Mapa definitivo da 29ª rodada do Distanciamento Controlado traz oito regiões em vermelho – Portal Plural
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Mapa definitivo da 29ª rodada do Distanciamento Controlado traz oito regiões em vermelho

Após análise, Gabinete de Crise optou pelo deferimento de cinco pedidos de reconsideração

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Na 29ª rodada, o mapa definitivo do modelo de Distanciamento Controlado terá, a partir desta terça-feira (24/11), oito regiões em bandeira vermelha (risco epidemiológico alto). O Gabinete de Crise deferiu, nesta segunda-feira (23/11), cinco pedidos de reconsideração enviados por municípios e associações regionais.

Assim, o Rio Grande do Sul fica com oito regiões em bandeira vermelha e 13 em bandeira laranja (risco epidemiológico médio). As bandeiras da 29ª semana são válidas até as 23h59 de segunda-feira (30/11). Devido ao alto número de bandeiras vermelhas, o governador Eduardo Leite apresentou o mapa em transmissão ao vivo pelas redes sociais.

Os pedidos de reconsideração das regiões Covid de Santa Maria, Guaíba, Caxias do Sul, Porto Alegre e Lajeado foram acatados pelo Gabinete de Crise. Por isso, permanecem em bandeira laranja nesta semana.

Por outro lado, a equipe técnica optou por rejeitar os pedidos das regiões de Novo Hamburgo, Passo Fundo e Uruguaiana. Essas três regiões se somam a Capão da Canoa, Canoas, Ijuí, Palmeira das Missões e Erechim, que não enviaram pedidos de reconsideração. Das oito regiões em vermelho, apenas Uruguaiana não aderiu ao sistema de cogestão.

Veja o mapa definitivo em https://distanciamentocontrolado.rs.gov.br

Em Santa Maria, o pedido foi aceito porque a região tem taxa de ocupação de leitos de UTI abaixo de 80% e os indicadores regionais apresentaram variações de impacto razoável. A região havia sido enquadrada na bandeira vermelho devido à situação macrorregional, por causa dos indicadores de Uruguaiana.

Em Lajeado, por mais que a ocupação esteja aumentando, a região ainda apresenta mais de 80% de leitos clínicos disponíveis.

Em Guaíba, a região apresentou melhora na média ponderada final (1,90 para 1,68) e reduziu consideravelmente o número de internados na região, mantendo capacidade satisfatória de leitos disponíveis para atendimento.

Na região de Caxias do Sul, os indicadores são similares aos de outras semanas, apesar do aumento significativo desta semana. Os registros de hospitalizações confirmadas para Covid-19 registradas nos últimos sete dias aumentaram 23%, de 111 para 137. A elevação mais forte nesta semana ainda está abaixo dos níveis vistos nos momentos em que a região esteve em bandeira vermelha por largo período.

Por fim, a região de Porto Alegre apresentou uma leve melhora na média ponderada (de 1,79 para 1,75) e tendência leve de crescimento das taxas de internação nos últimos dias. O Gabinete de Crise optou por manter a bandeira laranja, chamando atenção, no entanto, para a relação de leitos livres por leitos ocupados por Covid. É a pior relação das últimas nove semanas na macrorregião Metropolitana.

A equipe de monitoramento dos dados alerta que é preciso observar a evolução da doença na macrorregião Metropolitana, que concentra 4,4 milhões de habitantes, durante os próximos sete dias. O esgotamento desta macrorregião e região impactaria negativamente na resposta à pandemia em todo o Estado.

Das 21 regiões Covid, apenas Uruguaiana, Bagé e Guaíba não aderiram ao sistema compartilhado. As outras 18 já adotam protocolos alternativos às bandeiras definidas pelo governo – Cachoeira do Sul, Canoas, Capão da Canoa, Caxias do Sul, Cruz Alta, Erechim, Ijuí, Lajeado, Novo Hamburgo, Palmeira das Missões, Passo Fundo, Pelotas, Porto Alegre, Santa Cruz do Sul, Santa Maria, Santa Rosa, Santo Ângelo e Taquara.

