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Ensino

MEC quer criar fundo para financiar universidades federais

Pável Bauken

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O Ministério da Educação (MEC) quer criar um fundo de natureza privada, cujas cotas serão negociadas na Bolsa de Valores, para financiar as universidades e institutos federais. Esse fundo contará, inicialmente, com R$ 102,6 bilhões. A maior parte desses recursos, R$ 50 bilhões, virá do patrimônio da União. A intenção é que esse esses recursos financiem pesquisa, inovação, empreendedorismo e internacionalização das instituições de ensino.

O fundo é a principal estratégia do programa Future-se, apresentado hoje (17) pelo MEC. O fundo será composto ainda por R$ 33 bilhões de fundos constitucionais, por R$ 17,7 bilhões provenientes de recursos angariados com leis de incentivos fiscais e depósitos à vista, por R$ 1,2 bilhão de recursos da cultura e por R$ 700 milhões provenientes da utilização econômica do espaço público e fundos patrimoniais.

Os recursos serão voltados para a instalação de centros de pesquisa e inovação, bem como parques tecnológicos; assegurar ambiente de negócios; criação de startups, ou seja, de empresas com base tecnológica; aproximar as instituições das empresas; estimular intercâmbio de estudantes e professores, com foco na pesquisa aplicada; firmar parcerias com instituições privadas para promover publicações de periódicos fora do país; entre outras ações.

A intenção que essas ações gerem também recursos que serão remetidos ao fundo e também às instituições e aos próprios pesquisadores. A adesão das universidades e institutos será voluntária. O MEC não detalhou os critérios de distribuição de recusos entre as instiuições.

“A gente quer premiar as boas práticas, a gente não acredita no assistencialismo, quer premiar a cultura do esforço, quer premiar o bom desempenho, por isso estamos lançando esse programa. A gente quer permitir que se formem cada vez mais talentos e quer reter esses talentos”, disse o secretário de Educação Superior do MEC, Arnaldo Barbosa.

Como funciona o fundo

O fundo será composto principalmente pelo patrimônio da União, como terrenos que foram, segundo Barbosa, cedidos pelo Ministério da Economia para esse fim. Por isso, os recursos serão integralizado com fundos de investimento imobiliário.

“Isso que hoje é despesa vai virar receita para o fundo do Future-se”, destacou Barbosa. “O que a gente ganha a partir do momento que transforma esse terreno em cotas [é] que o setor empresarial constrói um shopping, isso vira sociedade de propósito específico, vira um shopping. Um terreno construído vai ser valorizado, então as cotas [se] valorizam. O dinheiro aumenta, e a própria rentabilidade das salas comerciais vai agregar valor a esse programa. Volta tudo para o Future-se”, explicou.

Esse fundo de rendimento multimercado poderá também receber investimentos, segundo o secretário, de interessados, por exemplo em realizar pesquisas na Amazônia. “Esse fundo vai ter política de investimento, vai ter regulamento, vai estar disposto sobre os riscos, tudo será transparente”, diz.

Organizações sociais

De acordo com o MEC, a operacionalização do Future-se ocorrerá por meio de contratos de gestão firmados pela União e pela instituição de ensino com organizações sociais (OSs). As OSs são entidades de caráter privado que recebem o status “social” ao comprovar eficácia e fins sociais, entre outros requisitos.

Os contratos de gestão poderão ser celebrados com organizações sociais já qualificadas pelo MEC. Além disso, as fundações de apoio poderão ser qualificadas como organizações sociais.

A organização social contratada, segundo a pasta, poderá manter escritórios, representações, dependências e filiais em outras unidades da Federação. A instituição de ensino pode viabilizar a instalação física em suas dependências.

Sem mensalidade

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, garantiu que a proposta não inclui a cobrança de mensalidade nas graduações das instituições públicas. “[As instituições] continuarão públicas e os estudantes NÃO pagarão pela graduação”, disse em publicação no Twitter.

