vitamina D mediante o confinamento, devem ter uma alimentação rica nessa vitamina”.

A dermatologista e especialista em estética Hellisse Bastos dá uma dica para tomar sol de forma leve. “O ideal é ficar com a palma da mão virada para o sol em torno de 5 a 10 minutos no máximo. Sentiu que a palma da mão está quente, a gente já está sintetizando vitamina D. Outra dica é abrir todas as janelas, aproveitar onde bate sol na sua casa e deixar as janelas bem abertas para iluminar o local”.

Imunidade

Na opinião de Miot, todos devem manter níveis normais de vitamina D, não somente para a imunidade. “O grande problema que envolve a vitamina D e a imunidade é que, na maior parte das vezes, a vitamina D está baixa por um problema crônico, medicamentos, idade avançada, inflamações no intestino, sedentarismo, diabetes, cirurgia bariátrica, desnutrição, menopausa. Essas causas subjacentes reduzem a imunidade, assim como reduzem a vitamina D”.

Ele explica que, nesse caso, não adianta dar vitamina D, é preciso corrigir a causa da queda dessa vitamina.  “Caso contrário, a imunidade não vai se restabelecer. Por essa razão, a posição da SBD é que se conheça seus níveis de vitamina D. Se estiverem normais, indicamos vida normal e boa alimentação, com exposição solar habitual, com filtro solar. Se estiver baixa, recomendamos reposição de vitamina D e uma investigação de por quê está baixa”.

O médico alerta que o excesso de vitamina D também pode causar distúrbios. “É certo que queremos fazer de tudo para nos protegermos de infecção. É certo que níveis baixos de vitamina D estejam associados a maior risco de infecção. Mas, não é certo que todos suplementem vitamina D, indiscriminadamente. Pois o excesso também tem efeito tóxico aos rins”, conclui Miot.

Crianças

Para as crianças, que necessitam da vitamina D para o crescimento e formação óssea, mas que estão também em isolamento, a recomendação do pediatra Antonio Carlos da Silveira é aproveitar o sol da janela ou das varandas, apenas com braços ou pernas descobertos. “A vitamina D é importante ao longo da vida, mas principalmente para as crianças em crescimento, a presença do sol é fundamental. Mesmo durante o isolamento pela pandemia, se expor ao sol é muito importante. Pode ser até um sol na janela, no quarto, mas nunca por meio de vidros; se tiver uma sacada melhor ainda. Tomar até 10 minutos é necessário para a sintetização da vitamina.”

Para o pediatra, as crianças devem aproveitar o outono, já que no inverno fica mais reduzido o período de sol. “É importante aproveitar esse período, pois com o inverno chegando fica reduzida a incidência solar”, lembra o médico.

Para todos os grupos populacionais, o ideal é que a exposição ao sol ocorra até as 10h e após as 15h. Fora desse período, a incidência solar pode ser crítica para a ocorrência do câncer de pele e outras doenças da pele.

Agência Brasil

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Medicina & Saúde

OMS: mais dados sobre vacinas são necessários; intenção é aplicar mais de uma

Pável Bauken

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) acredita que ainda são necessários mais dados sobre vacinas contra a covid-19 para se tomar posições definitivas, incluindo sobre desenvolvida pela AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford, e a russa do instituto Gamaleya. “É encorajador que vários desenvolvedores tenham publicado seus protocolos”, afirmou nesta sexta-feira, 27, em entrevista coletiva, a cientista-chefe da organização, Soumya Swaminathan, indicando que é importante que estudos e dados continuem a serem divulgados.

Para saber real eficácia das vacinas, é importante continuar acompanhando os participantes dos testes, sinalizou Swaminathan, já que a imunidade pode não ter longa duração. Sobre desafios logísticos, foi destacado que a intenção é usar a vacinas como a da Pfizer, que demandam grandes adaptações e investimentos para se armazenar, junto à outras com logística mais simples. A imunização deverá ocorrer com eficiência, como destinando recursos à profissionais da saúde e pessoas com potencial alta transmissibilidade.

Questionado sobre a situação no Brasil, o diretor-executivo da OMS, Michael Ryan, afirmou que a lição da Europa é que países “que agem rápido e decisivamente tem melhor resultado”, e que em federações como a brasileira, é importante “negociação com governos subnacionais”. Ryan fez grandes elogios ao sistema de saúde brasileiro, em especial aos profissionais que foram expostos durante a pandemia.

Diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom afirmou que vários países no mundo “conseguiram controlar a covid-19, e em comum entre eles, a testagem”, ressaltando que mesmo com a vacina começando a ser aplicada, testes serão importantes na pandemia. Sobre a entrega dos imunizantes, Tedros reafirmou que são necessários US$ 4,5 bilhões de dólares no momento, e que houve comprometimento político de tornar a vacina um “bem comum”, com destaque ao G20, mas que isso agora precisa ser convertido em ações.