Os planos regionais aprovados estão disponíveis em https://planejamento.rs.gov.br/cogestao-regional

Regra 0-0

Na 29ª rodada, o RS tem 3.970.735 habitantes, o que corresponde a 35% da população gaúcha (total de 11,3 milhões de habitantes), em bandeira vermelha, distribuídos entre os 234 municípios (do total de 497) classificados como de alto risco de contágio de coronavírus.

Desses, 105 municípios (426.536 habitantes, 3,8% da população gaúcha) podem adotar protocolos de bandeira laranja, porque cumprem os critérios da Regra 0-0, ou seja, não têm registro de óbito ou hospitalização de moradores nos últimos 14 dias, desde que a prefeitura crie um regulamento local.

Além disso, do total de 263 municípios em bandeira laranja ( 7.358.870 habitantes, 65% da população do RS), 125 (724.390 habitantes, 6,4% da população em bandeira laranja) podem adotar protocolos de bandeira amarela.

• Clique aqui e acesse a lista de municípios que se enquadram na Regra 0-0.

Atividades presenciais nas escolas

Conforme regra definida na 28ª rodada pelo Gabinete de Crise, a abertura das escolas e a manutenção das atividades presenciais nos colégios não será interrompida com a classificação da região em bandeira vermelha durante uma semana. É necessário que a região ingresse na segunda semana consecutiva em bandeira vermelha para que as escolas não possam abrir em uma região ou, se já abertas, devam fechar.

As regiões de Novo Hamburgo, Canoas, Ijuí e Capão da Canoa foram classificadas pela segunda semana consecutiva em bandeira vermelha. De acordo com a nova regra, as escolas privadas e públicas deverão interromper as aulas que já estavam ocorrendo ou adiar o retorno, caso ainda não estivessem recebendo alunos de forma presencial.

Vale lembrar que eventos só podem ocorrer em municípios que autorizarem e que estão no processo de retomada escolar. A condição foi estabelecida como forma de elencar uma prioridade na retomada de atividades.

As atividades presenciais nas escolas de Educação Infantil foram retomadas em 8 de setembro. No dia 21 de setembro, foi a vez das instituições de Ensino Superior, Ensino Médio e Ensino Técnico, e no dia 28 de outubro, a do Ensino Fundamental. O Ensino Médio estadual iniciou o retorno em 20 de outubro e, no dia 12 de novembro, foi dado início ao retorno do Ensino Fundamental.

RESUMO DA 29ª RODADA

BANDEIRA VERMELHA (8)
Novo Hamburgo (em cogestão)
Passo Fundo (em cogestão)
Capão da Canoa (em cogestão)
Canoas (em cogestão)
Ijuí (em cogestão)
Palmeira das Missões (em cogestão)
Erechim (em cogestão)
Uruguaiana

BANDEIRA LARANJA (13)

Santa Maria (em cogestão)
Guaíba
Lajeado (em cogestão)
Santo Ângelo (em cogestão)
Santa Rosa (em cogestão)
Cruz Alta (em cogestão)
Bagé
Taquara (em cogestão)
Cachoeira do Sul (em cogestão)
Santa Cruz do Sul (em cogestão)
Pelotas (em cogestão)
Caxias do Sul (em cogestão)
Porto Alegre (em cogestão)

• Clique aqui e acesse o levantamento completo da 29ª semana do Distanciamento Controlado após a avaliação de pedidos de reconsideração

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Seminário discute violência financeira contra idosos e fake news

Secretária de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, Regina Becker, foi convidada para abertura do seminário

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- Foto: Divulgação Stas

A violência financeira através das fake news contra as pessoas idosas foi tema do Seminário Estadual de Enfrentamento à Violência contra a Pessoa Idosa, realizado na tarde desta terça-feira (15/6) pelo Conselho Estadual da Pessoa Idosa (CEI).

