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Mais de 800 pessoa morrem em rotas migratórias nas Américas em 2019

Reporter Global

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Reuters/Ricardo Moraes/ Direitos Reservados


Pelo menos 810 pessoas morreram em 2019, ao “atravessar desertos, rios e regiões remotas” das rotas migratórias do continente americano. A informação é do Centro de Análise de Dados da Organização Internacional das Migrações (OIM), de Berlim, com base em números do Projeto de Migrantes Desaparecidos (MMP, na sigla em inglês).

As informações – que reuniram dados governamentais, de organizações não governamentais (ONG) e relatos de órgãos de comunicação social — indicam que esse é o número mais elevado de mortes desde que a OIM começou a manter registros, em 2014.

Os dados revelam também que morreram mais 3.800 pessoas em seis anos no continente americano.

“Esses números são uma lembrança triste de que a falta de opções para uma mobilidade segura e legal empurra as pessoas para trilhos invisíveis e arriscados, colocando-as em maior perigo”, afirmou o diretor do Centro de Análise de Dados da OIM, Frank Laczko.

Para ele, “a perda de vidas nunca pode ser normalizada ou tolerada como um risco assumido devido à migração ilegal”.

A região da fronteira entre os Estados Unidos e o México é um dos locais onde mais migrantes perderam a vida no continente.

O MMP registrou um aumento anual no número de mortes nessa fronteira desde 2014, com um total de 2.403 mortes (do total de 3.800) em seis anos, das quais 497 ocorreram em 2019.

A maior parte das mortes foi nas águas do Rio Bravo/Rio Grande (designações mexicana e norte-americana, respectivamente), entre o estado norte-americano do Texas e os estados mexicanos de Tamaulipas, Novo Leão e Coahuila, onde 109 pessoas perderam a vida em 2019, um aumento de 26% em relação ao ano anterior, revela a OIM.

De acordo com os dados apresentados, “muitas pessoas também tentam atravessar os territórios remotos dos desertos” do Arizona, nos Estados Unidos. Pelo menos 171 pessoas morreram no último ano nesta parte da fronteira entre os dois países, número que representa mais 29% do que as 133 mortes notificadas em 2018.

EBC

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Mundo

Extinções em massa na Terra acontecem a cada 27,5 milhões de anos, diz estudo

Pável Bauken

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As extinções em massa acontecem de forma relativamente frequente no planeta Terra. Segundo os cientistas, houve cinco delas nos últimos 500 milhões de anos, com algumas dizimando até 70% da vida no nosso planeta. Agora, um novo estudo indica que esses eventos ocorrem de forma cíclica.

A pesquisa, publicada na revista Historical Biology, indica que as extinções em massa na Terra ocorrem aproximadamente a cada 27,5 milhões de anos. Estudos anteriores já haviam apontado que a vida marinha era afetada por eventos similares em um intervalo de tempo semelhante. Segundo os pesquisadores, essas extinções coincidem com grandes impactos de asteroides e aumento da atividade vulcânica, mas, surpreendentemente, esses eventos podem não ser aleatórios.

Os pesquisadores sugerem que esse ciclo pode coincidir com a jornada do Sistema Solar pela Via Láctea. Segundo os cientistas, o Sol e os planetas circulam no plano intermediário da galáxia a cada 30 milhões de anos. Chuvas periódicas de cometas ocorreriam no Sistema Solar durante esse mesmo período, produzindo os impactos cíclicos que resultam em extinções em massa periódicas. Essas colisões criam as condições capazes de exterminar a vida terrestre e marinha, como escuridão e frio generalizados, incêndios florestais, chuva ácida e destruição da camada de ozônio. Isso foi o que aconteceu há 66 milhões de anos, quando um asteroide atingiu nosso planeta e resultou na extinção dos dinossauros e de boa parte da vida na Terra. Depois disso, outros eventos de extinção em massa de proporções menores foram registrados, como o provocado pela queda de um meteoro há 36 milhões de anos, na Sibéria.

“As extinções em massa globais foram aparentemente causadas por impactos cataclísmicos e vulcanismo maciço, talvez às vezes atuando em conjunto”, disse Michael Rampino, professor de biologia na Universidade de Nova York e principal responsável pela pesquisa. As conclusões dos pesquisadores surgiram da comparação dos ciclos de extinção com a idade das crateras produzidas pelo impacto de cometas e asteroides, e da inundação de basalto deixada por erupções vulcânicas que cobriram grandes áreas de terra com lava.