A proposta será disponibilizada nesta quarta-feira para consulta pública. A sociedade poderá colaborar com sugestões até o dia 7 de agosto. O MEC irá, então, submeter ao Congresso Nacional um projeto de lei para viabilizar as mudanças. As universidades seguirão, segundo a pasta, contando com o orçamento público.

Fonte Agência Brasil

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Ensino

Enem 2020 acontece neste domingo

Reporter Global

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Cerca de 5,8 milhões de estudantes estão inscritos no exame. Foto: Arquivo/Prefeitura de Votuporanga

 

 

O Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2020 começa a ser aplicado neste domingo (17) para milhões de estudantes em todo o País.

 

 

Este ano, por causa da pandemia, os estudantes terão que seguir uma série de regras e, caso tenham sido diagnosticados com Covid-19 ou apresentem sintomas da doença ou de outras doenças infectocontagiosas, devem comunicar o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) pelo telefone 0800-616161 e não precisam comparecer ao exame. Eles poderão fazer o exame na reaplicação, nos dias 23 e 24 de fevereiro.

Antes de sair de casa, os participantes devem conferir os locais onde farão as provas, no Cartão de Confirmação de Inscrição, na Página do Participante. Embora não seja obrigatório, a recomendação é que levem o cartão para a necessidade de verificar alguma informação até a hora da aplicação.

Caso necessitem comprovar a participação no exame, os estudantes podem, também na Página do Participante, imprimir a chamada Declaração de Comparecimento para cada dia de prova, informando o CPF e a senha. A declaração deve ser apresentada ao aplicador na porta da sala em cada um dos dias. Ela serve, por exemplo, para justificar a falta ao trabalho.

Para fazer o exame alguns itens são obrigatórios. Este ano, além do documento oficial de identificação com foto e da caneta esferográfica de tinta preta, fabricada em material transparente, itens obrigatórios também nos exames anteriores, a máscara de proteção facial passa a integrar essa lista. Os participantes que não estiverem com máscara de proteção facial não poderão ingressar no local de prova.

É recomendado que os participantes levem máscaras extras para trocar durante a prova. Haverá nos locais de prova álcool em gel para que os estudantes higienizam as mãos, mas é permitido que os participantes levem seu próprio produto caso desejem.

Como a prova é longa, é também recomendado que os candidatos levem lanche e água e/ou outras bebidas, com exceção de bebidas alcoólicas que não são permitidas e podem levar à eliminação do candidato.

 

Primeiro dia de prova

Neste domingo, os participantes fazem as provas objetivas de linguagens e ciências humanas, com 45 questões cada, e a prova de redação.

Os portões serão abertos às 11h30. Os estudantes podem entrar no local de prova até as 13h, no horário de Brasília. As provas começam a ser aplicadas às 13h30. Os candidatos terão 5 horas e 30 minutos para resolver as questões. A prova termina às 19h.

O exame continua no próximo domingo, dia 24, quando serão aplicadas as provas de ciências da natureza e de matemática.

Ao todo, cerca de 5,8 milhões de estudantes estão inscritos para fazer as provas. O Enem 2020 terá uma versão impressa, nos dias 17 e 24 de janeiro, e uma digital, realizada de forma piloto para 96 mil candidatos, nos dias 31 de janeiro e 7 de fevereiro.

 

Amazonas

O Enem será aplicado em todo o território nacional, com exceção do Amazonas, em razão da calamidade provocada pela pandemia de Covid-19.

As medidas de segurança adotadas em relação à pandemia do coronavírus serão as mesmas tanto no Enem impresso quanto no digital. Haverá, por exemplo, um número reduzido de estudantes por sala, para garantir o distanciamento entre os participantes. Durante todo o tempo de realização da prova, os candidatos estarão obrigados a usar máscaras de proteção da forma correta, tapando o nariz e a boca, sob pena de serem eliminados do exame. Além disso, o álcool em gel estará disponível em todos os locais de aplicação.