“Leis e normas justas, temos. Setores da sociedade lutaram desde sempre, na história do país, por um Brasil com cidadania para todos, o que inspirou nossa Constituição, onde se concretizaram as mais humanitárias garantias dos direitos humanos. Para que estas normas legais sejam cumpridas em sua plenitude, há uma luta da mesma dimensão, agora com o auxílio das novas tecnologias de comunicação, que formam redes poderosas e que podem transformar uma cultura perversa, como a que temos hoje”, observou a secretária de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, Regina Becker. “Estamos aqui para combatermos um silêncio e trabalharmos para a sensibilização e a conscientização da sociedade. O coletivo aqui é o que mais importa. Com ele vem a vigilância, a notificação, o cumprimento à lei, o reconhecimento do problema pela sociedade, a pressão social e política”, acrescentou.

Junho Violeta

O dia 15 de junho, Dia Mundial da Conscientização da Violência Contra a Pessoa Idosa, foi oficialmente reconhecido pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 2021, após solicitação da Rede Internacional de Prevenção ao Abuso de Idosos (Inpea), que estabeleceu a comemoração em 15 junho de 2006.

O Junho Violeta é um mês de mobilização da sociedade para a proteção das pessoas idosas. Conforme dados do Disque 100, que recebe denúncias de violações de direitos humanos, o número de denúncias de violência e de maus-tratos contra a pessoa idosa cresceu 59% no Brasil durante a pandemia. A negligência, a violência psicológica e o abuso financeiro ou econômico estão entre as violências mais praticadas.

No Brasil, 20% dos lares têm na pessoa idosa a principal fonte de renda da família, no caso dos vulneráveis o torna ainda mais suscetível à violência doméstica. “Sabemos o quanto o preconceito contra idosos cresceu na pandemia. Foram as primeiras vítimas do vírus, com suas comorbidades muitas vezes precoces, produto de uma vida de privações. Cabe ressaltar que, no âmbito da administração pública, um número significativo de iniciativas já implementadas, dizem respeito ao zelo que a família, a sociedade e o Estado devem à pessoa idosa”, disse a secretária Regina.

Rede de proteção

O preconceito contra idosos cresceu na pandemia, pois foram as primeiras vítimas do vírus, com suas comorbidades muitas vezes precoces, produto de uma vida de privações. Cabe ressaltar que, no âmbito da administração pública, um número significativo de iniciativas já implementadas, dizem respeito ao zelo que a família, a sociedade e o Estado devem à pessoa idosa.

Também o governo federal lançou em 2020 o Pacto Nacional de Implementação da Política de Direitos da Pessoa Idosa, ao qual o Rio Grande do Sul foi o primeiro a aderir.

Participaram do encontro virtual a presidente do CEI, Iride Caberlon; chefe de gabinete da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura, Paula Hofmeister; presidente Emater/RS, Geraldo Sandri; presidente da Federação Estadual do Clubes de Terceira Idade do Rio Grande do Sul (Fectirgs), Afonso Kotz; deputado estadual Gerson Burmann; gerente de Educação, Assistência Social e Cultura do Sesc/RS, Sílvio Bento; coordenadora da Comissão de Apoio aos Conselhos Municipais, Jussara Rauth; e coordenadora da Comissão de Monitoramento e avaliação da Violência à Pessoa Idosa, Joana Veras.

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Segunda etapa da Campanha Compre Aqui 2021 já começou

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‘Meu Pai Merece’, este é o tema da segunda etapa da Campanha Compre Aqui 2021. A dinâmica é a mesma para os consumidores: A cada R$100 em compras cumulativas nas lojas participantes, uma cautela virtual é gerada. Nesta etapa, os clientes têm até o dia 7 de agosto para realizarem suas compras, data que antecede o Dia dos Pais.