Fontes:  Universidade de Nova York, Express Forbes

Imagens: Shutterstock.com

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Mundo

Milhões de páginas de arquivos da CIA sobre óvnis são liberadas ao público

Pável Bauken

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Uma organização chamada Black Vault, que se define como “o maior arquivo privado de documentos desconfidencializados do mundo” colocou à disposição para download todos os arquivos públicos da CIA que tratam de óvnis. Ao todo, são 2,2 milhões de páginas sobre incidentes envolvendo objetos voadores não identificados. É a primeira vez que esse conteúdo está disponível de forma acessível a qualquer um.

A organização fez requerimentos à CIA durante 25 anos para conseguir o material. A Lei de Liberdade de Informação dos Estados Unidos garante acesso a esses tipos de documentos, desde que eles sejam solicitados por quem demonstrar interesse. Originalmente, apenas uma pequena parte desse conteúdo estava disponível ao público, mesmo que o sigilo sobre eles já houvesse expirado. “A CIA dificultava incrivelmente a consulta de seus registros de maneira justa”, criticou John Greenewald Jr., fundador da Black Vault, que finalmente conseguiu acessar o material para disponibilizá-lo de forma organizada em seu site.

Alguns dos relatórios sobre óvnis datam da década de 1980. Entre os arquivos estão documentos relacionados a uma explosão misteriosa que arrancou telhados e deixou uma cratera de 28 metros, que foi precedida por um “rugido estranho” e uma “esfera de fogo”, em Sasavo, Rússia. Outro conteúdo interessante é um documento com vários trechos que permanecem censurados afirmando que um ex-vice-diretor assistente da CIA para ciência e tecnologia “exibiu interesse” em um objeto misterioso que foi levado em uma valise para seu escritório. “Ele decidiu que iria investigar pessoalmente e, depois, deu conselhos sobre como prosseguir (com a investigação). Esse conselho permanece confidencial”, disse Greenwald no Twitter

Segundo a CIA informou a Greenewald, foram entregues a ele todos os documentos públicos a respeito do tema, mas ele diz que não há como comprovar que isso seja verdade. Nos próximos meses, tanto a CIA quanto o FBI devem liberar ao Congresso dos EUA tudo o que sabem sobre óvnis, de acordo com a Lei de Autorização de Inteligência para 2021.


Fontes: Vice e IFLScience

Imagem: Shutterstock.com

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Mundo

Marco tecnológico: NASA consegue fazer teletransporte quântico de longa distância

Pável Bauken

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Pela primeira vez, especialistas da NASA e de outras instituições conseguiram alcançar de forma bem-sucedida o transporte quântico de longa distância. Eles transferiram de modo instantâneo unidades básicas de informação quântica (chamadas qubits) por 44 quilômetros de fibra óptica entre dois pontos diferentes. A tecnologia poderá ser usada para desenvolver um serviço quântico de internet que revolucionaria o armazenamento de dados e a computação em geral.

Esse tipo de teletransporte não envolve a transferência real de matéria, mas de qubits, a unidade básica da informação quântica. Segundo os pesquisadores, o teletransporte quântico é uma transferência “desencarnada” de estados quânticos de um local para outro. Ele é alcançado usando uma técnica chamada emaranhamento quântico, na qual duas ou mais partículas são inextricavelmente ligadas entre si. Se um par de partículas emaranhadas é compartilhado entre dois locais separados, não importa a distância entre eles, a informação codificada é teletransportada.

Uma das autoras do estudo, María Spiropulu, informou que a pesquisa já havia alcançado bons resultados há vários meses, mas nenhuma notícia foi divulgada até que se chegassem a conclusões importantes para seu uso em aplicações práticas. Em nota, os especialistas garantiram que os novos resultados oferecem bases realísticas para a criação de uma internet quântica de alta fidelidade.

O avanço é notável por alguns motivos. Experiências anteriores apresentaram resultados instáveis no teletransporte quântico​​ em longas distâncias. Durante uma delas, apenas seis quilômetros foram alcançados. O objetivo final dos pesquisadores é criar redes quânticas que usem a tecnologia para aumentar enormemente a velocidade, a potência e a segurança da computação em relação ao que é possível atualmente. As redes quânticas podem trazer avanços para a criptografia, algoritmos de busca e serviços financeiros, além de produzir simulações quânticas de fenômenos complexos.


Fontes: Motherboard Independent

Imagens: Shutterstock.com

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