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Ensino

Maioria dos professores aprendem sozinhos sobre tecnologia

Pável Bauken

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A maior parte dos professores das escolas do país busca sozinha formação sobre tecnologias. Segundo a pesquisa TIC Educação, do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), divulgada hoje (16), 92% dos professores de escolas públicas e 86% de escolas particulares buscam, por conta própria, se informar sobre novos recursos que podem usar no ensino e sobre inovações tecnológicas.

Vídeos e tutoriais online são alguns dos recursos usados. O percentual de professores que dizem aprender por esse meio passou de 59% em 2015 para 75% em 2018, percentuais semelhantes entre professores que lecionam em escolas públicas e particulares.

Na outra ponta, 26% dos professores de escolas públicas e 15% das particulares dizem receber formação das secretarias de ensino e, enquanto 60%, nas particulares recebem apoio para informações sobre tecnologia dos coordenadores pedagógicos, esse percentual cai para 35% entre os docentes das escolas públicas.

“Os que os dados revelam é que eles têm se interessado pelo uso das tecnologias no processo de ensino e aprendizagem, têm buscado, seja em cursos, seja em tutoriais vídeos online, mas a formação formal, que a gente pode dizer que é ofertada pela própria escola e pela rede de ensino, ainda precisa de algum aprimoramento”, diz Daniela Costa, coordenadora da pesquisa TIC Educação.

Formação na graduação

A pesquisa mostra que a defasagem vem desde a formação inicial, quando os professores estão na faculdade. Pouco mais da metade, 54% dos professores de até 30 anos, disse que cursou uma disciplina na graduação sobre o uso de tecnologias na aprendizagem. A porcentagem cai quando se tratam de professores mais velhos. Entre os de 31 a 45 anos, 48% tiveram uma aula específica sobre o assunto e, entre aqueles com 46 anos ou mais, apenas 34%.

No total, metade dos professores disse que pelo menos participou, na graduação de cursos, debates ou palestras promovidos pela faculdade sobre o uso de tecnologias em atividades de ensino e aprendizagem; 55% disseram que os professores falavam nas aulas sobre como utilizar tecnologias em atividades de ensino e aprendizagem; e, 38% disseram que realizaram projetos ou atividades para a faculdade sobre o assunto.

Depois que deixaram a faculdade, a formação continuada também deixou a desejar, apenas 30% dos professores das escolas particulares e 21% das escolas públicas participavam, no ano passado, de algum programa de formação para os professores sobre o uso das tecnologias.

“A formação de professores é um aspecto relevante para o uso da tecnologia no processo de ensino e aprendizagem. Eles acabam sendo mediadores no uso crítico responsável da tecnologia. A conectividade depende dos professores estarem capacidades, de serem formados para o uso desses recursos e para extraírem o máximo desses dispositivos”, diz Daniela.

Formação de professores

A formação dos professores está entre os itens que constam no Compromisso Nacional pela Educação Básica, documento apresentado pelo Ministério da Educação (MEC) como um plano de ação na educação básica, que vai da educação infantil ao ensino médio.

O MEC pretende concluir também até novembro deste ano a revisão do texto da Base Nacional Comum da Formação de Professores da Educação Básica. O documento orientará a formação de professores em licenciaturas e cursos de pedagogia em todas as faculdades, universidades e instituições públicas e particulares de ensino do país.

Pesquisa

A 9ª edição da pesquisa TIC Educação foi realizada em todo o país com 11.142 estudantes de 5º e 9º ano do ensino fundamental e do 2º ano do ensino médio. Participaram ainda 1.807 professores de língua portuguesa, de matemática e que lecionam múltiplas disciplinas, 906 coordenadores pedagógicos e 979 diretores. Todos de escolas localizadas em áreas urbanas. Compõem também a amostra 1.433 diretores ou responsáveis por escolas rurais.

As entrevistas e os questionários foram aplicados entre agosto e dezembro de 2018. A pesquisa foi realizada pelo CGI.br por meio do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR.

Fonte Agência Brasil
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Ensino

Enem: candidatos com covid-19 podem solicitar remarcação neste sábado

Pável Bauken

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Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Os inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) que estejam com covid-19 ou outra doença infectocontagiosa podem solicitar reaplicação da prova até 12h deste sábado, 23. A orientação do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) é para que candidatos que apresentem sintomas da doença não compareçam a este segundo domingo de aplicação do exame, 24. O pedido de reaplicação deve ser feito pela página do participante e exige comprovação do diagnóstico.