Nesta etapa serão sorteados 80 vales-compras de R$200 a R$5.000. As lojas participantes da ação estão listadas no site: www.sindilojasfronteiranoroeste.com. O consumidor também pode identificar as lojas pelo cartaz oficial da Campanha que está exposto nos estabelecimentos.

Acesse o Portal do Consumidor: www.cliente.compreaqui2021.com.br, faça o login e confira as cautelas adquiridas através das suas compras.

Fique ligado – No dia 22 de junho ocorrerá o sorteio de 80 vales-compras referentes às compras feitas até o dia 11 de junho, da etapa ‘’Meu Amor Merece’’. Acompanhe pelas redes sociais do Sindilojas Fronteira Noroeste.

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Médico canta para mulher internada com Covid-19 horas antes do falecimento

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O momento foi registrado por volta das 15h de sexta (11), no Hospital Regional de Corrente. Cerca de 12 horas depois, durante a madrugada, a paciente morreu.

Ao perceber que presenciava os últimos momentos de vida de uma mulher internada com Covid-19, o médico Matheus Rocha, de 24 anos, decidiu “tocar o coração” da paciente, como diz a letra da música, e cantou para confortá-la (assista ao vídeo acima). O momento foi registrado no Hospital de Corrente, nesta sexta-feira (11), por uma fisioterapeuta que acompanhava a cena. A mulher morreu horas depois, na madrugada de sábado (12).

No vídeo, o médico aparece sentando ao lado do leito da paciente e canta uma versão, em português, da música “Hallelujah”, de Leonard Cohen. A letra cantada pelo médico ficou famosa na voz da cantora Patrícia Souza.

Ao perceber que presenciava os últimos momentos de vida de uma mulher internada com Covid-19, o médico Matheus Rocha, de 24 anos, decidiu “tocar o coração” da paciente, como diz a letra da música, e cantou para confortá-la (assista ao vídeo acima). O momento foi registrado no Hospital de Corrente, nesta sexta-feira (11), por uma fisioterapeuta que acompanhava a cena. A mulher morreu horas depois, na madrugada de sábado (12).

No vídeo, o médico aparece sentando ao lado do leito da paciente e canta uma versão, em português, da música “Hallelujah”, de Leonard Cohen. A letra cantada pelo médico ficou famosa na voz da cantora Patrícia Souza.

Segundo Matheus, a paciente, uma mulher de pouco mais de 60 anos que não teve o nome divulgado, se emocionou durante a homenagem e tentou cantar junto com ele. O médico cantou mais algumas canções, até que a paciente adormeceu.

Ao G1, o médico disse que a situação da paciente era crítica, e que a equipe médica já esperava que ela não sobrevivesse.

“A psicóloga do hospital havia passado o dia inteiro com ela, porque ela tinha perdido um familiar dias antes. Então, ela estava muito abalada, chorosa, e a situação física dela estava deteriorando. Nossa expectativa era de que ela viesse a óbito nas próximas horas”, contou.

Cantar, segundo ele, foi uma maneira que ele disse ter encontrado para se aproximar da paciente no momento.

“Foi muito emocionante. Ela ficou com os olhos marejados, cantou junto, teve sua experiência com o Divino” afirmou o médico.

Música como abraço

Cantor de coral e filho de uma regente de coral, o jovem médico já havia usado a música para confortar pacientes em outras situações, como durante o período em que atendeu idosos, na ala de geriatria, e gestantes e puérperas, em maternidades.

“Na maternidade, a gente não só cantava como também dançava com as mães, para aliviar dores das contrações”, disse.

Além de servir como um abraço nos pacientes, para Matheus, a música também acalma e reaproxima a equipe médica, que também sofre com o cansaço e com a morte de pacientes.

“Quando a gente perde um paciente, a equipe inteira sofre. E como sofre junto, é bom que a gente se apoie. Quando a gente entende que fez tudo que era possível pelo paciente, passa a ver aquele momento como uma etapa daquela vida”, disse.

 

FONTE: G1

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