Acerca das origens do vírus, foi consenso de que os estudos prosseguem, e que, apesar da circulação anterior fora da China ter sido registrada, a base para as pesquisas é o começo da transmissão humana, registrada em Wuhan.

Por Matheus Andrade

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Medicina & Saúde

Boulos é diagnosticado com covid-19

Reporter Cidades

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O candidato do PSOL à Prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos, foi diagnosticado com covid-19 na manhã desta sexta-feira, 27. Embora não apresente sintomas da doença, Boulos entrou em quarentena. As agendas de campanha foram todas suspensas, e a coordenação da campanha vai propor à TV Globo que o último debate, previsto para hoje, seja feito de forma virtual

Boulos tentava fazer o exame desde o início da semana em função do diagnóstico positivo da deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP). O candidato esteve com a deputada na sexta-feira, 20. Como medida de precaução as agendas externas, de rua, foram suspensas e a campanha se dedicou apenas a eventos fechados, com número restrito de participantes. O exame não foi feito antes devido à incompatibilidade entre a agenda do candidato e os horários disponíveis nos laboratórios.

“Diante do resultado positivo, Guilherme Boulos irá cumprir o protocolo de quarentena pelo período necessário. Toda a equipe que trabalha na campanha e que tem contato próximo com o candidato será testado a partir de agora”, diz o comunicado enviado pela campanha do PSOL.

Segundo a assessoria de Boulos, ele não vai votar no domingo e uma sugestão foi encaminhada à TV Globo para que o debate de hoje seja feito de forma virtual.

No comunicado, Boulos diz estar preocupado com a possibilidade de uma segunda onda da covid-19 e acusa os governos estadual e municipal de negligência.

“O candidato reforça a preocupação que tem afirmado nos últimos dias sobre os indícios de uma segunda onda da pandemia, até aqui negligenciada pelos governos estadual e municipal, responsáveis pela aplicação das medidas”, diz o texto.

Estadão

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Medicina & Saúde

Drogas e uso abusivo do álcool são importantes causas no desenvolvimento da Insuficiência Cardíaca

Pável Bauken

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Dentre as pessoas que buscam a unidade hospitalar de saúde após o uso de drogas ilícitas, a maioria está relacionada à cocaína. Atualmente, o uso de drogas ilícitas como a cocaína e o uso abusivo do álcool são importantes causas no desenvolvimento da insuficiência cardíaca (IC), pois a substância tem um efeito cardiotóxico e pode levar também a arritmias cardíacas.

Mas o que é a insuficiência cardíaca? A Dra. Marina Hoff, cardiologista do hospital Samaritano Paulista, explica que a insuficiência cardíaca é uma síndrome clínica complexa, caracterizada pela incapacidade de o coração atuar adequadamente como bomba, em que ocorre o déficit de contração e/ou de relaxamento, comprometendo o funcionamento do organismo e, quando não tratada adequadamente, reduz a qualidade de vida e a sobrevida dos pacientes.

A insuficiência cardíaca acomete qualquer faixa etária e estima-se que a sua prevalência ocorra entre 1 a 2% da população, de acordo com a literatura médica. Além disso, por se tratar da via final comum de agressões sobre o coração, incide de forma progressiva com o aumento da idade.

O uso de determinadas drogas como a cocaína, ou até mesmo o tabagismo, são fatores de risco para o desenvolvimento de Infarto Agudo Miocárdico e Acidente Vascular Cerebral (AVC). “Diante dessas evidências, é muito importante a conscientização junto aos pacientes, assim como orientação para cessar a utilização, sempre contando com o auxílio de serviços de apoio especializados, e contando também em alguns casos com reposição de nicotina e fármacos específicos”, reforça a Dra. Marina Hoff.

Pacientes com Insuficiência Cardíaca de origem alcóolica, ou associada ao uso de drogas, devem ser aconselhados a se absterem do vício, com a ajuda e suporte psicológico e psiquiátrico, e consequentemente, podem evoluir com recuperação da função cardíaca.

Sintomas da insuficiência cardíaca

Intolerância ao exercício físico, falta de ar ao deitar, tosse seca, inchaço nas pernas e abdome, astenia, fraqueza.

Diagnóstico

Na presença de sintomas de insuficiência cardíaca, um cardiologista deve avaliar as condições para um diagnóstico e tratamento adequados. Exames complementares devem ser realizados como, por exemplo, o ecocardiograma.

Por DINO DIVULGADOR DE NOTÍCIAS

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