Aplicantes que não compareceram no primeiro domingo de provas, 17, por conta da covid-19, e já tiveram o pedido deferido, não precisam fazer uma nova solicitação. A reaplicação está automaticamente garantida para os dois dias de provas, segundo o porta-voz do Inep.

De acordo com o Instituto, podem solicitar remarcação entre os dias 25 e 29 de janeiro os candidatos que: apresentarem sintomas ou sejam diagnosticados na véspera ou no segundo dia de provas, 24; foram diagnosticados após 16 de janeiro e não compareceram ao primeiro dia de provas no último domingo, 17; sentiram-se prejudicados por problemas logísticos, como aqueles que foram impedidos de realizar o exame por superlotação das salas.

As provas serão reaplicadas nos dias 23 e 24 de fevereiro, mesma data de aplicação para Pessoas Privadas de Liberdade (PPL) e os inscritos no estado Amazonas, onde o governo suspendeu o exame por conta da crise sanitária.

O primeiro dia de aplicação do Enem aconteceu no último domingo, 17, e contou com a abstenção recorde de 2,8 milhões de candidatos. Os estudantes que compareceram fizeram as provas de Linguagens, Ciências Humanas e Redação. O segundo dia do exame ocorre neste domingo, 24, com 90 questões nas áreas de Ciências da Natureza e Matemática.

Além da covid-19, candidatos com outras doenças infectocontagiosas podem solicitar a reaplicação do Enem. São elas: coqueluche, difteria, doença invasiva por Haemophilus influenza, doença meningocócica e outras meningites, varíola, influenza humana A e B, poliomielite por poliovírus selvagem, sarampo, rubéola e varicela. O procedimento para remarcar a prova por causa de doenças infectocontagiosas é o mesmo para todos os candidatos.

Veja abaixo como solicitar a reaplicação do Enem 2020 para cada caso:

Sou candidato ao Enem e estou com covid-19

De acordo com o edital, é dever do candidato comunicar que está com a doença. Até um dia antes da aplicação do exame, deve-se entrar no na página do participante e inserir um documento com as seguintes informações:

nome completo do participante; diagnóstico médico e o código correspondente na Classificação Internacional de Doença (CID 10); assinatura e identificação do médico, com respectivo registro do Conselho Regional de Medicina (CRM).

O documento para comprovar a doença pode ser um resultado positivo para o teste de coronavírus, um atestado ou relatório médico. O arquivo deve ser anexado e enviado em formato PDF, PNG ou JPG, com o tamanho máximo de 2MB.

Caso o diagnóstico aconteça no dia do exame, o participante deve entrar em contato com o Inep através do 0800 616161 e relatar sua situação. Neste caso, o procedimento de comprovação da documentação deve ser feito entre os dias 25 e 29 de janeiro.

Sou candidato ao Enem e tenho sintomas de covid-19, mas ainda não recebi o diagnóstico

A orientação do Inep é para que o candidato com sintomas na véspera ou no dia da prova não vá fazer o exame. O participante deve procurar um serviço de saúde e informar seu estado na página do participante e pelo telefone 0800 616161. Apesar de o edital não especificar tal caso, a assessoria de imprensa do Inep informou que o participante deve inserir um documento que comprove a suspeita de covid-19.

O arquivo deve conter: nome completo do participante; atestado ou relatório médico; assinatura e identificação do médico, com respectivo registro do Conselho Regional de Medicina (CRM).

Assim como para os demais, o arquivo deve ser anexado e enviado em formato PDF, PNG ou JPG, com o tamanho máximo de 2MB.

Não apresentei sintomas de covid-19, mas convivo diretamente com uma pessoa infectada. Devo fazer o Enem?

O edital do Enem não traz informações para esse caso. Até a publicação deste texto, a assessoria do Inep não havia respondido. É importante ressaltar que há casos de pessoas assintomáticas e que a transmissão também pode ocorrer nessas situações.

A responsabilidade fica por conta do candidato, não do Inep

Segundo o edital, o Inep se exime de qualquer responsabilidade pelo não recebimento dos documentos, como falhas de comunicação ou congestionamento das linhas. Cabe ao candidato verificar que seguiu os procedimentos corretos e que não houve qualquer falha técnica. No momento da prova, o participante que alegar indisposição ou problemas de saúde e não concluir o exame, não poderá solicitar a reaplicação.

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Ensino

Unijuí está com inscrições abertas para cursos de Pós-Graduação Lato Sensu

Pável Bauken

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A pandemia de covid-19 não só forçou a mudança de hábitos, como também deixou evidente a necessidade de estar preparado, no campo profissional, para contornar as dificuldades. Ter conhecimento, em um cenário de incertezas, é um diferencial.