 

 

FONTE: O Sul

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Ensino

Estudante muda de casa e fica sem ver família durante estudos para o Enem na pandemia: ‘Achei que não ia conseguir’.

Reporter Regional

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Quando as aulas presenciais foram substituídas para o ensino remoto durante a pandemia, o estudante João Victor de Lima, de 18 anos, se deparou com as dificuldades em ter acesso à internet, a falta de um computador e recursos para estudar em casa e se preparar para o Enem e vestibulares. Ainda aos 17 anos, a solução foi morar com os padrinhos, em Jundiaí (SP).

Ao G1, João Victor contou que frequentou escolas públicas desde pequeno, em Várzea Paulista (SP). Em março de 2020, ele começou o cursinho preparatório da ONG Professor Chico Poço, em Jundiaí, e precisou conciliar o ensino médio a distância, curso de inglês, academia de dança, onde é bailarino, além das dificuldades de um período pandêmico.

“Eu consegui ter um bom desempenho, fui autodidata nessa parte, mas achei que não ia conseguir. A maior dificuldade foi ter a saúde psicológica”, relata João Victor.

Durante a pandemia, a mãe de João continuou trabalhando como confeiteira e chegou a testar positivo para Covid-19. De acordo com o filho, ela era assintomática e apenas sentiu febre. Nesse período, ele passou a vê-la com menos frequência.

“Os meus padrinhos são idosos. O preço das coisas aumentou, o número de mortes cresceu. Minha mãe e meu irmão não pararam de trabalhar. Meus padrinhos me receberam de braços abertos. Eles também aceitaram mudar os hábitos deles e mudaram tudo por mim”, conta.

Preparação

 

Durante a preparação para os vestibulares e Enem, que ocorre neste domingo (16), o jovem chegou a estudar 12 horas por dia, mas logo percebeu que a prática não era saudável e resolveu seguir um cronograma menos extenso.

“Eu já tinha em mente que poderiam ter complicações emocionais e mentais. Eu percebi que isso começou a me afetar quando eu ia dormir três horas da manhã. Eu começava a estudar 8h30 da manhã e terminava 3h30.”

 

O jovem prestou a primeira fase do vestibular da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) para o curso de dança, como primeira opção. Caso não alcance a nota necessária, ele deseja entrar na Universidade Federal de Pampa, para cursar produção cultural.

‘Usava a internet do terminal’

 

João relata que há dois anos o acesso à internet era muito difícil no local onde ele morava porque as empresas não cobriam a área. Atualmente, a família instalou uma rede com baixa velocidade para ter no celular.

“Na rua não chegava internet. Era bizarro porque na rua de baixo tinha internet e tinha tudo. As empresas falavam que teria que ter uma quantidade de assinante para colocar o cabo na rua. Tiveram momentos que eu usava a internet do terminal.”

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Ensino

Pós-graduações na FEMA: estude com professores RENOMADOS

Cursos representam uma oportunidade de qualificação profissional.

Pável Bauken

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A FEMA, por meio das Faculdades Integradas Machado de Assis, está com inscrições abertas para quatro programas de Pós-graduação para o início no primeiro semestre de 2021. O público a que se destina os presentes cursos está relacionado a pessoas com formação de nível superior nas mais diferentes áreas, desde profissionais com formação em Direito, Agronomia, Comunicação, Ciências Contábeis, Gestão de Recursos Humanos e Licenciaturas.

Para garantir a vaga para qualquer um dos cursos, o candidato deverá fazer a inscrição no site da FEMA e pagar uma taxa no valor de R$ 45,00.

Confira a lista dos programas com inscrições abertas:
MBA em Gestão de Marketing Digital
MBA em Finanças Coporativas e Compliance
Auditoria e Perícia
Direito Civil e Processo Civil

– Mais informações no (55) 3511 – 9100.

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