Por meio dos cursos de Pós-Graduação Lato Sensu, MBA e Especialização, a Unijuí não só contribui para o desenvolvimento profissional e crescimento acadêmico, como também oferece, aos participantes, contatos que podem abrir portas e oportunidades.

Diversos cursos, em diferentes áreas, estão com inscrições abertas na Universidade, por meio do endereço unijui.edu.br/pos. Para quem quer um curso na modalidade Ensino a Distância (EaD), há as opções de Marketing e Engenharia de Avaliações e Perícias.

No campus Ijuí, estão abertas as inscrições para Estética Avançada e Minimamente Invasiva; Finanças e Mercado de Capitais; Saúde Mental; Controladoria e Gestão Empresarial; Fisioterapia Neurofuncional; Hematologia Laboratorial; Urgência, Emergência e Trauma; Direito do Trabalho, Processo do Trabalho e Previdenciário; Auditoria e Planejamento Tributário; e Psicologia Clínica: Práticas Clínicas nas Instituições.

Por meio do campus Três Passos, são ofertadas as especializações em Coaching e Gerenciamento de Pessoas e Direito do Trabalho, Processo do Trabalho e Previdenciário. Em Santa Rosa, é ofertado o Programa de Residência em Medicina da Família e Comunidade.

Para mais informações, está disponível o telefone 3332-0553 e o e-mail [email protected].

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Ensino

EaD Unijuí conta com a excelência dos professores da Universidade

Pável Bauken

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Muitas dúvidas ainda pairam no ar quando falamos em Ensino a Distância (EaD) – que nada mais é do que um modelo de ensino alternativo, diferente da forma tradicional. No EaD, ao invés de o estudante ir até a universidade para realizar as aulas, é a universidade que vai até ele.

“Por meio do Ensino a Distância, o aluno pode acessar os conteúdos e realizar todas as atividades de forma online, de onde estiver, e pode adaptar os estudos à sua rotina”, explicou a vice-reitora de Graduação, professora Fabiana Fachinetto, lembrando que, na Unijuí, os materiais e conteúdos que orientam os cursos são organizados por professores da casa. “Significa que a Unijuí oferta a mesma qualidade da graduação presencial aos cursos a distância. Excelência já reconhecida no mercado”, completou.

Hoje, a Unijuí conta com a oferta de diversos cursos na modalidade EaD. Na graduação, são ofertadas vagas em cursos de bacharelado – Administração, Ciências Contábeis e Educação Física; licenciatura – Educação Física, História, Letras: Português e Pedagogia; e cursos tecnólogos em Gestão Comercial, Gestão da Qualidade, Gestão de Micro e Pequenas Empresas, Gestão de Recursos Humanos, Gestão Financeira, Logística, Marketing e Processos Gerenciais.

Para quem só deseja realizar um curso de qualificação profissional, há as opções de Gestão de Vendas, Marketing Estratégico, Pesquisa de Marketing, Atualização de Diretor de Ensino e de Diretor Geral, Atualização de Examinador e Instrutor de Trânsito, Design de Móveis – Design Confinado, Grupos para Educação em Saúde: métodos e estratégias, Intensivo Básico de Inglês, Introdução aos desafios da implantação de programas de transformação digital, e Pós-colheita, industrialização e qualidade de grãos da soja, linhaça, girassol e canola.

“A principal vantagem do EaD é a flexibilidade nos estudos, a versatilidade de local e horário para assistir às aulas e realizar as atividades”, explicou o coordenador da modalidade EaD na Unijuí, professor Luciano Zamberlan. Ele comenta que, hoje, com os avanços da tecnologia na Educação a Distância, é possível garantir qualidade na formação do estudante, da mesma forma como ocorre em cursos presenciais. “E por tornar o conhecimento mais democrático e acessível, os cursos também possuem mensalidades mais acessíveis, quando comparadas à modalidade presencial”, disse.

No EaD, de acordo com Zamberlan, o aluno desenvolve características que o mercado de trabalho valoriza, como a facilidade para manter o foco, autonomia intelectual, organização, disciplina e motivação para seguir estudando e alcançando objetivos e metas pessoais e profissionais.

As inscrições para o novo módulo EaD na Unijuí, que inicia as atividades em 22 de fevereiro, encerram-se ao final da semana, na sexta-feira, dia 26 de fevereiro. Para ingressar em um dos cursos é necessário realizar a prova online, que pode ser agendada. Também é possível utilizar a nota de redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) ou aproveitar a nota de redação de outros vestibulares realizados na Unijuí.

Inscrições e informações podem ser acessadas em www.unijui.edu.br/ead.

 

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